quinta-feira, 16 de julho de 2020

Daddy Grey - Capítulo 09


ANASTASIA

Estava deitada na cama, olhando para o teto, pensando se tinha ou não pegado muito pesado quando gritei que odiava o meu pai. Mesmo que a gente tivesse combinado de que ia fingir aquela briga, eu acho que um “eu te odeio” era pesado demais para dizer a outra pessoa, então eu iria pedir desculpas a ele quando estivéssemos a sós.
No momento seguinte, escutei uma batida na porta e me sentei na beirada da cama, pedindo para que a pessoa entrasse. Era o meu pai e o mesmo parecia meio aborrecido com algo. Ele veio se sentar ao meu lado e tocou em meu queixo, fazendo-me encará-lo e notar uma marca avermelhada em sua face, parecendo uma marca de mão.

— Filha, não importa o que acontecer ou o que sua mãe disser, eu quero que saiba que eu sempre vou te amar muito, muito mesmo. Você é tudo para mim.

Estranhei aquela declaração repentina dele.

“Não que meu pai nunca tenha me dito que me amava, mas fazia anos desde a última vez que ele havia pronunciado aquelas palavras para mim. Será que foi por causa do que eu falei?”

— Eu sei, pai. Também te amo muito e me desculpe se te disse que lhe odiava.

— Está tudo bem. A gente estava só encenando.

Ele segurou meu rosto entre suas mãos e beijou minha testa carinhosamente.

— Pai, aconteceu algo? Seu rosto está vermelho.

— Não foi nada.

— Foi a bruxa da mamãe que fez isso? Ela desconfiou de alguma coisa?

— Sim, mas nós já nos entendemos. E creio que ela não desconfiou de nada não, mas vamos esquecer isso, ok?

Assenti e me levantei.

— Quer me ajudar a escolher a minha roupa para o jantar?

— Claro, meu anjinho.

— O senhor nunca me chamou de “meu anjinho” antes – comentei indo para o closet, sendo seguida por ele que se sentou num pequeno divã redondo no meio do local.
— É para distinguir nossa relação Daddy e Princesa de Pai e Filha.

— Ah, ok – murmurei, começando logo a pegar alguns looks que eu gostava de usar e a mostrar para ele, que às vezes fazia careta e nas outras dizia um sonoro e forte “Não”, e assim ficamos por quase uma hora.


★ ★ ★ ★ ★


— Não tem nenhuma roupa de freira aí não? – ele perguntou enquanto eu guardava as roupas e o encarei, semicerrando os olhos.

— Pai... – resmunguei emburrada e ele sorriu, se levantando, vindo até mim.

— Acho que sou a última pessoa que você deveria pedir ajuda com suas roupas, meu anjo. Porque por mim, você andaria coberta dos pés à cabeça, pois eu não quero que ninguém fique olhando com desejo para o seu corpo.

“Será que isso é ciúme ou proteção paterna excessiva?” indaguei pensativa e sorri para ele, o enlaçando pelo pescoço, já sentindo suas mãos em minha cintura.

— Foi o senhor que fez esse corpo, então é o dono dele e tem todo o direito de fazer o que quiser com ele – informei dando-lhe um selinho.

— Pode parecer estranho, minha princesa, mas eu gostei de ouvir isso.

Dei outro selinho nele, mais lento e quando tentei intensificar transformando o selinho em um beijo, meu pai me afastou dele um pouco e encarou-me.

— Princesa, aqui em casa não é apropriado para fazermos isso – ele sussurrou baixo.

— Ok, Daddy – falei baixinho também e dei um beijinho em sua bochecha, recebendo um sorriso e um abraço em resposta.

Ficamos ali, abraçados, por alguns segundos até que escutamos um pigarro e nos soltamos, já virando para ver quem tinha nos interrompido.

“Bem feito” pensei, rindo mentalmente, quando vi uma marca avermelhada na cara da minha mãe, que com certeza deve ter sido meu pai que tinha feito nela.

— Atrapalho? – ela inquiriu nos olhando meio desconfiada e eu dei graças a Deus por está usando uma camisa jeans, abotoada até em cima, o que escondia minhas marcas.

— Não, querida. Estávamos fazendo as pazes – meu pai disse passando seu braço por sobre meu ombro, afagando-o.

— Por enquanto, mas já tô bolada com o senhor de novo.

— Comigo?

— Isso mesmo, porque o senhor quer eu vista a partir de agora só roupa de freira – retruquei me afastando dele.

— E ele está mais do que certo em fazer isso – comentou minha mãe, que logo olhou para o meu pai – Precisamos conversar sobre alguns detalhes do jantar.

Meu pai assentiu e saiu acompanhando ela. Assim que fechei a porta do quarto, fui para o banheiro a fim de fazer minha higiene para depois poder me arrumar para esse jantar.





CHRISTIAN

Só faltava minha irmã Mia chegar para irmos jantar, então estávamos na enorme sala de estar, esperando a atrasada da família. Carla se encontrava sentada no sofá conversando com Olivia e minha mãe enquanto que a mim, estava numa rodinha de conversa com meu pai, meu irmão e meu filho, mas nem estava prestando atenção no que eles conversavam, pois minha mente estava longe dali.
Entretanto, minha atenção logo se voltou para Anastasia que adentrava a sala juntamente com Elena e Leila. Ela foi cumprimentar sua tia e sua avó, depois veio fazer o mesmo com seu tio e seu avô.
— Seu pai não brigou muito com você não, né minha filha? – perguntou meu pai se desvencilhando do abraço dela, então Ana veio para o meu lado, abraçando-me pela cintura.

— Brigou um pouquinho, mas a gente já fez as pazes, né pai?

Assenti, afagando o ombro dela.

— E aí, irmão, já expulsou algum futuro genro à base da porrada? – Luke perguntou assim que Leila chamou Anastasia e Elliot para verem algo no celular dela.

— Não. Minha Ana é muito comportada – anunciei orgulhoso.

— Por enquanto, Christian. Logo ela vai estar entrando pela porta e dizendo “Pai, eu vou me casar”.

— Que isso aconteça só daqui a 70 anos – comentei rindo sendo seguido por eles.

De repente, escutamos um grito vindo da porta da sala e antes mesmo de me virar, eu já sabia quem era a cantora de ópera ambulante. Minha irmã Mia. Todavia, ela não tinha vindo sozinha.
Imediatamente, reconheci seu acompanhante, era Jack Hyde, um empresário, dono de uma rede de fábricas que produzia comida vegana e de restaurantes que usavam apenas verduras de hortas orgânicas. Jack era um dos meus milhares de sócios, mas agora ele era o novo namorado da Mia, segundo informações passadas por ela mesma.

— Espero que seu pai tenha gostado daquele presente, pequena – escutei Jack falar com a Anastasia, dando uma piscadinha para ela, enquanto eu me aproximava para cumprimentar minha irmã.

“Pequena? Que intimidade era aquela com a minha filha?” pensei, mas quando eu ia perguntar isso a ele, Carla chamou todos para a sala de refeições, pois a comida já ia ser servida.

Durante o jantar, fiquei só observando a Ana toda cheia de sorrisos e animadinha demais para cima do novo “titio”. Era assim que ela o chamava. Mesmo tentando não prestar muito atenção na conversa deles, que agora envolvia a Mia, eu não conseguia e dei graças a Deus quando o jantar acabou e eu pude puxar minha filha para um canto enquanto os demais se dirigiam para a varanda dos fundos, a fim de conversarem mais e pegar um pouco de ar fresco.

— O que foi, pai? – Anastasia indagou baixo à medida que eu a conduzia para cima, pois teríamos mais privacidade.

— Quero conversar sério com você.

Mesmo sabendo que todos estavam lá embaixo na varanda, olhei para os lados, verificando o corredor antes de entrar no quarto dela. Mal adentramos e eu já a puxei, encostando-a contra a parede ao lado da porta, beijando-lhe seus lábios por alguns segundos. Apenas me afastei para fechar e trancar a porta, depois a prensei contra a parede, usando meu corpo.

— O que pensou que estava fazendo, hein Princesa? – indaguei e ela me olhou com um jeitinho inocente.

— Eu não fiz nada.

— Ah, fez sim. Ficou dando liberdade para o namorado da sua tia. Cheia de sorrisinhos para cima dele. Você queria ver o seu Daddy com ciúme, era?

Ela negou com a cabeça, mas um sorriso maroto apareceu em seus lábios, entregando-a. Então, Ana me puxou para um beijo intenso, fazendo logo meu tesão ir às alturas. Depois de alguns segundos, eu já não tinha mais controle sobre meus atos e minhas mãos acariciavam ferozmente aquele corpo esbelto enquanto eu chupava aqueles lábios já inchados pela intensidade do nosso beijo.

Não demorou muito para eu subir sua saia e enfiar minha mão dentro de sua calcinha, massageando seu clitóris e posteriormente enfiando um dedo naquela bocetinha quente, já molhadinha, à medida que eu tentava abafar seus gemidos com a minha boca.
— Me fode, Daddy – ela sussurrou entre nossos lábios.

— Não podemos fazer isso aqui, Princesa – ressaltei, me desvencilhando dela, tentando me agarrar a razão para não fazer nada que estragasse aquilo que tínhamos.

Logo a vi cruzar os braços sobre o peito, fazendo um bico, meio emburrada.

— Não tem graça o senhor me atiçar e não apagar o meu fogo – ela murmurou baixo.

— Oh, minha princesa! – exclamei me aproximando dela, pegando seu rosto entre minhas mãos, dando-lhe um selinho – Se desse, eu teria o maior prazer em apagar o seu fogo, mas transar aqui no seu quarto, com a família toda lá embaixo, é perigoso demais. E se alguém nos pegar, hein?

Ana descruzou os braços e ficou brincando com os botões da minha camisa.

— Por favor, Daddy. Prometo gemer bem baixinho. Me fode, por favor – ela implorou, me olhando enquanto mordia o lábio, deixando-me louco de desejo – Estou com saudade de sentir o seu pau me preenchendo, alargando toda minha bocetinha.

Aquilo foi a gota d’água e quando dei por mim, já me encontrava sem a calça e a cueca, prensando a Anastasia contra a parede. A mesma já se encontrava sem calcinha e com a saia levantada.

— Mete bem forte, Daddy – ela pediu num sussurro, segundos antes de eu levantar sua perna e me enfiar todinho nela, que soltou logo um gemido de dor e prazer contra minha boca.

Eu sabia que ela devia está ardida e meio dolorida devido a nossa tarde lá no hotel, mas os pedidos da minha princesa sussurrados em tons de súplicas, pedindo que eu a fodesse bem selvagem, me fizeram enlouquecer e a foder do jeito que ela queria, à medida que nos beijávamos.
— Vamos para o banheiro, Princesa? – indaguei, ofegante, pois lá ficaria mais difícil de alguém nos escutar.

Ana assentiu, então ergui sua outra perna, já a pegando no meu colo e nos conduzindo até o banheiro, onde a coloquei sentada na bancada da pia e tratamos logo de nos livrar do restante de nossas roupas, sem tirar meu pau de dentro sua bocetinha. A ajeitei melhor na bancada e continuei fodendo-a intensamente, socando bem fundo nela, que mordia o lábio inferior com muita força para não gemer alto, principalmente quando aumentei a velocidade das minhas estocadas.
— Daddy... – Anastasia choramingou baixinho, dando sinais de que ia gozar, então parei subitamente de meter, saindo de dentro dela – Não, Daddy. Continua, por favor. Eu tô quase gozando – a mesma reclamou, fazendo logo um bico.

— Mas eu ainda não estou, minha princesa – comentei dando um beijinho de urso nela, que sorriu travessa.

— O que eu posso fazer para o meu Daddy gozar junto com a princesinha dele? – Ana perguntou me enlaçando o pescoço, roçando seus seios intumescidos em meu tórax.

Não respondi apenas me afastei, sentando-me sobre o tapete e a chamei com o dedo indicador.

— Vem cavalgar no seu Daddy, vem.

Na hora, Anastasia desceu da bancada e veio para cima de mim. Mal ela sentou, já foi logo quicando à medida que apertava sua bocetinha ao redor do meu pai. Ficamos naquela posição por alguns minutos até que explodimos em um orgasmo mútuo.
— Somos doidos – comentei enquanto Ana se encontrava recostada a mim, com a cabeça apoiada em meu ombro, tão ofegante quanto eu.

— Ninguém vai nos descobrir, Daddy. Eu vou ser sua princesinha para sempre.

Sorri abraçando-a por alguns segundos, até que a mandei sair do meu colo. Combinamos então de que ela não iria mais descer e ficaria em seu quarto pelo resto da noite, mas em troca daquilo, a danadinha me pediu para voltar às duas da manhã.

Mesmo achando perigoso demais ficar se arriscando daquele jeito, eu concordei. Vesti minha roupa, me despedi da minha princesa com um beijo e fui para o meu quarto. Tomei um banho mega rápido, coloquei uma roupa limpa e logo em seguida, desci para a varanda.

— Onde você estava, querido? – Carla perguntou, assim que apareci.

— Onde está a Aninha, filho? – meu pai inquiriu à medida que eu me sentava perto da Carla.

— Ela começou a passar mal e acabou vomitando em cima de mim quando eu fui levá-la para o quarto. Por isso demorei. Tive que banhar duas vezes para tirar o cheiro de vômito.

— Tadinha. Será que não é virose, filho? Porque essa semana a filha de uma amiga minha também ficou bem doente.

— Não sei, mãe. Talvez. Deixei ela descansando no quarto, mas vou levar ela amanhã no médico para ver o que é, porque a Ana nunca foi de vomitar daquele jeito.

A desculpa pareceu dar certo, pois ninguém mais perguntou pela Anastasia e logo a conversa tomou outro rumo.

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