JAMIE
Graças a Deus, tudo estava indo bem até agora. Eu, Dak, Coqui e Mirela chegamos ao restaurante e logo escolhemos uma mesa na área mais reservada do local, onde possuía algumas cabines privadas.
— Tia Dakota, sabia que tem dois estados com os nossos nomes? – ouvi Coqui dizer, então ergui o olhar do meu prato e encarei a minha filha, que sorria para a Dak.
— Sabia sim, mocinha – Dakota disse, dando um sorriso.
— Qual dos dois a senhora gosta mais?
— Ambos são lindos, mas prefiro a Dakota do Norte. Porque, Coqui?
Eu me encontrava todo bobo, observando as duas conversarem.
— Posso te chamar de Dakota do Norte e a senhora me chama de Dakota do Sul? Assim ninguém vai confundir nós duas – Coqui murmurou, sorrindo.
— Me chame de Dak mesmo – minha esposa disse, fazendo minha filha fazer uma carinha meio triste, então cutuquei as costelas da Dakota e ela me encarou – Que foi?
Apenas a olhei com uma cara que dizia claramente um “Seja mais legal com a menina”, então a vi suspirar e olhar para a Coqui, do outro lado da mesa, dando um sorriso à ela.
— Pode me chamar de Dakota do Norte, Dakotinha do Sul.
— Eba! Papai, se a Dakota do Norte é sua esposa, quer dizer que vou ganhar irmãozinhos?
— Isso é com a ela, meu amor – murmurei, contendo o riso, em vão.
— Você vai ganhar sim, Dakotinha do Sul. Um já está até à caminho.
Mirela, que até agora se encontrava calada, comendo, acabou se engasgando ao ouvir aquilo.
— Você está grávida? – Mi inquiriu olhando para a Dak, após beber um pouco de suco para se desengasgar.
— Sim, não é querido?
Dakota me encarou, sorrindo e eu sorri de volta, pegando na sua mão por sobre a mesa, já assentindo.
— Tomara que seja menina para eu poder brincar de boneca com ela – Coqui murmurou.
— Eu prefiro menino, princesa. Assim ele fica de olho em você.
— Não, papai. Meninos fedem.
Todos nós rimos da declaração da Coqui.
— Continue pensando assim até os trinta anos, meu amor, que o papai fica muito feliz.
Após o almoço, fomos passear no American Museum of Natural History, um ambiente totalmente seguro e longe do assédio dos paparazzis que nos seguiam.
Minha filha amou ver todos aqueles esqueletos de dinossauros em exposição, a enorme Baleia Azul pendurada no teto de uma das salas, além do planetário e das outras atrações que o museu oferecia.
No final da tarde, nos dirigimos até a Dylan’s Candy Store, que era considerada a maior loja de doces do mundo. No terceiro andar da loja, havia uma sorveteria que oferecia belas apresentações de taças de sorvete e milk-shakes.
Quando chegamos no nosso prédio, após deixarmos a Mirela na casa dela e pegar a mala da Coqui, a mesma estava tão cansada, que dormiu no meu colo enquanto o elevador privativo subia até o nosso apartamento na cobertura.
— Acabei de receber uma mensagem do meu advogado. Os papéis do registro da sua filha e do nosso contrato de fidelidade já estão prontos.
— Arrumou tudo no mesmo dia? Que eficiente – falei baixinho, me virando um pouco, a encarando meio de lado.
— Eu só trabalho com os melhores, Jamie – Dakota ressaltou, ainda mexendo no celular, depois ergueu a cabeça e me olhou – Marquei para nos encontrarmos com ele amanhã na RUNWAY às dez da manhã.
— Mas amanhã é domingo, Dak – reclamei, já saindo do elevador quando as portas se abriram na nossa cobertura.
— Por isso mesmo. Não vai ter ninguém lá, além de nós e dos seguranças. Teremos privacidade para conversarmos sobre o contrato e assiná-lo.
— Tudo bem.
O lugar se encontrava parcialmente na penumbra, mergulhado em um total silêncio. Apenas a luz do quarto da Millie estava acesa no andar de cima, quando passamos e fomos para o outro quarto de hóspedes.
Coqui acordou quando eu a coloquei na cama, mas logo voltou a dormir, após eu tirar seus sapatos e ajeitá-la melhor sob as cobertas.
— Esqueci de te avisar que já achei algumas mansões e também postei no meu Twitter algo misterioso sobre filhos e paternidade – informei assim que entramos na nossa suíte.
— Eu vi e gostei do que postou. Já sobre as mansões, podemos visitá-las amanhã, depois da nossa pequena reunião na RUNWAY – Dakota disse, indo para o closet.
— Sim. Seria ótimo. Então, Dak... O que você achou da minha filha? – indaguei, me recostando na soleira da porta do closet, a encarando com os braços cruzados.
— É uma criança aparentemente adorável, Jamie.
Apenas ri dela e segui para o banheiro. Às vezes, Dakota agia como se fosse um robô em forma de gente. Sem sentimentos. Apenas vivendo no modo automático. Mas, eu esperava que um dia ela mudasse e ficasse mais humana.
Emily tinha adorado a Coqui e vice-versa, já Nina não se encontrava em casa, provavelmente ela teria passado a noite em algum motel com o Ian, o que não deixou a Dakota muito contente e o mal humor dela logo surgiu.
Minha intenção era deixar a Coqui com a Millie, mas minha filha quis conhecer o lugar onde a gente trabalhava então perguntei a Emily se ela poderia ir conosco para ficar com a Coqui enquanto eu e a Dak resolvíamos umas coisas com o advogado.
Ela aceitou, então depois de terminarmos o café da manhã, nos arrumamos e seguimos para a RUNWAY.
— Esse contrato é sério? Se eu flertar ou te trair, eu perco a minha marca? Tudo que conquistei com sacrifícios? Vocês estão de sacanagem com a minha cara, né? – inquiri, puto de raiva, encarando os dois.
— Isso vale para os dois, Jamie. Leia o parágrafo seguinte – Dakota falou, calmamente.
Bufei e voltei a olhar para os papéis em minhas mãos e continuei a ler, vendo que a Dak também perderia tudo se caso ela me traísse. Segui lendo até a última linha do contrato, depois o assinei, assim como eu tinha feito com os papéis do registro da Coqui, horas antes.
— Pronto – informei, entregando o contrato ao advogado da Dakota – Só não vale me sabotar, hein? – ressaltei, olhando para ela.
— Te sabotar?
— Sim. Contratar mulheres gostosas para me seduzir.
A vi rolar os olhos e se levantar de sua cadeira, assim como o seu advogado havia feito segundos antes, então fiz o mesmo.
— Passarei na casa da Sra. Poitiers para ela assinar os papéis e amanhã, nas primeiras horas da manhã, estarei autenticando o documento no cartório da cidade e providenciando os novos documentos de identificação para a jovem Dakota – o cara disse e nós assentimos, já apertando a mão do mesmo, em despedida.
Assim que o advogado saiu do escritório da Dak, dei a volta na mesa dela e a puxei para meus braços, abraçando sua cintura e colando nossos corpos.
— Agora você é minha – falei, sorrindo, já afastando seu cabelo e beijando o seu pescoço – Hoje a noite tenho algo para você, ma puce (minha pulguinha) – sussurrei em seu ouvido, depois a encarei – Mas, eu gostaria que você me visse mais do que um parceiro de negócios e sim, como um amigo íntimo. Ok?
— Ok, Jamie.
— Pode me chamar de Jay também, agora que vamos ser mais íntimos – murmurei, dando um sorrisinho cínico.
Dakota assentiu com a cabeça então aproximei meu rosto do dela e a beijei intensamente, mas fomos interrompidos segundos depois pela chegada da Millie e da Coqui, que estava totalmente encantada com o prédio.
— Posso ser modelo, papai? – minha filha perguntou quando se aproximou de nós dois.
Não pude deixar de fazer uma careta ao ouvir aquilo.
— Não, princesa. Ser modelo é ruim.
— Porquê?
— Porque é ruim, meu amor. Vamos almoçar? Depois iremos ver três mansões – anunciei, dando um selinho na Dak, antes de pegar na mão dela e sair juntamente com a Emily e a Coqui.
Graças a Deus, tudo estava indo bem até agora. Eu, Dak, Coqui e Mirela chegamos ao restaurante e logo escolhemos uma mesa na área mais reservada do local, onde possuía algumas cabines privadas.
— Sabia sim, mocinha – Dakota disse, dando um sorriso.
— Qual dos dois a senhora gosta mais?
— Ambos são lindos, mas prefiro a Dakota do Norte. Porque, Coqui?
Eu me encontrava todo bobo, observando as duas conversarem.
— Posso te chamar de Dakota do Norte e a senhora me chama de Dakota do Sul? Assim ninguém vai confundir nós duas – Coqui murmurou, sorrindo.
— Me chame de Dak mesmo – minha esposa disse, fazendo minha filha fazer uma carinha meio triste, então cutuquei as costelas da Dakota e ela me encarou – Que foi?
Apenas a olhei com uma cara que dizia claramente um “Seja mais legal com a menina”, então a vi suspirar e olhar para a Coqui, do outro lado da mesa, dando um sorriso à ela.
— Pode me chamar de Dakota do Norte, Dakotinha do Sul.
— Eba! Papai, se a Dakota do Norte é sua esposa, quer dizer que vou ganhar irmãozinhos?
— Isso é com a ela, meu amor – murmurei, contendo o riso, em vão.
— Você vai ganhar sim, Dakotinha do Sul. Um já está até à caminho.
Mirela, que até agora se encontrava calada, comendo, acabou se engasgando ao ouvir aquilo.
— Você está grávida? – Mi inquiriu olhando para a Dak, após beber um pouco de suco para se desengasgar.
— Sim, não é querido?
Dakota me encarou, sorrindo e eu sorri de volta, pegando na sua mão por sobre a mesa, já assentindo.
— Tomara que seja menina para eu poder brincar de boneca com ela – Coqui murmurou.
— Eu prefiro menino, princesa. Assim ele fica de olho em você.
— Não, papai. Meninos fedem.
Todos nós rimos da declaração da Coqui.
— Continue pensando assim até os trinta anos, meu amor, que o papai fica muito feliz.
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Após o almoço, fomos passear no American Museum of Natural History, um ambiente totalmente seguro e longe do assédio dos paparazzis que nos seguiam.
Minha filha amou ver todos aqueles esqueletos de dinossauros em exposição, a enorme Baleia Azul pendurada no teto de uma das salas, além do planetário e das outras atrações que o museu oferecia.
No final da tarde, nos dirigimos até a Dylan’s Candy Store, que era considerada a maior loja de doces do mundo. No terceiro andar da loja, havia uma sorveteria que oferecia belas apresentações de taças de sorvete e milk-shakes.
Quando chegamos no nosso prédio, após deixarmos a Mirela na casa dela e pegar a mala da Coqui, a mesma estava tão cansada, que dormiu no meu colo enquanto o elevador privativo subia até o nosso apartamento na cobertura.
— Acabei de receber uma mensagem do meu advogado. Os papéis do registro da sua filha e do nosso contrato de fidelidade já estão prontos.
— Arrumou tudo no mesmo dia? Que eficiente – falei baixinho, me virando um pouco, a encarando meio de lado.
— Eu só trabalho com os melhores, Jamie – Dakota ressaltou, ainda mexendo no celular, depois ergueu a cabeça e me olhou – Marquei para nos encontrarmos com ele amanhã na RUNWAY às dez da manhã.
— Mas amanhã é domingo, Dak – reclamei, já saindo do elevador quando as portas se abriram na nossa cobertura.
— Por isso mesmo. Não vai ter ninguém lá, além de nós e dos seguranças. Teremos privacidade para conversarmos sobre o contrato e assiná-lo.
— Tudo bem.
O lugar se encontrava parcialmente na penumbra, mergulhado em um total silêncio. Apenas a luz do quarto da Millie estava acesa no andar de cima, quando passamos e fomos para o outro quarto de hóspedes.
Coqui acordou quando eu a coloquei na cama, mas logo voltou a dormir, após eu tirar seus sapatos e ajeitá-la melhor sob as cobertas.
— Esqueci de te avisar que já achei algumas mansões e também postei no meu Twitter algo misterioso sobre filhos e paternidade – informei assim que entramos na nossa suíte.
— Eu vi e gostei do que postou. Já sobre as mansões, podemos visitá-las amanhã, depois da nossa pequena reunião na RUNWAY – Dakota disse, indo para o closet.
— Sim. Seria ótimo. Então, Dak... O que você achou da minha filha? – indaguei, me recostando na soleira da porta do closet, a encarando com os braços cruzados.
— É uma criança aparentemente adorável, Jamie.
Apenas ri dela e segui para o banheiro. Às vezes, Dakota agia como se fosse um robô em forma de gente. Sem sentimentos. Apenas vivendo no modo automático. Mas, eu esperava que um dia ela mudasse e ficasse mais humana.
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NO DIA SEGUINTE
Emily tinha adorado a Coqui e vice-versa, já Nina não se encontrava em casa, provavelmente ela teria passado a noite em algum motel com o Ian, o que não deixou a Dakota muito contente e o mal humor dela logo surgiu.
Minha intenção era deixar a Coqui com a Millie, mas minha filha quis conhecer o lugar onde a gente trabalhava então perguntei a Emily se ela poderia ir conosco para ficar com a Coqui enquanto eu e a Dak resolvíamos umas coisas com o advogado.
Ela aceitou, então depois de terminarmos o café da manhã, nos arrumamos e seguimos para a RUNWAY.
★ ★ ★ ★ ★
— Esse contrato é sério? Se eu flertar ou te trair, eu perco a minha marca? Tudo que conquistei com sacrifícios? Vocês estão de sacanagem com a minha cara, né? – inquiri, puto de raiva, encarando os dois.
— Isso vale para os dois, Jamie. Leia o parágrafo seguinte – Dakota falou, calmamente.
Bufei e voltei a olhar para os papéis em minhas mãos e continuei a ler, vendo que a Dak também perderia tudo se caso ela me traísse. Segui lendo até a última linha do contrato, depois o assinei, assim como eu tinha feito com os papéis do registro da Coqui, horas antes.
— Pronto – informei, entregando o contrato ao advogado da Dakota – Só não vale me sabotar, hein? – ressaltei, olhando para ela.
— Te sabotar?
— Sim. Contratar mulheres gostosas para me seduzir.
A vi rolar os olhos e se levantar de sua cadeira, assim como o seu advogado havia feito segundos antes, então fiz o mesmo.
— Passarei na casa da Sra. Poitiers para ela assinar os papéis e amanhã, nas primeiras horas da manhã, estarei autenticando o documento no cartório da cidade e providenciando os novos documentos de identificação para a jovem Dakota – o cara disse e nós assentimos, já apertando a mão do mesmo, em despedida.
Assim que o advogado saiu do escritório da Dak, dei a volta na mesa dela e a puxei para meus braços, abraçando sua cintura e colando nossos corpos.
— Agora você é minha – falei, sorrindo, já afastando seu cabelo e beijando o seu pescoço – Hoje a noite tenho algo para você, ma puce (minha pulguinha) – sussurrei em seu ouvido, depois a encarei – Mas, eu gostaria que você me visse mais do que um parceiro de negócios e sim, como um amigo íntimo. Ok?
— Ok, Jamie.
— Pode me chamar de Jay também, agora que vamos ser mais íntimos – murmurei, dando um sorrisinho cínico.
Dakota assentiu com a cabeça então aproximei meu rosto do dela e a beijei intensamente, mas fomos interrompidos segundos depois pela chegada da Millie e da Coqui, que estava totalmente encantada com o prédio.
— Posso ser modelo, papai? – minha filha perguntou quando se aproximou de nós dois.
Não pude deixar de fazer uma careta ao ouvir aquilo.
— Não, princesa. Ser modelo é ruim.
— Porquê?
— Porque é ruim, meu amor. Vamos almoçar? Depois iremos ver três mansões – anunciei, dando um selinho na Dak, antes de pegar na mão dela e sair juntamente com a Emily e a Coqui.

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