KATE
Era por volta das sete e meia da noite, quando finalmente pousamos em Las Vegas. Mal adentramos o aeroporto, que Anastasia e o pai dela já começaram a agir como se fossem namorados. Andando de mãos dadas, trocando carícias e tudo mais.
Fiquei com um pouco de ciúme disso. De ver a garota, por qual me apaixonei, tão feliz com outra pessoa. Minha paixão pela Ana tinha começado no exato momento em que a vi no colégio, há seis anos, no meu primeiro dia de aula, após ter me mudado de Chicago com meus pais.
Todavia, eu não sabia como chegar nela e nem se a mesma gostava ou não de se relacionar com garotas. Mas, depois dos primeiros meses que eu havia começado a estudar na escola, um amigo em comum entre nós duas nos apresentou em uma festa. Rapidamente, eu senti uma cumplicidade muito forte entre a gente e aos poucos fui conhecendo melhor a Anastasia. Meu pai começando a trabalhar com o pai dela, só fez nos unirmos mais ainda, tornando-nos como unha e carne.
Com o passar dos anos, eu a envolvi tanto que Ana aceitou quando a pedi em namoro. Mesmo que ela só tenha visto isso como uma brincadeira entre melhores amigas, para mim havia sido diferente. Tinha sido de verdade. Entretanto, para não assustar a Anastasia sobre meus sentimentos para com ela, a convidei para fazermos um tipo de pacto, onde iríamos experimentar de tudo com relação ao sexo para depois decidirmos o que gostávamos mais.
Então, rapidamente, falei que como éramos namoradas poderíamos experimentar as coisas lésbicas entre nós duas e Ana aceitou. Nossa primeira vez aconteceu na casa dela, numa típica “Dormida na casa da melhor amiga”. E foi simplesmente maravilhoso, mesmo só envolvendo chupadas, beijos e muita esfregação, sem penetração nenhuma. Até tentei uma vez, mas a Anastasia não quis, em compensação eu deixava ela enfiar consolos, vibradores e os dedos em mim.
Mas, infelizmente, eu a tinha perdido para o Sr. Grey, pois a Ana nunca ficou tão feliz na minha presença como ela se encontrava naquele momento, ao lado dele, à medida que saíamos do táxi e adentrávamos o The Venetian.
— Papai disse que esse hotel tem um cassino e tem seu próprio shopping. Muito foda isso, né amiga? – Anastasia comentou, bastante empolgada enquanto o pai dela estava a alguns metros adiante, recostado ao balcão da recepção.
— Sim – murmurei, meio desinteressada.
— Você está com uma cara tão séria. Aconteceu alguma coisa, Kate?
Queria poder gritar que sim e falar tudo o que eu sentia por ela, mas isso não iria adiantar de nada, então assumi o meu papel de melhor amiga bissexual e pervertida.
— Estou bem. Só estou sondando o lugar para ver se vejo algum tesudo para eu poder atacar.
— Contanto que você fique longe daquele tesudo ali... – Ana comentou sorrindo, apontando para o pai dela – ...eu não me importo do resto dos tesudos do hotel serem todos seus.
Apenas dei um sorriso forçado e peguei meu celular a fim de me distrair um pouco.
Minutos depois, o Sr. Grey se aproximou de nós, juntamente com um rapaz, que colocou nossas malas no carrinho de bagagem, já nos conduzindo até o elevador e depois até o nosso quarto.
O cômodo era bem bonito e espaçoso. Possuía uma sala de estar com uma mesa para refeições, um banheiro amplo com chuveiro e banheira, e duas camas de casal, que pelo visto, eu iria dormir sozinha em uma delas e eles dois em outra.
— Querem jantar comida japonesa hoje a noite, meninas? – o pai da Ana perguntou assim que ficamos a sós no quarto.
— Eu quero, Daddy – Anastasia disse, pulando nos braços dele, fazendo-me rolar os olhos e virar o rosto.
— Por mim tanto faz.
— No terraço do hotel tem o TAO Nightclub, que mistura balada com restaurante japonês. Querem ir até lá ou podemos pedir o serviço de quarto, se estiverem cansadas.
Respirei fundo, decidindo que naquela noite, eu iria achar um cara bem gato e gostoso e deixar meu lado hétero se acabar de tanto se divertir, porque Las Vegas é Las Vegas, e é o melhor lugar para se curar um coração partido.
— Tio Delícia, eu estou na cidade do Pecado. O senhor acha que eu vou ficar cansada nessa cidade? – indaguei, me virando um sorriso nos lábios – Nunca, baby. Vamos a esse clube aí, pois eu estou precisando beber até que meu sangue vire álcool puro.
— Você está sob minha supervisão, Kate, então nem você e nem a senhorita aqui irão beber nada alcoólico, porque são de menor ainda.
— De menor? Eu? Minha identidade falsa diz que eu tenho 21 – comentei, dando uma piscadinha para ele, já pegando minha necessaire, uma toalha e uma roupa em minha mala, aberta sobre a cama.
— Na minha também, Daddy. Somos três adultos em Las Vegas. Por favor, não banque o pai agora, viu?
— Aninha tem razão, tio Delícia – falei, já adentrando o banheiro e fechando a porta.
ANASTASIA
— Já, meninas? – escutei meu pai perguntar enquanto que eu e Kate terminávamos nossas makes.
— Já, Daddy – respondi, guardando minha maquiagem na mala, pegando minha bolsa e enfiando o celular e a identidade falsa ali dentro.
Kate também pegou a bolsa dela, o celular e a identidade, então saímos do quarto e fomos para o elevador, rumo ao terraço do hotel. Eu estava simplesmente amando cada minuto daquela viagem e, internamente, me encontrava muito ansiosa para que o sábado chegasse logo.
Não pelo fato do show que iríamos e sim pelo passeio romântico de gôndola que eu havia pedido ao meu pai, enquanto Kate banhava, para nós dois fazermos amanhã de manhã e que o mesmo tinha concordado. Logo chegamos ao andar onde era localizado o clube e após um cara verificar nossas identidades, nós três entramos. A parte de baixa, onde ficava a pista de dança e o bar, estava muito lotada.
Todavia, a parte superior, onde se localizava o restaurante japonês, se encontrava um pouco mais vazio, então nos dirigimos até lá, já nos acomodando em uma das cabines.
Rapidamente, apareceu uma mulher e nos entregou um Ipad contendo o menu, para que nós pudéssemos fazer os nossos pedidos online, já que pelo barulho, os garçons poderiam não nos escutar.
Conversamos entre nós e logo meu pai fez o pedido, incluindo os drinques, entregando novamente o Ipad para a jovem, que logo saiu. Kate se isolou no outro canto do sofá, mexendo em seu celular, enquanto que eu me recostei ao meu pai, que passou seu braço por sobre meus ombros.
— Você está muito linda, minha princesa – ele falou em meu ouvido, fazendo-me sorrir e o beijar.
Ficamos ali, trocando carícias e falando coisas safadas no ouvido um do outro, sorrindo sempre, até que nossas bebidas chegaram. Eu havia pedido um Apple Fizz, já Kate pediu um Blizzard, e meu pai, um Wild Love.
Fizemos um brinde e começamos a beber, até que minutos depois, a moça apareceu novamente, trazendo os nossos pedidos.
— Vamos dançar depois? – indaguei à medida que comíamos e meu pai assentiu, então olhei para Kate – Vamos, amiga?
— Podem ir vocês dois na frente, que eu vou ficar aqui bebendo um pouco – ela disse, sem olhar para mim.
“Kate está estranha hoje” pensei, já voltando a comer.
Era por volta das sete e meia da noite, quando finalmente pousamos em Las Vegas. Mal adentramos o aeroporto, que Anastasia e o pai dela já começaram a agir como se fossem namorados. Andando de mãos dadas, trocando carícias e tudo mais.
Fiquei com um pouco de ciúme disso. De ver a garota, por qual me apaixonei, tão feliz com outra pessoa. Minha paixão pela Ana tinha começado no exato momento em que a vi no colégio, há seis anos, no meu primeiro dia de aula, após ter me mudado de Chicago com meus pais.
Todavia, eu não sabia como chegar nela e nem se a mesma gostava ou não de se relacionar com garotas. Mas, depois dos primeiros meses que eu havia começado a estudar na escola, um amigo em comum entre nós duas nos apresentou em uma festa. Rapidamente, eu senti uma cumplicidade muito forte entre a gente e aos poucos fui conhecendo melhor a Anastasia. Meu pai começando a trabalhar com o pai dela, só fez nos unirmos mais ainda, tornando-nos como unha e carne.
Com o passar dos anos, eu a envolvi tanto que Ana aceitou quando a pedi em namoro. Mesmo que ela só tenha visto isso como uma brincadeira entre melhores amigas, para mim havia sido diferente. Tinha sido de verdade. Entretanto, para não assustar a Anastasia sobre meus sentimentos para com ela, a convidei para fazermos um tipo de pacto, onde iríamos experimentar de tudo com relação ao sexo para depois decidirmos o que gostávamos mais.
Então, rapidamente, falei que como éramos namoradas poderíamos experimentar as coisas lésbicas entre nós duas e Ana aceitou. Nossa primeira vez aconteceu na casa dela, numa típica “Dormida na casa da melhor amiga”. E foi simplesmente maravilhoso, mesmo só envolvendo chupadas, beijos e muita esfregação, sem penetração nenhuma. Até tentei uma vez, mas a Anastasia não quis, em compensação eu deixava ela enfiar consolos, vibradores e os dedos em mim.
Mas, infelizmente, eu a tinha perdido para o Sr. Grey, pois a Ana nunca ficou tão feliz na minha presença como ela se encontrava naquele momento, ao lado dele, à medida que saíamos do táxi e adentrávamos o The Venetian.
— Você está com uma cara tão séria. Aconteceu alguma coisa, Kate?
Queria poder gritar que sim e falar tudo o que eu sentia por ela, mas isso não iria adiantar de nada, então assumi o meu papel de melhor amiga bissexual e pervertida.
— Estou bem. Só estou sondando o lugar para ver se vejo algum tesudo para eu poder atacar.
— Contanto que você fique longe daquele tesudo ali... – Ana comentou sorrindo, apontando para o pai dela – ...eu não me importo do resto dos tesudos do hotel serem todos seus.
Apenas dei um sorriso forçado e peguei meu celular a fim de me distrair um pouco.
★ ★ ★ ★ ★
Minutos depois, o Sr. Grey se aproximou de nós, juntamente com um rapaz, que colocou nossas malas no carrinho de bagagem, já nos conduzindo até o elevador e depois até o nosso quarto.
O cômodo era bem bonito e espaçoso. Possuía uma sala de estar com uma mesa para refeições, um banheiro amplo com chuveiro e banheira, e duas camas de casal, que pelo visto, eu iria dormir sozinha em uma delas e eles dois em outra.
— Eu quero, Daddy – Anastasia disse, pulando nos braços dele, fazendo-me rolar os olhos e virar o rosto.
— Por mim tanto faz.
— No terraço do hotel tem o TAO Nightclub, que mistura balada com restaurante japonês. Querem ir até lá ou podemos pedir o serviço de quarto, se estiverem cansadas.
Respirei fundo, decidindo que naquela noite, eu iria achar um cara bem gato e gostoso e deixar meu lado hétero se acabar de tanto se divertir, porque Las Vegas é Las Vegas, e é o melhor lugar para se curar um coração partido.
— Tio Delícia, eu estou na cidade do Pecado. O senhor acha que eu vou ficar cansada nessa cidade? – indaguei, me virando um sorriso nos lábios – Nunca, baby. Vamos a esse clube aí, pois eu estou precisando beber até que meu sangue vire álcool puro.
— Você está sob minha supervisão, Kate, então nem você e nem a senhorita aqui irão beber nada alcoólico, porque são de menor ainda.
— De menor? Eu? Minha identidade falsa diz que eu tenho 21 – comentei, dando uma piscadinha para ele, já pegando minha necessaire, uma toalha e uma roupa em minha mala, aberta sobre a cama.
— Na minha também, Daddy. Somos três adultos em Las Vegas. Por favor, não banque o pai agora, viu?
— Aninha tem razão, tio Delícia – falei, já adentrando o banheiro e fechando a porta.
ANASTASIA
— Já, meninas? – escutei meu pai perguntar enquanto que eu e Kate terminávamos nossas makes.
Kate também pegou a bolsa dela, o celular e a identidade, então saímos do quarto e fomos para o elevador, rumo ao terraço do hotel. Eu estava simplesmente amando cada minuto daquela viagem e, internamente, me encontrava muito ansiosa para que o sábado chegasse logo.
Não pelo fato do show que iríamos e sim pelo passeio romântico de gôndola que eu havia pedido ao meu pai, enquanto Kate banhava, para nós dois fazermos amanhã de manhã e que o mesmo tinha concordado. Logo chegamos ao andar onde era localizado o clube e após um cara verificar nossas identidades, nós três entramos. A parte de baixa, onde ficava a pista de dança e o bar, estava muito lotada.
Conversamos entre nós e logo meu pai fez o pedido, incluindo os drinques, entregando novamente o Ipad para a jovem, que logo saiu. Kate se isolou no outro canto do sofá, mexendo em seu celular, enquanto que eu me recostei ao meu pai, que passou seu braço por sobre meus ombros.
— Você está muito linda, minha princesa – ele falou em meu ouvido, fazendo-me sorrir e o beijar.
Ficamos ali, trocando carícias e falando coisas safadas no ouvido um do outro, sorrindo sempre, até que nossas bebidas chegaram. Eu havia pedido um Apple Fizz, já Kate pediu um Blizzard, e meu pai, um Wild Love.
— Podem ir vocês dois na frente, que eu vou ficar aqui bebendo um pouco – ela disse, sem olhar para mim.
“Kate está estranha hoje” pensei, já voltando a comer.

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