terça-feira, 14 de julho de 2020

S.E.X - 1ª Temporada - Capítulo 07


CHRISTIAN

Fui pego de surpresa quando ela me empurrou para parede do seu consultório, meio que me prensando com seu corpo. Com isso, eu vi o meu autocontrole pegar as malas e acenar um tchauzinho antes de passar pela porta.
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— O que está fazendo? – perguntei quando a vi enfiar sua delicada mão dentro do meu casaco e acariciar o meu tórax, por sobre a camisa, descendo logo para minha calça.

— Adivinha...

Mal tive tempo de pensar em uma resposta para dizer, se é que aquilo tinha sido uma pergunta, pois ela logo uniu nossas bocas. Minhas mãos, antes espalmadas na parede, agora foram de encontro a sua cintura, sentindo o contorno daquele corpo gostoso.

“Senhor, me dê forças, por favor” pensei enquanto me perdia naqueles lábios deliciosos à medida que o cheiro dela invadia minhas narinas.

“Eita, caralho! Comer chocolate a partir de hoje, não vai ser mais a mesma coisa”

Enfiei uma das minhas mãos em seu cabelo e o puxei para trás, desgrudando nossos lábios, fazendo ela dá um gemido aborrecido.

— Espera. Eu não quero que fique frustrada comigo de novo.

— E quem disse que eu vou ficar? – ela sussurrou mordendo meu queixo por cima da rala barba.

“Puta que pariu! Essa mulher vai me matar de tesão!” pensei ficando duro igual pedra.

— Hum... Já está excitado... Perfeito. Vem comigo.

Fui puxado para uma outra área do consultório, onde havia uma maca então ela me mandou tirar o casaco e cachecol e me deitar ali. Mesmo desconfiado do que poderia ocorrer, eu fiz o que ela me pediu, e assim que me deitei a vi pegar o meu cachecol e amarrar uma das pontas no meu pulso direito.

— Calma. Não precisa se assustar – a mesma comentou quando demonstrei inquietude com aquilo – Faz parte do meu tratamento, imobilizar e vendar o paciente para que ele não possa me ver e nem me tocar, apenas sentir o que irei fazer. Então relaxe. Se quiser eu coloco uma música calma para você – ela disse terminando de amarrar meu outro pulso.

— Seria bom – comentei, quase gaguejando, quando a vi tirar sua blusa.

“Que peitos lindos, quer dizer, que sutiã lindo” pensei tentando tirar algum tipo de graça daquilo enquanto ela usava a própria blusa para me vendar.

“Morri e agora eu tô no inferno, Senhor! Vai já começar minha tortura”

Me sobressaltei segundos depois, quando a senti mexer na minha calça, abrindo-a e descendo um pouco a cueca.

“Puta merda, que mãozinha pequena!”

“Merda! Eu queria vê-la segurando o meu pau”

“Se acalma, sua mula, senão tu vais acabar gozando na mão da gostosa!”

“Música... Música... Música... Eu preciso me concentrar na porra da música!”

“Não dá, Senhor! Se ela continuar movimentando essa mão desse jeito eu vou gozar rapidinho”

“Peraí, ela está me chupando? Será que isso faz parte do tratamento?”

— Isso faz parte do tratamento? – indaguei curioso e a senti parar de me chupar.

— Não faz, mas estou adicionando ao seu.

“Pega porra! Tô recebendo tratamento vip!”

“Que boca quentinha, meu Pai Amado! Gostosa igual a dona”

“Não, caralho, já vou gozar”

“Ela parou?”

— Porque parou?

— Você estava perto de gozar, não estava?

“Que perto o quê? Eu ia gozar mesmo”

— Sim.

— O tratamento consiste em interromper a masturbação antes que chegue ao orgasmo, isso por uma seis vezes.

“Seis vezes!? Vou sofrer ainda mais cinco vezes na mão, quer dizer, na boca dela? Senhor, tenha piedade deste pobre coitado” rezei já sentindo ela abocanhar meu pau de novo.


★ ★ ★ ★ ★


“Ah, caralho, deixa eu gozar!” resmunguei irritado, mentalmente, depois de alguns minutos, eu acho, pois perdi até a noção do tempo.

— Me deixa gozar, pelo amor de Deus! Eu não estou mais aguentando! – supliquei, então ela tirou a venda dos meus olhos e me desamarrou, depois mandou que eu me sentasse em uma das poltronas do seu consultório.

Vê-la ali se ajoelhando entre minhas pernas, só de sutiã e saia, foi o bastante para um pré-gozo. Ela sorriu meio safada, lambendo a cabeça do meu pau então segurei a cabeça dela e ditei o ritmo das suas chupadas, já sentindo segundos depois meu orgasmo vindo, enchendo sua boca. A mesma não deixou nenhuma gota sequer escapar, engolindo tudo.

— Por quanto tempo eu fiquei sem gozar? – perguntei, ofegante.

— Você não precisa saber isso. Acho que é por causa dessa sua ansiedade que você acaba gozando rápido demais – ela comentou limpando a boca à medida que se levantava.

— Doutora...

— Vamos nos tratar pelo primeiro nome. Me chame de Anastasia ou de Ana e eu te chamarei de Christian, tudo bem?

Assenti, já me arrumando e fechando a calça.

— Toma – escutei ela dizer segundos antes de jogar algo para mim, que assim que o peguei no ar, vi que era um frasquinho de spray.

— O que é isso?

— É um spray sublingual. Quando chegarmos ao meu apartamento, você vai borrifar uma vez sob a língua.

— E o que ele vai fazer comigo? – indaguei, olhando-a desconfiada e Anastasia sorriu, se afastando de sua mesa, indo depois pegar sua blusa.

— Não se preocupe, eu não vou te dopar e abusar de você. Bem que não seria uma má ideia, né? – ela disse e eu a encarei, franzindo o cenho, então Ana completou terminando de se vestir – É brincadeira, Christian. Não vou fazer isso com você não. Posso ser pervertida, mas nunca vou agir de má fé com ninguém. Esse spray aí vai retardar sua ejaculação para podermos ter duas horas de sexo.

— Você está falando sério? – perguntei abismado.

“Duas horas de sexo? Porra, seria maravilhoso demais! Se essa gostosa conseguir essa proeza, eu me caso com ela amanhã mesmo. Pulo namoro, noivado e já vou direto para a lua-de-mel!”

— Estou sim. Vamos?

Assenti, já pegando o meu casaco que ela estendia em minha direção.

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