ANASTASIA
O convite inesperado da Dra. Elizabeth Morgan para substituí-la em uma palestra, pois o voo da mesma havia sido cancelado pelo mau tempo em Moscou, me pegou desprevenida, bagunçando assim toda a minha agenda de atendimentos do dia.
Todavia, como ela tinha me ajudado bastante quando vim morar aqui em Seattle, há dois anos, eu me virei nos trinta para tirar uma hora para ir até aquela escola. Entretanto, quando cheguei, tive duas grandes surpresas.
A primeira, era que a diretora do colégio era esposa de um dos meus pacientes. E a segunda, foi o meu reencontro inesperado com o cara gostoso daquele banheiro lá no Brasil.
“Será que ele havia feito o tratamento para ejaculação precoce e tinha se curado? Tomara que sim” pensei enquanto o via ir aonde, segundo a diretora me informou, se encontravam os professores.
“Hum... Ele deve ser professor. Oh delícia! Acho que tenho uma tara por professores, será?” pensei cinicamente.
Balancei a cabeça sutilmente para dissipar aqueles pensamentos e comecei a palestrar.
Assim que finalizei a minha palestra, a diretora e algumas professoras vieram conversar comigo sobre pompoarismo, mas eu nem estava prestando muita atenção e acabava respondendo meio que no automático.
Minha atenção estava mesmo era no gostoso do Christian que conversava à alguns metros dali com alguns alunos, provavelmente, os dele.
Educadamente, pedi licença para as mulheres e me encaminhei até onde ele se encontrava, a fim de poder me desculpar, pois o havia chamado durante a palestra para responder uma pergunta sobre masturbação e notei que o mesmo tinha ficado muito constrangido com aquilo.
— É claro que vocês podem fazer tipo um teatro retratando os principais acontecimentos. Conversem com a professora de teatro para ela ajudar vocês – ouvi Christian dizer e segundos depois olhar para mim, notando minha presença, fazendo o grupo de alunos se virarem, encarando-me também.
— Vamos, galera. Vamos deixar o professor Grey namorar um pouco, porque ele está precisando muito disso, para ver se volta a dar notas extras para gente – disse um jovem com dreads no cabelo e piercing no nariz.
— Olha lá, hein professor! Não faça nada que a gente faria – uma adolescente loirinha, abraçada a um jovem vestido com uma jaqueta de time de basquete, comentou rindo.
O vi rolar os olhos enquanto os meninos se afastavam de nós e eu acabei sorrindo também.
— Seus alunos?
— Sim. Sou professor de História aqui no colégio.
— Que legal. Eu vim me desculpar. Acho que você ficou constrangido com a minha pergunta, não foi?
— Um pouco – ele disse já saindo, caminhando em direção a porta do ginásio e eu o segui.
— Desculpe, às vezes sou meio sem papas na língua e acabo deixando as pessoas em maus lençóis.
— Tudo bem. Eu só vou ter que ouvir algumas piadinhas dos outros professores por alguns dias, mas eu sobrevivo.
De repente, peguei em seu braço fazendo o mesmo me olhar meio tenso então o soltei.
— Você já está indo embora?
— Não. Ainda tenho uma reunião de professores para participar.
“Que droga! Eu doida para levar esse cara gostoso para o meu apartamento, durante o meu tempo de almoço, e ele não vai sair agora” resmunguei enquanto me despedia dele.
— Foi um prazer te rever, Christian.
— Ah, então se lembra de mim, né? – ele perguntou com raiva, parando perto da porta.
— Sim – admiti e dei um passo à frente, me aproximando dele, erguendo o rosto, completando em um sussurro – Você está me devendo uma foda em retratação, lembra?
Dei um beijo em sua bochecha e me afastei acenando um tchau com a mão enquanto mordia o lábio. Fui me despedir da diretora e de algumas professoras, que ainda se encontravam na quadra, depois saí rumo à entrada do colégio.
Entretanto, assim que adentrei o estacionamento, escutei alguém me chamar, então me virei e vi Christian se aproximar, vindo meio que correndo.
— Eu precisava te avisar que eu ainda tenho aquele... probleminha – ele sussurrou, inclinando-se em minha direção, pois havia alguns alunos saindo da escola e passando por nós.
Pedi para que Christian me acompanhasse até onde eu havia estacionado o meu carro e ele assentiu, entendendo que lá teríamos mais privacidade para conversar.
— Você não fez nenhum tratamento? – inquiri quando chegamos perto do meu Sedan prata.
— Fazer, eu fiz, mas não deu certo. Consegui apenas me controlar para poder ter pelo menos uma conversa civilizada com uma mulher, porque antes... – ele se interrompeu de repente – Desculpe, nem sei porque estou dizendo isso para você. Eu nem te conheço direito. Adeus.
“Não vou perder esse homem gostoso não. Isso é até pecado”
— Eu posso te ajudar – falei, fazendo o mesmo se virar e se aproximar de mim novamente com uma cara meio confusa – Sou sexóloga, lembra? Posso te ajudar, Christian.
— Tem certeza que consegue?
— Tenho mais que certeza. Não tem a Sra. Bastille, a diretora do colégio?
— Sim. O quê que tem ela?
— Então... O marido dela e ela são meus pacientes e o Sr. Bastille tinha o mesmo problema que você e isso estava acabando com o casamento deles.
— Você o curou? Como?
— Acho melhor falarmos disso em outro lugar, tipo no meu consultório, não acha? – indaguei indicando onde estávamos e ele concordou dizendo que poderia perder a reunião para conversarmos mais sobre esse assunto.
“Adooooro!!! A Samantha não foi hoje mesmo, então vamos ficar sozinhos até às duas e meia da tarde, que será minha próxima consulta. Deus, eu te amo, Senhor!”
— Você não morava em Nova York? – Christian perguntou enquanto eu estacionava o carro no acostamento em frente ao prédio de dois andares, onde eu havia montado a filial da clínica S.E.X.
— Você pesquisou sobre mim? – inquiri à medida que saiamos do carro e o vi ficar bastante sem graça e com vergonha.
— Eu visitei uma vez o seu blog.
— Ah sim. Eu morava em Nova York, mas devido à alguns problemas pessoais, eu e um amigo meu tivemos que vir morar aqui em Seattle – informei enquanto dava passagem para ele entrar também.
— Ah, ok. Mas, vocês não são foragidos do FBI, CIA, INTERPOL, DEA ou esse tipo de coisa, né?
Sorri.
— Não se preocupe. Não sou nenhuma procurada da polícia não – comentei fazendo Christian sorri também.
— Porque trancou a porta? – ele inquiriu à medida que eu o conduzia até a minha sala.
— Por medida de segurança. Vamos estar ocupados, e se aparecer um bandido ou coisa parecida? Trancados aqui estamos mais seguros. Não está com medo de mim, está? – indaguei segurando a porta para ele passar e acabei notando um certo volume em sua calça.
“Senhor, cruza os dedos aí em cima, por favor”
— Não estou não – ele disse indo olhar meus diplomas que se encontravam em uma das paredes.
Aproveitei que o mesmo estava distraído e me aproximei bem devagar, tirando o blazer preto que eu usava.
— Que bom – falei parada atrás dele e Christian se virou.
Num piscar de olhos, ele já se encontrava encostado na parede enquanto que eu enfiava minha mão por dentro do seu casaco e descia ela ao longo do seu tórax, seguindo rumo a sua calça.
— O que está fazendo?
— Adivinha... – sussurrei sensualmente, segundos antes de beijá-lo.
O convite inesperado da Dra. Elizabeth Morgan para substituí-la em uma palestra, pois o voo da mesma havia sido cancelado pelo mau tempo em Moscou, me pegou desprevenida, bagunçando assim toda a minha agenda de atendimentos do dia.
Todavia, como ela tinha me ajudado bastante quando vim morar aqui em Seattle, há dois anos, eu me virei nos trinta para tirar uma hora para ir até aquela escola. Entretanto, quando cheguei, tive duas grandes surpresas.
A primeira, era que a diretora do colégio era esposa de um dos meus pacientes. E a segunda, foi o meu reencontro inesperado com o cara gostoso daquele banheiro lá no Brasil.
“Será que ele havia feito o tratamento para ejaculação precoce e tinha se curado? Tomara que sim” pensei enquanto o via ir aonde, segundo a diretora me informou, se encontravam os professores.
“Hum... Ele deve ser professor. Oh delícia! Acho que tenho uma tara por professores, será?” pensei cinicamente.
Balancei a cabeça sutilmente para dissipar aqueles pensamentos e comecei a palestrar.
★ ★ ★ ★ ★
Assim que finalizei a minha palestra, a diretora e algumas professoras vieram conversar comigo sobre pompoarismo, mas eu nem estava prestando muita atenção e acabava respondendo meio que no automático.
Minha atenção estava mesmo era no gostoso do Christian que conversava à alguns metros dali com alguns alunos, provavelmente, os dele.
Educadamente, pedi licença para as mulheres e me encaminhei até onde ele se encontrava, a fim de poder me desculpar, pois o havia chamado durante a palestra para responder uma pergunta sobre masturbação e notei que o mesmo tinha ficado muito constrangido com aquilo.
— É claro que vocês podem fazer tipo um teatro retratando os principais acontecimentos. Conversem com a professora de teatro para ela ajudar vocês – ouvi Christian dizer e segundos depois olhar para mim, notando minha presença, fazendo o grupo de alunos se virarem, encarando-me também.
— Vamos, galera. Vamos deixar o professor Grey namorar um pouco, porque ele está precisando muito disso, para ver se volta a dar notas extras para gente – disse um jovem com dreads no cabelo e piercing no nariz.
— Olha lá, hein professor! Não faça nada que a gente faria – uma adolescente loirinha, abraçada a um jovem vestido com uma jaqueta de time de basquete, comentou rindo.
O vi rolar os olhos enquanto os meninos se afastavam de nós e eu acabei sorrindo também.
— Seus alunos?
— Sim. Sou professor de História aqui no colégio.
— Que legal. Eu vim me desculpar. Acho que você ficou constrangido com a minha pergunta, não foi?
— Um pouco – ele disse já saindo, caminhando em direção a porta do ginásio e eu o segui.
— Desculpe, às vezes sou meio sem papas na língua e acabo deixando as pessoas em maus lençóis.
— Tudo bem. Eu só vou ter que ouvir algumas piadinhas dos outros professores por alguns dias, mas eu sobrevivo.
De repente, peguei em seu braço fazendo o mesmo me olhar meio tenso então o soltei.
— Você já está indo embora?
— Não. Ainda tenho uma reunião de professores para participar.
“Que droga! Eu doida para levar esse cara gostoso para o meu apartamento, durante o meu tempo de almoço, e ele não vai sair agora” resmunguei enquanto me despedia dele.
— Foi um prazer te rever, Christian.
— Ah, então se lembra de mim, né? – ele perguntou com raiva, parando perto da porta.
— Sim – admiti e dei um passo à frente, me aproximando dele, erguendo o rosto, completando em um sussurro – Você está me devendo uma foda em retratação, lembra?
Dei um beijo em sua bochecha e me afastei acenando um tchau com a mão enquanto mordia o lábio. Fui me despedir da diretora e de algumas professoras, que ainda se encontravam na quadra, depois saí rumo à entrada do colégio.
Entretanto, assim que adentrei o estacionamento, escutei alguém me chamar, então me virei e vi Christian se aproximar, vindo meio que correndo.
— Eu precisava te avisar que eu ainda tenho aquele... probleminha – ele sussurrou, inclinando-se em minha direção, pois havia alguns alunos saindo da escola e passando por nós.
Pedi para que Christian me acompanhasse até onde eu havia estacionado o meu carro e ele assentiu, entendendo que lá teríamos mais privacidade para conversar.
— Você não fez nenhum tratamento? – inquiri quando chegamos perto do meu Sedan prata.
— Fazer, eu fiz, mas não deu certo. Consegui apenas me controlar para poder ter pelo menos uma conversa civilizada com uma mulher, porque antes... – ele se interrompeu de repente – Desculpe, nem sei porque estou dizendo isso para você. Eu nem te conheço direito. Adeus.
“Não vou perder esse homem gostoso não. Isso é até pecado”
— Eu posso te ajudar – falei, fazendo o mesmo se virar e se aproximar de mim novamente com uma cara meio confusa – Sou sexóloga, lembra? Posso te ajudar, Christian.
— Tem certeza que consegue?
— Tenho mais que certeza. Não tem a Sra. Bastille, a diretora do colégio?
— Sim. O quê que tem ela?
— Então... O marido dela e ela são meus pacientes e o Sr. Bastille tinha o mesmo problema que você e isso estava acabando com o casamento deles.
— Você o curou? Como?
— Acho melhor falarmos disso em outro lugar, tipo no meu consultório, não acha? – indaguei indicando onde estávamos e ele concordou dizendo que poderia perder a reunião para conversarmos mais sobre esse assunto.
“Adooooro!!! A Samantha não foi hoje mesmo, então vamos ficar sozinhos até às duas e meia da tarde, que será minha próxima consulta. Deus, eu te amo, Senhor!”
★ ★ ★ ★ ★
— Você não morava em Nova York? – Christian perguntou enquanto eu estacionava o carro no acostamento em frente ao prédio de dois andares, onde eu havia montado a filial da clínica S.E.X.
— Você pesquisou sobre mim? – inquiri à medida que saiamos do carro e o vi ficar bastante sem graça e com vergonha.
— Eu visitei uma vez o seu blog.
— Ah sim. Eu morava em Nova York, mas devido à alguns problemas pessoais, eu e um amigo meu tivemos que vir morar aqui em Seattle – informei enquanto dava passagem para ele entrar também.
— Ah, ok. Mas, vocês não são foragidos do FBI, CIA, INTERPOL, DEA ou esse tipo de coisa, né?
Sorri.
— Não se preocupe. Não sou nenhuma procurada da polícia não – comentei fazendo Christian sorri também.
— Porque trancou a porta? – ele inquiriu à medida que eu o conduzia até a minha sala.
— Por medida de segurança. Vamos estar ocupados, e se aparecer um bandido ou coisa parecida? Trancados aqui estamos mais seguros. Não está com medo de mim, está? – indaguei segurando a porta para ele passar e acabei notando um certo volume em sua calça.
“Senhor, cruza os dedos aí em cima, por favor”
— Não estou não – ele disse indo olhar meus diplomas que se encontravam em uma das paredes.
Aproveitei que o mesmo estava distraído e me aproximei bem devagar, tirando o blazer preto que eu usava.
— Que bom – falei parada atrás dele e Christian se virou.
Num piscar de olhos, ele já se encontrava encostado na parede enquanto que eu enfiava minha mão por dentro do seu casaco e descia ela ao longo do seu tórax, seguindo rumo a sua calça.
— O que está fazendo?
— Adivinha... – sussurrei sensualmente, segundos antes de beijá-lo.

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