ANASTASIA
— Está tudo bem, bebê? – ouvi Sven me perguntar à medida que adentrávamos o condomínio.
Eu e ele estávamos mais atrás, sob a sombra de uma sombrinha que Sven segurava, enquanto que os demais se encontravam um pouco mais a frente, conversando animadamente sobre a aula de hoje.
— Se estiver passando mal, a gente já está chegando em casa, viu?
— Estou bem, Sven. Só estou um pouco para baixo, pois eu queria que o Christian viesse me ver junto com meus pais – comentei, suspirando triste – Acho que ele iria ficar feliz com a gravidez e eu poderia me sentir mais confiante com relação à ela, sabe? Não que todos vocês não estejam me dando apoio. Estão, mas é que...
— Ele é o pai do bebê e o amor da sua vida, então é aceitável que você queira mais o apoio dele, do que do resto do mundo.
— Sim.
— Tomara que seus pais contem a ele e o mesmo venha te ver, só para eu poder ameaçá-lo.
— Ameaçar? – inquiri, o encarando, vendo o mesmo rir.
— Sim. Vou dizer a esse Christian que eu e a minha família somos da KGB e que se ele te deixar algum dia triste, nós vamos sequestrar e torturar ele – Sven disse, fazendo nós dois rir.
— Mas a KGB não é da Rússia, seu bobo?
— Sim, mas eu não sei se tem uma agência de espiões na Alemanha e se eu dissesse SS seria pesado demais, porque nós alemães não gostamos muito de lembrar dos nazistas. É um passado meio vergonhoso para a nossa nação, sabe?
— Ah, entendi.
— Olha, gente! Temos visita hoje – Mi, como chamávamos a Yang Mi Ryuk, falou assim que nos aproximamos de casa.
— Será que já são os seus pais, Ana? – Daphné indagou, olhando para trás para mim.
— Eu acho que não, porque os vistos deles ainda não tinham sido liberados, então eles não podiam viajar ainda. Deve ser algum dos filhos dos nossos Host, que veio visitar eles.
— Caraca! Se aquele ali for um dos filhos, eu nem volto mais para o Brasil. Já fico aqui mesmo, morando com os meus novos sogros – Camilla comentou, fazendo uma cara de safada, então olhamos para o lado, para onde ela encarava e eu vi nosso Host-Dad vindo pela calçada, conversando com Christian.
Meu coração disparou naquele momento e a única coisa que eu queria era me sentir segura nos braços dele. Então, corri até eles e me joguei em cima de Christian, o enlaçando pelo pescoço. O mesmo logo me rodeou com seus braços, já me fazendo sentir, por alguns segundos, o chão faltar sob meus pés.
— Eu estou aqui, minha princesa – ele disse, me pondo novamente no chão.
Do nada, eu comecei a chorar. Talvez fosse de alívio, ou de saudade, ou de felicidade por Christian está ali comigo. Ou era todas essas sensações juntas misturada aos hormônios, que geralmente, pelo o que eu li sobre gravidez, te deixavam mais emotiva do que nunca.
— Estou tão feliz por você está aqui – murmurei, meio soluçando ainda, me desvencilhando um pouco dele e o encarando.
Christian sorriu, segurando meu rosto entre suas mãos, e usando os seus polegares, enxugou as lágrimas que molhavam minha face, dando-me em seguida um beijo na testa. Meu Host-Dad logo nos falou para entrarmos em casa, pois o sol estava muito quente. Assentimos e seguimos, abraçados, pela calçada.
— E aí? Conseguiram, querido? – minha Host-Mother falou em espanhol, assim que adentramos a residência.
— Sim, amor. Christian gostou bastante da casa e já fechou negócio com o dono – o marido dela a respondeu, também em espanhol, então encarei Christian.
— Que bom. Assim Ana fica perto da gente e dos meninos.
— Você comprou uma casa aqui no condomínio? – perguntei, baixinho, só para ele ouvir.
— Sim. A cinco casas daqui. É um Duplex com dois quartos e um banheiro em cima, e uma ampla sala misturada com uma copa e uma cozinha. Bem espaçosa para o nosso bebê pode brincar a vontade, Princesa.
Sorri, à medida que ele fazia carinho em meu cabelo.
— Então você está feliz com a minha gravidez?
— Claro, minha princesa. E você, está feliz?
Eu ia responder quando minha Host-Mother se aproximou de nós, já nos chamando para irmos almoçar, então assentimos e nos dirigimos para à mesa. Durante o almoço, eu apresentei meus amigos ao Christian e vice-versa. Também conversamos sobre a escola, e como seria o meu intercâmbio a partir de agora, pois segundo Christian me informou, eu iria morar com ele até que os meus estudos terminassem, daqui a um ano e dez meses.
Ficou então decidido que depois da escola, eu iria voltar com os meus amigos para a casa dos nossos Host, almoçaria com eles para fazer o treino do idioma e na hora da siesta, eu iria para minha casa. Em meio a conversa, Christian perguntou no que meu Host-Dad trabalhava e o mesmo informou que tinha um pequeno restaurante, que era voltado apenas para comidas caseiras e típicas da região, mas que o movimento andava bem baixo devido a estrutura nada atrativa do local.
Então, eles estavam juntando o dinheiro que recebiam do programa de intercâmbio para poder dar uma melhorada no restaurante. Christian logo comentou que poderia investir, dando uma certa quantia, ou assumir a reforma do lugar se ele o aceitasse como sócio. Meu Host-Dad ficou muito contente com a oferta de Christian e logo aceitou, já iniciando uma conversa com o mesmo sobre aquele assunto à medida que terminávamos de comer.
— Está tudo bem, bebê? – ouvi Sven me perguntar à medida que adentrávamos o condomínio.
Eu e ele estávamos mais atrás, sob a sombra de uma sombrinha que Sven segurava, enquanto que os demais se encontravam um pouco mais a frente, conversando animadamente sobre a aula de hoje.
— Se estiver passando mal, a gente já está chegando em casa, viu?
— Estou bem, Sven. Só estou um pouco para baixo, pois eu queria que o Christian viesse me ver junto com meus pais – comentei, suspirando triste – Acho que ele iria ficar feliz com a gravidez e eu poderia me sentir mais confiante com relação à ela, sabe? Não que todos vocês não estejam me dando apoio. Estão, mas é que...
— Ele é o pai do bebê e o amor da sua vida, então é aceitável que você queira mais o apoio dele, do que do resto do mundo.
— Sim.
— Tomara que seus pais contem a ele e o mesmo venha te ver, só para eu poder ameaçá-lo.
— Ameaçar? – inquiri, o encarando, vendo o mesmo rir.
— Sim. Vou dizer a esse Christian que eu e a minha família somos da KGB e que se ele te deixar algum dia triste, nós vamos sequestrar e torturar ele – Sven disse, fazendo nós dois rir.
— Mas a KGB não é da Rússia, seu bobo?
— Sim, mas eu não sei se tem uma agência de espiões na Alemanha e se eu dissesse SS seria pesado demais, porque nós alemães não gostamos muito de lembrar dos nazistas. É um passado meio vergonhoso para a nossa nação, sabe?
— Ah, entendi.
— Olha, gente! Temos visita hoje – Mi, como chamávamos a Yang Mi Ryuk, falou assim que nos aproximamos de casa.
— Será que já são os seus pais, Ana? – Daphné indagou, olhando para trás para mim.
— Eu acho que não, porque os vistos deles ainda não tinham sido liberados, então eles não podiam viajar ainda. Deve ser algum dos filhos dos nossos Host, que veio visitar eles.
— Caraca! Se aquele ali for um dos filhos, eu nem volto mais para o Brasil. Já fico aqui mesmo, morando com os meus novos sogros – Camilla comentou, fazendo uma cara de safada, então olhamos para o lado, para onde ela encarava e eu vi nosso Host-Dad vindo pela calçada, conversando com Christian.
Meu coração disparou naquele momento e a única coisa que eu queria era me sentir segura nos braços dele. Então, corri até eles e me joguei em cima de Christian, o enlaçando pelo pescoço. O mesmo logo me rodeou com seus braços, já me fazendo sentir, por alguns segundos, o chão faltar sob meus pés.
— Eu estou aqui, minha princesa – ele disse, me pondo novamente no chão.
Do nada, eu comecei a chorar. Talvez fosse de alívio, ou de saudade, ou de felicidade por Christian está ali comigo. Ou era todas essas sensações juntas misturada aos hormônios, que geralmente, pelo o que eu li sobre gravidez, te deixavam mais emotiva do que nunca.
— Estou tão feliz por você está aqui – murmurei, meio soluçando ainda, me desvencilhando um pouco dele e o encarando.
Christian sorriu, segurando meu rosto entre suas mãos, e usando os seus polegares, enxugou as lágrimas que molhavam minha face, dando-me em seguida um beijo na testa. Meu Host-Dad logo nos falou para entrarmos em casa, pois o sol estava muito quente. Assentimos e seguimos, abraçados, pela calçada.
— E aí? Conseguiram, querido? – minha Host-Mother falou em espanhol, assim que adentramos a residência.
— Sim, amor. Christian gostou bastante da casa e já fechou negócio com o dono – o marido dela a respondeu, também em espanhol, então encarei Christian.
— Que bom. Assim Ana fica perto da gente e dos meninos.
— Você comprou uma casa aqui no condomínio? – perguntei, baixinho, só para ele ouvir.
— Sim. A cinco casas daqui. É um Duplex com dois quartos e um banheiro em cima, e uma ampla sala misturada com uma copa e uma cozinha. Bem espaçosa para o nosso bebê pode brincar a vontade, Princesa.
Sorri, à medida que ele fazia carinho em meu cabelo.
— Então você está feliz com a minha gravidez?
— Claro, minha princesa. E você, está feliz?
Eu ia responder quando minha Host-Mother se aproximou de nós, já nos chamando para irmos almoçar, então assentimos e nos dirigimos para à mesa. Durante o almoço, eu apresentei meus amigos ao Christian e vice-versa. Também conversamos sobre a escola, e como seria o meu intercâmbio a partir de agora, pois segundo Christian me informou, eu iria morar com ele até que os meus estudos terminassem, daqui a um ano e dez meses.
Ficou então decidido que depois da escola, eu iria voltar com os meus amigos para a casa dos nossos Host, almoçaria com eles para fazer o treino do idioma e na hora da siesta, eu iria para minha casa. Em meio a conversa, Christian perguntou no que meu Host-Dad trabalhava e o mesmo informou que tinha um pequeno restaurante, que era voltado apenas para comidas caseiras e típicas da região, mas que o movimento andava bem baixo devido a estrutura nada atrativa do local.
Então, eles estavam juntando o dinheiro que recebiam do programa de intercâmbio para poder dar uma melhorada no restaurante. Christian logo comentou que poderia investir, dando uma certa quantia, ou assumir a reforma do lugar se ele o aceitasse como sócio. Meu Host-Dad ficou muito contente com a oferta de Christian e logo aceitou, já iniciando uma conversa com o mesmo sobre aquele assunto à medida que terminávamos de comer.

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