ANASTASIA
— Porque está com essa cara de quem comeu e não gostou? – perguntei a ele durante o nosso jantar, mas o mesmo praticamente me ignorou – Christian, qual é o problema?
— Você. Ou melhor, sou eu. O problema é que eu me apaixonei rápido demais, por alguém que nem se importa com o que eu sinto.
— Porque está falando isso?
— Porque depois de hoje, eu percebi que não vale mais a pena lutar para te conquistar, se você nunca vai mudar, Ana.
— Christian... – o chamei assim que ele se levantou da mesa de jantar e foi para a cozinha.
Fui atrás dele, encontrando-o na pia, lavando seu prato, então me aproximei e o abracei por trás, já descendo uma das minhas mãos para dentro de sua calça. Todavia, Christian pegou nos meus pulsos e se virou, encarando-me sério.
— Olha, Anastasia. Agradeço imensamente pelo o que você fez por mim, com relação ao meu problema. E eu realmente sinto muito pelo o que você passou na infância e na adolescência, mas isso não é motivo para ficar magoando as pessoas.
Fiquei sem ação.
— Pode ficar o tempo que quiser na minha casa, mas vamos esquecer a tal lista de lugares para transar e o nosso trato de eu te conquistar. Você venceu. Eu não vou mais correr atrás de você – ele disse e saiu da cozinha me deixando sozinha, meio que tentando entender e absorver aquilo tudo.
“Merda! Viu o que você fez, sua burra?”
Corri atrás dele para me desculpar e o mesmo parou à porta do seu quarto.
— Estou cansado de tudo isso. Vou dormir.
— Você não vai conseguir viver sem a minha boceta – o provoquei fazendo com que ele me olhasse.
— Viverei sim, Ana. Ao contrário de você, é claro, pois com certeza vai acabar pirando sem ter o meu pau te fodendo.
Rolei os olhos.
— Até parece. Consegui viver sem ele antes, porque eu não poderia viver sem o mesmo agora?
— O mesmo eu digo para você. E tenha uma boa noite – Christian disse antes de bater bem forte a porta do quarto dele.
— Oh, pessoa! Minhas malas estão aí dentro – resmunguei, então segundos depois, ele escancarou a porta e empurrou minhas malas para o corredor e se trancou novamente no quarto.
“Se Christian acha que eu não consigo viver sem o pau dele, vou provar para ele que está enganado”
“Tô viciada nele? Sim. Mas todo vício tem cura, não é mesmo?”
CHRISTIAN
Me sentei na beirada da cama e fiquei encarando a porta, lutando mentalmente comigo mesmo para não ir lá, abri-la, pegar Anastasia nos braços e trazer ela para minha cama. Entretanto, a Ana precisava dar valor aos meus sentimentos.
Não poder tocá-la, por todo esse tempo, estava sendo um tormento para mim. Me encontrava quase desistindo dessa ideia, quando hoje mais cedo, ela explodiu de raiva contra mim e me disse coisas sobre o meu problema, coisas que eu já sei e que não precisava que ninguém me dissesse.
Em parte, eu até entendia um pouco daquela raiva contida dentro dela, pois há quatro dias, Anastasia recebera a notícia de que o monstro do pai dela havia falecido e aquilo ainda estava mexendo muito com a mesma, tanto emocionalmente quanto fisicamente.
— Vai sair? – inquiri assim que Ana desceu a escada e foi abrir a porta para a irmã dela que entrou vindo me cumprimentar com um aperto de mão.
— Não, Sr. Grey. Me arrumei toda desse jeito para ir dormir.
— Eita que hoje tu tá mais cavala que eu, hein maninha? – comentou Ella rindo, voltando a olhar para mim – Pode vir com a gente se quiser.
— Ele tem coisas mais importantes para fazer, não é? – respondeu Anastasia me encarando emburrada.
— Claro. Se divirtam – murmurei, já me levantando do sofá.
— Com certeza, me divertirei bastante – anunciou ela, já puxando e empurrando Anabella porta a fora.
Só respirei fundo, meio triste, e subi para o meu quarto.
“Esquece seu babaca, ela nunca vai ser sua”
— Porque está com essa cara de quem comeu e não gostou? – perguntei a ele durante o nosso jantar, mas o mesmo praticamente me ignorou – Christian, qual é o problema?
— Você. Ou melhor, sou eu. O problema é que eu me apaixonei rápido demais, por alguém que nem se importa com o que eu sinto.
— Porque está falando isso?
— Porque depois de hoje, eu percebi que não vale mais a pena lutar para te conquistar, se você nunca vai mudar, Ana.
— Christian... – o chamei assim que ele se levantou da mesa de jantar e foi para a cozinha.
Fui atrás dele, encontrando-o na pia, lavando seu prato, então me aproximei e o abracei por trás, já descendo uma das minhas mãos para dentro de sua calça. Todavia, Christian pegou nos meus pulsos e se virou, encarando-me sério.
— Olha, Anastasia. Agradeço imensamente pelo o que você fez por mim, com relação ao meu problema. E eu realmente sinto muito pelo o que você passou na infância e na adolescência, mas isso não é motivo para ficar magoando as pessoas.
Fiquei sem ação.
— Pode ficar o tempo que quiser na minha casa, mas vamos esquecer a tal lista de lugares para transar e o nosso trato de eu te conquistar. Você venceu. Eu não vou mais correr atrás de você – ele disse e saiu da cozinha me deixando sozinha, meio que tentando entender e absorver aquilo tudo.
“Merda! Viu o que você fez, sua burra?”
Corri atrás dele para me desculpar e o mesmo parou à porta do seu quarto.
— Estou cansado de tudo isso. Vou dormir.
— Você não vai conseguir viver sem a minha boceta – o provoquei fazendo com que ele me olhasse.
— Viverei sim, Ana. Ao contrário de você, é claro, pois com certeza vai acabar pirando sem ter o meu pau te fodendo.
Rolei os olhos.
— Até parece. Consegui viver sem ele antes, porque eu não poderia viver sem o mesmo agora?
— O mesmo eu digo para você. E tenha uma boa noite – Christian disse antes de bater bem forte a porta do quarto dele.
— Oh, pessoa! Minhas malas estão aí dentro – resmunguei, então segundos depois, ele escancarou a porta e empurrou minhas malas para o corredor e se trancou novamente no quarto.
“Se Christian acha que eu não consigo viver sem o pau dele, vou provar para ele que está enganado”
“Tô viciada nele? Sim. Mas todo vício tem cura, não é mesmo?”
CHRISTIAN
Me sentei na beirada da cama e fiquei encarando a porta, lutando mentalmente comigo mesmo para não ir lá, abri-la, pegar Anastasia nos braços e trazer ela para minha cama. Entretanto, a Ana precisava dar valor aos meus sentimentos.
★ ★ ★ ★ ★
UMA SEMANA E MEIA DEPOIS
Não poder tocá-la, por todo esse tempo, estava sendo um tormento para mim. Me encontrava quase desistindo dessa ideia, quando hoje mais cedo, ela explodiu de raiva contra mim e me disse coisas sobre o meu problema, coisas que eu já sei e que não precisava que ninguém me dissesse.
Em parte, eu até entendia um pouco daquela raiva contida dentro dela, pois há quatro dias, Anastasia recebera a notícia de que o monstro do pai dela havia falecido e aquilo ainda estava mexendo muito com a mesma, tanto emocionalmente quanto fisicamente.
— Vai sair? – inquiri assim que Ana desceu a escada e foi abrir a porta para a irmã dela que entrou vindo me cumprimentar com um aperto de mão.
— Eita que hoje tu tá mais cavala que eu, hein maninha? – comentou Ella rindo, voltando a olhar para mim – Pode vir com a gente se quiser.
— Ele tem coisas mais importantes para fazer, não é? – respondeu Anastasia me encarando emburrada.
— Claro. Se divirtam – murmurei, já me levantando do sofá.
— Com certeza, me divertirei bastante – anunciou ela, já puxando e empurrando Anabella porta a fora.
Só respirei fundo, meio triste, e subi para o meu quarto.
“Esquece seu babaca, ela nunca vai ser sua”

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