CHRISTIAN
Estávamos abraçados na cama, após mais uma rodada de sexo, e que infelizmente havia sido a última, pois já estava ficando tarde e deveríamos voltar para a mansão. De repente, me peguei pensando no que eu realmente sentia pela minha própria filha.
Às vezes, me dava um desejo súbito de largar tudo, minha esposa, meus outros filhos, minha família e minha empresa, e fugir com a Ana para algum vilarejo pequeno em Portugal ou na Itália, onde ninguém nos conheceria, nem nos incomodaria e acabaria com essa ligação especial que tínhamos.
Entretanto, havia muita coisa em jogo, como o meu casamento de quase vinte anos. Eu não poderia desfazer minha família por causa disso. Mas, por agora eu só queria aproveitar o meu tempo com a Anastasia, antes de seguirmos nossas vidas. Ela, focada nos seus estudos, e eu, na minha rotina monótona de empresa, casa, esposa ausente e filhos independentes.
— Daddy? – escutei Ana indagar, então parei com o cafuné que eu lhe fazia na cabeça e ela ergueu o rosto, me encarando, com uma cara preocupada.
— O que foi, minha princesa?
A vi me olhar meio hesitante, antes de respirar fundo.
— O que o senhor faria se descobrisse que a mamãe está te traindo a um bom tempo?
Franzi o cenho na hora.
— Como assim, filha? Isso é impossível. Sua mãe só pensa nos livros dela e não tem tempo nem para mim, imagina para um amante.
— Eu... – Anastasia começou a falar, mas se calou.
— Princesa?
Ana me encarou triste.
— Me desculpa, Daddy. Eu fui uma idiota. Eu não deveria ter dito nada para o tio Jack.
— O que você disse a ele? Princesa? – perguntei, me sentando e ela fez o mesmo, já fazendo uma carinha de choro.
— Eu... Eu contei de nós para ele.
Naquele momento, meu sangue gelou e mil e uma coisas me passaram pela cabeça. Nenhuma com resultados bons.
— Porque você fez isso!? – falei, ou melhor, praticamente gritei, fazendo Ana se encolher e abraçar suas pernas, chorando.
— Me desculpa, Daddy...
— Você não pensou no que isso pode implicar para nós?
Me levantei e comecei a andar de um lado para outro do quarto, extremamente preocupado.
— Era por isso que Jack estava tão confiante naquela hora – murmurei, pensativo – Aquele desgraçado deve ter gravado a conversa de vocês dois e agora vai me chantagear pro resto da vida. Mas que inferno! – exclamei, muito puto de raiva.
— Me perdoa, Daddy? Por favor... – ouvi Anastasia implorar, ainda chorando, então tentei me acalmar.
Me aproximei dela, segundos depois, e me sentei na cama, a puxando para os meus braços.
— Você não tem culpa, minha princesa. Eu que peço desculpa pela minha explosão de raiva.
— Eu não fiz por mal, Daddy. Eu juro.
— Tudo bem, Princesa.
— Tio Jack me contou que a mamãe trai o senhor com ele a anos – ela disse, já me contando todo o conteúdo da conversa deles, me fazendo ficar pasmo pela falta de caráter da Carla.
“Como ela pode esconder isso de mim? Como pode me esconder que já conhecia Jack antes de nos conhecermos e que ambos tinham algo?” pensei e de repente, a voz de Elena me contando sobre a mãe ter falado que Jack era o pai deles, ecoou em minha cabeça.
Me peguei logo fazendo as contas mentalmente, comparando os gêmeos recém-nascidos com a Ana quando era recém-nascida também e ambos com certeza não nasceram prematuros como Carla havia dito para todos.
— Mas que vaca! – exclamei puto da vida, fazendo Anastasia me olhar assustada – Não é você, Princesa, e sim sua mãe. Ela mentiu para mim todos esses anos e eu odeio que mintam para mim. Vamos nos vestir e voltar para casa, pois quero confrontar a Carla antes de eu pedir o divórcio.
— O senhor vai se divorciar da mamãe por minha causa? – escutei Ana perguntar à medida que eu começava a me vestir, então me aproximei dela novamente, me sentando na cama, e segurei seu rosto em minhas mãos.
— Você é uma das razões, minha princesa. Eu não sei você, mas eu não consigo mais viver sem o que existe entre nós. Eu amo ficar com você, Princesa, e quero muito que isso dure para sempre. Se for preciso a gente fugir dos Estados Unidos e ir morar em algum lugar simples e afastado de todos, como homem e mulher, eu vou. Eu largo tudo para viver o que temos, minha princesa.
— O senhor me ama? – ela inquiriu, me olhando com um brilho no olhar que eu nunca tinha visto antes.
— Sim, Princesa.
— Mas é como homem ou só como pai?
— Eu acho que é como os dois, mas sinto que o lado homem está muito mais forte que o lado pai.
— Então, vamos fugir, Daddy! – Anastasia exclamou, dando um sorriso – Eu quero ser só sua para sempre. Quero morar e ser feliz com o senhor. Vamos viver de modo simples em algum lugar por aí. O importante é que estaremos juntos. Por favor, Daddy!
— Quer largar mesmo tudo, Princesa? Largar o seu futuro promissor para viver isso?
— Meu futuro é você, Daddy. Eu não ligo para o dinheiro. Eu quero amar e ser amada apenas. E o senhor me proporciona essas duas coisas de um jeito tão intenso.
— Faremos o seguinte então, minha princesa. Eu vou dar entrada na papelada do divórcio, daí na semana seguinte você entra com o seu processo de emancipação, tendo a desculpa de que não quer morar nem comigo e nem com sua mãe. Eu vou passar todos os meus bens para o seu nome, antes disso. Assim, perante o juiz, você terá condições financeiras suficientes para se garantir sozinha para a vida toda.
— E aí fugimos?
— Sim, Princesa. Assim que nossos processos se finalizarem, a gente vai embora para outro país, começar uma vida nova – murmurei e Ana sorriu, já me beijando carinhosamente.
— Eu te amo tanto, Daddy. Te prometo fazer muito feliz.
Sorri, acariciando suas bochechas com meus polegares.
— Eu também te amo, minha princesa – falei, lhe dando um selinho, antes de me desvencilhar dela e sair da cama, já chamando-a para vir logo se vestir, a fim de podermos ir embora.
Estávamos abraçados na cama, após mais uma rodada de sexo, e que infelizmente havia sido a última, pois já estava ficando tarde e deveríamos voltar para a mansão. De repente, me peguei pensando no que eu realmente sentia pela minha própria filha.
Entretanto, havia muita coisa em jogo, como o meu casamento de quase vinte anos. Eu não poderia desfazer minha família por causa disso. Mas, por agora eu só queria aproveitar o meu tempo com a Anastasia, antes de seguirmos nossas vidas. Ela, focada nos seus estudos, e eu, na minha rotina monótona de empresa, casa, esposa ausente e filhos independentes.
— Daddy? – escutei Ana indagar, então parei com o cafuné que eu lhe fazia na cabeça e ela ergueu o rosto, me encarando, com uma cara preocupada.
— O que foi, minha princesa?
A vi me olhar meio hesitante, antes de respirar fundo.
— O que o senhor faria se descobrisse que a mamãe está te traindo a um bom tempo?
Franzi o cenho na hora.
— Como assim, filha? Isso é impossível. Sua mãe só pensa nos livros dela e não tem tempo nem para mim, imagina para um amante.
— Eu... – Anastasia começou a falar, mas se calou.
— Princesa?
Ana me encarou triste.
— Me desculpa, Daddy. Eu fui uma idiota. Eu não deveria ter dito nada para o tio Jack.
— O que você disse a ele? Princesa? – perguntei, me sentando e ela fez o mesmo, já fazendo uma carinha de choro.
— Eu... Eu contei de nós para ele.
Naquele momento, meu sangue gelou e mil e uma coisas me passaram pela cabeça. Nenhuma com resultados bons.
— Porque você fez isso!? – falei, ou melhor, praticamente gritei, fazendo Ana se encolher e abraçar suas pernas, chorando.
— Me desculpa, Daddy...
— Você não pensou no que isso pode implicar para nós?
Me levantei e comecei a andar de um lado para outro do quarto, extremamente preocupado.
— Era por isso que Jack estava tão confiante naquela hora – murmurei, pensativo – Aquele desgraçado deve ter gravado a conversa de vocês dois e agora vai me chantagear pro resto da vida. Mas que inferno! – exclamei, muito puto de raiva.
— Me perdoa, Daddy? Por favor... – ouvi Anastasia implorar, ainda chorando, então tentei me acalmar.
Me aproximei dela, segundos depois, e me sentei na cama, a puxando para os meus braços.
— Você não tem culpa, minha princesa. Eu que peço desculpa pela minha explosão de raiva.
— Eu não fiz por mal, Daddy. Eu juro.
— Tudo bem, Princesa.
— Tio Jack me contou que a mamãe trai o senhor com ele a anos – ela disse, já me contando todo o conteúdo da conversa deles, me fazendo ficar pasmo pela falta de caráter da Carla.
“Como ela pode esconder isso de mim? Como pode me esconder que já conhecia Jack antes de nos conhecermos e que ambos tinham algo?” pensei e de repente, a voz de Elena me contando sobre a mãe ter falado que Jack era o pai deles, ecoou em minha cabeça.
Me peguei logo fazendo as contas mentalmente, comparando os gêmeos recém-nascidos com a Ana quando era recém-nascida também e ambos com certeza não nasceram prematuros como Carla havia dito para todos.
— Mas que vaca! – exclamei puto da vida, fazendo Anastasia me olhar assustada – Não é você, Princesa, e sim sua mãe. Ela mentiu para mim todos esses anos e eu odeio que mintam para mim. Vamos nos vestir e voltar para casa, pois quero confrontar a Carla antes de eu pedir o divórcio.
— O senhor vai se divorciar da mamãe por minha causa? – escutei Ana perguntar à medida que eu começava a me vestir, então me aproximei dela novamente, me sentando na cama, e segurei seu rosto em minhas mãos.
— Você é uma das razões, minha princesa. Eu não sei você, mas eu não consigo mais viver sem o que existe entre nós. Eu amo ficar com você, Princesa, e quero muito que isso dure para sempre. Se for preciso a gente fugir dos Estados Unidos e ir morar em algum lugar simples e afastado de todos, como homem e mulher, eu vou. Eu largo tudo para viver o que temos, minha princesa.
— O senhor me ama? – ela inquiriu, me olhando com um brilho no olhar que eu nunca tinha visto antes.
— Sim, Princesa.
— Mas é como homem ou só como pai?
— Eu acho que é como os dois, mas sinto que o lado homem está muito mais forte que o lado pai.
— Então, vamos fugir, Daddy! – Anastasia exclamou, dando um sorriso – Eu quero ser só sua para sempre. Quero morar e ser feliz com o senhor. Vamos viver de modo simples em algum lugar por aí. O importante é que estaremos juntos. Por favor, Daddy!
— Quer largar mesmo tudo, Princesa? Largar o seu futuro promissor para viver isso?
— Meu futuro é você, Daddy. Eu não ligo para o dinheiro. Eu quero amar e ser amada apenas. E o senhor me proporciona essas duas coisas de um jeito tão intenso.
— Faremos o seguinte então, minha princesa. Eu vou dar entrada na papelada do divórcio, daí na semana seguinte você entra com o seu processo de emancipação, tendo a desculpa de que não quer morar nem comigo e nem com sua mãe. Eu vou passar todos os meus bens para o seu nome, antes disso. Assim, perante o juiz, você terá condições financeiras suficientes para se garantir sozinha para a vida toda.
— E aí fugimos?
— Sim, Princesa. Assim que nossos processos se finalizarem, a gente vai embora para outro país, começar uma vida nova – murmurei e Ana sorriu, já me beijando carinhosamente.
— Eu te amo tanto, Daddy. Te prometo fazer muito feliz.
Sorri, acariciando suas bochechas com meus polegares.
— Eu também te amo, minha princesa – falei, lhe dando um selinho, antes de me desvencilhar dela e sair da cama, já chamando-a para vir logo se vestir, a fim de podermos ir embora.

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