CHRISTIAN
Assim que cheguei ao tal hospital, me apresentei como sendo o namorado da Ana e a recepcionista me olhou, meio desconfiada, antes de ir verificar no computador em qual quarto ela estava internada.
— O senhor tem certeza de que é namorado da Srta. Steele? – a mulher perguntou com uma das sobrancelhas erguida.
— Na verdade, sou meio que ex dela, mas moramos juntos e a irmã dela me pediu para vir buscá-la porque estava ocupada – informei, torcendo para que a recepcionista me dissesse logo onde a Ana estava, para eu poder vê-la e ficar mais tranquilo.
— Tudo bem. A Srta. Steele está no Box 05 da emergência. Ela deve já ter retornado da hemodiálise.
“Hemodiálise? O que será que tinha acontecido, Senhor?”
— Obrigado – agradeci e me dirigi rapidamente para a porta que a recepcionista havia me indicado.
Após ter perguntado para uma técnica onde ficava o tal Box 05, achei o quarto e entrei, encontrando Anastasia sentada na beirada da cama com o olhar vago e o semblante triste.
— Ana? – a chamei e ela ergueu o olhar para mim.
— O que está fazendo aqui?
— Sua irmã está ocupada, então ela me ligou para...
— Você é a última pessoa que eu queria ver neste momento, Christian.
“Toma, seu imbecil! Isso é para você deixar de ser babaca e ficar correndo atrás de alguém que não te merece”
— Como se eu quisesse estar aqui ao invés da minha cama quentinha – retruquei com a mesma dureza vocal que ela usara comigo, mas Ana logo começou a chorar, deixando-me péssimo.
“Olha o que você fez, sua anta quadrada!” briguei comigo mesmo enquanto ia me sentar ao seu lado passando meu braço por sobre o ombro dela, afagando-o.
— Me desculpe, Ana. Eu não queria... Nem sei o que houve e fui rude com...
— Eu estou grávida, Christian – ela falou enxugando o rosto, me fazendo ficar surpreso e feliz, ao mesmo tempo.
“Pega porra! Obrigado, Senhor! Te amo, meu Deus!”
Entretanto, notei que ela não tinha gostado nada da notícia.
— Não precisa ficar com medo disso, Ana. Eu estou aqui com você.
— Não estou com medo. Apenas não sei o que vou fazer. Que decisão tomar sobre esse problema.
Me levantei com raiva, postando-me na frente dela, com as mãos na cintura.
— Você está chamando o nosso filho de problema, Anastasia?
— Sim... Não... Eu não sei, Christian. Ainda está tudo confuso aqui dentro da minha cabeça.
— Você não está pensando em abortar, está?
— Confesso que pensei muito nisso sim, minutos depois que eu soube, mas queria conversar com você primeiro. Não agora, só depois. Quando eu tivesse...
— Abortado?
— Não. Eu não ia tomar nenhuma decisão sem consultar você, Christian. Você é o pai, mas é o meu corpo, entende? Eu não estou preparada para ser mãe.
Peguei suas mãos e a fiz se levantar, abrigando-a em meus braços.
— Eu estou aqui com você e sempre estarei, Ana. Vamos encarar isso juntos, por favor. Vamos fazer a gente dar certo... pelo bebê.
Quando a senti concordar com um aceno de cabeça contra o meu peito, quase não acreditei e a abracei mais forte, feliz da vida.
— Quem é você e o que está fazendo no quarto da minha namorada? – escutei alguém falar de repente, fazendo-me soltar um pouco da Anastasia e me virar, meio de lado.
Logo vi uma mulher fechando a porta atrás de si e se aproximando rapidamente de nós, já me empurrando para longe da Ana, dizendo “Sai, sai”.
— Você tem que ficar deitada, pelo bem do nosso filho – a mesma disse enquanto fazia a Anastasia se deitar na cama, foi quando meu cérebro deu um estalo.
“Peraí... Namorada? Nosso filho? Que porra está acontecendo?”
— Você disse “Namorada”? – inquiri, olhando para as duas – O que diabos está acontecendo aqui, Ana?
— E eu perguntei para você quem é vossa pessoa e o que faz aqui? – a mulher me questionou se aproximando de mim, com a cara fechada e com os braços cruzados sobre busto, parando a minha frente.
— Ivy, esse é o Christian. Aquele que eu comentei ontem. Christian, essa é a Ivy, minha nova amiga.
— Prazer – falei, sendo educado.
A tal de Ivy apenas me olhou de cima a baixo e se afastou, indo para perto da Anastasia.
— Até que dá para o gasto, mas eu espero que o bebê nasça com a sua cara, Ana. Pelo bem da criança – ela comentou e o mais impressionante foi ver a Anastasia rir daquilo – Tenho uma notícia maravilhosa para você.
— Que notícia?
— Conversei com o doutor e com jeitinho eu consegui fazer ele te liberar mais cedo do ele pretendia.
— Obrigada, Ivy. Por tudo.
— De nada, gatinha. Eu vou agora me arrumar para poder entrar em plantão daqui a pouco, então provavelmente não estarei aqui quando você for receber sua alta. Mas eu salvei o meu número no seu celular. Qualquer coisa me liga, tá linda?
— Ok.
Vi ela se inclinar e sussurrar algo para Ana que riu baixinho e assentiu com a cabeça enquanto ambas se abraçavam.
— Tchau, amor. Se cuida, viu? Tchau, bebê lindo da mamãe. E tchau, cunhado.
— Tchau, sua engraçadinha – Anastasia murmurou rindo, depois me encarou – Ela está só te provocando, Christian. Não ligue.
— Não gostei dessa garota – comentei me sentando na beirada da cama, quando ficamos a sós no quarto e logo vi a Ana fechar a cara.
— Pois pode passar a gostar dela, porque foi a Ivy que salvou a minha vida e a do bebê.
— Onde vocês se conheceram? – inquiri.
— A encontrei na boate e passamos a noite juntas, daí quando eu comecei a passar mal, ela me trouxe rapidamente para o hospital.
“Que?”
— Como assim “Passamos a noite juntas”?
— Ah, pelo amor de Deus, Christian! É sério que você não sabe o que eu quis dizer?
— Não.
— “Passamos a noite juntas” significa que nós transamos, nós fodemos, nós trepamos. Quer mais algum verbo relacionado a isso?
— Você me traiu!? Eu não estou acreditando nisso! Você é impressionante, Anastasia! Fala isso para mim assim, na maior cara de pau!
— Abaixe seu tom de voz comigo, Christian. E outra, nós não tínhamos nada sério, então não teve porra de traição nenhuma!
— Você bebeu? – inquiri, mas acho que já sabia a resposta daquela pergunta.
— Isso é óbvio – ela falou rolando os olhos – Eu não estaria aqui se não tivesse enchido a cara de bebida.
— Meu Deus, Ana! Beber faz mal ao bebê! – vociferei.
— Eu não sabia que estava grávida, ok, Christian? E assunto encerrado.
Assim que cheguei ao tal hospital, me apresentei como sendo o namorado da Ana e a recepcionista me olhou, meio desconfiada, antes de ir verificar no computador em qual quarto ela estava internada.
— O senhor tem certeza de que é namorado da Srta. Steele? – a mulher perguntou com uma das sobrancelhas erguida.
— Na verdade, sou meio que ex dela, mas moramos juntos e a irmã dela me pediu para vir buscá-la porque estava ocupada – informei, torcendo para que a recepcionista me dissesse logo onde a Ana estava, para eu poder vê-la e ficar mais tranquilo.
— Tudo bem. A Srta. Steele está no Box 05 da emergência. Ela deve já ter retornado da hemodiálise.
“Hemodiálise? O que será que tinha acontecido, Senhor?”
— Obrigado – agradeci e me dirigi rapidamente para a porta que a recepcionista havia me indicado.
Após ter perguntado para uma técnica onde ficava o tal Box 05, achei o quarto e entrei, encontrando Anastasia sentada na beirada da cama com o olhar vago e o semblante triste.
— Ana? – a chamei e ela ergueu o olhar para mim.
— O que está fazendo aqui?
— Sua irmã está ocupada, então ela me ligou para...
— Você é a última pessoa que eu queria ver neste momento, Christian.
“Toma, seu imbecil! Isso é para você deixar de ser babaca e ficar correndo atrás de alguém que não te merece”
— Como se eu quisesse estar aqui ao invés da minha cama quentinha – retruquei com a mesma dureza vocal que ela usara comigo, mas Ana logo começou a chorar, deixando-me péssimo.
“Olha o que você fez, sua anta quadrada!” briguei comigo mesmo enquanto ia me sentar ao seu lado passando meu braço por sobre o ombro dela, afagando-o.
— Me desculpe, Ana. Eu não queria... Nem sei o que houve e fui rude com...
— Eu estou grávida, Christian – ela falou enxugando o rosto, me fazendo ficar surpreso e feliz, ao mesmo tempo.
“Pega porra! Obrigado, Senhor! Te amo, meu Deus!”
Entretanto, notei que ela não tinha gostado nada da notícia.
— Não precisa ficar com medo disso, Ana. Eu estou aqui com você.
— Não estou com medo. Apenas não sei o que vou fazer. Que decisão tomar sobre esse problema.
Me levantei com raiva, postando-me na frente dela, com as mãos na cintura.
— Você está chamando o nosso filho de problema, Anastasia?
— Sim... Não... Eu não sei, Christian. Ainda está tudo confuso aqui dentro da minha cabeça.
— Você não está pensando em abortar, está?
— Confesso que pensei muito nisso sim, minutos depois que eu soube, mas queria conversar com você primeiro. Não agora, só depois. Quando eu tivesse...
— Abortado?
— Não. Eu não ia tomar nenhuma decisão sem consultar você, Christian. Você é o pai, mas é o meu corpo, entende? Eu não estou preparada para ser mãe.
Peguei suas mãos e a fiz se levantar, abrigando-a em meus braços.
— Eu estou aqui com você e sempre estarei, Ana. Vamos encarar isso juntos, por favor. Vamos fazer a gente dar certo... pelo bebê.
Quando a senti concordar com um aceno de cabeça contra o meu peito, quase não acreditei e a abracei mais forte, feliz da vida.
— Quem é você e o que está fazendo no quarto da minha namorada? – escutei alguém falar de repente, fazendo-me soltar um pouco da Anastasia e me virar, meio de lado.
Logo vi uma mulher fechando a porta atrás de si e se aproximando rapidamente de nós, já me empurrando para longe da Ana, dizendo “Sai, sai”.
— Você tem que ficar deitada, pelo bem do nosso filho – a mesma disse enquanto fazia a Anastasia se deitar na cama, foi quando meu cérebro deu um estalo.
“Peraí... Namorada? Nosso filho? Que porra está acontecendo?”
— Você disse “Namorada”? – inquiri, olhando para as duas – O que diabos está acontecendo aqui, Ana?
— E eu perguntei para você quem é vossa pessoa e o que faz aqui? – a mulher me questionou se aproximando de mim, com a cara fechada e com os braços cruzados sobre busto, parando a minha frente.
— Ivy, esse é o Christian. Aquele que eu comentei ontem. Christian, essa é a Ivy, minha nova amiga.
— Prazer – falei, sendo educado.
A tal de Ivy apenas me olhou de cima a baixo e se afastou, indo para perto da Anastasia.
— Até que dá para o gasto, mas eu espero que o bebê nasça com a sua cara, Ana. Pelo bem da criança – ela comentou e o mais impressionante foi ver a Anastasia rir daquilo – Tenho uma notícia maravilhosa para você.
— Que notícia?
— Conversei com o doutor e com jeitinho eu consegui fazer ele te liberar mais cedo do ele pretendia.
— Obrigada, Ivy. Por tudo.
— De nada, gatinha. Eu vou agora me arrumar para poder entrar em plantão daqui a pouco, então provavelmente não estarei aqui quando você for receber sua alta. Mas eu salvei o meu número no seu celular. Qualquer coisa me liga, tá linda?
— Ok.
Vi ela se inclinar e sussurrar algo para Ana que riu baixinho e assentiu com a cabeça enquanto ambas se abraçavam.
— Tchau, amor. Se cuida, viu? Tchau, bebê lindo da mamãe. E tchau, cunhado.
— Tchau, sua engraçadinha – Anastasia murmurou rindo, depois me encarou – Ela está só te provocando, Christian. Não ligue.
— Não gostei dessa garota – comentei me sentando na beirada da cama, quando ficamos a sós no quarto e logo vi a Ana fechar a cara.
— Pois pode passar a gostar dela, porque foi a Ivy que salvou a minha vida e a do bebê.
— Onde vocês se conheceram? – inquiri.
— A encontrei na boate e passamos a noite juntas, daí quando eu comecei a passar mal, ela me trouxe rapidamente para o hospital.
“Que?”
— Como assim “Passamos a noite juntas”?
— Ah, pelo amor de Deus, Christian! É sério que você não sabe o que eu quis dizer?
— Não.
— “Passamos a noite juntas” significa que nós transamos, nós fodemos, nós trepamos. Quer mais algum verbo relacionado a isso?
— Você me traiu!? Eu não estou acreditando nisso! Você é impressionante, Anastasia! Fala isso para mim assim, na maior cara de pau!
— Abaixe seu tom de voz comigo, Christian. E outra, nós não tínhamos nada sério, então não teve porra de traição nenhuma!
— Você bebeu? – inquiri, mas acho que já sabia a resposta daquela pergunta.
— Isso é óbvio – ela falou rolando os olhos – Eu não estaria aqui se não tivesse enchido a cara de bebida.
— Meu Deus, Ana! Beber faz mal ao bebê! – vociferei.
— Eu não sabia que estava grávida, ok, Christian? E assunto encerrado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário