quinta-feira, 16 de julho de 2020

Daddy Grey - Capítulo 18


ANASTASIA

Provocar o meu pai com aqueles nudes havia sido maravilhoso e eu esperava que desse resultado quando ele voltasse para o hotel. Depois que me masturbei, liguei para Kate para saber como ela estava e tudo mais.

A mesma então me contou que teria um show do Maroon 5 em Las Vegas e que ela estava tentando fazer a cabeça do pai dela para poder conseguir a permissão para a viagem. Kate até perguntou se o meu pai não poderia ajudar com isso, falando com o pai dela.

Disse que poderia perguntar para ele assim que o mesmo voltasse para o hotel. E se isso desse tudo certo, Kate viria para San Francisco e daqui nós iríamos para Las Vegas, com meu pai no nosso encalço, com toda a certeza do mundo. Entre um assunto bobo e outro, acabei contando à ela sobre eu e o meu pai, e a safada ficou logo assanhada, tirando onda com a minha cara, soltando umas como “Se não conseguir aguentar o rojão do Sr. Delícia, eu aguento de boa”.

Apenas ignorei seus comentários e piadinhas. Então, ficamos conversando por mais uma hora até que Kate teve que desligar. Para passar o tempo e matar o tédio que crescia dentro de mim, fui pesquisar sobre as baladas existentes na cidade. Queria encontrar uma onde fosse legal de ir, pois estava a fim de estrear um vestido que eu tinha colocado na minha mala. Além, é claro, que eu queria curtir muito com o meu pai e no escurinho de uma balada pode se acontecer de tudo.

Após eu encontrar a boate perfeita para irmos mais tarde, me levantei da cama e fui tomar um banho rápido. Depois que saí do banheiro e me enxuguei, vesti uma das camisas do meu pai, apenas para ficar sentindo o cheirinho dele, e fui me deitar para tirar um cochilo, pois eu não queria que o sono viesse tão cedo essa noite.


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Passava um pouco das sete da noite, quando despertei do meu cochilo, mas assim que levantei, percebi que meu pai ainda não tinha chegado, então liguei para o mesmo, todavia a ligação caiu na caixa postal. Mandei uma mensagem perguntando que horas ele iria voltar e meu pai respondeu que logo estaria de volta, pois o mesmo se encontrava no enterro do sócio dele. Aproveitei então e fui tomar uma ducha rápida, devido eu ter ficado um pouco suada.

Assim que saí do banheiro, minutos depois, me dirigi até o guarda-roupa existente no quarto, ao qual eu havia guardado nossas roupas e malas, peguei o vestido e o coloquei, sem por nenhuma lingerie por baixo. Eu ainda me encontrava com o plug enfiado no meu rabinho e até tinha pensando em tirá-lo para que meu pai ficasse bravo e me desce um gostoso castigo, mas resolvi deixá-lo ali mesmo e mostrar ao meu pai que eu era uma menina muito obediente.


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Meia hora depois, me encontrava sentada na beirada da cama, calçando os sapatos de salto alto, quando escutei o click da fechadura eletrônica, indicando que meu pai adentrava a suíte.

— Princesa?

— Aqui no quarto, Daddy! – exclamei, já me levantando da cama.

Assim que meu pai passou pela porta, o vi me encarar totalmente boquiaberto, então para atiçá-lo um pouco, girei dando uma volta em torno de mim mesma, para que ele pudesse admirar melhor o meu visual.
— Gostou da minha roupa nova, Daddy? – inquiri, aproximando-me lentamente do mesmo, o enlaçando pelo pescoço, colando meu corpo ao dele à medida que eu sentia suas mãos tocarem em minha cintura.

— Adorei, minha princesa. Está muito linda – ele disse, então lhe dei um selinho em agradecimento, limpando seus lábios depois com a ponta do dedo, tirando o vermelho do batom – Você saiu para fazer compras, foi?

— Não. Eu já tinha esse vestido e na hora de fazer a mala, acabei colocando ele dentro, pois queria que o senhor me visse vestida nele – comentei, roçando meu nariz ao dele, dando um beijinho de urso, depois me desvencilhei do meu pai – Vai tomar banho, Daddy. E coloca uma roupa bem despojada, pois nós vamos para uma balada.

— Ah, minha princesa. Vamos deixar para amanhã, vamos? – ele perguntou já tirando o paletó do seu terno.

— Porque?

— Porque o seu Daddy está muito cansado – meu pai disse e eu fiz um bico quando ele se virou para me olhar – Princesa, não faz essa carinha... Está bem, nós vamos.

Um sorriso de vitória logo se formou em meus lábios e eu o abracei.

— Obrigada, Daddy.

— Mas não vamos ficar até tarde por lá, ok?

Assenti com a cabeça, mesmo sabendo que se desse eu iria fazer o meu pai ficar na balada até de madrugada.





CHRISTIAN

Tinha acabado de me arrumar quando meu celular começou a tocar sobre a mesinha de cabeceira. Era minha filha Elena e estranhei ela está me ligando, provavelmente era só para pedir algum mimo caro de alguma loja de marca.
— Boa noite, filha – falei, já ouvindo o que parecia ser um soluço do outro lado da linha.

Papi...

— O que foi, Elena? Porque está chorando?

A mamãe...

— O que ela fez, filha?

Não tem o namorado da tia Mia?

— Tem. É o Jack. Jack Hyde – murmurei, indo para a varanda da suíte.

Ela levou eu e o Elliot... para jantarmos com esse homem... e depois eles conversaram com a gente... A mamãe disse que ele era o nosso pai... Isso é verdade, papi? O senhor não é o nosso pai?

— Ei, Princesa. É claro que isso é mentira. Eu sou o pai de vocês sim, ok? – informei, ainda não acreditando no que Carla havia feito.

Ok.

— E não chore. Sua mãe está com raiva de mim e deve ter inventado isso só para se vingar. Não acredite nela, filha.

Tudo bem. Quando o senhor volta para casa?

— No sábado de manhã, se a sua irmã não piorar, porque ela está aqui com muita febre e talvez eu precise interná-la.

Ok, papi. E não esquece de trazer um presente para mim.

Me despedi de Elena, desligando o celular e o colocando já no bolso. Assim que me virei, dei de cara com a Ana que sustentava uma expressão emburrada enquanto seus braços estavam cruzados sobre o seu busto.

— Porque o senhor chamou a Elena de “Princesa” também? – ela resmungou, fazendo-me sorrir.

— Está com ciúmes, minha princesa? – perguntei, me aproximando dela, porém a mesma se afastou.

— Sim. Estou. Com muito ciúmes, aliás. Eu que sou a sua Princesa e não a Elena, Daddy.

— Me desculpe, Princesa. Saiu sem querer. Nunca mais vou chamar sua irmã de “Princesa”, ok? – comentei, conseguindo puxá-la para os meus braços, rodeando sua cintura com eles.

— Promete?

— Eu prometo. Só você que é a princesinha do Daddy.

A vi sorrir, dando-me em seguida um beijinho de urso, roçando nossos narizes um no outro, então ela perguntou se eu já me encontrava pronto para irmos, pois o táxi que a mesma havia pedido tinha chegado. Apenas assenti, antes de nos dirigirmos para fora da suíte.

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