CARLA
Acordei durante a noite, meio sobressaltada, e logo notei que Christian não se encontrava ali na cama. Pensei que o mesmo estivesse no banheiro, porém a luz do cômodo em questão estava desligada. Foi então que lembrei da nossa briga mais cedo e do mesmo dizendo que iria dormir em outro quarto. Mesmo me encontrando com sono, eu levantei da cama a fim de ir até o quarto onde o meu marido dormia para fazer as pazes, proporcionando-o um sexo bem gostoso à ele.
Assim que vesti o robe da camisola, me dirigi até a porta do quarto. Entretanto, eu mal a abri, pisando no corredor, e já notei Christian e Anastasia adentrando o mesmo. Então, dei um passo para trás, fechei um pouco a porta, deixando apenas uma pequena brecha. Me escorei na parede para ver melhor e fiquei observando os dois.
Meu marido se encontrava só com a calça do seu pijama e eu pude notar um certo volume ali. Já Anastasia estava com um robe bem curto. Logo um sinal de alerta soou em minha mente e o mesmo se intensificou quando vi Christian dá um selinho nos lábios dela.
“Que filho da puta! Desgraçado!” o xinguei mentalmente, então fechei a porta quando notei Christian vir na direção do nosso quarto.
Tirei rapidamente o robe, jogando-o em algum lugar e voltei para a cama, deitando-me de frente para a porta. Semicerrei os olhos, o bastante para fingir que estava dormindo, mas conseguindo ainda enxergar um pouco, notando segundos depois meu marido entrar sorrateiramente no quarto e deitar de costas para mim.
— Amor, que bom que você veio dormir comigo – balbuciei enquanto me aconchegava a ele, já sentindo um cheiro bem peculiar, que logo o identifiquei.
Christian fedia a sexo, então preferi jogar uma leve insinuação para ver se o mesmo confirmava aquilo que eu não queria pensar, mesmo vendo com meus próprios olhos.
— É. Eu senti saudade da minha cama.
— Você está bem, querido? Está um pouco suado – murmurei, ainda de olhos fechados e com a cabeça encostada em seu peito.
— Desculpe, minha querida. Eu estava com insônia e fui me exercitar um pouco.
Abri os olhos na hora, quando juntei tudo em minha mente e a ficha realmente caiu sobre o que estava acontecendo ali, debaixo do meu próprio teto. Mentalmente, o xinguei muito à medida que eu lutava contra a vontade de voar no seu pescoço e matá-lo.
“Eu não vou deixar uma ninfeta desgraçada roubar o meu marido” pensei, segundos depois, quando Christian se levantou dizendo que ia banhar por causa do suor.
Virei de lado e fiquei pensando sobre o que poderia fazer para afastar de vez o meu marido daquela fedelha. Eu não podia dizer a verdade sobre o que o desgraçado do Taylor havia feito comigo naquele hotel em Chicago, porque além do Christian confiar cegamente naquele nojento, Taylor também poderia realizar as suas ameaças e revelar o meu segredo sobre os gêmeos, fazendo o meu marido se voltar contra mim.
De repente, a imagem daquele que eu possuía um carinho enorme surgiu em minha mente, fazendo-me dar um sorriso de alívio e fechar os olhos.
“O Mestre Hyde irá me ajudar, com certeza”
Acordei horas depois, encontrando Christian no closet se arrumando para o trabalho. Mesmo com raiva, fiz meu papel de esposa amorosa e fui até ele, o beijando nos lábios, ajudando-o depois com o nó de sua gravata.
— Bem que a gente podia dar uma rapidinha agora, né amor? – falei bem sensualmente enquanto o puxava para mais um beijo, porém Christian se afastou de mim.
— Vamos deixar para outra hora, querida. Preciso levar a Anastasia agora cedo até a clínica da Dra. Greene.
— Porque ela precisa se consultar com uma ginecologista se a fe... nossa filha pode está é com uma virose?
— Desde quando você se importa com ela, Carla? – Christian me questionou, depois respirou fundo – Enfim, vou levar nossa filha até a Dra. Greene, porque eu não quero ir a nenhum hospital com ela e acabar aparecendo nos noticiários do meio-dia. E já que vamos está lá, vou aproveitar e pedir para a doutora consultar ginecologicamente a Anastasia. Nossa filha precisa urgentemente começar a tomar anticoncepcional, porque eu não quero vê-la grávida de um namoradinho qualquer.
“Ou grávida de você, seu safado!” pensei, fechando as mãos em punho enquanto o via sair do closet.
Havia me preparado toda para vir ver o meu antigo Dono, porque se Jack resolvesse não me ajudar, eu teria que persuadi-lo usando o sexo, que era uma coisa que ele sempre amou fazer. O tinha conhecido muito antes de Christian, quando entrei no mundo do BDSM como uma simpatizante e Jack me moldou, tornando-me uma Switcher.
Mestre Hyde foi um divisor de água em minha vida. Enquanto eu era a sua menina, a sua protegida, Jack me incentivou a realizar meus sonhos, como por exemplo, ser uma escritora de sucesso. E se estou onde estou, devo só a ele. Já em relação ao BDSM, o Mestre Hyde viu em mim mais do que uma sub iniciante, ele também viu uma possível Domme.
Com o passar dos anos, esse meu lado dominante foi se aflorando cada vez mais, entrelaçada em meio à minha submissão, graças a Jack que às vezes, me levava em clubes BDSM’s para eu dominar, ou nós dominarmos juntos, alguma submissa em uma sessão.
Foram anos maravilhosos, então Christian apareceu na minha vida ao mesmo tempo que Jack se casou com a sua atual, e futura ex, esposa. Entretanto, isso não foi o real motivo para nos distanciarmos um do outro, e sim, porque uma semana depois que comecei a sair com Christian, descobri que estava grávida de um mês.
Então, para não contar a verdade para Jack e acabar afetando drasticamente o recente casamento dele, parei de me fazer de difícil com o Christian e acabei dormindo com o mesmo por alguns dias, dizendo semanas depois que eu estava grávida dele. Todavia, igual a dois imãs com lados opostos virado um de frente para o outro, eu e Jack voltamos a nos aproximar, mesmo casados.
Porém, só ficávamos dois ou três meses juntos, praticando o que amávamos, e aí nos afastávamos novamente. Era um círculo vicioso. E eu estava quase certa de que voltaríamos mais uma vez, pois se ele começou a namorar minha cunhada, foi apenas para se aproximar de mim.
“A não ser, é claro, que Jack tenha descoberto sobre os gêmeos” pensei estacionando o carro em uma das vagas do pátio da fábrica matriz e sede da diretoria da Hyde Company.
Quando as portas do elevador se abriram, eu sai andando em direção à Jack, que se encontrava em frente da porta de sua sala, conversando com a secretária dele, e o mesmo logo notou minha presença, olhando-me.
— Precisamos conversar – falei passando por ele, já adentrando o seu escritório.
Joguei minha bolsa sobre uma das poltronas em frente à sua mesa e me virei, cruzando os braços sobre o busto, vendo-o informar para sua secretária que o mesmo ficaria ocupado agora e que a mesma não deveria interromper aquela reunião.
— Também precisava conversar contigo – Jack comentou, fechando a porta atrás de si, depois indo fechar as persianas das paredes de vidro – Só que eu teria sido mais discreto do que você foi, Carla.
— Estou com um assunto sério para resolver com muita urgência... – falei, me aproximando dele – ...então não estou me focando em ser discreta e sim, em pedir a sua ajuda, meu Mestre.
Peguei em suas mãos e o mesmo às mudou de posição, erguendo-as e beijando o dorso das minhas.
— Em que a minha menina precisa de ajuda?
Um sorriso surgiu em meus lábios, então o abracei fortemente, já sentindo seus braços rodearem a minha cintura.
— Essa madrugada eu descobri que o Christian está transando com a Anastasia. Me ajuda a afastar eles, Jack. Por favor. Eu não quero perder o meu marido para a minha própria filha – desabafei, me afastando um pouco dele, o encarando.
De repente, Jack se desvencilhou totalmente de mim e afastou-se, indo até a sua mesa, se escorando na beirada da mesma, já cruzando os braços.
— Só te ajudarei se me disser qual deles são meus filhos.
Engoli em seco.
— Não sei do que você está falando – comentei bem evasiva.
— Você sabe muito bem, Carla. Nas duas vezes em que você engravidou, nós estávamos nos vendo e transávamos em algumas das sessões. Então, eu quero saber a verdade.
“Merda! O que eu digo, Senhor? Se eu dizer a verdade, isso arruinaria o meu casamento, porque tenho certeza de que Jack vai querer participar da vida dos filhos e Christian não pode nem sonhar que eu menti para ele todos esses anos sobre os gêmeos” pensei um pouco aflita enquanto via Jack me encarando, esperando por uma resposta.
— Eu sinceramente não sei do que você está falando. Meus filhos são do Christian – menti, já pegando minha bolsa para ir embora, porém parei e olhei por cima do ombro quando o senti tocar no meu antebraço, escorregando sua mão até a minha.
— Carla, eu não vou ir no noticiário e falar para Deus e o mundo sobre isso. Eu sei o quanto você ama o seu marido e não é minha intenção destruir o seu casamento, nem nada do tipo. Só quero está próximo dos meus filhos. Apenas isso – Jack disse, então respirei fundo e fiquei de frente para ele.
— Uma semana depois que eu comecei a namorar o Christian, eu descobri que estava grávida de você.
— Porque não me contou?
— Me desculpe, mas eu não sabia como você reagiria se eu falasse que estava grávida. E também tinha o Christian.
— Então, os gêmeos...
— Sim. Elliot e Elena são seus filhos.
O vi sorrir e me puxar para perto dele.
— Você não sabe o quanto eu os amo, simplesmente porque foram concebido dentro do que nós dois amamos fazer.
— E a Ana? Tem certeza que ela não é minha filha também? – Jack inquiriu depois de dar um beijo em minha testa.
— Aquela lá é a cria do demônio.
— Porque você fala assim da sua própria filha, Carla? Coitada da jovem.
— Porque eu a odeio com todas as minhas forças – murmurei e me afastei dele, sentando numa poltrona.
— Esse ódio todo é só por causa do possível envolvimento entre ela e o próprio pai?
— Christian não é o pai verdadeiro dela – informei, já começando a ficar incomodada com o rumo da conserva.
— Posso saber quem é? – ele perguntou se sentando na poltrona ao lado.
— Eu estava em turnê dos meus livros e naquela época, Jason Taylor era o meu segurança pessoal, então ele havia me acompanhado na viagem. Em uma noite, Taylor entrou no meu quarto de hotel e quando briguei com ele, o mandando sair, o mesmo começou a me ameaçar. Eu nunca fui de ter amizade com os empregados e muito menos de falar coisas pessoais para tais, mas de algum jeito, o Taylor descobriu sobre nós e sobre os gêmeos.
— Ele abusou de você?
Assenti com a cabeça.
— Taylor me coagiu a transar com ele pelo resto da minha turnê e pediu uma mesada mensal para que ele ficasse de boca fechada. Quando voltei tentei fazer com que o meu marido o demitisse, sem revelar o que houve na turnê, mas Christian confia cegamente naquele desgraçado e estou presa a ele até hoje. Se eu tivesse sacado que estava grávida antes do Christian notar, eu teria abortado a Anastasia. Eu não consigo olhar para ela sem lembrar de todas as noites que o pai dela me forçou a ficar com ele – desabafei fechando as mãos em punhos sobre minhas coxas.
— Eu sinto muito, minha menina.
— Tenho medo de que Christian se apaixone por ela e me deixe. Se ele descobrir que a Anastasia não é filha dele, que eu menti sobre ele não ser pai de nenhum dos meninos, Christian com certeza vai pedir o divórcio. E eu prefiro morrer antes de perder o meu marido.
— Não se preocupe, minha menina. Eu irei te ajudar, tanto sobre a questão do seu marido quanto sobre esse tal de Jason Taylor.
— Obrigada, meu Mestre – sussurrei segurando sua mão, ao qual ele deu um beijo.
— Ainda hoje, me mande um e-mail com todas as informações sobre sua filha. Preciso saber de tudo dela, para poder me aproximar e encantá-la de um jeito que a faça esquecer de Christian. E eu quero que você me prometa que irá tratar bem sua filha Anastasia, porque ela não tem culpa dos atos do pai dela.
— Eu farei o possível – murmurei, o agradecendo novamente pela ajuda.
Acordei durante a noite, meio sobressaltada, e logo notei que Christian não se encontrava ali na cama. Pensei que o mesmo estivesse no banheiro, porém a luz do cômodo em questão estava desligada. Foi então que lembrei da nossa briga mais cedo e do mesmo dizendo que iria dormir em outro quarto. Mesmo me encontrando com sono, eu levantei da cama a fim de ir até o quarto onde o meu marido dormia para fazer as pazes, proporcionando-o um sexo bem gostoso à ele.
Assim que vesti o robe da camisola, me dirigi até a porta do quarto. Entretanto, eu mal a abri, pisando no corredor, e já notei Christian e Anastasia adentrando o mesmo. Então, dei um passo para trás, fechei um pouco a porta, deixando apenas uma pequena brecha. Me escorei na parede para ver melhor e fiquei observando os dois.
Meu marido se encontrava só com a calça do seu pijama e eu pude notar um certo volume ali. Já Anastasia estava com um robe bem curto. Logo um sinal de alerta soou em minha mente e o mesmo se intensificou quando vi Christian dá um selinho nos lábios dela.
“Que filho da puta! Desgraçado!” o xinguei mentalmente, então fechei a porta quando notei Christian vir na direção do nosso quarto.
Tirei rapidamente o robe, jogando-o em algum lugar e voltei para a cama, deitando-me de frente para a porta. Semicerrei os olhos, o bastante para fingir que estava dormindo, mas conseguindo ainda enxergar um pouco, notando segundos depois meu marido entrar sorrateiramente no quarto e deitar de costas para mim.
— Amor, que bom que você veio dormir comigo – balbuciei enquanto me aconchegava a ele, já sentindo um cheiro bem peculiar, que logo o identifiquei.
Christian fedia a sexo, então preferi jogar uma leve insinuação para ver se o mesmo confirmava aquilo que eu não queria pensar, mesmo vendo com meus próprios olhos.
— É. Eu senti saudade da minha cama.
— Você está bem, querido? Está um pouco suado – murmurei, ainda de olhos fechados e com a cabeça encostada em seu peito.
— Desculpe, minha querida. Eu estava com insônia e fui me exercitar um pouco.
Abri os olhos na hora, quando juntei tudo em minha mente e a ficha realmente caiu sobre o que estava acontecendo ali, debaixo do meu próprio teto. Mentalmente, o xinguei muito à medida que eu lutava contra a vontade de voar no seu pescoço e matá-lo.
“Eu não vou deixar uma ninfeta desgraçada roubar o meu marido” pensei, segundos depois, quando Christian se levantou dizendo que ia banhar por causa do suor.
Virei de lado e fiquei pensando sobre o que poderia fazer para afastar de vez o meu marido daquela fedelha. Eu não podia dizer a verdade sobre o que o desgraçado do Taylor havia feito comigo naquele hotel em Chicago, porque além do Christian confiar cegamente naquele nojento, Taylor também poderia realizar as suas ameaças e revelar o meu segredo sobre os gêmeos, fazendo o meu marido se voltar contra mim.
De repente, a imagem daquele que eu possuía um carinho enorme surgiu em minha mente, fazendo-me dar um sorriso de alívio e fechar os olhos.
“O Mestre Hyde irá me ajudar, com certeza”
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Acordei horas depois, encontrando Christian no closet se arrumando para o trabalho. Mesmo com raiva, fiz meu papel de esposa amorosa e fui até ele, o beijando nos lábios, ajudando-o depois com o nó de sua gravata.
— Bem que a gente podia dar uma rapidinha agora, né amor? – falei bem sensualmente enquanto o puxava para mais um beijo, porém Christian se afastou de mim.
— Vamos deixar para outra hora, querida. Preciso levar a Anastasia agora cedo até a clínica da Dra. Greene.
— Porque ela precisa se consultar com uma ginecologista se a fe... nossa filha pode está é com uma virose?
— Desde quando você se importa com ela, Carla? – Christian me questionou, depois respirou fundo – Enfim, vou levar nossa filha até a Dra. Greene, porque eu não quero ir a nenhum hospital com ela e acabar aparecendo nos noticiários do meio-dia. E já que vamos está lá, vou aproveitar e pedir para a doutora consultar ginecologicamente a Anastasia. Nossa filha precisa urgentemente começar a tomar anticoncepcional, porque eu não quero vê-la grávida de um namoradinho qualquer.
“Ou grávida de você, seu safado!” pensei, fechando as mãos em punho enquanto o via sair do closet.
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Havia me preparado toda para vir ver o meu antigo Dono, porque se Jack resolvesse não me ajudar, eu teria que persuadi-lo usando o sexo, que era uma coisa que ele sempre amou fazer. O tinha conhecido muito antes de Christian, quando entrei no mundo do BDSM como uma simpatizante e Jack me moldou, tornando-me uma Switcher.
Mestre Hyde foi um divisor de água em minha vida. Enquanto eu era a sua menina, a sua protegida, Jack me incentivou a realizar meus sonhos, como por exemplo, ser uma escritora de sucesso. E se estou onde estou, devo só a ele. Já em relação ao BDSM, o Mestre Hyde viu em mim mais do que uma sub iniciante, ele também viu uma possível Domme.
Com o passar dos anos, esse meu lado dominante foi se aflorando cada vez mais, entrelaçada em meio à minha submissão, graças a Jack que às vezes, me levava em clubes BDSM’s para eu dominar, ou nós dominarmos juntos, alguma submissa em uma sessão.
Foram anos maravilhosos, então Christian apareceu na minha vida ao mesmo tempo que Jack se casou com a sua atual, e futura ex, esposa. Entretanto, isso não foi o real motivo para nos distanciarmos um do outro, e sim, porque uma semana depois que comecei a sair com Christian, descobri que estava grávida de um mês.
Então, para não contar a verdade para Jack e acabar afetando drasticamente o recente casamento dele, parei de me fazer de difícil com o Christian e acabei dormindo com o mesmo por alguns dias, dizendo semanas depois que eu estava grávida dele. Todavia, igual a dois imãs com lados opostos virado um de frente para o outro, eu e Jack voltamos a nos aproximar, mesmo casados.
Porém, só ficávamos dois ou três meses juntos, praticando o que amávamos, e aí nos afastávamos novamente. Era um círculo vicioso. E eu estava quase certa de que voltaríamos mais uma vez, pois se ele começou a namorar minha cunhada, foi apenas para se aproximar de mim.
“A não ser, é claro, que Jack tenha descoberto sobre os gêmeos” pensei estacionando o carro em uma das vagas do pátio da fábrica matriz e sede da diretoria da Hyde Company.
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Quando as portas do elevador se abriram, eu sai andando em direção à Jack, que se encontrava em frente da porta de sua sala, conversando com a secretária dele, e o mesmo logo notou minha presença, olhando-me.
Joguei minha bolsa sobre uma das poltronas em frente à sua mesa e me virei, cruzando os braços sobre o busto, vendo-o informar para sua secretária que o mesmo ficaria ocupado agora e que a mesma não deveria interromper aquela reunião.
— Também precisava conversar contigo – Jack comentou, fechando a porta atrás de si, depois indo fechar as persianas das paredes de vidro – Só que eu teria sido mais discreto do que você foi, Carla.
— Estou com um assunto sério para resolver com muita urgência... – falei, me aproximando dele – ...então não estou me focando em ser discreta e sim, em pedir a sua ajuda, meu Mestre.
Peguei em suas mãos e o mesmo às mudou de posição, erguendo-as e beijando o dorso das minhas.
— Em que a minha menina precisa de ajuda?
Um sorriso surgiu em meus lábios, então o abracei fortemente, já sentindo seus braços rodearem a minha cintura.
— Essa madrugada eu descobri que o Christian está transando com a Anastasia. Me ajuda a afastar eles, Jack. Por favor. Eu não quero perder o meu marido para a minha própria filha – desabafei, me afastando um pouco dele, o encarando.
De repente, Jack se desvencilhou totalmente de mim e afastou-se, indo até a sua mesa, se escorando na beirada da mesma, já cruzando os braços.
— Só te ajudarei se me disser qual deles são meus filhos.
Engoli em seco.
— Não sei do que você está falando – comentei bem evasiva.
— Você sabe muito bem, Carla. Nas duas vezes em que você engravidou, nós estávamos nos vendo e transávamos em algumas das sessões. Então, eu quero saber a verdade.
“Merda! O que eu digo, Senhor? Se eu dizer a verdade, isso arruinaria o meu casamento, porque tenho certeza de que Jack vai querer participar da vida dos filhos e Christian não pode nem sonhar que eu menti para ele todos esses anos sobre os gêmeos” pensei um pouco aflita enquanto via Jack me encarando, esperando por uma resposta.
— Eu sinceramente não sei do que você está falando. Meus filhos são do Christian – menti, já pegando minha bolsa para ir embora, porém parei e olhei por cima do ombro quando o senti tocar no meu antebraço, escorregando sua mão até a minha.
— Uma semana depois que eu comecei a namorar o Christian, eu descobri que estava grávida de você.
— Porque não me contou?
— Me desculpe, mas eu não sabia como você reagiria se eu falasse que estava grávida. E também tinha o Christian.
— Então, os gêmeos...
— Sim. Elliot e Elena são seus filhos.
O vi sorrir e me puxar para perto dele.
— Você não sabe o quanto eu os amo, simplesmente porque foram concebido dentro do que nós dois amamos fazer.
— E a Ana? Tem certeza que ela não é minha filha também? – Jack inquiriu depois de dar um beijo em minha testa.
— Aquela lá é a cria do demônio.
— Porque você fala assim da sua própria filha, Carla? Coitada da jovem.
— Porque eu a odeio com todas as minhas forças – murmurei e me afastei dele, sentando numa poltrona.
— Esse ódio todo é só por causa do possível envolvimento entre ela e o próprio pai?
— Christian não é o pai verdadeiro dela – informei, já começando a ficar incomodada com o rumo da conserva.
— Posso saber quem é? – ele perguntou se sentando na poltrona ao lado.
— Eu estava em turnê dos meus livros e naquela época, Jason Taylor era o meu segurança pessoal, então ele havia me acompanhado na viagem. Em uma noite, Taylor entrou no meu quarto de hotel e quando briguei com ele, o mandando sair, o mesmo começou a me ameaçar. Eu nunca fui de ter amizade com os empregados e muito menos de falar coisas pessoais para tais, mas de algum jeito, o Taylor descobriu sobre nós e sobre os gêmeos.
— Ele abusou de você?
Assenti com a cabeça.
— Taylor me coagiu a transar com ele pelo resto da minha turnê e pediu uma mesada mensal para que ele ficasse de boca fechada. Quando voltei tentei fazer com que o meu marido o demitisse, sem revelar o que houve na turnê, mas Christian confia cegamente naquele desgraçado e estou presa a ele até hoje. Se eu tivesse sacado que estava grávida antes do Christian notar, eu teria abortado a Anastasia. Eu não consigo olhar para ela sem lembrar de todas as noites que o pai dela me forçou a ficar com ele – desabafei fechando as mãos em punhos sobre minhas coxas.
— Eu sinto muito, minha menina.
— Tenho medo de que Christian se apaixone por ela e me deixe. Se ele descobrir que a Anastasia não é filha dele, que eu menti sobre ele não ser pai de nenhum dos meninos, Christian com certeza vai pedir o divórcio. E eu prefiro morrer antes de perder o meu marido.
— Não se preocupe, minha menina. Eu irei te ajudar, tanto sobre a questão do seu marido quanto sobre esse tal de Jason Taylor.
— Obrigada, meu Mestre – sussurrei segurando sua mão, ao qual ele deu um beijo.
— Ainda hoje, me mande um e-mail com todas as informações sobre sua filha. Preciso saber de tudo dela, para poder me aproximar e encantá-la de um jeito que a faça esquecer de Christian. E eu quero que você me prometa que irá tratar bem sua filha Anastasia, porque ela não tem culpa dos atos do pai dela.
— Eu farei o possível – murmurei, o agradecendo novamente pela ajuda.

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