JAMIE
Assim que cheguei no ateliê, Mirela me informou que havia conseguido entrar em contato com uma blogueira que sempre postava coisas e curiosidades sobre mim e a Dakota. Essa moça até tinha ido ao nosso casamento, como cortesia da Dak, creio eu.
Devido a entrevista confirmada com a Karoline, onde eu iria apresentar em primeira mão uma pequena coleção que eu havia feito em resposta ao post difamatório da Srta. Mumford há duas semanas, tive que mandar mensagem para Dak, informando-a de que não poderia almoçar com ela.
Todavia, a mesma me informou que já ia me ligar para avisar que iria entrar em uma reunião de última hora e que não poderia sair do prédio. Então, combinamos de que iríamos jantar fora, para compensar os imprevistos do meio-dia.
Era por volta das seis e quinze, quando saí do elevador no andar do escritório da Dakota, já vendo as secretárias dela se preparando para irem embora. As cumprimentei e dei “Tchau” após uma delas me informar que Dak se encontrava sozinha.
— Oi, minha rainha – falei adentrando o escritório dela, vendo a mesma ao telefone, conversando animadamente, mas assim que me viu se despediu de um tal de Matt e encerrou a ligação.
— Oi, querido – Dakota disse, levantando de sua cadeira e colocando sua bolsa sobre a mesa.
— Quem é Matt? – indaguei, com uma pontinha de ciúme, porque ela estava toda alegrinha no telefone antes.
— Um amigo meu de longa data – Dak murmurou, sem nem sequer olhar para mim à medida que guardava suas coisas dentro da bolsa.
— Hum... – resmunguei baixo, mas ela escutou, pois me encarou.
— O que foi, Jay?
— Nada. Só estou com ciúmes.
— Ciúmes? Do Matt? – Dakota inquiriu, pegando sua bolsa e se aproximando de mim.
— Sim. Desse cara aí mesmo. Você estava sorridente demais falando com ele ao telefone.
— Querido, o Matt é só meu amigo. Estudamos o ensino médio juntos, depois cada um foi para o seu lado. Matt é praticamente como um irmão para mim.
— Você sabe que há casos de incestos pelo mundo, né? – retruquei, emburrado, vendo ela logo fazer cara de nojo.
— Credo, Jamie. Matt e eu somos só amigos. Eu não tenho e não terei nada com ele. Pode ficar tranquilo quanto a isso, ok? E caso você tenha esquecido, ainda temos um contrato de fidelidade sobre nós, lembra? Agora vamos, porque estou faminta – Dak informou, me encarando séria, já passando por mim, em seguida.
Suspirei profundamente e a acompanhei para fora do seu escritório, seguindo rumo ao elevador.
— Entrei em contato com uma médica – anunciei quando já estávamos dentro do elevador – Amanhã temos uma consulta para ver o bebê e para ela te receitar algumas vitaminas importantes que você precisa tomar.
— Tudo bem. Mas ela vai manter sigilo sobre o tempo da minha gravidez? – Dakota inquiriu, me encarando de relance.
— Vai sim. Os médicos têm o sigilo médico e paciente, mas se você quiser, eu mando o advogado fazer um contrato de confidencialidade para ela assinar. O que não podemos deixar é de ir na obstetra e a Dra. Rowling é a melhor ginecologista e obstetra de Nova York.
— Não. O melhor ginecologista e obstetra de Nova York era o Dr. Riviera, mas ele se aposentou infelizmente, então agora precisarei de um novo médico. Amanhã eu vejo se essa aí é boa mesmo. Qualquer coisa eu viro paciente permanente dela.
Assenti e a puxei pelo seu cinto, a abraçando de lado.
— Ei, amor. Não fique com essa carranca. Não vamos deixar o meu ciúme estragar a nossa noite.
A vi suspirar e me olhar.
— Tudo bem, querido – Dak falou e me deu um selinho, porém segurei sua nuca e dei um gostoso e intenso beijo, interrompido apenas pelo tranco do elevador parando, fazendo as portas logo se abrirem.
— Estou pronta, querido – escutei Dakota dizer enquanto eu terminava de me perfumar no banheiro.
Sorri ao retornar para o quarto e vê-la usando um terninho preto de veludo, um body de renda preta com um sutiã também preto para combinar. Esse fora um dos looks exclusivos que eu havia desenhado especialmente para ela.
— Está linda, meu amor – elogiei, fazendo Dak dar um sorriso.
— Vamos?
— Vamos, mas primeiro quero te dar algo – anunciei, indo até a mesinha de cabeceira do meu lado da cama e abri a gaveta, tirando uma caixinha cinza de veludo, já me aproximando dela.
— O que é isso, Jay?
Sorri, abrindo a caixa e tirando dentro um lindo anel solitário de ouro com pequenos diamantes na base do aro.
— Namorados deveriam ter anéis de compromisso, não acha? – indaguei, já pegando sua mão direita e colocando o anel no seu dedo anelar – Se alguém perguntar, você fala que é antiga, amor.
Ela assentiu, então a vi olhar para a mão por alguns segundos, até que a mesma tirou o anel do seu dedo, me deixando surpreso e confuso.
— O que foi? Não gostou?
— Gostei sim, querido. Mas vou usá-lo nesse dedo aqui – Dakota comentou, colocando o anel no dedo onde que ela usava a aliança de casamento.
Dak me encarou e sorriu, repousando sua mão em meu rosto e se aproximando, dando-me um selinho.
— Depois quero casar de verdade com você – anunciei, de repente – Sem aquilo tudo de marca, revista e contrato. Apenas eu e você, mas só quando você se sentir pronta para isso, minha rainha – complementei, dando um beijo lento em seus lábios.
— Quer mesmo fazer isso, Jay?
— Eu quero. E você, não? – rebati.
— Quero sim, mas ainda tenho medo de me machucar. De não der certo sabe?
Sorri.
— De todo jeito teríamos que lidar um com o outro. O que vamos fazer? Nos divorciar? Isso meio que é fora de cogitação e eu também não quero que isso aconteça nunca. De verdade mesmo.
— Nem eu quero, querido. Tanto pela nossas vidas profissionais quanto por eu já ter me acostumado com a sua companhia – Dakota murmurou, dando um sorriso.
— Exato. Mas não se preocupe que vamos nos casar só quando a senhorita se sentir realmente pronta.
Ela assentiu e começou a passar o dedo nos meus lábios.
— Sua boca está suja de batom, querido – Dak informou, me encarando.
— Não me importo em ficar todo borrado de batom – garanti, dando uma piscadinha, sorrindo todo safado, fazendo Dakota rir e me chamar de “Tarado”, antes de sairmos do quarto.
Assim que cheguei no ateliê, Mirela me informou que havia conseguido entrar em contato com uma blogueira que sempre postava coisas e curiosidades sobre mim e a Dakota. Essa moça até tinha ido ao nosso casamento, como cortesia da Dak, creio eu.
Devido a entrevista confirmada com a Karoline, onde eu iria apresentar em primeira mão uma pequena coleção que eu havia feito em resposta ao post difamatório da Srta. Mumford há duas semanas, tive que mandar mensagem para Dak, informando-a de que não poderia almoçar com ela.
Todavia, a mesma me informou que já ia me ligar para avisar que iria entrar em uma reunião de última hora e que não poderia sair do prédio. Então, combinamos de que iríamos jantar fora, para compensar os imprevistos do meio-dia.
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Era por volta das seis e quinze, quando saí do elevador no andar do escritório da Dakota, já vendo as secretárias dela se preparando para irem embora. As cumprimentei e dei “Tchau” após uma delas me informar que Dak se encontrava sozinha.
— Oi, minha rainha – falei adentrando o escritório dela, vendo a mesma ao telefone, conversando animadamente, mas assim que me viu se despediu de um tal de Matt e encerrou a ligação.
— Oi, querido – Dakota disse, levantando de sua cadeira e colocando sua bolsa sobre a mesa.
— Quem é Matt? – indaguei, com uma pontinha de ciúme, porque ela estava toda alegrinha no telefone antes.
— Um amigo meu de longa data – Dak murmurou, sem nem sequer olhar para mim à medida que guardava suas coisas dentro da bolsa.
— Hum... – resmunguei baixo, mas ela escutou, pois me encarou.
— O que foi, Jay?
— Nada. Só estou com ciúmes.
— Ciúmes? Do Matt? – Dakota inquiriu, pegando sua bolsa e se aproximando de mim.
— Sim. Desse cara aí mesmo. Você estava sorridente demais falando com ele ao telefone.
— Querido, o Matt é só meu amigo. Estudamos o ensino médio juntos, depois cada um foi para o seu lado. Matt é praticamente como um irmão para mim.
— Você sabe que há casos de incestos pelo mundo, né? – retruquei, emburrado, vendo ela logo fazer cara de nojo.
— Credo, Jamie. Matt e eu somos só amigos. Eu não tenho e não terei nada com ele. Pode ficar tranquilo quanto a isso, ok? E caso você tenha esquecido, ainda temos um contrato de fidelidade sobre nós, lembra? Agora vamos, porque estou faminta – Dak informou, me encarando séria, já passando por mim, em seguida.
Suspirei profundamente e a acompanhei para fora do seu escritório, seguindo rumo ao elevador.
— Entrei em contato com uma médica – anunciei quando já estávamos dentro do elevador – Amanhã temos uma consulta para ver o bebê e para ela te receitar algumas vitaminas importantes que você precisa tomar.
— Tudo bem. Mas ela vai manter sigilo sobre o tempo da minha gravidez? – Dakota inquiriu, me encarando de relance.
— Vai sim. Os médicos têm o sigilo médico e paciente, mas se você quiser, eu mando o advogado fazer um contrato de confidencialidade para ela assinar. O que não podemos deixar é de ir na obstetra e a Dra. Rowling é a melhor ginecologista e obstetra de Nova York.
— Não. O melhor ginecologista e obstetra de Nova York era o Dr. Riviera, mas ele se aposentou infelizmente, então agora precisarei de um novo médico. Amanhã eu vejo se essa aí é boa mesmo. Qualquer coisa eu viro paciente permanente dela.
Assenti e a puxei pelo seu cinto, a abraçando de lado.
— Ei, amor. Não fique com essa carranca. Não vamos deixar o meu ciúme estragar a nossa noite.
A vi suspirar e me olhar.
— Tudo bem, querido – Dak falou e me deu um selinho, porém segurei sua nuca e dei um gostoso e intenso beijo, interrompido apenas pelo tranco do elevador parando, fazendo as portas logo se abrirem.
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— Estou pronta, querido – escutei Dakota dizer enquanto eu terminava de me perfumar no banheiro.
Sorri ao retornar para o quarto e vê-la usando um terninho preto de veludo, um body de renda preta com um sutiã também preto para combinar. Esse fora um dos looks exclusivos que eu havia desenhado especialmente para ela.
— Vamos, mas primeiro quero te dar algo – anunciei, indo até a mesinha de cabeceira do meu lado da cama e abri a gaveta, tirando uma caixinha cinza de veludo, já me aproximando dela.
— O que é isso, Jay?
Sorri, abrindo a caixa e tirando dentro um lindo anel solitário de ouro com pequenos diamantes na base do aro.
— Namorados deveriam ter anéis de compromisso, não acha? – indaguei, já pegando sua mão direita e colocando o anel no seu dedo anelar – Se alguém perguntar, você fala que é antiga, amor.
Ela assentiu, então a vi olhar para a mão por alguns segundos, até que a mesma tirou o anel do seu dedo, me deixando surpreso e confuso.
— O que foi? Não gostou?
— Gostei sim, querido. Mas vou usá-lo nesse dedo aqui – Dakota comentou, colocando o anel no dedo onde que ela usava a aliança de casamento.
— Depois quero casar de verdade com você – anunciei, de repente – Sem aquilo tudo de marca, revista e contrato. Apenas eu e você, mas só quando você se sentir pronta para isso, minha rainha – complementei, dando um beijo lento em seus lábios.
— Quer mesmo fazer isso, Jay?
— Eu quero. E você, não? – rebati.
— Quero sim, mas ainda tenho medo de me machucar. De não der certo sabe?
Sorri.
— De todo jeito teríamos que lidar um com o outro. O que vamos fazer? Nos divorciar? Isso meio que é fora de cogitação e eu também não quero que isso aconteça nunca. De verdade mesmo.
— Nem eu quero, querido. Tanto pela nossas vidas profissionais quanto por eu já ter me acostumado com a sua companhia – Dakota murmurou, dando um sorriso.
— Exato. Mas não se preocupe que vamos nos casar só quando a senhorita se sentir realmente pronta.
Ela assentiu e começou a passar o dedo nos meus lábios.
— Sua boca está suja de batom, querido – Dak informou, me encarando.
— Não me importo em ficar todo borrado de batom – garanti, dando uma piscadinha, sorrindo todo safado, fazendo Dakota rir e me chamar de “Tarado”, antes de sairmos do quarto.

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