quinta-feira, 16 de julho de 2020

Daddy Grey - Capítulo 44


ANASTASIA

UM MÊS E MEIO DEPOIS

Eu estava achando um máximo o meu intercâmbio em Alicante, na Espanha. Assim que eu desembarquei aqui, o meu Host-Dad, que se chamava Pablo, se encontrava no aeroporto à minha espera e o mesmo falava inglês, então ficou fácil de nos comunicarmos enquanto ele me levava para sua casa.

Segundo o mesmo me contou, aquela era a terceira vez que ele e sua esposa Yolanda, recebiam adolescentes intercambistas na residência deles. Meu Host-Dad também me informou que pela manhã haviam chegando os outros seis intercambistas que iriam ficar por apenas um ano.

Devido a minha permanência ali ser por mais tempo, o mesmo me levaria no dia seguinte até o consulado americano com o meu contrato de intercâmbio em mãos e solicitaria um visto provisório de estudante, válido por dois anos.

Assim que chegamos na casa dele, fui apresentada aos seis outros jovens intercambistas. Uma brasileira chamada Camilla Silva. Uma coreana chamada Yang Mi Ryuk. Dois irmãos russos chamado Andrei e Dimitri Makar. Uma francesa chamada Daphné Gachet e um garoto alemão chamado Sven Fuhrken. Todos entre 16 a 17 anos de idade.
Minha Host-Mother Yolanda logo me levou para o quarto onde eu iria dormir juntamente com as outras meninas e após eu me acomodar, nosso Host-Dad nos levou para dar uma volta a pé pela cidade até uma sorveteria no cais, onde também se localizava a escola de idiomas que iríamos frequentar.

Da casa até o cais, eram apenas 20 minutos de caminhada e nosso Host-Dad nos mostrou tudo, pois segundo o mesmo, ele e sua esposa não queriam que nós ficássemos presos apenas a sair na minivan dele como se fôssemos turistas, e sim que vivenciássemos a verdade experiência de morar ali. E eu achei isso ótimo.

O meu primeiro mês foi meio complicado devido a minha adaptação em um novo lugar, principalmente com a rotina da cidade, pois nos Estados Unidos, o horário de entrada e início das aulas, geralmente são às 09hs da manhã. Aqui em Alicante, a gente entrava às 07hs em ponto, então tínhamos que acordar de cinco e meia às seis.

Na primeira semana, nosso Host-Dad foi com a gente até a escola, a fim de podermos decorar o caminho. Agora, eu e meus mais novos amigos, já estávamos acostumados a ir de manhã cedo. Outra coisa que eu tive que me adaptar foi a tal da Siesta deles, que durava das 14hs às 17hs.

A siesta nada mais era que dormir ou descansar após o almoço, que geralmente era servido às 14hs da tarde. Então, todo o comércio da cidade e os moradores fechava as suas portas nesse horário e só voltavam a abri-las às 17hs.

Com isso, a gente estudava das 07hs da manhã até a uma e meia da tarde, voltávamos para casa, onde nossa Host-Mother nos servia o almoço, e depois a gente ia para nossos quartos, dormir ou descansar apenas, ouvindo músicas nos fones de ouvido.

Nossa Host Family sempre nos ajudavam com o idioma, quando nos enrolávamos na pronúncia das palavras. E também eram super de boa com nossas saídas à noite, contanto é claro que não bebêssemos nada alcóolico, então eu e os meninos aproveitávamos para sair todos os finais de semana.

Ter amigos de várias nacionalidades me permitia aprender outros idiomas, além do espanhol que estudávamos na escola. Mas, eu comecei a passar mais tempo com o Sven, pois a língua alemã era um pouco mais difícil de se aprender.

Com isso, eu e ele nos aproximamos muito, além de que eu achava o Sven um gatinho, então começamos a nos pegar e a agir como se fossemos namorados, mas nada oficial, apenas pegação mesmo com muito beijo na boca e sarradas, porque a gente não transava.

Motivo? Ele dormia em outro quarto com os gêmeos russos e eu dormia no quarto ao lado com as meninas. Além do fato de que dormíamos em beliches. Todavia, eu estava disposta a colorir nossa amizade, custe o que custar, e isso aconteceria hoje. Então, esperei todos na casa dormirem na hora da siesta e fugi para o quarto dos meninos, ao qual eu tinha pedido para o Sven deixar a porta só encostada ao invés de trancada, como sempre tínhamos que deixar durante as sietas.

Ele se encontrava ao celular, provavelmente jogando, deitado só de cueca na sua cama, na parte debaixo do beliche. Já Andrei e Dimitri roncavam na outra beliche do quarto.

— Oi, bebê – Sven sussurrou, sorrindo, quando eu adentrei o quarto.

Mesmo ele sendo só um ano mais velho que eu, pois Sven tinha 17 e eu 16, ele me chamava carinhosamente de “Bebê” e eu achava super fofo e ficava toda boba sempre. Me enfiei então na cama dele, deitando de lado, perto da parede.

— Está fazendo o quê, lindo? – perguntei, em inglês mesmo, pois a gente só falava em espanhol quando nossos Host estavam conosco, quando não, eu e os meninos falávamos em inglês, já que todos ali sabiam o meu idioma.

— Jogando. Deixa eu terminar essa partida aqui, que serei todo seu e a gente namora um pouquinho, ok? – ele murmurou e eu assenti, me aninhando ao seu corpo e ficando vendo o mesmo jogar, até que poucos minutos depois Sven finalizou a partida, vencendo ela – Minha bebê me deu sorte hoje.

Sorri.

— Você que é craque nisso, gatinho – falei, beijando-o.

Eu não podia perder tempo, pois logo os gêmeos ou os nossos Host poderiam acordar e nos pegar no flagra, o que seria um baita problema. Então, durante o nosso beijo, eu levei minha mão até a cueca dele e o fiquei masturbando.

— Bebê... – Sven gemia contra minha boca, hesitando um pouco, pois ele era do tipo certinho, que não gostava de quebrar as regras, mas logo Sven se rendeu ao nosso fogo e começou a passar a mão pelo meu corpo, apertando meu seio.

Por já está com a intenção de fazer sexo, eu fui de vestido e sem calcinha para o quarto, o que facilitou nossas vidas quando ele me puxou para ficar em cima do seu corpo, após eu ter abaixado um pouco a sua cueca, revelando aquele pedaço de carne que fez minha bocetinha latejar.

Fiquei esfregando meu quadril contra o dele, roçando minha boceta no seu pau à medida que nos beijávamos. Até que não aguentei mais o tesão e me encaixei nele, arfando contra o pescoço de Sven enquanto seu pau entrava em mim. Não tínhamos muito espaço para transar do jeito que eu queria, então ficamos naquela posição mesmo até gozarmos juntos, minutos depois.

— Não tem problema de eu ter gozado dentro, bebê? – ele perguntou ainda ofegante e comigo deitada em seu peito, sentindo seu pau pulsar dentro da minha bocetinha.

— Não, gatinho. Minha... – parei de falar de repente, lembrando-me de algo importante, então o encarei, franzindo o cenho.

— O que foi?

— Agora que eu fui perceber que desde que cheguei aqui, eu não menstruei e as meninas já ficaram duas vezes menstruadas.

Ele sorriu e acariciou minha bochecha.

— Eu acho que você está grávida, bebê.

— Grávida? Não. É só o estresse que eu tive antes de vir para cá. Lembra que eu te contei o que houve?

— Sim.

— Então, tem também a minha dificuldade em me adaptar por aqui, Sven. Isso não tem nada a ver com gravidez. Porque você acha que tem?

— Porque desde que você chegou, anda meio enjoada, não comia certas comidas e quando comia, vomitava logo em seguida. Além do sono excessivo que você teve umas semanas atrás e de você ter engordado um pouco, mesmo não comendo quase nada.

— Virou especialista em grávidas agora, foi? – inquiri, zombando e ele riu, baixinho.

— Não, bebê. Foi a Camilla que me falou dias atrás que achava que você estava... qual foi mesmo a palavra que ela usou... acho que foi “Buchuda”, que segundo ela é uma expressão brasileira para falar que a mulher está grávida.

Sai de cima do Sven e me deitei ao seu lado, de barriga para cima, olhando pensativa para a grade da cama acima de nós.

— Minha bebê vai ter um bebê – ouvi ele falar, então o encarei, vendo o mesmo sorrir para mim, deitado de lado e já com sua cueca arrumada.

— Parece que sim – murmurei, repousando minha mão sobre a dele, que se encontrava em meu ventre.

— Você ama muito ele, não é?

— Quem?

— Christian, o seu “Daddy”, como você o chama.

— Porque? – inquiri, confusa.

— Porque você sussurrou várias vezes no meu ouvido coisas como “Me fode, Daddy”, “Tá gostando ter minha bocetinha rebolando no seu pau, tá?”, entre outras frases, sempre com a palavra “Daddy” no meio.

— Ah me des... – tentei me desculpar, mas Sven me deu um beijo, sorrindo.

— Relaxa, bebê. Eu posso ser seu Daddy substituto enquanto seu oficial está longe. Estamos aqui para estudar e nos divertir. Não quero namoro sério. E nem se eu quisesse, não seria páreo para competir, porque seu coração parece que já é desse tal de Christian aí.

Sorri, assentindo com a cabeça.

— Acho melhor você ir para o seu quarto antes que nos peguem, bebê. Amanhã na hora do intervalo, eu vou numa farmácia comprar um teste de gravidez e aí você faz no banheiro da escola, ok?

— Ok – falei, assentindo, e lhe dei um selinho antes de levantar da cama dele e sair do quarto, correndo para o banheiro, a fim de poder me limpar.

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