CHRISTIAN
Despertei de madrugada, com Anastasia se movendo muito ao meu lado.
— O que foi, minha princesa? – indaguei ainda sonolento e de olhos fechados.
— Nada, Daddy. Só levantei para ir ao banheiro – ouvi ela sussurrar, já sentindo a mesma se aconchegando em mim, repousando sua cabeça em meu peito.
— Ainda está doendo muito? – inquiri a abraçando, ajeitando-me melhor na cama.
— Não muito, Daddy. A gente até pode sair mais tarde se o senhor quiser – escutei Ana murmurar, fazendo-me sorrir.
— Depois a gente ver isso, Princesa. Vamos volta a dormir, vamos?
Ela apenas assentiu com a cabeça, segundos antes de eu cair no sono de novo.
Acordei sentindo uma sensação bem prazerosa e assim que abri os olhos, vi Anastasia, ainda deitada com a cabeça em meu peito, me acariciando por sobre a calça de dormir.
— O que a senhorita pensa que está fazendo? – inquiri e ela ergueu o rosto, virando-o para mim, com um sorrisinho cínico nos lábios.
— Estava apenas querendo acordar o meu Daddy na forma mais gostosa possível, mas ainda estou machucada, então resolvi improvisar – Ana falou, sem parar de massagear o meu pau.
Todavia, quando a mesma passou a apertá-lo, eu segurei firmemente o seu pulso.
— Princesa, já chega – murmurei, a repreendendo e ela parou de apertar, resmungando um “Porque, Daddy?”, então a soltei, puxando sua mão, beijando-lhe o dorso carinhosamente – Porque eu quero que você sare primeiro, minha princesa.
— Mas eu ia só chupar o senhor... bem gostosinho – Anastasia disse, já subindo e deitando em cima de mim, dando-me vários selinhos.
Mesmo a ideia sendo muito tentadora, eu iria conseguir ficar sem sexo por alguns dias.
“Se já fiquei semanas, porque não poderia ficar alguns míseros dias?”
— Vamos deixar para nos divertimos depois, Princesa – murmurei, colocando uma mecha do cabelo dela atrás de sua orelha – E o meu Bom dia?
A mesma sorriu e se inclinou para frente, dando-me um beijo, que retribui carinhosamente.
— Bom dia, meu Daddy lindão.
— Bom dia, minha princesa linda – sussurrei de volta.
— A gente pode sair hoje, Daddy? – Ana inquiriu, já se deitando ao meu lado, quando empurrei gentilmente o seu quadril.
— Você precisa descansar.
A encarei de relance e vi a mesma fazer um bico, emburrada.
— Não quero passar outro dia trancada nesse quarto de hotel. Vamos sair pelo menos para ir tomar um sorvete ou dar uma volta no jardim, ali do terraço.
— Está bem.
— Oba! Vamos tomar sorvete! – ela gritou, mega empolgada, batendo palmas.
— O meu “Está bem” foi para o passeio no jardim do terraço – comentei, levantando da cama.
— Porque, Daddy? – ouvi Anastasia reclamar enquanto eu adentrava o banheiro.
— Porque sim! – gritei, em pé, em frente do vaso.
— Mas eu quero sorvete!
— Ok, minha princesa. Eu te levo hoje de tardezinha para tomarmos sorvete – falei, segundos depois, voltando para a cama, já vendo Ana sorrir de novo – Mas agora pela manhã, vamos apenas dar uma volta no jardim.
— Melhor Daddy do mundo – ela sussurrou, já vindo me beijar – Posso pedir o café da manhã?
— Claro, Princesa.
Nos beijamos mais uma vez, então Anastasia se virou para o outro lado, já pegando o telefone do gancho e começando a fazer o pedido do nosso café.
— Uau! – ouvi Ana exclamar à medida que eu finalizava o nó do meu tênis, então ergui a cabeça, aprumando-me e encarando a mesma, que se encontrava saindo do banheiro, já maquiada.
— O que foi, Princesa?
— Nada, Daddy. Só estou surpresa, pois eu nunca tinha visto o senhor assim tão despojado, vestindo esse estilo de roupa.
Sorri, já me levantando da beirada da cama e me aproximando de Anastasia, repousando minhas mãos na cintura dela.
— Você está me fazendo ficar assim.
— Eu?
— Isso mesmo, minha princesa. Meu estilo é, ou melhor, era mais social. Eu usava muitos ternos, camisas e calças sociais, mas depois que começamos a... nos relacionar, você meio que despertou o meu lado jovem, eu acho. Tanto que acabei trazendo esse short e esse tênis que eu havia comprado anos atrás, mas nunca tinha usado – informei, fazendo ela abrir um sorriso.
— Bem que a gente poderia fazer umas comprinhas hoje, né Daddy? Deixar o senhor mais descolado...
— E de quebra, a senhorita compraria roupas para si mesma, não é? – inquiri, apertando a ponta do nariz dela, que sorriu.
— Claro. O senhor vai ter que pagar a minha consultoria de moda, ué.
— Está bem, Princesa. Hoje de tarde, antes do sorvete, a gente pode ir fazer algumas compras – murmurei, já recebendo um selinho da Ana.
Antes de descermos para o jardim, liguei para a recepção a fim de avisar que a camareira poderia vir hoje limpar o quarto enquanto estivéssemos fora, pois ontem eu não havia permitido, já que Anastasia tinha passado o dia sem roupa, usando apenas robe e a mulher poderia desconfiar de algo.
— Aqui é tão lindo! – Ana exclamou à medida que sentávamos no sofá de vime perto do parapeito.
O móvel era em forma de L, então Anastasia se acomodou na parte mais longa, porém perto da curva, e eu sentei no lado mais curto do sofá, deixando uma boa distância entre nossos troncos, todavia nossos joelhos se tocavam toda vez que mexíamos as pernas.
— E aí, Princesa, já pensou no que quer fazer no futuro? Que faculdade pretende cursar? – indaguei para puxar papo e quebrar o silêncio instalado entre a gente.
Ana, que até o momento estava olhando para a fonte de água no meio do terraço, virou o rosto para mim e deu um sorriso.
— Já pensei sim, Daddy. Eu vou fazer Administração de Empresas por dois anos em North Seattle College, depois quero estagiar na sua empresa, para assim poder assumir ela quando o senhor se aposentar, já que meus irmãos mais velhos não quiseram seguir os seus passos.
— Mas é realmente isso que você quer fazer ou irá fazer apenas porque acha que não tem escolha? – a questionei.
Eu estava feliz por ela ter dito que queria assumir a minha empresa, que é um dos meus orgulhos nesta vida, mas a ideia de que Anastasia esteja querendo fazer isso só para não me decepcionar, me deixava triste também, pois eu queria que meus filhos fizessem o que desejasse, mesmo que isso não fosse o que eu tinha planejado quando eles nasceram.
— Eu realmente quero fazer isso, Daddy. Tenho essa vontade desde quando eu era criança. Ainda me lembro das tardes que o senhor ia me buscar na escola, porque a mamãe tinha esquecido de mim, e me levava para a empresa para eu ficar brincando de boneca no cantinho da sua sala enquanto o senhor trabalhava.
Também me lembrava desses episódios com a Carla, que eram bem frequentes.
— Eu olhava para o senhor, sentado naquela mesa, às vezes ao telefone, outras vezes com um cliente e eu pensava “Um dia eu quero ser igual ao meu pai, porque ele é demais”. O senhor está chorando? – ela inquiriu, fazendo-me notar que eu me encontrava com os olhos marejados e que uma lágrima escorria pela lateral do meu rosto.
— Não, Princesa. Foi só um cisco que caiu aqui – murmurei, enxugando o rosto e limpando os olhos, porém fui surpreendido por um abraço dela, que havia se aproximado mais.
— Não precisa ficar com vergonha de chorar na minha frente não. O senhor ainda continuará sendo o meu Super-Pai, ouviu? Eu te amo, Daddy.
A abracei um pouco mais forte, sentindo uma mistura de sentimentos, alguns já conhecidos, porém outros, novos. Logo me desvencilhei dela e minha vontade era de beijá-la, mas lembrei onde nos encontrávamos, então não seria apropriado.
— Também te amo, Princesa – falei num tom de voz bem baixo, já me levantando e a chamando para irmos fazer compras agora pela manhã enquanto a camareira limpava o nosso quarto.
Despertei de madrugada, com Anastasia se movendo muito ao meu lado.
— O que foi, minha princesa? – indaguei ainda sonolento e de olhos fechados.
— Nada, Daddy. Só levantei para ir ao banheiro – ouvi ela sussurrar, já sentindo a mesma se aconchegando em mim, repousando sua cabeça em meu peito.
— Ainda está doendo muito? – inquiri a abraçando, ajeitando-me melhor na cama.
— Não muito, Daddy. A gente até pode sair mais tarde se o senhor quiser – escutei Ana murmurar, fazendo-me sorrir.
— Depois a gente ver isso, Princesa. Vamos volta a dormir, vamos?
Ela apenas assentiu com a cabeça, segundos antes de eu cair no sono de novo.
★ ★ ★ ★ ★
Acordei sentindo uma sensação bem prazerosa e assim que abri os olhos, vi Anastasia, ainda deitada com a cabeça em meu peito, me acariciando por sobre a calça de dormir.
— O que a senhorita pensa que está fazendo? – inquiri e ela ergueu o rosto, virando-o para mim, com um sorrisinho cínico nos lábios.
— Estava apenas querendo acordar o meu Daddy na forma mais gostosa possível, mas ainda estou machucada, então resolvi improvisar – Ana falou, sem parar de massagear o meu pau.
Todavia, quando a mesma passou a apertá-lo, eu segurei firmemente o seu pulso.
— Princesa, já chega – murmurei, a repreendendo e ela parou de apertar, resmungando um “Porque, Daddy?”, então a soltei, puxando sua mão, beijando-lhe o dorso carinhosamente – Porque eu quero que você sare primeiro, minha princesa.
— Mas eu ia só chupar o senhor... bem gostosinho – Anastasia disse, já subindo e deitando em cima de mim, dando-me vários selinhos.
Mesmo a ideia sendo muito tentadora, eu iria conseguir ficar sem sexo por alguns dias.
“Se já fiquei semanas, porque não poderia ficar alguns míseros dias?”
— Vamos deixar para nos divertimos depois, Princesa – murmurei, colocando uma mecha do cabelo dela atrás de sua orelha – E o meu Bom dia?
A mesma sorriu e se inclinou para frente, dando-me um beijo, que retribui carinhosamente.
— Bom dia, meu Daddy lindão.
— Bom dia, minha princesa linda – sussurrei de volta.
— A gente pode sair hoje, Daddy? – Ana inquiriu, já se deitando ao meu lado, quando empurrei gentilmente o seu quadril.
— Você precisa descansar.
A encarei de relance e vi a mesma fazer um bico, emburrada.
— Não quero passar outro dia trancada nesse quarto de hotel. Vamos sair pelo menos para ir tomar um sorvete ou dar uma volta no jardim, ali do terraço.
— Está bem.
— Oba! Vamos tomar sorvete! – ela gritou, mega empolgada, batendo palmas.
— O meu “Está bem” foi para o passeio no jardim do terraço – comentei, levantando da cama.
— Porque, Daddy? – ouvi Anastasia reclamar enquanto eu adentrava o banheiro.
— Porque sim! – gritei, em pé, em frente do vaso.
— Mas eu quero sorvete!
— Ok, minha princesa. Eu te levo hoje de tardezinha para tomarmos sorvete – falei, segundos depois, voltando para a cama, já vendo Ana sorrir de novo – Mas agora pela manhã, vamos apenas dar uma volta no jardim.
— Melhor Daddy do mundo – ela sussurrou, já vindo me beijar – Posso pedir o café da manhã?
— Claro, Princesa.
Nos beijamos mais uma vez, então Anastasia se virou para o outro lado, já pegando o telefone do gancho e começando a fazer o pedido do nosso café.
★ ★ ★ ★ ★
— Uau! – ouvi Ana exclamar à medida que eu finalizava o nó do meu tênis, então ergui a cabeça, aprumando-me e encarando a mesma, que se encontrava saindo do banheiro, já maquiada.
— Nada, Daddy. Só estou surpresa, pois eu nunca tinha visto o senhor assim tão despojado, vestindo esse estilo de roupa.
Sorri, já me levantando da beirada da cama e me aproximando de Anastasia, repousando minhas mãos na cintura dela.
— Você está me fazendo ficar assim.
— Eu?
— Isso mesmo, minha princesa. Meu estilo é, ou melhor, era mais social. Eu usava muitos ternos, camisas e calças sociais, mas depois que começamos a... nos relacionar, você meio que despertou o meu lado jovem, eu acho. Tanto que acabei trazendo esse short e esse tênis que eu havia comprado anos atrás, mas nunca tinha usado – informei, fazendo ela abrir um sorriso.
— Bem que a gente poderia fazer umas comprinhas hoje, né Daddy? Deixar o senhor mais descolado...
— E de quebra, a senhorita compraria roupas para si mesma, não é? – inquiri, apertando a ponta do nariz dela, que sorriu.
— Claro. O senhor vai ter que pagar a minha consultoria de moda, ué.
— Está bem, Princesa. Hoje de tarde, antes do sorvete, a gente pode ir fazer algumas compras – murmurei, já recebendo um selinho da Ana.
Antes de descermos para o jardim, liguei para a recepção a fim de avisar que a camareira poderia vir hoje limpar o quarto enquanto estivéssemos fora, pois ontem eu não havia permitido, já que Anastasia tinha passado o dia sem roupa, usando apenas robe e a mulher poderia desconfiar de algo.
★ ★ ★ ★ ★
— Aqui é tão lindo! – Ana exclamou à medida que sentávamos no sofá de vime perto do parapeito.
— E aí, Princesa, já pensou no que quer fazer no futuro? Que faculdade pretende cursar? – indaguei para puxar papo e quebrar o silêncio instalado entre a gente.
Ana, que até o momento estava olhando para a fonte de água no meio do terraço, virou o rosto para mim e deu um sorriso.
— Já pensei sim, Daddy. Eu vou fazer Administração de Empresas por dois anos em North Seattle College, depois quero estagiar na sua empresa, para assim poder assumir ela quando o senhor se aposentar, já que meus irmãos mais velhos não quiseram seguir os seus passos.
— Mas é realmente isso que você quer fazer ou irá fazer apenas porque acha que não tem escolha? – a questionei.
Eu estava feliz por ela ter dito que queria assumir a minha empresa, que é um dos meus orgulhos nesta vida, mas a ideia de que Anastasia esteja querendo fazer isso só para não me decepcionar, me deixava triste também, pois eu queria que meus filhos fizessem o que desejasse, mesmo que isso não fosse o que eu tinha planejado quando eles nasceram.
— Eu realmente quero fazer isso, Daddy. Tenho essa vontade desde quando eu era criança. Ainda me lembro das tardes que o senhor ia me buscar na escola, porque a mamãe tinha esquecido de mim, e me levava para a empresa para eu ficar brincando de boneca no cantinho da sua sala enquanto o senhor trabalhava.
Também me lembrava desses episódios com a Carla, que eram bem frequentes.
— Eu olhava para o senhor, sentado naquela mesa, às vezes ao telefone, outras vezes com um cliente e eu pensava “Um dia eu quero ser igual ao meu pai, porque ele é demais”. O senhor está chorando? – ela inquiriu, fazendo-me notar que eu me encontrava com os olhos marejados e que uma lágrima escorria pela lateral do meu rosto.
— Não, Princesa. Foi só um cisco que caiu aqui – murmurei, enxugando o rosto e limpando os olhos, porém fui surpreendido por um abraço dela, que havia se aproximado mais.
— Não precisa ficar com vergonha de chorar na minha frente não. O senhor ainda continuará sendo o meu Super-Pai, ouviu? Eu te amo, Daddy.
A abracei um pouco mais forte, sentindo uma mistura de sentimentos, alguns já conhecidos, porém outros, novos. Logo me desvencilhei dela e minha vontade era de beijá-la, mas lembrei onde nos encontrávamos, então não seria apropriado.
— Também te amo, Princesa – falei num tom de voz bem baixo, já me levantando e a chamando para irmos fazer compras agora pela manhã enquanto a camareira limpava o nosso quarto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário