CHRISTIAN
— E para vocês ficarem muito felizes durante o final de semana, vou passar um trabalhinho extra.
— Ah não, professor! – a turma quase toda reclamou.
— Eu sei que vocês me amam, galera – brinquei indo até o quadro branco tirando a tampa do pincel – Vou dividi-los em dois grupos. Do Adrian até a Lauren serão o grupo 01 e ficaram com o tema da Primeira Guerra Mundial, os demais alunos serão o grupo dois e falaram sobre a Segunda Guerra Mundial – informei enquanto escrevia no quadro e já comecei a ouvir as brigas típicas por eu ter separado os grupinhos formados – Está decidido assim e ponto final – disse firme e bem sério, de repente o sinal do intervalo tocou e os meus alunos começaram a guardar suas coisas – Vocês têm dez dias para apresentar o trabalho que pode ser apresentado do jeito que quiserem. E não se esqueçam que depois do intervalo quero ver todos lá no ginásio para a palestra da Dra. Morgan.
Eles assentiram e se despediram de mim, já se empurrando um contra ao outro pela porta. Apenas sorri enquanto começava a arrumar meus papéis dentro da minha pasta executiva, já saindo da sala de aula, em seguida.
Nesses últimos cinco anos, minha vida mudou... mudou para pior. É claro que fui atrás de tratamento para o meu problema assim que eu soube que existia, mas não funcionou e acabei entrando em depressão, o que resultou na minha separação com a Leila.
Segundo ela, a mesma não aguentava mais o meu negativismo sobre esse assunto, todavia eu tinha quase certeza de que o real motivo para ela ter me deixado fora porque estava cansada de tanto se frustrar comigo.
Tentei seguir em frente e aceitar o fato de que perdi a única chance de ser feliz com alguém que gostava realmente de mim, mesmo com o meu problema. Mas, convenhamos, nenhuma mulher merece ficar com um cara que não consegue nem lhe dar prazer do jeito tradicional.
Acabei voltando para os Estados Unidos, morando na casa dos meus pais, em Bellevue, por alguns meses enquanto procurava um emprego para poder me erguer e deixar o passado para trás.
Não demorou muito e eu consegui um trabalho como professor em uma escola bem conceituada em Seattle, então com uma pequena ajuda financeira dos meus pais, eu consegui comprar uma casa perto do meu novo emprego e dei continuidade a minha vida.
O intervalo passou rápido e logo terminei meu sanduíche. Sai da sala dos professores, seguindo rumo ao ginásio. Fiquei juntamente com os outros professores, tentando amenizar os ânimos e a bagunça daqueles adolescentes enquanto a diretora não chegava com a tal doutora que iria dar a palestra.
Minutos depois, estava separando duas alunas que queriam se esbofetear quando escutei a voz da Sra. Bastille, então mandei as duas meninas sentarem bem longe uma da outra e me virei.
“Só pode ser brincadeira!” pensei olhando para a mulher ao lado da diretora, quase ao centro da quadra.
Consegui conter uma ereção, a única coisa de útil que o tratamento fez por mim, e desci a arquibancada indo até onde os demais professores se encontravam. Porém, enquanto eu fazia isso, notei que, nas duas vezes que olhei para ela, a mesma me encarava fixamente. Era como se ela quisesse se lembrar de mim.
“É óbvio que ela se esqueceu de você, oh seu babaca! Tu não fizeste nem a gostosa gozar, como é que você quer que ela lembre de ti, hein?”
Quando a diretora apresentou ela para os alunos, a mesma parou de me encarar e olhou para a arquibancada, iniciando assim sua palestra sobre diversos assuntos relacionados a sexualidade, principalmente para os jovens.
Depois de uma meia hora que a palestra tinha começado, me deu uma vontade de ir ao banheiro, mas para chegar até a porta do ginásio tinha que passar em frente da arquibancada e assim o fiz. Porém, parei assim que alguém me chamou. Era um dos meus alunos e o mesmo apontou para a quadra.
— Foi ela que chamou o senhor, professor.
Me virei e a vi sorrir para mim, chamando-me com a mão.
“O que diabos essa mulher quer comigo?”
Mesmo desconfiado, eu me aproximei devagar olhando rapidamente para o lado dos professores, vendo alguns tentando conter o riso.
“Eu vou me ferrar. Tô sentindo que vou”
— Qual é o seu nome? – ela perguntou colocando o microfone perto da minha boca e eu pude sentir o cheiro dela, que logo identifiquei ser chocolate.
“Perfume de Chocolate? Sério?”
“A mulher não basta ser linda, gostosa, pelo que eu me recordo do nosso rápido momento naquele banheiro, ela ainda tem que cheirar a chocolate”
“Oh Deus! Assim o Senhor não está me ajudando!”
— Christian Grey – falei tendo a confirmação de que ela realmente não tinha se lembrado de mim e daquele desastre de foda naquele banheiro no Brasil.
— Então, Christian, acho que você não ouviu minha pergunta, não é?
— Não – respondi e olhamos para o lado quando um dos professores riu alto.
— Então eu irei refazê-la. Quantas vezes o senhor se masturba durante a semana? Pode ser também diariamente se quiser?
A encarei totalmente surpreso e muito assustado.
“Que porra é essa?” pensei enquanto pedia a Deus que abrisse um buraco no chão para eu poder me enfiar dentro e nunca mais sair.
— Oi? – consegui dizer ainda em choque, mas ciente das risadas dos alunos.
— Não precisa ficar com vergonha, não. Pode dizer sem culpa. Masturbação é uma coisa boa, gente – ela disse olhando para frente – Eu mesmo me masturbo todo dia.
“Meu Santo Pai! Se essa mulher continuar a falar esse tipo de coisa, o meu autocontrole vai tirar férias já já”
Os alunos logo começaram a me incentivar para responder a tal pergunta.
— Não faço isso não, doutora – optei por dizer, para acalmar os ânimos exaltados dos alunos, principalmente, das alunas que com certeza, a partir de hoje, vão infernizar a minha vida nos corredores e na sala de aula.
— É uma pena, mas mesmo assim obrigada pela sua resposta – ela falou me liberando já voltando a palestrar.
Depois dessa pagação de mico em público, perdi até a vontade de fazer xixi e segui de volta para o meu lugar, sendo logo alvo de piadinhas dos demais professores.
“É claro que ela se lembrou de você, Christian. E fez isso só por vingança... Vingança pela foda flash naquele banheiro”
CINCO ANOS DEPOIS
— E para vocês ficarem muito felizes durante o final de semana, vou passar um trabalhinho extra.
— Ah não, professor! – a turma quase toda reclamou.
— Eu sei que vocês me amam, galera – brinquei indo até o quadro branco tirando a tampa do pincel – Vou dividi-los em dois grupos. Do Adrian até a Lauren serão o grupo 01 e ficaram com o tema da Primeira Guerra Mundial, os demais alunos serão o grupo dois e falaram sobre a Segunda Guerra Mundial – informei enquanto escrevia no quadro e já comecei a ouvir as brigas típicas por eu ter separado os grupinhos formados – Está decidido assim e ponto final – disse firme e bem sério, de repente o sinal do intervalo tocou e os meus alunos começaram a guardar suas coisas – Vocês têm dez dias para apresentar o trabalho que pode ser apresentado do jeito que quiserem. E não se esqueçam que depois do intervalo quero ver todos lá no ginásio para a palestra da Dra. Morgan.
Eles assentiram e se despediram de mim, já se empurrando um contra ao outro pela porta. Apenas sorri enquanto começava a arrumar meus papéis dentro da minha pasta executiva, já saindo da sala de aula, em seguida.
Segundo ela, a mesma não aguentava mais o meu negativismo sobre esse assunto, todavia eu tinha quase certeza de que o real motivo para ela ter me deixado fora porque estava cansada de tanto se frustrar comigo.
Tentei seguir em frente e aceitar o fato de que perdi a única chance de ser feliz com alguém que gostava realmente de mim, mesmo com o meu problema. Mas, convenhamos, nenhuma mulher merece ficar com um cara que não consegue nem lhe dar prazer do jeito tradicional.
Acabei voltando para os Estados Unidos, morando na casa dos meus pais, em Bellevue, por alguns meses enquanto procurava um emprego para poder me erguer e deixar o passado para trás.
Não demorou muito e eu consegui um trabalho como professor em uma escola bem conceituada em Seattle, então com uma pequena ajuda financeira dos meus pais, eu consegui comprar uma casa perto do meu novo emprego e dei continuidade a minha vida.
★ ★ ★ ★ ★
O intervalo passou rápido e logo terminei meu sanduíche. Sai da sala dos professores, seguindo rumo ao ginásio. Fiquei juntamente com os outros professores, tentando amenizar os ânimos e a bagunça daqueles adolescentes enquanto a diretora não chegava com a tal doutora que iria dar a palestra.
Minutos depois, estava separando duas alunas que queriam se esbofetear quando escutei a voz da Sra. Bastille, então mandei as duas meninas sentarem bem longe uma da outra e me virei.
“Só pode ser brincadeira!” pensei olhando para a mulher ao lado da diretora, quase ao centro da quadra.
“É óbvio que ela se esqueceu de você, oh seu babaca! Tu não fizeste nem a gostosa gozar, como é que você quer que ela lembre de ti, hein?”
Quando a diretora apresentou ela para os alunos, a mesma parou de me encarar e olhou para a arquibancada, iniciando assim sua palestra sobre diversos assuntos relacionados a sexualidade, principalmente para os jovens.
Depois de uma meia hora que a palestra tinha começado, me deu uma vontade de ir ao banheiro, mas para chegar até a porta do ginásio tinha que passar em frente da arquibancada e assim o fiz. Porém, parei assim que alguém me chamou. Era um dos meus alunos e o mesmo apontou para a quadra.
— Foi ela que chamou o senhor, professor.
Me virei e a vi sorrir para mim, chamando-me com a mão.
“O que diabos essa mulher quer comigo?”
Mesmo desconfiado, eu me aproximei devagar olhando rapidamente para o lado dos professores, vendo alguns tentando conter o riso.
“Eu vou me ferrar. Tô sentindo que vou”
— Qual é o seu nome? – ela perguntou colocando o microfone perto da minha boca e eu pude sentir o cheiro dela, que logo identifiquei ser chocolate.
“Perfume de Chocolate? Sério?”
“A mulher não basta ser linda, gostosa, pelo que eu me recordo do nosso rápido momento naquele banheiro, ela ainda tem que cheirar a chocolate”
“Oh Deus! Assim o Senhor não está me ajudando!”
— Christian Grey – falei tendo a confirmação de que ela realmente não tinha se lembrado de mim e daquele desastre de foda naquele banheiro no Brasil.
— Então, Christian, acho que você não ouviu minha pergunta, não é?
— Não – respondi e olhamos para o lado quando um dos professores riu alto.
— Então eu irei refazê-la. Quantas vezes o senhor se masturba durante a semana? Pode ser também diariamente se quiser?
A encarei totalmente surpreso e muito assustado.
“Que porra é essa?” pensei enquanto pedia a Deus que abrisse um buraco no chão para eu poder me enfiar dentro e nunca mais sair.
— Oi? – consegui dizer ainda em choque, mas ciente das risadas dos alunos.
— Não precisa ficar com vergonha, não. Pode dizer sem culpa. Masturbação é uma coisa boa, gente – ela disse olhando para frente – Eu mesmo me masturbo todo dia.
“Meu Santo Pai! Se essa mulher continuar a falar esse tipo de coisa, o meu autocontrole vai tirar férias já já”
Os alunos logo começaram a me incentivar para responder a tal pergunta.
— Não faço isso não, doutora – optei por dizer, para acalmar os ânimos exaltados dos alunos, principalmente, das alunas que com certeza, a partir de hoje, vão infernizar a minha vida nos corredores e na sala de aula.
— É uma pena, mas mesmo assim obrigada pela sua resposta – ela falou me liberando já voltando a palestrar.
Depois dessa pagação de mico em público, perdi até a vontade de fazer xixi e segui de volta para o meu lugar, sendo logo alvo de piadinhas dos demais professores.
“É claro que ela se lembrou de você, Christian. E fez isso só por vingança... Vingança pela foda flash naquele banheiro”

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