CHRISTIAN
Passava um pouco das onze e meia da noite, quando Carla adentrou o nosso quarto, dando logo um risinho debochado ao me ver sentado na cama, assistindo televisão.
— Até que enfim você lembrou que tem casa – ela comentou, bem irônica, entrando no closet.
— Onde você estava? – inquiri, abaixando um pouco o som da TV para eu poder escutá-la.
— Fui jantar com um amigo. Algum problema, Christian?
— Não, nenhum. Contanto, que esse amigo não seja Jack Hyde, o namorado da minha irmã. Aquele que você disse que era o pai dos gêmeos?
Carla logo apareceu na porta do closet, me encarando séria.
— Quem foi dos dois que disse isso a você? – ela indagou se aproximando da cama, cruzando os braços.
— E isso importa? – retruquei, olhando-a bem sério também.
— Importa, porque... – ela parou de falar e ficou pensativa.
— Porque, Carla? – insisti e a mesma respirou fundo.
— Eu fiz isso para saber qual dos dois posso confiar um segredo. Seu aniversário está chegando e preciso de ajuda para montar algo, mas não quero ninguém estragando a surpresa antes do momento.
— Hum... Foi a Elena – informei, vendo logo Carla respirar fundo, antes de me dizer um “Obrigada” e retornar para o closet – Nossa filha ficou muito abalada com essa mentira que você contou à eles. Não quero mais que você faça isso.
— Sim, senhor! – ela falou, um pouco alto, e eu notei uma certa ironia na voz dela.
— E eu não quero mais o Jack perto dos gêmeos – complementei, já vendo Carla sair do closet, só de lingerie.
— Ele é o namorado da Mia, e o mesmo vai pedir ela em casamento, então Jack já é da família, Christian – ela comentou entrando no banheiro, mas deixando a porta aberta, o que me permitia vê-la parcialmente da cama.
— Como você sabe disso?
— O próprio me disse. E sim, eu fui jantar com ele hoje.
— Mia estava com vocês?
— Não.
— Não quero você perto daquele homem, muito menos indo jantar sozinha com ele. As pessoas vão começar a falar, Carla.
Ela logo apareceu na porta, rindo, de um jeito meio debochado.
— Engraçado que você se preocupa com o que as pessoas vão falar sobre eu ir jantar com um amigo de longa data, mas não está nem aí com o que a sua própria família vai pensar, ou já pensou, sobre sua viagenzinha de uma semana para outra cidade, longe de olhos conhecidos, sozinho com a Anastasia.
— Ela é minha filha.
— E Jack é meu amigo, então não me encha mais o saco sobre isso, Christian! – ela gritou, já fechando a porta do banheiro num baque forte.
Apenas respirei fundo, desliguei a televisão e fui dormir.
Acordei bem cedo, me exercitei um pouco na pequena academia que temos na mansão, depois fui tomar um banho e me arrumar para o trabalho. Depois de pronto, desci para tomar café da manhã.
— Bom dia, pessoal – falei, cumprimentando minha família, já me sentando na cabeceira da mesa.
Todos murmuraram um “Bom dia” se olhar para mim. Carla se encontrava mexendo em seu tablet, provavelmente escrevendo alguma ideia inesperada. Elena e Elliot estavam concentrados em seus celulares. Já a Ana se encontrava com o olhar vago e também notei uma certa tristeza em seu rosto.
“Será que Carla falou algo para ela?” indaguei, pensativo.
Depois de tomar o meu café, levantei da mesa, já arrumando o blazer do meu terno, fechando-o.
— Terminou, filha? Eu já estou indo, aproveito e te dou carona para o colégio – murmurei, olhando para Anastasia, que só assentiu com a cabeça e se levantou também, pegando sua mochila.
Me despedi de Carla e dos gêmeos, e nos dirigimos até o pátio da frente, onde o motorista já nos esperava com a porta da limusine aberta. Durante o caminho, aproveitei que estávamos na privacidade da limusine e segurei a mão da Anastasia. Todavia, ela a puxou, deixando-me confuso.
— O que foi, Princesa? – inquiri.
— Nada, pai – ela disse, sem olhar para mim, então me aproximei mais dela e peguei em seu queixo, fazendo que a mesma virasse o rosto e me encarasse.
— Você está fria comigo desde ontem e eu quero saber o porquê, minha princesa.
A vi respirar profundamente.
— O senhor prometeu que depois que eu ficasse com a Kate, o senhor seria só meu. Eu não queria fazer ménage. Eu disse isso para o senhor, mas foi só a Kate te chamar que o senhor ignorou a minha vontade. Estou chateada, apenas isso.
— Me perdoa, Princesa? Eu nem percebi que você ficou sentida pelo ménage – falei, acariciando sua bochecha – Prometo te recompensar. Podemos ir para algum lugar e eu serei só seu, o dia todo.
— Infelizmente, preciso fazer as provas finais, que não fiz devido a viagem, mas assim que eu sair da escola, ligo para o senhor me buscar e podemos ir a um motel, Daddy? Eu nunca fui em um, mas queria ver como é. Posso usar minha identidade falsa para não ter problema.
Sorri.
— Ok, minha princesa. Vou ver um motel bem interessante e discreto para irmos e passarmos a tarde toda nos divertindo.
Ana deu um sorriso enorme e me beijou, com vontade, mas não por muito tempo, pois logo o motorista parou o carro, indicando que tínhamos chegado na escola da Anastasia.
— Tenha uma boa prova, meu anjo.
— Provas, pai – ela me corrigiu, sorrindo, já saindo da limusine – Até mais tarde!
— Até!
Ana jogou um beijo no ar para mim, fazendo-me rir, depois deu um “Tchau” com a mão, antes de adentrar o prédio do colégio.
Passava um pouco das onze e meia da noite, quando Carla adentrou o nosso quarto, dando logo um risinho debochado ao me ver sentado na cama, assistindo televisão.
— Até que enfim você lembrou que tem casa – ela comentou, bem irônica, entrando no closet.
— Onde você estava? – inquiri, abaixando um pouco o som da TV para eu poder escutá-la.
— Fui jantar com um amigo. Algum problema, Christian?
— Não, nenhum. Contanto, que esse amigo não seja Jack Hyde, o namorado da minha irmã. Aquele que você disse que era o pai dos gêmeos?
Carla logo apareceu na porta do closet, me encarando séria.
— Quem foi dos dois que disse isso a você? – ela indagou se aproximando da cama, cruzando os braços.
— E isso importa? – retruquei, olhando-a bem sério também.
— Importa, porque... – ela parou de falar e ficou pensativa.
— Porque, Carla? – insisti e a mesma respirou fundo.
— Eu fiz isso para saber qual dos dois posso confiar um segredo. Seu aniversário está chegando e preciso de ajuda para montar algo, mas não quero ninguém estragando a surpresa antes do momento.
— Hum... Foi a Elena – informei, vendo logo Carla respirar fundo, antes de me dizer um “Obrigada” e retornar para o closet – Nossa filha ficou muito abalada com essa mentira que você contou à eles. Não quero mais que você faça isso.
— Sim, senhor! – ela falou, um pouco alto, e eu notei uma certa ironia na voz dela.
— E eu não quero mais o Jack perto dos gêmeos – complementei, já vendo Carla sair do closet, só de lingerie.
— Ele é o namorado da Mia, e o mesmo vai pedir ela em casamento, então Jack já é da família, Christian – ela comentou entrando no banheiro, mas deixando a porta aberta, o que me permitia vê-la parcialmente da cama.
— Como você sabe disso?
— O próprio me disse. E sim, eu fui jantar com ele hoje.
— Mia estava com vocês?
— Não.
— Não quero você perto daquele homem, muito menos indo jantar sozinha com ele. As pessoas vão começar a falar, Carla.
Ela logo apareceu na porta, rindo, de um jeito meio debochado.
— Engraçado que você se preocupa com o que as pessoas vão falar sobre eu ir jantar com um amigo de longa data, mas não está nem aí com o que a sua própria família vai pensar, ou já pensou, sobre sua viagenzinha de uma semana para outra cidade, longe de olhos conhecidos, sozinho com a Anastasia.
— Ela é minha filha.
— E Jack é meu amigo, então não me encha mais o saco sobre isso, Christian! – ela gritou, já fechando a porta do banheiro num baque forte.
Apenas respirei fundo, desliguei a televisão e fui dormir.
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Acordei bem cedo, me exercitei um pouco na pequena academia que temos na mansão, depois fui tomar um banho e me arrumar para o trabalho. Depois de pronto, desci para tomar café da manhã.
— Bom dia, pessoal – falei, cumprimentando minha família, já me sentando na cabeceira da mesa.
Todos murmuraram um “Bom dia” se olhar para mim. Carla se encontrava mexendo em seu tablet, provavelmente escrevendo alguma ideia inesperada. Elena e Elliot estavam concentrados em seus celulares. Já a Ana se encontrava com o olhar vago e também notei uma certa tristeza em seu rosto.
“Será que Carla falou algo para ela?” indaguei, pensativo.
Depois de tomar o meu café, levantei da mesa, já arrumando o blazer do meu terno, fechando-o.
— Terminou, filha? Eu já estou indo, aproveito e te dou carona para o colégio – murmurei, olhando para Anastasia, que só assentiu com a cabeça e se levantou também, pegando sua mochila.
Me despedi de Carla e dos gêmeos, e nos dirigimos até o pátio da frente, onde o motorista já nos esperava com a porta da limusine aberta. Durante o caminho, aproveitei que estávamos na privacidade da limusine e segurei a mão da Anastasia. Todavia, ela a puxou, deixando-me confuso.
— O que foi, Princesa? – inquiri.
— Nada, pai – ela disse, sem olhar para mim, então me aproximei mais dela e peguei em seu queixo, fazendo que a mesma virasse o rosto e me encarasse.
— Você está fria comigo desde ontem e eu quero saber o porquê, minha princesa.
A vi respirar profundamente.
— O senhor prometeu que depois que eu ficasse com a Kate, o senhor seria só meu. Eu não queria fazer ménage. Eu disse isso para o senhor, mas foi só a Kate te chamar que o senhor ignorou a minha vontade. Estou chateada, apenas isso.
— Me perdoa, Princesa? Eu nem percebi que você ficou sentida pelo ménage – falei, acariciando sua bochecha – Prometo te recompensar. Podemos ir para algum lugar e eu serei só seu, o dia todo.
— Infelizmente, preciso fazer as provas finais, que não fiz devido a viagem, mas assim que eu sair da escola, ligo para o senhor me buscar e podemos ir a um motel, Daddy? Eu nunca fui em um, mas queria ver como é. Posso usar minha identidade falsa para não ter problema.
Sorri.
— Ok, minha princesa. Vou ver um motel bem interessante e discreto para irmos e passarmos a tarde toda nos divertindo.
Ana deu um sorriso enorme e me beijou, com vontade, mas não por muito tempo, pois logo o motorista parou o carro, indicando que tínhamos chegado na escola da Anastasia.
— Tenha uma boa prova, meu anjo.
— Provas, pai – ela me corrigiu, sorrindo, já saindo da limusine – Até mais tarde!
— Até!
Ana jogou um beijo no ar para mim, fazendo-me rir, depois deu um “Tchau” com a mão, antes de adentrar o prédio do colégio.

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