ANASTASIA
— Você nem notou que eu mudei o visual hoje, né Christian? – comentei enquanto estacionava o carro em frente ao prédio onde morava o Jack.
— Reparei sim, mas não quis comentar nada.
— Porque? – indaguei saindo do carro e ele fez o mesmo – Não gostou do resultado? Eu gostei da minha franjinha e do tom mais claro do meu castanho.
— Também gostei, só não quis falar – ele disse sério.
Nos identificamos para o porteiro, então ele nos deixou entrar.
— Hum... escada – ressaltei sorrindo quando começamos a subir os lances de escada rumo até o terceiro andar e Christian rolou os olhos.
— Não, Ana. Dá para fazer na escada lá de casa. Para com esse fogo, mulher.
— Pensei que gostasse.
— Gosto, mas tudo tem limites.
— Ainda está irritadinho pela biblioteca, é? No fim, ninguém pegou a gente.
— Mas poderiam ter pegado.
— Isso mesmo “poderiam”, mas não pegaram – falei, já parando em frente da porta do apartamento.
Assim que a porta se abriu, após eu tocar a campainha, fui surpreendida por Jack que segurou o meu rosto e me beijou, quer dizer, selou nossos lábios por alguns segundos. Estava a ponto de brigar com ele, mas no momento seguinte me lembrei de algo e sorri de um jeito sexy.
— Que beijo mais magro, Jack. Eu lembro que você beijava bem melhor, tipo assim – avancei para cima dele, dando um beijo no mesmo que ficou meio sem ação, mas logo Christian me puxou pelo braço.
— Que merda é essa, Anastasia? – ele gritou comigo, mas o ignorei puxando meu braço.
— Fica na sua. Pode sair do seu esconderijo, Anabella, e passar a grana para o Jack.
— Você sabia...
— Sobre a aposta, Jack? Não quando você me beijou, mas lembrei da brincadeira idiota da minha irmã.
— Que brincadeira? – Christian inquiriu ainda com raiva enquanto eu via a Ella sair de trás do sofá, emburrada, e se aproximar de nós abraçando Jack de lado, então me virei e o encarei.
— Quando a Anabella começa a ficar com um cara que eu já peguei, ela aposta com ele que se o mesmo me beijar inesperadamente, eu vou descer um tapa no coitado. Mas a mesma sempre perde, né maninha?
— Você já caiu duas vezes, cair de novo é só questão de tempo, sua sem graça. Eu ainda tenho esperança.
— Até lá você vai perder dinheiro e me deixar mais rica ainda, porque Jack, o senhor vai me dar metade do que você ganhou – falei e enlacei Christian pelo pescoço – E não fica bravinho não, tá? Pois posso ter beijado ele, mas ainda amo o seu grande amiguinho aí de baixo.
Dei um selinho nele e me desvencilhei já entregando o presente da minha irmã e perguntando aonde iríamos comer, pois estava absurdamente faminta.
— Porque você não gosta do seu pai, Anabella? – escutei Christian perguntar enquanto terminávamos de comer.
“Já vai começar”
— Aquele desgraçado molestou a gente no passado e só porque ele ficou doente, a sonsa da Ana perdoou ele e o trata como se o infeliz tivesse sido o melhor pai do mundo.
— Ella, já chega desse assunto – pedi erguendo o olhar encontrando com o do Christian que transmitia pena, talvez.
— Chega nada.
Ela começou a contar por tudo o que passamos, ou melhor, tudo que eu passei, então me levantei da mesa sentindo um pouco de náusea só de pensar sobre o meu passado e saí em direção ao banheiro do apartamento.
“Está na hora de brincar com o papai” a voz de Ray ecoou na minha cabeça.
“Mais que droga! Eu não quero pensar nisso”
Só saí do banheiro quando o mal-estar passou, minutos depois, e me deparei com os três na porta.
— Você está bem, Ana? – Christian me perguntou e eu assenti, mas ninguém pareceu acreditar, o que me fez ficar puta da vida.
— Eu estou bem! – gritei passando pelos três.
— Você nem notou que eu mudei o visual hoje, né Christian? – comentei enquanto estacionava o carro em frente ao prédio onde morava o Jack.
— Reparei sim, mas não quis comentar nada.
— Porque? – indaguei saindo do carro e ele fez o mesmo – Não gostou do resultado? Eu gostei da minha franjinha e do tom mais claro do meu castanho.
— Também gostei, só não quis falar – ele disse sério.
Nos identificamos para o porteiro, então ele nos deixou entrar.
— Hum... escada – ressaltei sorrindo quando começamos a subir os lances de escada rumo até o terceiro andar e Christian rolou os olhos.
— Não, Ana. Dá para fazer na escada lá de casa. Para com esse fogo, mulher.
— Pensei que gostasse.
— Gosto, mas tudo tem limites.
— Ainda está irritadinho pela biblioteca, é? No fim, ninguém pegou a gente.
— Mas poderiam ter pegado.
— Isso mesmo “poderiam”, mas não pegaram – falei, já parando em frente da porta do apartamento.
Assim que a porta se abriu, após eu tocar a campainha, fui surpreendida por Jack que segurou o meu rosto e me beijou, quer dizer, selou nossos lábios por alguns segundos. Estava a ponto de brigar com ele, mas no momento seguinte me lembrei de algo e sorri de um jeito sexy.
— Que beijo mais magro, Jack. Eu lembro que você beijava bem melhor, tipo assim – avancei para cima dele, dando um beijo no mesmo que ficou meio sem ação, mas logo Christian me puxou pelo braço.
— Que merda é essa, Anastasia? – ele gritou comigo, mas o ignorei puxando meu braço.
— Fica na sua. Pode sair do seu esconderijo, Anabella, e passar a grana para o Jack.
— Você sabia...
— Sobre a aposta, Jack? Não quando você me beijou, mas lembrei da brincadeira idiota da minha irmã.
— Que brincadeira? – Christian inquiriu ainda com raiva enquanto eu via a Ella sair de trás do sofá, emburrada, e se aproximar de nós abraçando Jack de lado, então me virei e o encarei.
— Quando a Anabella começa a ficar com um cara que eu já peguei, ela aposta com ele que se o mesmo me beijar inesperadamente, eu vou descer um tapa no coitado. Mas a mesma sempre perde, né maninha?
— Você já caiu duas vezes, cair de novo é só questão de tempo, sua sem graça. Eu ainda tenho esperança.
— Até lá você vai perder dinheiro e me deixar mais rica ainda, porque Jack, o senhor vai me dar metade do que você ganhou – falei e enlacei Christian pelo pescoço – E não fica bravinho não, tá? Pois posso ter beijado ele, mas ainda amo o seu grande amiguinho aí de baixo.
Dei um selinho nele e me desvencilhei já entregando o presente da minha irmã e perguntando aonde iríamos comer, pois estava absurdamente faminta.
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— Porque você não gosta do seu pai, Anabella? – escutei Christian perguntar enquanto terminávamos de comer.
“Já vai começar”
— Aquele desgraçado molestou a gente no passado e só porque ele ficou doente, a sonsa da Ana perdoou ele e o trata como se o infeliz tivesse sido o melhor pai do mundo.
— Ella, já chega desse assunto – pedi erguendo o olhar encontrando com o do Christian que transmitia pena, talvez.
— Chega nada.
Ela começou a contar por tudo o que passamos, ou melhor, tudo que eu passei, então me levantei da mesa sentindo um pouco de náusea só de pensar sobre o meu passado e saí em direção ao banheiro do apartamento.
“Está na hora de brincar com o papai” a voz de Ray ecoou na minha cabeça.
“Mais que droga! Eu não quero pensar nisso”
Só saí do banheiro quando o mal-estar passou, minutos depois, e me deparei com os três na porta.
— Você está bem, Ana? – Christian me perguntou e eu assenti, mas ninguém pareceu acreditar, o que me fez ficar puta da vida.
— Eu estou bem! – gritei passando pelos três.

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