CHRISTIAN
Despertei com uma vontade enorme de ir ao banheiro, então me desvencilhei bem devagar da Anastasia, que se encontrava aconchegada a mim, e levantei da cama. Assim que acendi a luz do banheiro, ouvi alguém reclamar.
— Desliga essa merda de luz.
Encarei o box e vi o que parecia ser a silhueta embaçada da Kate, debaixo do chuveiro. Me virei de costas para ela e me aliviei, antes de dar a descarga e novamente escutar um protesto, porém choroso agora. Então, lavei minhas mãos e me aproximei do box.
— Kate?
— O que é? – ela indagou, com o tom de voz ainda choroso.
— Está sentindo alguma coisa?
— Minha cabeça vai explodir a qualquer momento.
— Tudo bem. Vou pedir para trazerem algo, para você melhorar. Eu quero que você termine de banhar e volte para a cama, ok?
Ouvi um “Ok” meio abafado, então sai do banheiro, indo até a sala de estar e pegando o telefone fixo, já discando para a recepção do hotel.
— The Venetian Hotel, boa noite.
— Boa noite. Aqui é o Sr. Grey, da suíte 649. Eu gostaria que alguém viesse deixar, com urgência, uma cartela de Alka-Seltzer e uma bebida energética, a que vocês tiverem disponível ai, por favor.
— Ok, senhor. Já estamos providenciando tudo.
— Muito obrigado.
Desliguei no mesmo instante que via Kate sair do banheiro, vestida num roupão. Ela não quis se deitar na cama e veio se sentar no sofá da sala, esperando o remédio chegar. Poucos minutos depois, escutei uma batida leve na porta e fui abrir, a fim de pegar as coisas que eu havia pedido. Dei o remédio à Kate, juntamente com um pouco da bebida energética, depois pedir que ela se deitasse ali no sofá e descansasse alguns minutos e a mesma assentiu.
Aproveitei então para ir tomar um banho, já que passava um pouco mais das seis e meia da manhã. Demorei no banheiro, devido ter decidido que iria tirar o pouco de barba que eu possuía. Me encontrava quase finalizando isso, quando Kate adentrou o banheiro, fazendo-me notar a diferença na hora em sua expressão.
— Melhorou?
— Sim. Minha dor de cabeça sumiu e eu me sinto mais revigorante agora. Obrigada – ela disse, se sentando no vaso, então parei de encará-la pelo reflexo do espelho e me foquei em lavar o barbeador.
— Ué, não vai mais me chamar de “Tio Delícia”?
— Vou. Mas a graça é eu te chamar assim na frente da Ana, para ela ficar morrendo de ciúme – Kate falou, rindo, fazendo-me rir também.
Ela logo saiu do banheiro, me avisando antes que já tinha feito o pedido do café da manhã e que o mesmo logo chegaria. Então, finalizei a raspagem da minha barba, coloquei a cueca que eu havia levado para vestir após o banho e arrumei o roupão, já saindo em seguida.
— Graças a Deus, consegui desembaraçar o meu cabelo. Nunca mais cochilo com ele molhado e solto – Kate comentou, minutos depois, se aproximando de mim, com os cabelos úmidos novamente.
Ela também se sentou à mesa, rindo e perguntando se a Anastasia havia virado a Bela Adormecida, pois a mesma ainda não tinha acordado. Todavia, segundos depois, vi Ana se sentar na cama e se espreguiçar.
— Bom dia, dorminhoca – falei, sorrindo.
Ela então olhou para a gente e se levantou da cama.
— Venha tomar café, Princesa – a chamei enquanto a via se aproximar de nós.
— Você está com uma cara ótima para quem deveria estar com uma ressaca braba – Anastasia falou, olhando para a amiga dela, parando rente à mesa.
— Tio Delícia me deu hoje cedo um excelente e revigorante remédio – Kate comentou, de uma forma bem ambígua, à medida que eu tomava o meu café.
— Eu não acredito que vocês dois transaram no banheiro.
Neguei na hora, mas Kate passou a rir, o que não dava muita credibilidade para mim.
— Relaxa o ciúme aí, Aninha. Não rolou nada entre a gente, ok? Eu não curto coroas não. Esse aqui é todo seu.
— Viu só, Princesa. Senta. Vamos tomar o café da manhã, depois você vai banhar também, para nos arrumamos e darmos uma volta no shopping do hotel. Quero comprar algo descolado para vestir no show de hoje a noite, porque não quero parecer um coroa, né Kate? – inquiri e a mesma riu, me encarando.
— O senhor é um coroa gostoso, tio Delícia. Só não faz o meu tipo. Prefiro os novinhos e as novinhas, que tem mais pique na hora do sexo. Sem ofensa, tio Delícia – Kate comentou, fazendo-me rir, mas no fundo me senti um pouco ofendido sim.
Após o café da manhã, nos arrumamos e descemos, rumo ao The Grand Canal Shoppes.
Durante o passeio pelo lugar, Ana ficou todo tempo amuada, então depois que fizemos algumas compras, eu a chamei para irmos fazer o passeio de gôndola que ela tanto havia me pedido ontem.
Dei mil dólares para Kate e a deixamos solta pelo shopping, antes de nos dirigirmos até o local, onde paguei um passeio de 15 minutos em uma das gôndolas.
— Então... posso saber porque a senhorita ficou com esse bico durante toda a manhã? – inquiri, um pouco baixo, enquanto navegávamos pelos canais artificiais, que serpenteavam o hotel e o shopping.
— Não é por nada não – ela disse, emburrada, cruzando os braços sobre o busto.
— É por alguma coisa e eu quero saber o que é. Princesa... – insisti e Ana me encarou.
— Estou com raiva, porque o senhor teve a audácia de ficar com a minha melhor amiga enquanto eu dormia.
— Oh, minha princesa. Eu não fiquei com a Kate não.
— Ficou sim. Você dois tomaram banho juntos hoje de manhã cedo – ela falou, virando o rosto, olhando para o outro lado.
Toquei então em seu queixo, fazendo a mesma me encarar novamente.
— Eu juro, por tudo que é mais sagrado, que eu não fiquei com a Kate, Princesa. Eu acordei e ela estava no chuveiro, chorando de dor de cabeça, então pedi um energético e uns comprimidos e a fiz tomar. Daí fui banhar enquanto ela descansava no sofá. Juro que foi isso que aconteceu.
— O senhor não está mentindo para mim, está?
— Eu nunca vou mentir para você, minha princesa – garanti e Anastasia se aconchegou ao meu corpo, repousando sua cabeça em meu ombro.
— Me desculpa por desconfiar do senhor, Daddy. Eu fiquei com ciúme e com muito medo de te perder. Não quero perder o senhor.
— E você não me perderá, Princesa – falei, afagando seu ombro.
— Estamos perto de acabar o passeio. Passaremos pela última ponte do trajeto e diz a lenda que ao beijar a pessoa amada debaixo da ponte, traz sorte ao casal – disse o gondoleiro, fazendo-nos sorrir.
— Obrigado, senhor – murmurei e fiquei esperando nos aproximarmos da ponte – Princesa? – a chamei, segundos depois, e a mesma levantou o rosto.
— O que foi, Daddy?
— Acho que precisamos de sorte – comentei, sorrindo, antes de segurar seu queixo e selar nossos lábios, em um beijo intenso à medida que passávamos pela ponte.
— Chegamos – o gondoleiro avisou, parando a gôndola.
Agradecemos o passeio, então saímos, de mãos dadas, e fomos nos encontrar com a Kate, na praça de alimentação, onde tínhamos marcado com a mesma.
Despertei com uma vontade enorme de ir ao banheiro, então me desvencilhei bem devagar da Anastasia, que se encontrava aconchegada a mim, e levantei da cama. Assim que acendi a luz do banheiro, ouvi alguém reclamar.
— Desliga essa merda de luz.
Encarei o box e vi o que parecia ser a silhueta embaçada da Kate, debaixo do chuveiro. Me virei de costas para ela e me aliviei, antes de dar a descarga e novamente escutar um protesto, porém choroso agora. Então, lavei minhas mãos e me aproximei do box.
— Kate?
— O que é? – ela indagou, com o tom de voz ainda choroso.
— Está sentindo alguma coisa?
— Minha cabeça vai explodir a qualquer momento.
— Tudo bem. Vou pedir para trazerem algo, para você melhorar. Eu quero que você termine de banhar e volte para a cama, ok?
Ouvi um “Ok” meio abafado, então sai do banheiro, indo até a sala de estar e pegando o telefone fixo, já discando para a recepção do hotel.
— The Venetian Hotel, boa noite.
— Boa noite. Aqui é o Sr. Grey, da suíte 649. Eu gostaria que alguém viesse deixar, com urgência, uma cartela de Alka-Seltzer e uma bebida energética, a que vocês tiverem disponível ai, por favor.
— Ok, senhor. Já estamos providenciando tudo.
— Muito obrigado.
Desliguei no mesmo instante que via Kate sair do banheiro, vestida num roupão. Ela não quis se deitar na cama e veio se sentar no sofá da sala, esperando o remédio chegar. Poucos minutos depois, escutei uma batida leve na porta e fui abrir, a fim de pegar as coisas que eu havia pedido. Dei o remédio à Kate, juntamente com um pouco da bebida energética, depois pedir que ela se deitasse ali no sofá e descansasse alguns minutos e a mesma assentiu.
Aproveitei então para ir tomar um banho, já que passava um pouco mais das seis e meia da manhã. Demorei no banheiro, devido ter decidido que iria tirar o pouco de barba que eu possuía. Me encontrava quase finalizando isso, quando Kate adentrou o banheiro, fazendo-me notar a diferença na hora em sua expressão.
— Melhorou?
— Sim. Minha dor de cabeça sumiu e eu me sinto mais revigorante agora. Obrigada – ela disse, se sentando no vaso, então parei de encará-la pelo reflexo do espelho e me foquei em lavar o barbeador.
— Ué, não vai mais me chamar de “Tio Delícia”?
— Vou. Mas a graça é eu te chamar assim na frente da Ana, para ela ficar morrendo de ciúme – Kate falou, rindo, fazendo-me rir também.
Ela logo saiu do banheiro, me avisando antes que já tinha feito o pedido do café da manhã e que o mesmo logo chegaria. Então, finalizei a raspagem da minha barba, coloquei a cueca que eu havia levado para vestir após o banho e arrumei o roupão, já saindo em seguida.
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— Graças a Deus, consegui desembaraçar o meu cabelo. Nunca mais cochilo com ele molhado e solto – Kate comentou, minutos depois, se aproximando de mim, com os cabelos úmidos novamente.
Ela também se sentou à mesa, rindo e perguntando se a Anastasia havia virado a Bela Adormecida, pois a mesma ainda não tinha acordado. Todavia, segundos depois, vi Ana se sentar na cama e se espreguiçar.
— Bom dia, dorminhoca – falei, sorrindo.
Ela então olhou para a gente e se levantou da cama.
— Venha tomar café, Princesa – a chamei enquanto a via se aproximar de nós.
— Você está com uma cara ótima para quem deveria estar com uma ressaca braba – Anastasia falou, olhando para a amiga dela, parando rente à mesa.
— Tio Delícia me deu hoje cedo um excelente e revigorante remédio – Kate comentou, de uma forma bem ambígua, à medida que eu tomava o meu café.
— Eu não acredito que vocês dois transaram no banheiro.
Neguei na hora, mas Kate passou a rir, o que não dava muita credibilidade para mim.
— Relaxa o ciúme aí, Aninha. Não rolou nada entre a gente, ok? Eu não curto coroas não. Esse aqui é todo seu.
— Viu só, Princesa. Senta. Vamos tomar o café da manhã, depois você vai banhar também, para nos arrumamos e darmos uma volta no shopping do hotel. Quero comprar algo descolado para vestir no show de hoje a noite, porque não quero parecer um coroa, né Kate? – inquiri e a mesma riu, me encarando.
— O senhor é um coroa gostoso, tio Delícia. Só não faz o meu tipo. Prefiro os novinhos e as novinhas, que tem mais pique na hora do sexo. Sem ofensa, tio Delícia – Kate comentou, fazendo-me rir, mas no fundo me senti um pouco ofendido sim.
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Após o café da manhã, nos arrumamos e descemos, rumo ao The Grand Canal Shoppes.
— Não é por nada não – ela disse, emburrada, cruzando os braços sobre o busto.
— É por alguma coisa e eu quero saber o que é. Princesa... – insisti e Ana me encarou.
— Estou com raiva, porque o senhor teve a audácia de ficar com a minha melhor amiga enquanto eu dormia.
— Oh, minha princesa. Eu não fiquei com a Kate não.
— Ficou sim. Você dois tomaram banho juntos hoje de manhã cedo – ela falou, virando o rosto, olhando para o outro lado.
Toquei então em seu queixo, fazendo a mesma me encarar novamente.
— Eu juro, por tudo que é mais sagrado, que eu não fiquei com a Kate, Princesa. Eu acordei e ela estava no chuveiro, chorando de dor de cabeça, então pedi um energético e uns comprimidos e a fiz tomar. Daí fui banhar enquanto ela descansava no sofá. Juro que foi isso que aconteceu.
— O senhor não está mentindo para mim, está?
— Eu nunca vou mentir para você, minha princesa – garanti e Anastasia se aconchegou ao meu corpo, repousando sua cabeça em meu ombro.
— Me desculpa por desconfiar do senhor, Daddy. Eu fiquei com ciúme e com muito medo de te perder. Não quero perder o senhor.
— E você não me perderá, Princesa – falei, afagando seu ombro.
— Estamos perto de acabar o passeio. Passaremos pela última ponte do trajeto e diz a lenda que ao beijar a pessoa amada debaixo da ponte, traz sorte ao casal – disse o gondoleiro, fazendo-nos sorrir.
— Obrigado, senhor – murmurei e fiquei esperando nos aproximarmos da ponte – Princesa? – a chamei, segundos depois, e a mesma levantou o rosto.
— O que foi, Daddy?
— Acho que precisamos de sorte – comentei, sorrindo, antes de segurar seu queixo e selar nossos lábios, em um beijo intenso à medida que passávamos pela ponte.
Agradecemos o passeio, então saímos, de mãos dadas, e fomos nos encontrar com a Kate, na praça de alimentação, onde tínhamos marcado com a mesma.

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