terça-feira, 14 de julho de 2020

S.E.X - 1ª Temporada - Capítulo 34


CHRISTIAN

Só deixei as garotas no ponto de ônibus e peguei, em seguida, um táxi indo para a casa dos meus pais. Provavelmente, àquela hora, em casa, só estava minha mãe e minha cunhada Kate. Ambas se encontravam na sala, tricotando, quer dizer, mamãe tricotava, agora a Kate estava prestes a enfiar aquelas agulhas em alguma almofada de tanta raiva, que com certeza era porque ela não conseguia fazer o nó no final.

— Bom dia, mãezinha linda – falei indo dar um abraço e um beijo nela.

— Bom dia, filho. Não era para o senhor está trabalhando?

— Estou de férias – informei indo me sentar ao lado da Kate – Bom dia, buchuda – falei, já me inclinando para a enorme barriga dela – Bom dia, princesinha do titio.

— Oi, Christian. Olha, ela já reconhece que é você.

— Ela está chutando?

— Sim. Bem aqui – Kate pegou minha mão e a colocou um pouco abaixo do umbigo, então de repente senti o pequeno movimento – Estava tão quietinha, mas só foi você falar, que ela acordou.

— Isso mesmo, princesa. Chuta muito a sua mãe ai dentro – sussurrei contra a barriga dela fazendo Kate me dar um tapinha na mão e minha mãe sorrir.

— Mais olha um safado desse, Dona Grace. Tu só diz isso, porque não é em ti.

— Também te gosto, cunhadinha linda.

Dei um abraço nela e em seguida lhe tirei a manta e as agulhas de tricô das mãos, ensinando-a o nó final enquanto mamãe se levantava, dizendo que ia buscar uns bolinhos que ela havia feito na noite anterior.

— Você tricota também? – Kate perguntou surpresa e eu sorri, entregando-lhe suas coisas.

— Não, mas adivinha que tinha paciência para ficar segurando a linha enquanto a vovó Trevelyan tricotava? Aprendi o pouco que sei só observando ela.

— Ah sim. Então, o que acha da manta?

— Ficou muito bonita. Eu gostei. Já decidiram o nome da bebê?

— Estamos em dúvida entre Maggie e Alice. Até chegar a hora dela nascer, a gente se decide.

— E eu quero saber quando é que o senhor irá casar para poder me dar netos também, hein filho? – questionou mamãe adentrando a sala com uma tigela de bolinhos ao qual peguei dois e comecei a comer.

— Precisa ser necessariamente nessa ordem?

— Claro, Christian. Você deve conhecer muito bem a mulher que escolherá para ser sua esposa e mãe dos seus filhos. Mas porque a pergunta, filho?

— Porque... – parei de falar avaliando se contava agora ou depois, então depositei os bolinhos no canto da travessa e me levantei – Vocês lembram da Ana, não é?

— Aquela moça linda que veio com você no almoço de páscoa?

— Isso.

— Achei ela super simpática, Christian – confidenciou minha cunhada.

— Concordo com a Kate. Você deveria namorar ela, meu filho. Conselho de mãe, hein.

— Obrigado, mãe. Mas a questão é que ela não quer se casar comigo, mas mesmo assim vamos ter um filho.

— Peraí... você vai ser pai!?

— Sim, mãe.

— OMG! Obrigada, minha Santa Rita de Cássia, por atender às minhas preces – exclamou mamãe se levantando e me dando um abraço apertado – Ai, filho. Estou tão feliz por você, meu amor. Mas como essa moça não quer se casar com um dos melhores partidos ainda disponível desta casa?

Contei a elas tudo que sabia sobre a Anastasia e como nos conhecemos, sem entrar muito em detalhes sobre o meu probleminha.

— É sério que tu furou as camisinhas? – indagou Kate tentando conter o riso.

— Juro que esperava isso de todos os seus irmãos, menos de você, meu filho.

— Desculpe, mãe, mas eu gosto dela e queria que ela ficasse comigo, mas a Ana só me ver como paciente, quer dizer, só me ver agora como o pai do filho dela.

— Acho que você está errado, Christian – minha cunhada comentou se ajeitando melhor no sofá – Se a Anastasia está com ciúme de você com essas garotas, é porque ela já te ama.

— Se ela me ama, porque não fala logo para mim, aí a gente parava com essa palhaçada de ficar fazendo ciúmes um para o outro – resmunguei, emburrado, atacando um bolinho.

— O orgulho cega uma pessoa para os sentimentos que crescem em seu interior, filho. Você não deve bater de frente com ela, pois assim vocês dois vão ficar nisso por muito tempo. A trate bem e seja sempre prestativo.

— Mas mãe, se eu fizer isso, a Ana vai pensar que eu cedi aos caprichos dela, que estou concordando com as atitudes levianas que ela tem.

— Pelo contrário, filho. E digo isso por experiência própria. Quando eu era jovem, também era assim. Ficava com todos os homens gatos que atravessavam o meu caminho.

— Sério, sogrinha?

— Sim, Kate. Quando conheci o Carrick, nem dei muita bola para ele e mesmo o namorando, eu ficava com outros caras. Carrick nunca ficou com nenhuma garota e sempre me tratava bem, foi então que cai na real e percebi que o que eu estava fazendo com ele era errado, pois o magoava toda vez que Carrick me via com outro homem.

— Meu pai nem lhe deu um gelo pelo o que a senhora fez ele passar?

— Não, foi ao contrário. Ele me pediu em casamento.

— Como assim? – inquiri surpreso.

— Seu pai me levou para jantar um dia e disse “Grace, isso foi só uma fase ruim no nosso relacionamento. Um teste para ver se o nosso amor era forte. E assim quando o padre disser futuramente para nós ‘Na alegria e na tristeza’, eu vou ter a certeza que a partir daquele momento só vou ter alegria na minha vida, pois os momentos tristes aconteceram todos no passado. Isso se você, Grace Trevelyan, aceitar se casar comigo”.

— Caraca, que pedido de casamento mais estranho.

— Na época também achei, filho, mas isso me desarmou por completa e hoje sou a esposa mais fiel e devotada do mundo ao meu marido.

— Grande homem, meu sogro. Agora gente, eu vou deixar vocês, porque tenho que trocar de roupa para esperar meu maridinho vir me buscar, para irmos bater o último ultrassom – comunicou Kate se levantando.


★ ★ ★ ★ ★


— O Elliot ainda não chegou? – escutamos Kate perguntar adentrando a sala novamente, minutos depois, já de roupa trocada.
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— Ainda não, minha filha. Ele deve ter esquecido. Aí Senhor, o que eu faço com esse menino, me diga?

— Não sei o que Deus ou a senhora vão fazer, mas eu vou arrancar o pâncreas do meu marido.

— Arranque só um dos rins. Assim o meu filho continua vivo e você se vinga dele – minha mãe falou fazendo Kate rir.

— Cruz credo! Nessa família só tem mulheres vingativas. A Anastasia vai se dar muito bem com vocês e eu vou me ferrar. Kate, deixa que eu te levo para o hospital. Qual é o que você vai?

— Eu não me lembro do nome, mas é aquele que fica na região que você mora.

— Ah, deve ser o que fica há uns dez minutos de casa.

Ela assentiu, me agradecendo, então despedi-me da minha mãe, beijando-a na bochecha, agradecendo aos conselhos dela. E a informei que iria pegar a chave do carro.

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