quinta-feira, 16 de julho de 2020

Daddy Grey - Capítulo 45


CHRISTIAN

— Aqui está seu pagamento, Wendy. Você foi perfeita como sempre – falei, entregando mil dólares à ela, que tinha acabado de colocar seu sobretudo preto.

— Obrigada, meu Daddy gostoso – Wendy agradeceu, guardando o dinheiro no bolso do sobretudo e me dando um beijo na bochecha – Quando precisar, já sabe, é só me mandar mensagem que eu venho correndo realizar suas fantasias, Daddy.

Assenti, já abrindo a porta para ela sair. Depois que Wendy foi embora, me dirigi até a minha mesinha de bebidas, localizada em um canto da sala de estar e preparei um drinque bem forte, já indo me sentar no sofá, ainda usando só de cueca boxer.

Minha vida estava uma merda. Tive que vender minha empresa antes que ela fosse a falência de tanto que clientes e funcionários saíam dele. Também vendi a mansão e minha pequena coleção de carros para pagar alguns investidores enfurecidos pelo declínio da empresa.

Fiquei apenas com o meu antigo apartamento de solteiro, ao qual eu tinha voltado a morar, recentemente. Eu passava o dia todo bebendo, pensando na minha princesa e quando a vontade de transar batia, eu chamava alguma prostituta de luxo para vir me satisfazer.

Entre três que contratei, Wendy foi a que mais se parecia com o tipo físico da Ana. Mesmo ela tendo seus 25 anos, seu corpo era da estatura de uma adolescente de 16 a 18 anos, meio baixinha quando estava sem salto alto, com cabelos castanhos, seios médios e bunda torneada, como a Anastasia.

Devido a essa semelhança física, Wendy se tornou a minha favorita e eu passei a chamar apenas ela para transar comigo e me chamar de “Daddy”. Wendy seria a minha “Princesa” substituta por dois anos enquanto Ana estivesse fora.

Eu estava respeitando o tempo dela longe de mim, não ligando para a mesma, mas eu ligava de vez em quando para os Taylor, a fim de poder saber sobre a minha princesa. Por eles, descobri que Anastasia se encontrava se divertindo muito com o intercâmbio, que havia feito novos amigos e que estava aprendendo novos idiomas.

Fiquei feliz por ela está feliz lá e levado nessa onda de felicidade, eu tentei me aproximar da Elena e do Ethan novamente, para voltarmos a ter uma convivência boa, mas eles não quiseram. A única vez que consegui vê-los, ambos me acusaram sobre ter ficado do lado da assassina da mãe deles.

Infelizmente, os dois não entendiam que havia sido apenas um trágico acidente e que Ana não tinha culpa de nada do que havia acontecido. De repente, me sobressaltei com a campainha tocando. Estranhei e achei que poderia ser a Wendy de novo, que tivesse vindo buscar algo esquecido.

Todavia, quando fui abrir a porta, deparei-me com Jason Taylor, que se encontrava ali parado. Logo pedi que o mesmo entrasse e se sentasse no sofá, então fui vestir uma calça de moletom e retornei para a sala, sentando-me no outro sofá.

— Quer beber algo, Jason? – perguntei e ele negou com um aceno de cabeça.

— Não vou me demorar, Christian. O que eu vim conversar com você será rápido – Taylor disse e eu o vi meio tenso.

— Aconteceu algo?

— Sim.

— Foi algo com a Anastasia? – inquiri, já ficando preocupado e apreensivo quando vi ele concordar – O que houve com ela, Jason?

— Minha filha ligou para nós ontem, aos prantos. Ana descobriu que está grávida de você, Christian.

Senti minha respiração falhar por alguns segundos.

— Anastasia precisa de você, principalmente, nesse momento delicado que ela está passando – Taylor continuou a falar – Minha filha está lá desesperada sem saber o que fazer, precisando de apoio emocional. Por isso, tomei a liberdade de comprar essa passagem de ida, para você ir ficar com ela.

O encarei, mudo ainda pelo choque da notícia.

— Eu disse a ela que a gente ia vê-la assim que nossos vistos fossem liberados, mas mesmo eu sendo o pai da Ana, sei que vocês dois tem uma ligação muito mais forte. Ela precisa mais da sua presença do que da nossa, Christian.

Assenti, olhando e pegando a passagem e um pedaço de papel com um endereço, que ele tinha colocado sobre a mesinha de centro a minha frente.

— Não sei como está sua vida financeira atual, mas se precisar de dinheiro para comprar uma casa para você morar em Alicante, perto dela, enquanto Ana termina de estudar, é só me informar que eu dou a quantia necessária.

— Não será preciso, Jason – murmurei, conseguindo finalmente falar – Eu tenho um bom dinheiro guardado das vendas das minhas propriedades. É o suficiente para eu me estabelecer por lá.

— Tudo bem.

— Ela sabe que eu estou indo? – indaguei, o encarando.

— Não. Eu e Gail quisemos manter isso em segredo. Nossa filha acha que nós é que estamos indo e não você, mas ela vai gostar de tê-lo por perto. Ana sente saudade de você, Christian. Sempre que nos falamos, ela pergunta se você está bem, mas pede para não falarmos nada para você.

Sorri.

— Eu preciso ir – Taylor anunciou se levantando e eu fiz o mesmo – A passagem está marcada para hoje às sete e meia da noite e como são em torno de 13hs de viagem, você vai chegar lá de dia.

— Ok. Obrigado, Jason – falei, o acompanhando até a porta.

— Me agradeça fazendo minha filha feliz, apenas isso.

— Eu vou fazer, com certeza – garanti e me despedi dele, antes do mesmo ir embora.

Um sorriso bobo apareceu nos meus lábios quando fiquei sozinho novamente no meu apartamento e me lembrei de que eu iria ser pai e agora eu tinha certeza de finalmente teria um filho com meu sangue. Ainda entorpecido pela notícia, me dirigi até meu quarto e comecei a fazer as malas.


★ ★ ★ ★ ★


Cheguei em Alicante, era por volta das 09hs da manhã, então aluguei um carro em uma locadora dentro do aeroporto e me dirigi para o hotel que eu havia feito uma reserva no dia anterior. Após me acomodar na suíte, tomei um banho, me arrumei e fui atrás do endereço que Taylor tinha me dado.

A casa era em um condomínio aberto, não muito longe do cais da cidade. Parei o carro na frente e desci. Meu coração acelerou um pouco com a grande expectativa em reencontrar a minha princesa. Toquei a campainha ao lado do pequeno portão e uma senhora logo apareceu. Me identifiquei como sendo namorado da Anastasia e a senhora me olhou bem desconfiada, porque mesmo sem barba, eu ainda parecia velho demais para ser o namorado de uma menina de 16 anos.

Entretanto, após uma conversa rápida, ali mesmo no portão, usando um pouco de meu espanhol, Yolanda, como a mesma se apresentou, disse que Ana se encontrava na escola e que só chegaria a uma e meia da tarde. Todavia, ela me mandou entrar, para que a esperasse lá dentro e eu aceitei o convite.

Nenhum comentário:

Postar um comentário