JAMIE
O desfile já havia sido estressante e ainda tive que aturar a Dak querendo me dar lição de moral conjugal. Não me aguentei e explodi ali mesmo, no meu espaço privé dos bastidores, falando algumas verdades para ela, ligando mesmo o “Foda-se”, sem me importar se as pessoas iriam ouvir ou não.
Como não estava muito a fim de reiniciar a discussão em casa, cumprindo assim a ameaça da Dakota de que “Em casa a gente termina isso aqui”, mandei Millie ir dormir no meu antigo apê, que agora era dela, enquanto que eu iria passar a noite na casa da Mirela.
Iria aproveitar para esfriar a cabeça, curtindo um pouco a minha Coqui, que fazia alguns dias que eu não via pessoalmente. Assim que Mi adentrou a sua garagem, fechando a porta da mesma, sai detrás do banco do carro, onde havia me escondido dos paparazzi de plantão no desfile.
— Cheguei, meu amor. E seu pai veio comigo – anunciou Mirela à medida que entrávamos na cozinha, através da porta de acesso à garagem.
Coqui rapidamente apareceu correndo, gritando “Papai”, então a peguei no colo, a abraçando forte.
— Oi, minha princesa.
— Oi, papai. Que saudade do senhor.
— Eu também estava morrendo de saudade da minha gatinha linda – falei, beijando sua bochecha, vendo ela sorrir enquanto Mirela conversava com a babá da Coqui.
Logo a coloquei no chão e a mesma saiu me puxando para a sala de estar, para assistirmos o filme que ela se encontrava vendo quando chegamos. Tirei os sapatos e o blazer do meu terno, ficando mais vontade, e me sentei no chão mesmo, ao lado da minha filha.
Minutos depois, Mi apareceu na sala avisando que iria dá uma rápida saída para comprar algo para jantarmos e também tentar achar uma roupa para mim, já que eu não poderia ficar de terno até a amanhã.
— Papai, o senhor me leva para tomar sorvete amanhã? Queria tanto passear com o senhor – Coqui comentou, quando ficamos sozinhos – A mamãe disse que o senhor não pode sair, porque é ocupado demais.
— Não é por isso não, meu amor.
— E é porque então? – ela indagou, me encarando com uma carinha triste.
Levei minha mão até o seu nariz, apertando-o, fazendo a mesma sorrir, então a puxei para o meu colo, já a abraçando.
— É por algo muito complicado que só nós adultos entendemos – murmurei, brincando com uma de suas longas maria-chiquinhas – Mas eu tenho uma ideia. Que tal morar comigo por uma semana? Você fica uma semana com o papai e outra com a sua mãe.
— Sério?
Coqui me encarava com seus olhinhos brilhantes.
— Seríssimo, princesa.
— Mas vamos poder sair para passear?
— Claro, filha. Sempre que você quiser – garanti, já recebendo um abraço gostoso dela.
Ficamos assistindo ao filme até que Mirela retornou, minutos depois, trazendo uma pizza para o nosso jantar e duas mudas de roupas para mim, incluindo um pijama.
— Podemos conversar, Mi? – inquiri, aparecendo na sala, me sentando ao lado dela, depois que coloquei nossa Coqui para dormir.
— Claro, Jay. Sobre o que quer conversar?
— Então... Amanhã eu vou informar a Dakota que tenho uma filha com você e que irei assumi-la publicamente perante toda a sociedade nova iorquina. Cansei dela ditar as regras do nosso casamento, me dizendo o que fazer e quando fazer.
— Que bom que você está conseguindo parar de ser o cachorrinho dela – Mirela falou, sorrindo, e eu rolei os olhos.
— Também não é assim, Mi. Eu não sou e nem era o cachorrinho de ninguém. Mas, enfim... Amanhã, como será sábado e a Coqui não tem aula, eu quero levá-la para passear e tomar sorvete.
— Eu acho uma ótima ideia, Jay. Faz tempo que a nossa filha me pede isso e eu sempre tento arranjar uma desculpa convincente para o motivo de você não poder sair com ela, como os pais das amiguinhas dela fazem.
— Agora vamos poder fazer muito isso – murmurei, dando um sorriso para Mirela.
— Eu posso falar com a vizinha que fica de babá para mim ou você quer contratar uma outra, quando a Coqui for passar a semana com você?
— Fala com ela. É melhor para nossa filha ter alguém com quem ela já está acostumada e que você também já tenha confiança.
— Ok.
— Posso levá-la para minha casa amanhã depois do nosso passeio?
— Pode, Jay. Só espero que a Dakota aceite e não faça nada contra a nossa Coqui, porque senão você já sabe o que vai acontecer com a sua puce (pulguinha) – Mi comentou, me encarando séria, mas eu não consegui conter uma risada.
— Tudo bem, ma vilaine (minha safadinha).
Mirela sorriu e se levantou, chamando-me para dormir no quarto junto com ela, mas recusei, dizendo que iria dormir ali mesmo no sofá. Mi apenas rolou os olhos e saiu, informando que iria pegar um edredom e um travesseiro para mim.
Após ela me entregar as coisas e me desejar um “Boa noite”, antes de ir para o seu quarto, me acomodei no sofá, deitando-me e olhando para o teto.
“Espero que amanhã a fera não exploda com a bomba que eu vou jogar em cima dela” pensei, fechando os olhos, tentando dormir um pouco.
Minha intenção era sair bem cedo da casa da Mirela, mas acabei tomando café por lá com a minha filha. Quando cheguei ao apartamento, encontrei Emily no chão da sala de estar, desenhando.
— Bom dia, Millie – falei, em cumprimento, e ela ergueu o olhar, me encarando.
— Oi, Jay. Bom dia.
— Como está seu pulso? – indaguei, me aproximando.
— Bem melhor.
— Cadê o pessoal dessa casa?
— Nina está transando com o Sr. Tucker, por isso eu estou aqui na sala. Não quero ouvir a transa de ninguém. Minha mente agradece. Já a Dakota acho que está no escritório. Estou evitando cruzar o caminho dela – Emily murmurou, então agradeci e saí, indo rumo ao escritório da minha esposa.
O desfile já havia sido estressante e ainda tive que aturar a Dak querendo me dar lição de moral conjugal. Não me aguentei e explodi ali mesmo, no meu espaço privé dos bastidores, falando algumas verdades para ela, ligando mesmo o “Foda-se”, sem me importar se as pessoas iriam ouvir ou não.
Como não estava muito a fim de reiniciar a discussão em casa, cumprindo assim a ameaça da Dakota de que “Em casa a gente termina isso aqui”, mandei Millie ir dormir no meu antigo apê, que agora era dela, enquanto que eu iria passar a noite na casa da Mirela.
Iria aproveitar para esfriar a cabeça, curtindo um pouco a minha Coqui, que fazia alguns dias que eu não via pessoalmente. Assim que Mi adentrou a sua garagem, fechando a porta da mesma, sai detrás do banco do carro, onde havia me escondido dos paparazzi de plantão no desfile.
— Cheguei, meu amor. E seu pai veio comigo – anunciou Mirela à medida que entrávamos na cozinha, através da porta de acesso à garagem.
Coqui rapidamente apareceu correndo, gritando “Papai”, então a peguei no colo, a abraçando forte.
— Oi, minha princesa.
— Oi, papai. Que saudade do senhor.
— Eu também estava morrendo de saudade da minha gatinha linda – falei, beijando sua bochecha, vendo ela sorrir enquanto Mirela conversava com a babá da Coqui.
Logo a coloquei no chão e a mesma saiu me puxando para a sala de estar, para assistirmos o filme que ela se encontrava vendo quando chegamos. Tirei os sapatos e o blazer do meu terno, ficando mais vontade, e me sentei no chão mesmo, ao lado da minha filha.
Minutos depois, Mi apareceu na sala avisando que iria dá uma rápida saída para comprar algo para jantarmos e também tentar achar uma roupa para mim, já que eu não poderia ficar de terno até a amanhã.
— Papai, o senhor me leva para tomar sorvete amanhã? Queria tanto passear com o senhor – Coqui comentou, quando ficamos sozinhos – A mamãe disse que o senhor não pode sair, porque é ocupado demais.
— Não é por isso não, meu amor.
— E é porque então? – ela indagou, me encarando com uma carinha triste.
Levei minha mão até o seu nariz, apertando-o, fazendo a mesma sorrir, então a puxei para o meu colo, já a abraçando.
— É por algo muito complicado que só nós adultos entendemos – murmurei, brincando com uma de suas longas maria-chiquinhas – Mas eu tenho uma ideia. Que tal morar comigo por uma semana? Você fica uma semana com o papai e outra com a sua mãe.
— Sério?
Coqui me encarava com seus olhinhos brilhantes.
— Seríssimo, princesa.
— Mas vamos poder sair para passear?
— Claro, filha. Sempre que você quiser – garanti, já recebendo um abraço gostoso dela.
Ficamos assistindo ao filme até que Mirela retornou, minutos depois, trazendo uma pizza para o nosso jantar e duas mudas de roupas para mim, incluindo um pijama.
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— Podemos conversar, Mi? – inquiri, aparecendo na sala, me sentando ao lado dela, depois que coloquei nossa Coqui para dormir.
— Claro, Jay. Sobre o que quer conversar?
— Então... Amanhã eu vou informar a Dakota que tenho uma filha com você e que irei assumi-la publicamente perante toda a sociedade nova iorquina. Cansei dela ditar as regras do nosso casamento, me dizendo o que fazer e quando fazer.
— Que bom que você está conseguindo parar de ser o cachorrinho dela – Mirela falou, sorrindo, e eu rolei os olhos.
— Também não é assim, Mi. Eu não sou e nem era o cachorrinho de ninguém. Mas, enfim... Amanhã, como será sábado e a Coqui não tem aula, eu quero levá-la para passear e tomar sorvete.
— Eu acho uma ótima ideia, Jay. Faz tempo que a nossa filha me pede isso e eu sempre tento arranjar uma desculpa convincente para o motivo de você não poder sair com ela, como os pais das amiguinhas dela fazem.
— Agora vamos poder fazer muito isso – murmurei, dando um sorriso para Mirela.
— Eu posso falar com a vizinha que fica de babá para mim ou você quer contratar uma outra, quando a Coqui for passar a semana com você?
— Fala com ela. É melhor para nossa filha ter alguém com quem ela já está acostumada e que você também já tenha confiança.
— Ok.
— Posso levá-la para minha casa amanhã depois do nosso passeio?
— Pode, Jay. Só espero que a Dakota aceite e não faça nada contra a nossa Coqui, porque senão você já sabe o que vai acontecer com a sua puce (pulguinha) – Mi comentou, me encarando séria, mas eu não consegui conter uma risada.
— Tudo bem, ma vilaine (minha safadinha).
Mirela sorriu e se levantou, chamando-me para dormir no quarto junto com ela, mas recusei, dizendo que iria dormir ali mesmo no sofá. Mi apenas rolou os olhos e saiu, informando que iria pegar um edredom e um travesseiro para mim.
Após ela me entregar as coisas e me desejar um “Boa noite”, antes de ir para o seu quarto, me acomodei no sofá, deitando-me e olhando para o teto.
“Espero que amanhã a fera não exploda com a bomba que eu vou jogar em cima dela” pensei, fechando os olhos, tentando dormir um pouco.
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Minha intenção era sair bem cedo da casa da Mirela, mas acabei tomando café por lá com a minha filha. Quando cheguei ao apartamento, encontrei Emily no chão da sala de estar, desenhando.
— Bom dia, Millie – falei, em cumprimento, e ela ergueu o olhar, me encarando.
— Oi, Jay. Bom dia.
— Como está seu pulso? – indaguei, me aproximando.
— Bem melhor.
— Cadê o pessoal dessa casa?
— Nina está transando com o Sr. Tucker, por isso eu estou aqui na sala. Não quero ouvir a transa de ninguém. Minha mente agradece. Já a Dakota acho que está no escritório. Estou evitando cruzar o caminho dela – Emily murmurou, então agradeci e saí, indo rumo ao escritório da minha esposa.

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