terça-feira, 14 de julho de 2020

S.E.X - 1ª Temporada - Capítulo 36


CHRISTIAN

— Viu alguma daquelas máquinas de chocolates e barras de cereais por aí? – Ana perguntou assim que me viu aproximar.

— Oi para você também – falei a vendo rolar os olhos e continuar a procurar algo no corredor – Porque está aqui? Aconteceu algo com o nosso filho? – indaguei, preocupado, tocando em sua barriga, fazendo com que ela me olhasse.

— Eu não sei. Senti uma dor no pé da barriga e vim para esse hospital, mas até agora só tiraram o meu sangue para exames e me mandaram trocar de roupa, e ficar deitada na cama, mas...

— E porque é que você não está deitada, criatura de Deus? – inquiri, a interrompendo.

— Porque estou com fome e ficar parada em cima de uma cama me dar um tédio, então estava procurando uma daquelas máquinas de comida para arranjar algo para matar minha fome.

— Vai deitar, Ana – mandei sério e ela fechou a cara na hora, me fuzilando com o olhar.

— Você é môco por acaso? Acabei de falar que estou com fome. Eu não vou deitar não.

— Volta para a cama que eu busco algo para você comer. Anda logo, sua teimosa.

Ana me encarou por um momento, semicerrando os olhos, então estiquei o braço bruscamente, apontando impaciente para a cama do quarto.

— Tá, tá, já estou indo, mas quero os meus chocolates.

Lembrei que tinha visto uma dessas máquinas perto do corredor do ambulatório, então fui até lá e comprei três barras de chocolate e três de cereais. Assim que retornei ao quarto, pela glória de Deus, vi que Anastasia estava deitada.

— Aqui está.

— Obrigada – ela murmurou, já rasgando e devorando os pacotes, parecendo um bicho esfomeado.

Sai do quarto para ver se conseguia alguém para atender a Ana e avistei um casal conversando próximo do balcão da emergência que, pelas suas vestimentas, deduzi serem médicos.

— Com licença, algum de vocês pode atender a... minha namorada, que chegou com dor na barriga. Ela está grávida.

— Qual o quarto dela, senhor? – perguntou a médica.

— É o 05. Aquele ali.

— Quarto 05? – ela murmurou olhando para o tablet em sua mão – É o meu caso.

— Amor, já vou indo para a UTI então – disse o médico dando um selinho nela antes de sair.

— Volta aqui, Christopher. Te busquei no centro cirúrgico, porque você vai pegar esse caso comigo.

— A paciente precisa de acompanhamento com endocrinologista?

— Sim. Os exames dela deram Diabetes gestacional.

“A Anastasia tem diabetes? Puta que pariu! Ela está comendo doce agora!” pensei antes de sair correndo, voltando para o quarto, deixando os médicos ainda ao balcão.

— Para de comer isso agora – ordenei, já tomando das mãos dela os pacotes que ainda restavam.

— Que porra é essa, Christian!? Não estava vendo que eu tava comendo?

— Você tem diabetes.

— Eu tenho o quê?

Ana não entendeu bem a situação e nem deu tempo para explicar, pois os médicos adentraram o quarto.

— Bom dia, Srta. Steele. Eu sou a Dra. Danielle Hemsworth e esse aqui é o Dr. Christopher Hemsworth. Estou com o resultado dos seus exames e seu valor glicêmico deu 146.

— Diabetes gestacional. Puta que pariu! Já não bastava engravidar, eu tinha que desenvolver diabetes na gravidez também. Eu só me fodo nessa vida! – Anastasia resmungou à medida que os médicos se entreolharam.

— Meu marido é endocrinologista e irá lhe acompanhar, juntamente comigo. Seremos seus médicos durante o período da sua gestação.

— Vamos ter que precisar controlar essa sua glicemia enquanto estiver grávida...

— Então, o bebê está bem? – inquiri, interrompendo o médico, olhando para a esposa dele.

— Tudo indica que sim. Houve sangramentos?

— Não, doutora – Ana respondeu.

— Um pequeno sangramento ou dores no pé da barriga, como se fosse uma cólica mais leve, geralmente são bem normais no início da gestação, então não se preocupem com isso. Mas fique atenta se a dor mudar de intensidade e se descer mais do que um filete de sangue, pois isso sim pode indicar algo grave.

Anastasia assentiu com a cabeça.

— Estamos providenciando uma cadeira de rodas para conduzi-la até a sala de ultrassonografia, para termos a certeza de que o bebê de vocês estar bem e poder tranquilizá-los totalmente.

— Obrigado, doutora – falei enquanto agradecia mentalmente à Deus.

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