DAKOTA
Me encontrava trabalhando, quando de repente escutei umas batidas na porta do meu escritório.
— Será que a minha linda esposa pode falar com o maridinho gostoso dela? – ouvi a voz de Jamie, então murmurei um “Entre”, sem tirar os olhos do meu notebook – Queria falar com você, Dak. Mas preciso que vire seus olhos para mim.
Respirei fundo e o encarei.
— Tens minha atenção. O que você quer, Jamie? – inquiri, já o vendo se sentar na cadeira a minha frente.
— Você sabe que eu e a Mirela já tivemos um relacionamento anos atrás. Certo?
— Sim. Não me diga que vocês voltaram.
— Não, mas desse relacionamento... Eu e a Mirela temos uma filha de 07 anos e eu decidi que hoje vou assumir ela publicamente.
— Você o quê? – indaguei, sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.
— Eu tenho uma filha e vou assumi-la publicamente hoje, Dakota.
— Você está querendo testar mesmo a minha paciência, não é Jamie? – perguntei, mas nem deixei que ele respondesse e continuei a falar – Já não basta as amantes, agora tem uma filha no pacote. Ai, meu Deus... Isso vai me dar uma dor de cabeça enorme. Site de fofocas, jornais, revistas. Vai ser o escândalo do ano – murmurei, de olhos fechados, massageando minhas têmporas.
— Posso dar uma declaração à imprensa e pedir que nada mais seja publicado, até porque eu não quero que a Coqui seja perseguida ou algo do tipo.
— Infelizmente, isso de você ter uma filha fora do casamento vai ser publicado em todos os lugares, a gente querendo ou não. A questão e trazer isso ao nosso favor – ressaltei, abrindo os olhos, encarando Jamie.
— Você pode falar que já sabia sobre a minha filha, e que o motivo do sigilo era porque a Coqui é uma criança e precisa de liberdade para ser uma. E também queríamos que sua privacidade fosse preservada, mas se ocorrer algum assédio ou perseguição dos paparazzis, podemos processar eles para que se intimidem e parem.
Respirei fundo, não querendo concordar com ele, mas sem nenhuma ideia em mente, já que tinha sido pega de surpresa com esse assunto.
— Tudo bem, Jamie. Vamos fazer do seu jeito.
— A Coqui vai vir morar aqui comigo. Mirela e eu vamos dividir a guarda dela. Coqui passará uma semana comigo e outra com a mãe dela. Mas vou precisar resolver o registro dela e colocar meu sobrenome para eu ter direitos legais sobre minha filha.
— Deixa que eu resolvo sobre esse registro, para que fique o mais sigiloso possível – falei e ele assentiu, sorrindo, mas eu não estava nada feliz, por não está no controle daquela situação – Qual é o nome da sua filha? Preciso do nome completo para passar para o meu advogado.
— Dakota Duci Poitiers.
O encarei com uma das sobrancelhas erguida.
— Dakota? – inquiri, ainda achando que se tratava de alguma piada de mal gosto dele.
— Sim. Foi a Mirela que escolheu anos atrás. Eu não tive nada a ver com a escolha do nome, Dak. Mas você pode chamar ela de “Coqui”, como nós a chamamos.
— Tudo bem.
— Hoje a tarde, eu vou levar ela para passear e tomar sorvete. Provavelmente a Mirela vai, então porque você não vem conosco? Coqui vai adorar te conhecer. Ela é um doce de menina. É só nós agirmos naturalmente como uma família e todos vão acreditar.
— Que horas vai ser esse passeio? – indaguei.
— Perto do meio-dia. Assim poderíamos almoçar e de lá sair para passear durante a tarde.
— Ok, Jamie – murmurei, meio pensativa.
— Mas o que você quer em troca por tudo isso? Pela sua cara, você deve estar pensando em algo.
— Sim – afirmei, voltando a olhar para ele – Vão te questionar o porquê de só agora você ter falado dessa filha. Então, quero que insinue que vai ser pai. Eu já vou preparar um tweet meu, insinuando uma possível gravidez. E aí vamos ver no que dar, até que eu consiga engravidar mesmo.
— E você quer engravidar de verdade agora? Pois podemos resolver isso lá no quarto rapidinho – ele falou sorrindo, todo se achando.
— Ou podemos fazer inseminação. É mais prático – ressaltei, cortando as asinhas do abusado.
— Fazer o filho do meu jeito é mais gostoso, Dak. E tem muitas posições legais para poder engravidar mais rápido.
— Eu não vou cair no seu joguinho, Jamie – disse, me levantando indo colocar meu celular para carregar em uma das tomadas do escritório.
— Mas você não quer engravidar, Dakota? E rápido?
— Eu não quero engravidar. Mas precisamos ter pelo menos um filho para deixar o nosso império – informei, me aprumando e virando-me, já vendo Jamie se levantar da cadeira.
— Concordo plenamente com você. Nós podemos fazer isso e nem precisa de emoção, basta tesão mesmo e isso eu sinto por você. Vamos lá rapidinho no quarto resolver isso – ele disse, sorrindo, aproximando-se de mim.
No momento seguinte, Jamie já estava com seus braços ao redor do meu corpo, abraçando-me pela cintura, ainda sustentando o sorriso, meio safado, em seus lábios.
— Inseminação é chato, Dak. Além do que, as pessoas vão te ver entrando e saindo de uma clínica. Isso geraria muitos boates, então é melhor ficarmos no conforto do nosso quarto mesmo, não acha? – ele perguntou, se inclinando para o meu rumo.
— Tudo bem – murmurei e o empurrei devagar, fazendo o mesmo se afastar finalmente de mim, que já estava começando a ficar incomodada – Mas transaremos apenas nos meus dias férteis, o que não é hoje. Então, abaixe sua bola aí, seu Don Juan.
Jamie riu.
— A gente fazendo todo dia aumentaria as chances, Dakota. Mas, poxa... Já tava até ficando excitado com a possibilidade de transar agora.
— Novidade seria se você não estivesse – comentei, voltando a me sentar em minha cadeira.
— Você é virgem, Dak? Nina me disse que sim, mas quero saber isso de você.
— Sim, eu sou. Porque? – indaguei, o olhando desconfiada.
— Por nada não. Só que a primeira vez tende a ser meio desconfortável, mas eu prometo que será gostoso – ele disse, dando uma piscadinha para mim.
Apenas rolei os olhos.
— Já que vamos ser parceiros de cama, e não só apenas de negócios, até você engravidar, porque não estendemos isso a longo prazo? Isso me faria parar de ter amantes, Dakota. E diminuiria drasticamente a sua dor de cabeça em lidar com o que eu faço da minha vida e com o meu pau.
— Vou pensar na sua proposta, mas estou intrigada em saber se você vai conseguir se controlar.
— Eu procuro sexo fora, porque não tenho em casa. Vamos consertar isso, que as amantes sumiram num piscar de olhos. Mas voltando ao assunto da minha filha. Tudo bem sobre a Coqui vir morar aqui, em semanas alternadas?
— Tudo, contanto que ela não faça muita bagunça – ressaltei.
— Ela é criança, Dak. Dá um desconto também, né? Mas, não se preocupe que ela não vai te atrapalhar em nada. Coqui terá uma babá com ela quando eu estiver ocupado.
— Ok, Jamie. E acho melhor a gente ver uma mansão também. Isso dará mais crédito ao boato de que a família vai aumentar.
— Pode ser. Quer que eu procure?
— Contanto que não durma com as corretoras, por mim tudo bem.
— Dakota...
— E a partir de depois de amanhã, você não ficará mais sem sexo em casa – anunciei, o interrompendo – Esse é o tempo que o meu advogado precisa para fazer o nosso novo contrato. Então, se controle por um dia, Jamie.
— Que contrato?
— Um contrato de fidelidade entre a gente.
— Precisamos mesmo disso, Dak?
— Sim. Eu não vou ser mais uma na sua lista, Jamie.
— Tudo bem.
O vi se aproximar de mim, sorrateiramente, rodeando a mesa, parando ao meu lado, fazendo com que eu erguesse o rosto, para encará-lo desconfiada. Entretanto, ele logo me roubou um beijo.
— O que você acha que está fazendo? – inquiri, séria, à medida que Jamie se afastava sorrindo.
— Nada de mais. Só queria um beijo da minha linda esposa.
— Beijo sem ser público, só depois do contrato – lembrei a ele, que riu.
— Depois que eu assinar esse contrato, pode apostar que sua boca vai criar calo, ma puce (minha pulguinha).
— Duvido. Mas vamos ver.
— Aceito o desafio – Jamie comentou, ainda sorrindo cinicamente, antes de sair do meu escritório.
Apenas rolei os olhos, voltando a mexer no meu notebook.
Me encontrava trabalhando, quando de repente escutei umas batidas na porta do meu escritório.
— Será que a minha linda esposa pode falar com o maridinho gostoso dela? – ouvi a voz de Jamie, então murmurei um “Entre”, sem tirar os olhos do meu notebook – Queria falar com você, Dak. Mas preciso que vire seus olhos para mim.
Respirei fundo e o encarei.
— Tens minha atenção. O que você quer, Jamie? – inquiri, já o vendo se sentar na cadeira a minha frente.
— Você sabe que eu e a Mirela já tivemos um relacionamento anos atrás. Certo?
— Sim. Não me diga que vocês voltaram.
— Não, mas desse relacionamento... Eu e a Mirela temos uma filha de 07 anos e eu decidi que hoje vou assumir ela publicamente.
— Você o quê? – indaguei, sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.
— Eu tenho uma filha e vou assumi-la publicamente hoje, Dakota.
— Você está querendo testar mesmo a minha paciência, não é Jamie? – perguntei, mas nem deixei que ele respondesse e continuei a falar – Já não basta as amantes, agora tem uma filha no pacote. Ai, meu Deus... Isso vai me dar uma dor de cabeça enorme. Site de fofocas, jornais, revistas. Vai ser o escândalo do ano – murmurei, de olhos fechados, massageando minhas têmporas.
— Posso dar uma declaração à imprensa e pedir que nada mais seja publicado, até porque eu não quero que a Coqui seja perseguida ou algo do tipo.
— Infelizmente, isso de você ter uma filha fora do casamento vai ser publicado em todos os lugares, a gente querendo ou não. A questão e trazer isso ao nosso favor – ressaltei, abrindo os olhos, encarando Jamie.
— Você pode falar que já sabia sobre a minha filha, e que o motivo do sigilo era porque a Coqui é uma criança e precisa de liberdade para ser uma. E também queríamos que sua privacidade fosse preservada, mas se ocorrer algum assédio ou perseguição dos paparazzis, podemos processar eles para que se intimidem e parem.
Respirei fundo, não querendo concordar com ele, mas sem nenhuma ideia em mente, já que tinha sido pega de surpresa com esse assunto.
— Tudo bem, Jamie. Vamos fazer do seu jeito.
— A Coqui vai vir morar aqui comigo. Mirela e eu vamos dividir a guarda dela. Coqui passará uma semana comigo e outra com a mãe dela. Mas vou precisar resolver o registro dela e colocar meu sobrenome para eu ter direitos legais sobre minha filha.
— Deixa que eu resolvo sobre esse registro, para que fique o mais sigiloso possível – falei e ele assentiu, sorrindo, mas eu não estava nada feliz, por não está no controle daquela situação – Qual é o nome da sua filha? Preciso do nome completo para passar para o meu advogado.
— Dakota Duci Poitiers.
O encarei com uma das sobrancelhas erguida.
— Dakota? – inquiri, ainda achando que se tratava de alguma piada de mal gosto dele.
— Sim. Foi a Mirela que escolheu anos atrás. Eu não tive nada a ver com a escolha do nome, Dak. Mas você pode chamar ela de “Coqui”, como nós a chamamos.
— Tudo bem.
— Hoje a tarde, eu vou levar ela para passear e tomar sorvete. Provavelmente a Mirela vai, então porque você não vem conosco? Coqui vai adorar te conhecer. Ela é um doce de menina. É só nós agirmos naturalmente como uma família e todos vão acreditar.
— Que horas vai ser esse passeio? – indaguei.
— Perto do meio-dia. Assim poderíamos almoçar e de lá sair para passear durante a tarde.
— Ok, Jamie – murmurei, meio pensativa.
— Mas o que você quer em troca por tudo isso? Pela sua cara, você deve estar pensando em algo.
— Sim – afirmei, voltando a olhar para ele – Vão te questionar o porquê de só agora você ter falado dessa filha. Então, quero que insinue que vai ser pai. Eu já vou preparar um tweet meu, insinuando uma possível gravidez. E aí vamos ver no que dar, até que eu consiga engravidar mesmo.
— E você quer engravidar de verdade agora? Pois podemos resolver isso lá no quarto rapidinho – ele falou sorrindo, todo se achando.
— Ou podemos fazer inseminação. É mais prático – ressaltei, cortando as asinhas do abusado.
— Fazer o filho do meu jeito é mais gostoso, Dak. E tem muitas posições legais para poder engravidar mais rápido.
— Eu não vou cair no seu joguinho, Jamie – disse, me levantando indo colocar meu celular para carregar em uma das tomadas do escritório.
— Mas você não quer engravidar, Dakota? E rápido?
— Eu não quero engravidar. Mas precisamos ter pelo menos um filho para deixar o nosso império – informei, me aprumando e virando-me, já vendo Jamie se levantar da cadeira.
— Concordo plenamente com você. Nós podemos fazer isso e nem precisa de emoção, basta tesão mesmo e isso eu sinto por você. Vamos lá rapidinho no quarto resolver isso – ele disse, sorrindo, aproximando-se de mim.
No momento seguinte, Jamie já estava com seus braços ao redor do meu corpo, abraçando-me pela cintura, ainda sustentando o sorriso, meio safado, em seus lábios.
— Inseminação é chato, Dak. Além do que, as pessoas vão te ver entrando e saindo de uma clínica. Isso geraria muitos boates, então é melhor ficarmos no conforto do nosso quarto mesmo, não acha? – ele perguntou, se inclinando para o meu rumo.
— Tudo bem – murmurei e o empurrei devagar, fazendo o mesmo se afastar finalmente de mim, que já estava começando a ficar incomodada – Mas transaremos apenas nos meus dias férteis, o que não é hoje. Então, abaixe sua bola aí, seu Don Juan.
Jamie riu.
— A gente fazendo todo dia aumentaria as chances, Dakota. Mas, poxa... Já tava até ficando excitado com a possibilidade de transar agora.
— Novidade seria se você não estivesse – comentei, voltando a me sentar em minha cadeira.
— Você é virgem, Dak? Nina me disse que sim, mas quero saber isso de você.
— Sim, eu sou. Porque? – indaguei, o olhando desconfiada.
— Por nada não. Só que a primeira vez tende a ser meio desconfortável, mas eu prometo que será gostoso – ele disse, dando uma piscadinha para mim.
Apenas rolei os olhos.
— Já que vamos ser parceiros de cama, e não só apenas de negócios, até você engravidar, porque não estendemos isso a longo prazo? Isso me faria parar de ter amantes, Dakota. E diminuiria drasticamente a sua dor de cabeça em lidar com o que eu faço da minha vida e com o meu pau.
— Vou pensar na sua proposta, mas estou intrigada em saber se você vai conseguir se controlar.
— Eu procuro sexo fora, porque não tenho em casa. Vamos consertar isso, que as amantes sumiram num piscar de olhos. Mas voltando ao assunto da minha filha. Tudo bem sobre a Coqui vir morar aqui, em semanas alternadas?
— Tudo, contanto que ela não faça muita bagunça – ressaltei.
— Ela é criança, Dak. Dá um desconto também, né? Mas, não se preocupe que ela não vai te atrapalhar em nada. Coqui terá uma babá com ela quando eu estiver ocupado.
— Ok, Jamie. E acho melhor a gente ver uma mansão também. Isso dará mais crédito ao boato de que a família vai aumentar.
— Pode ser. Quer que eu procure?
— Contanto que não durma com as corretoras, por mim tudo bem.
— Dakota...
— E a partir de depois de amanhã, você não ficará mais sem sexo em casa – anunciei, o interrompendo – Esse é o tempo que o meu advogado precisa para fazer o nosso novo contrato. Então, se controle por um dia, Jamie.
— Que contrato?
— Um contrato de fidelidade entre a gente.
— Precisamos mesmo disso, Dak?
— Sim. Eu não vou ser mais uma na sua lista, Jamie.
— Tudo bem.
O vi se aproximar de mim, sorrateiramente, rodeando a mesa, parando ao meu lado, fazendo com que eu erguesse o rosto, para encará-lo desconfiada. Entretanto, ele logo me roubou um beijo.
— O que você acha que está fazendo? – inquiri, séria, à medida que Jamie se afastava sorrindo.
— Nada de mais. Só queria um beijo da minha linda esposa.
— Beijo sem ser público, só depois do contrato – lembrei a ele, que riu.
— Depois que eu assinar esse contrato, pode apostar que sua boca vai criar calo, ma puce (minha pulguinha).
— Duvido. Mas vamos ver.
— Aceito o desafio – Jamie comentou, ainda sorrindo cinicamente, antes de sair do meu escritório.
Apenas rolei os olhos, voltando a mexer no meu notebook.

Nenhum comentário:
Postar um comentário