quinta-feira, 16 de julho de 2020

Daddy Grey - Capítulo 41


ANASTASIA

Assim que adentramos o hall da mansão Grey, ouvimos a voz alterada da minha mãe, vindo do escritório dela. Meu pai então pediu que eu subisse para o meu quarto e ficasse lá, para que não pudesse ouvir a discussão deles. Entretanto, quando ele saiu rumo ao escritório da minha mãe, eu fui atrás, sorrateiramente, pois queria sim ouvir a briga dos dois. Então, me aproximei devagar da porta e fiquei parada ali, escutando tudo.

— Ele chegou, Taylor! Fale! Fale tudo o que você ia dizer! Eu tô cansada de guardar essas merdas de segredos! – minha mãe gritava.

— Jason, me deixe a sós com a Sra. Grey.

— Não, querido. Ele quer te contar algo. Fala, seu desgraçado estuprador oportunista!

“Estuprador?” pensei, confusa, pois Taylor sempre foi confiável e meu pai não pensaria duas vezes em colocar a mão no fogo por ele.

— Estuprador? O que está acontecendo aqui? Jason? – ouvi meu pai perguntar, e pelo seu tom de voz, ele parecia tão confuso quanto eu me encontrava.

— Não é nada, Christian. Parece que a Sra. Grey está apenas um pouco alterada.

— Estou alterada, com raiva e farta de você, seu desgraçado! Você nunca mais vai tirar um tostão de mim, está me ouvindo!?

— Carla?

— Christian, querido, eu espero que você me perdoe por ter escondido isso, mas dias depois que nos conhecemos eu descobri que estava grávida de poucas semanas de um ex meu.

“Minha mãe casou grávida? Então, meus irmãos não são meus irmãos por parte de pai? Mas de quem será que eles são filhos?” pensei, bastante curiosa e surpresa com aquela revelação.

— Eu já sei disso, Carla.

— Você sabe?

Pela voz, minha mãe parecia está em choque com aquilo.

— Sim. Seu amante contou para nossa filha que vocês tiveram e ainda mantém um caso até hoje. Ela me contou tudo então apenas liguei os pontos com o que houve dias atrás e descobri que os gêmeos não são meus filhos e sim do seu amante, Jack Hyde.

— Me perdoe, por favor, querido. Eu fiquei com medo de você não aceitar um filho de outro homem.

— Me large! Você me subestimou demais, Carla. Eu teria aceitado de boa se você tivesse sido sincera comigo e me contado sobre Jack. Agora o que eu quero saber é o que o Jason tem a ver com tudo isso?

— Taylor descobriu anos atrás sobre os gêmeos e está me chantageando desde então.

— Isso é verdade, Taylor?

— Infelizmente, sim. Mas, o dinheiro é para a minha filha.

“Taylor tem uma filha?” indaguei, confusa, pois nunca ouvi nada sobre isso.

— Você tem uma filha? Gail não era estéril? – meu pai questionou.

— Sim, ela é estéril. Tome, Christian. Eu fiz meses atrás, quando comecei a desconfiar. É algo de que me arrependo muito, por ter decido ao nível dela, mas Carla e eu ficando por uma semana...

— Ficamos!? Ficamos, seu desgraçado? Você me coagiu a transar com você!

— Eu te dei opções, Carla. Você que quis calar a minha boca com sexo.

— Seu desgraçado!

— Anastasia... é sua filha...

— O quê? – inquiri alto demais e logo a porta se abriu, me assustando.

Vi Taylor me encarando com uma expressão preocupada, segurando a porta aberta. Dei então alguns passos, adentrando o escritório, ainda em choque, olhando para o meu pai que se encontrava com um papel nas mãos e com o olhar vago. Já minha mãe me encarava com raiva, como sempre.

— Pai? – o chamei, me aproximando devagar, então ele lentamente ergueu o rosto e me encarou – Isso é verdade?

— Parece que sim – meu pai falou, já me entregando o papel.

Olhando para aquelas letras daquele teste de DNA, me peguei relembrando de toda a minha infância e o início da minha adolescência. Uma onda de raiva começou a me consumir lentamente. Logo voltei ao presente, vendo o meu pai possesso de raiva sendo segurado por Taylor, quer dizer, Christian sendo segurado pelo meu pai de verdade.

— Você não vale nada! Nada!

— Eu que sou a vítima aqui, Christian! Você deveria está era do meu lado!

— Do seu lado!? Você mentiu para mim todos esses anos, sua vadia!

Christian tentou ir para cima dela, mas Taylor o segurava firme.

— Trisque o dedo em mim de novo e eu vou até a polícia, e te denuncio por violência doméstica, abuso sexual, incesto e pedofilia. Seu nome vai para o esgoto, Christian. E eu faço questão de deixar ele lá mesmo para o resto da sua vida.

— Sua puta! Desgraçada! Eu te mato! Me solta, Taylor!

— Eu te odeio! – gritei, puta de raiva, chamando a atenção de todos.

— Acha que eu me importo com o que você sente?

— Porque você não me deu para o meu pai de verdade? Gail seria uma mãe mil vezes melhor que você! Eu teria sido muito feliz com eles! Você estragou a minha vida! Eu te odeio! Eu quero que você morra! – vociferei, me aproximando rapidamente dela, a empurrando com toda a força que eu tinha.

Ela deu alguns passos para trás, se desequilibrando no próprio salto do sapato, já caindo e batendo com a cabeça na quina da mesa dela. Vi Christian e Taylor irem até ela, depois anunciarem que a mesma estava morta.

— Eu... Eu... – gaguejei, em choque.

“Eu matei uma pessoa” pensei à medida que eu via Christian se aproximar de mim e me abraçar, já girando, virando-me de costas, para que eu não olhasse mais para o corpo sem vida da minha mãe.

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