segunda-feira, 13 de abril de 2020

RUNWAY - Angel's & Devil's - Capítulo 22


DAKOTA

Eu sentia uma mistura de alívio com frustração, por terem nos interrompido. Alívio, porque eu não queria transar ali, em meu próprio trabalho, como se fosse uma daquelas pessoas taradas. E frustração, porque Jamie tinha me deixado um pouco excitada.

Abri a porta do meu escritório e vi Erica, minha secretária, com uma cara meio temerosa.

— Desculpe, Sra. Runway. O Sr. Garavani está na linha querendo falar com a senhora.

Valentino Garavani, não era apenas o estilista e dono do Grupo Valentino, ele era meu padrinho e acima de tudo, Garavani foi um dos melhores amigos do meu pai, então eu tinha um apreço enorme por aquele homem.

— Obrigada. Passa para a minha linha, que irei atendê-lo agora – falei, calmamente, e me dirigi até a minha mesa, tirando o telefone do gancho – Bom dia, padrinho.

Bom dia, minha afilhada linda e deslumbrante.

Dei um sorriso, mas logo franzi o cenho quando vi Jay se levantar do sofá, ir até a porta do escritório e fechar a mesma.

Dak, querida. Está aí? Está me ouvindo?

— Estou sim, padrinho. Como o senhor está? – inquiri, voltando a prestar atenção em minha ligação, porém olhando para Jamie, que se aproximava de mim com um sorriso cínico nos lábios.

Eu vou muito bem, meu amor. E você e sua irmã, como estão?

— Estamos bem também, padrinho – respondi, prendendo a respiração por alguns segundos ao sentir Jay me abraçar por trás, roçando seu pau duro contra minha bunda à medida que beijava o meu pescoço.

— Desliga esse telefone... – ele sussurrou baixinho no meu ouvido, fazendo-me sentir seu hálito quente em minha orelha, ocasionando arrepios em minha pele.

Estou ligando para confirmar sua presença e a do seu marido em minha festa de aniversário aqui na minha mansão em Paris, minha querida – Valentino disse.

— ...pois quero te comer bem gostoso em cima dessa mesa... – Jamie sussurrou novamente.

— Ah... Eu vou dá uma olhada na minha agenda e já te retorno, padrinho – murmurei, repousando já o telefone no gancho de novo, sem ao menos esperar meu padrinho responder.

— Eu sabia que você não ia resistir – Jay comentou, beijando novamente o meu pescoço.

Tentei me sair de seus braços, mas ele me virou para ficar de frente para o seu corpo e me beijou. A minha excitação reacendeu com tudo e eu me entreguei ao beijo de Jamie.

— Na minha mesa não – alertei quando o mesmo tentou subir minha saia.
— Poxa, amor.

— Se quer transar, que seja ali no sofá – anunciei e ele assentiu, já me conduzindo para o móvel.

— Então vamos continuar de onde paramos, minha rainha – Jay falou, sorrindo, se sentando no sofá e me puxando pela cintura, fazendo com que eu sentasse atracada em seu colo.

Logo nossas bocas estavam novamente conectadas em um beijo, mas não por muito tempo, pois ele foi descendo seus lábios para o meu pescoço, beijando-o enquanto eu sentia suas mãos desabotoarem minha camisa.

— Está linda hoje. Como sempre, na verdade – Jamie me elogiou, fazendo-me dar um sorriso.

Nos beijamos de novo e comecei a mexer um pouco o meu quadril sobre o colo dele, sentindo seu pau roçar contra mim, instigando-me mais.

— Está querendo, né? – ele indagou, sorrindo.

Em resposta, tirei minha blusa de dentro da saia, abrindo-a por completa, já tirando em seguida o meu sutiã tomara que caia. Depois me levantei e retirei minha calcinha, ficando descalço enquanto erguia minha saia, já me sentando novamente no colo dele.

— Não precisamos ficar pelados – informei e Jay voltou a me beijando à medida que subia suas mãos pela minhas coxas, adentrando sob a saia, já alisando minha bunda.

Assim que nos afastamos à procura de um pouco de ar, enfiei minha mão entra a gente e comecei a masturbá-lo sobre a roupa.

— Tire ele – Jamie pediu, ofegante.

Abri então sua calça, tirando seu pau de dentro da cueca, voltando a massagear ele, agora com a minha mão envolta dele. Jay desabotoou a camisa enquanto gemia meu nome.

Deixei seu pau bem duro e me ajeitei, colocando-o na minha entrada. Lentamente, fui descendo, arfando de olhos fechados para em seguida começar a rebolar devagar.
— Vai, amor – ele pediu, gemendo e batendo em minha bunda, me deixando meio sem reação por alguns segundos, mas logo voltei a rebolar um pouco mais rápido, beijando-o ao mesmo tempo.
— Gostosa... – Jamie dizia contra minha boca, à medida que eu gemia contra a dele.

Jay então me fez afastar um pouco do seu corpo e começou a chupar meus seios, intercalando entre eles. Uma sensação inebriante me atingia ao sentir a língua e a boca dele em meus mamilos. Apenas enfiei uma das minhas mãos no cabelo dele e segurei forte enquanto eu me sentia relaxada.
— Deixa comigo agora, minha gostosa – Jamie murmurou, já se ajeitando no sofá, me colocando deitada no mesmo, mas sem tirei seu pau de dentro da minha boceta.

Após ele tirar sua camisa, o mesmo se inclinou sobre mim e capturando novamente meus lábios em um beijo, começou a me foder de modo meio acelerado. Logo eu o estava apertando com minha bocetinha à medida que ficávamos mais ofegante.
— Você me apertando desse jeito, está me deixando louco, Dak.

Abri os olhos e o encarei, a tempo de vê-lo se apoiar nos braços e meter mais rápido, e talvez até mais fundo em mim, porque eu tive que morder fortemente o meu lábio para não deixar os gemidos escaparem.

— Geme alto para mim... Vai, amor... – Jay pediu e eu neguei com a cabeça, porém me ergui um pouco e o beijei, gemendo baixinho próximo aos seus lábios.

Ele então se deitou sobre mim, fazendo-me abraçá-lo, e acelerou ainda mais suas investidas contra a minha boceta, que se apertou forte, proporcionando-me um intenso orgasmo.

— Oh, Dak... – Jamie rosnou em meu ouvido, fazendo com que eu sentisse o mesmo pulsar dentro de mim, gozando fortemente – Gozou, meu amor? – ele perguntou, segundos depois, me encarando com um sorriso e eu assenti – Nosso sexo está ficando mais gostoso.

— Uhum... – murmurei.

— Desse jeito, nosso filho vai nascer bem lindo e tarado – Jay comentou, rindo e me dando um beijo lento.

— Você sente falta do seu sexo antigo? – indaguei, de repente, fazendo ele parar de rir e me encarar.

— Como assim “sexo antigo”?

— Do jeito que você transava com as outras mulheres, Jamie.

— Fodendo elas? – ele inquiriu e eu assenti – Não sinto não. Porque a pergunta, meu amor?

— Estou perguntando porque você sempre bate na minha bunda – informei e Jay riu, acariciando meu rosto.

— É involuntário, minha querida. Nem percebi que tinha feito. Mas tapa na bunda não é algo de quem apenas fode. Quem faz amor também dá esses tapinhas.

— Bem, não sei dizer se isso é verdade ou não, mas tapas na hora do sexo só me faz lembrar aqueles filmes pornôs.

Ele riu novamente.

— Você não gosta deles?

— Dos tapas ou dos filmes? – perguntei, erguendo uma das sobrancelhas.

— Dos tapas. Dos filmes, a gente um dia grava e faz o nosso próprio pornô – Jamie murmurou, sorrindo de um jeito safado.

— Nada de gravar. Sobre os tapas, pode parecer estranho, mas eles me deixam um pouco intimidada. Eu estou lá concentrada em fazer tudo certo, daí do nada levo um tapa e minha cabeça foge da concentração.

— Então sem tapas nas nossas próximas transas. Mas Dak, não trate o sexo como uma reunião. Se entrega e pronto, amor.

— Eu não trato como reunião – resmunguei.

— Tudo bem, minha rainha. Mas a partir de hoje não precisa se concentrar em nada, ok? Deixe seu corpo te levar.

— Ok, Jay.

— Vou te limpar. Espere aqui quietinha.

Assenti, já o vendo sair de cima de mim. Ele se levantou e foi até o meu banheiro privativo, retornando segundos depois com um pouco de papel higiênico.

— Pronto. Está limpa e ainda vai ganhar um beijo – Jamie falou, sorrindo, selando nossos lábios.

— Vai trabalhar, querido – sussurrei entre nossas bocas e ele assentiu.

— Sua sala ficou com um cheirinho gostoso de sexo, amor – ouvi Jay falar à medida que nos arrumávamos.

— Agora vou ter que trabalhar com esse cheiro, porque o meu purificador de ar quebrou ontem e ainda preciso providenciar um novo – resmunguei, terminando de fazer um coque, meio bagunçado, no meu cabelo.

— Está reclamando, ma puce?

— Estou sim – rebati, o encarando com as mãos na cintura.

Vi Jamie sorrir e se aproximar de mim, já me puxando para ele e me deu um selinho, pedindo em seguida para que eu deixasse a sala como estava.

— Vou pensar – falei, meio séria, mas ele apenas sorria.

— Até daqui a pouco, minha rainha. Qualquer coisa me liga que eu venho correndo – Jay pediu, dando-me outro selinho, já se abaixando à minha frente, beijando minha barriga – Tchau, amor do papai.

Ele se levantou sorrindo, me deu um beijo na bochecha e foi em direção da porta.

— Tchau, querido – me despedi.

— Tchau, meu amor – Jamie disse, abrindo a porta – Oi, meninas.

— Oi, Jaaaay... – ouvi mais vozes do que além das minhas duas secretárias, então resolvi ir até a porta também, deparando-me com a recepção cheia de pessoas.

— Vamos trabalhar, minha gente? – indaguei, séria, batendo palmas para ver se dispensava aquele povo todo – Quando terminar seu trabalho me avise para irmos almoçar, querido. Vou reservar uma mesa para gente.

— Tudo bem, minha rainha – ele disse, já saindo, então eu retornei para a minha mesa, a fim de retornar a ligação para o Valentino.

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