CHRISTIAN
Estava próximo da entrada do hospital, terminando de falar com meu irmão ao telefone, quando reconheci a mulher que saía de um carro estacionado próximo a mim. Era Leila.
— Vem para cá, seu viado. A Kate está te esperando no ambulatório – rosnei com Elliot e desliguei o celular, vendo Leila ajeitar seu jaleco sobre o braço à medida que se aproximava de mim.
— Christian?
— Oi, Leila – murmurei, dando-me um abraço em cumprimento.
— Que bom rever você – ela disse, se desvencilhando de mim um pouco, encarando-me – Continua o mesmo gato de sempre.
— Quanto tempo, não é? – indaguei, corando pelo elogio dela.
— Verdade. Mas o que está fazendo aqui? Voltou a morar nos Estados Unidos ou só está de visita e acabou se machucando?
— Ah, não me machuquei não. Estou com minha cunhada que veio se consultar. Mas eu estou morando aqui na cidade. Vim para cá depois que você terminou comigo – comentei e vi a mesma ficar com um semblante meio triste.
— Mas você está bem, Christian? Está melhor da sua depressão? Eu não deveria ter terminado o nosso noivado com você naquele estado. Sinto muito mesmo. Se eu puder fazer qualquer coisa por você é só pedir. Eu ainda continuo tendo um carinho muito especial por você, Christian.
— Ah, está tudo bem, Leila. Eu estou bem. Não se preocupe com isso. Mas, me fale de você. Como tem passado? Está trabalho aqui? – perguntei, curioso.
— Sim, sim. Estou bem, obrigada. Há alguns meses eu me reencontrei com um ex-namorado do tempo do colégio e mês passado ele me pediu em casamento – ela disse enquanto entrávamos no hospital.
— Parabéns, Leila. Desejo muitas felicidades para vocês dois.
— Obrigada, Christian. E você? Tá namorando? Tá solteiro? Casou?
— Ah... Eu estou feliz porque vou ser pai.
— Oh, meus parabéns, Christian – ela murmurou me abraçando – Fico também muito feliz por você. Será um paizão e tanto, pode apostar no que eu estou falando.
Ia agradecê-la quando um rapaz, vestido como técnico de enfermagem, se aproximou dela, entregando-lhe uma pasta.
— Bom dia, Dra. Williams, que bom que a senhora chegou. Estamos com essa gestante no PS com suspeita de aborto, porém a mesma não apresenta nenhum sangramento.
— Hoje estou no ambulatório – Leila disse, já devolvendo a pasta para o rapaz – A Dra. Hemsworth está de plantão nas clínicas hoje. Provavelmente, a mesma deve estar no estar dos médicos. Entre em contato com ela e passe esse caso.
— Ok, doutora.
Acompanhei Leila até o balcão da ala ambulatorial e ela se despediu de mim com um beijo na bochecha, limpando depois com o dedo o pouco do batom que tinha ficado ali.
— Adorei te rever, Christian.
— Também gostei em te ver de novo, Leila.
— Vamos marcar para jantarmos nos quatro um dia. Eu, o meu noivo, você e a sua esposa.
Assenti para não ser indelicado. Ela me entregou um cartãozinho de visita com seu número de celular, pedindo para que eu ligasse para marcarmos um dia, então Leila pegou as pastas dos prontuários sobre o balcão e saiu pelo corredor adentrando a terceira porta. Localizei Kate na fila e a informei de que tinha ligado para o meu irmão, e que o mesmo se encontrava a caminho para poder fazer o seu papel de pai.
— Obrigada, Christian.
— De nada. Eu vou esperar ele lá fora.
Ela assentiu me agradecendo novamente então me afastei, mas assim que passei pelo balcão da recepção para sair, vi o que parecia ser a Anastasia no final do corredor da ala da emergência, recostada na soleira da porta de um dos quartos.
“O que diabos será que aconteceu?” pensei franzindo o cenho, já me dirigindo até onde ela se encontrava.
Estava próximo da entrada do hospital, terminando de falar com meu irmão ao telefone, quando reconheci a mulher que saía de um carro estacionado próximo a mim. Era Leila.
— Christian?
— Oi, Leila – murmurei, dando-me um abraço em cumprimento.
— Que bom rever você – ela disse, se desvencilhando de mim um pouco, encarando-me – Continua o mesmo gato de sempre.
— Quanto tempo, não é? – indaguei, corando pelo elogio dela.
— Verdade. Mas o que está fazendo aqui? Voltou a morar nos Estados Unidos ou só está de visita e acabou se machucando?
— Ah, não me machuquei não. Estou com minha cunhada que veio se consultar. Mas eu estou morando aqui na cidade. Vim para cá depois que você terminou comigo – comentei e vi a mesma ficar com um semblante meio triste.
— Mas você está bem, Christian? Está melhor da sua depressão? Eu não deveria ter terminado o nosso noivado com você naquele estado. Sinto muito mesmo. Se eu puder fazer qualquer coisa por você é só pedir. Eu ainda continuo tendo um carinho muito especial por você, Christian.
— Ah, está tudo bem, Leila. Eu estou bem. Não se preocupe com isso. Mas, me fale de você. Como tem passado? Está trabalho aqui? – perguntei, curioso.
— Sim, sim. Estou bem, obrigada. Há alguns meses eu me reencontrei com um ex-namorado do tempo do colégio e mês passado ele me pediu em casamento – ela disse enquanto entrávamos no hospital.
— Parabéns, Leila. Desejo muitas felicidades para vocês dois.
— Obrigada, Christian. E você? Tá namorando? Tá solteiro? Casou?
— Ah... Eu estou feliz porque vou ser pai.
— Oh, meus parabéns, Christian – ela murmurou me abraçando – Fico também muito feliz por você. Será um paizão e tanto, pode apostar no que eu estou falando.
Ia agradecê-la quando um rapaz, vestido como técnico de enfermagem, se aproximou dela, entregando-lhe uma pasta.
— Bom dia, Dra. Williams, que bom que a senhora chegou. Estamos com essa gestante no PS com suspeita de aborto, porém a mesma não apresenta nenhum sangramento.
— Hoje estou no ambulatório – Leila disse, já devolvendo a pasta para o rapaz – A Dra. Hemsworth está de plantão nas clínicas hoje. Provavelmente, a mesma deve estar no estar dos médicos. Entre em contato com ela e passe esse caso.
— Ok, doutora.
Acompanhei Leila até o balcão da ala ambulatorial e ela se despediu de mim com um beijo na bochecha, limpando depois com o dedo o pouco do batom que tinha ficado ali.
— Adorei te rever, Christian.
— Também gostei em te ver de novo, Leila.
— Vamos marcar para jantarmos nos quatro um dia. Eu, o meu noivo, você e a sua esposa.
Assenti para não ser indelicado. Ela me entregou um cartãozinho de visita com seu número de celular, pedindo para que eu ligasse para marcarmos um dia, então Leila pegou as pastas dos prontuários sobre o balcão e saiu pelo corredor adentrando a terceira porta. Localizei Kate na fila e a informei de que tinha ligado para o meu irmão, e que o mesmo se encontrava a caminho para poder fazer o seu papel de pai.
— Obrigada, Christian.
— De nada. Eu vou esperar ele lá fora.
Ela assentiu me agradecendo novamente então me afastei, mas assim que passei pelo balcão da recepção para sair, vi o que parecia ser a Anastasia no final do corredor da ala da emergência, recostada na soleira da porta de um dos quartos.
“O que diabos será que aconteceu?” pensei franzindo o cenho, já me dirigindo até onde ela se encontrava.

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