ANASTASIA
— Vamos crianças! – chamei já na porta do elevador e logo Lindsey e Layla vieram correndo – Cadê o irmão de vocês? – mal terminei de perguntar e Swanny (a babá dos meninos) apareceu com Teddy no colo.
— Cadê o papai? – meu filho indagou.
— Ele trabalhou a noite toda então o papai precisa descansar um pouco. Vamos, o elevador chegou.
Me despedi deles no estacionamento interno do nosso prédio então Swanny saiu para levá-los a escola. Além de babá, Swanny foi uma das melhores agentes especiais e já trabalhou para o FBI então eu confiava plenamente a segurança dos meus filhos para ela.
Entrei no meu carro e sai seguindo em direção ao prédio do departamento.
Antes de virmos morar em Nova York, eu liguei para o Hunter e pedi demissão, mas ele não aceitou logo de cara então passamos quase uma hora ao telefone antes de eu finalmente resolver contar o real motivo do meu pedido de demissão.
Hunter lamentou pelo que havia ocorrido tanto comigo quanto com o Christian, nos desejou força para enfrentar os obstáculos e prometeu que manteria segredo sobre o ocorrido, também disse a mim que iria providenciar não minha demissão e sim minha transferência para ocupar a chefia do Departamento de Investigações de Nova York.
Desde então estou a ocupar este cargo, mas devido a alguns problemas de saúde que tive ano passado, consequência do coágulo em minha cabeça, Christian achou melhor eu me aposentar do trabalho.
Assim que entrei no departamento, fui recebida por uma salva de palma da minha equipe e todos vieram me abraçar, desejando-me sorte e saúde.
— Ok, pessoal. A hora do descanso acabou. Voltem todos para os seus afazeres – mandei minutos depois e segui para minha sala.
Mal me sentei a mesa e escutei uma batida na porta de vidro, era o Detetive Hawkins então acenei para que ele entrasse.
— Sargento, desculpe incomodá-la, mas preciso urgentemente conversar com a senhora.
— Sente-se, Hawkins. Agora me diga o que de urgente precisa conversar.
— Essa madrugada recebemos uma ligação anônima que informou a localização de um possível homicídio então fomos verificar e na cena do crime encontramos um pequeno envelope que está endereçado a senhora e dentro dele estava este bilhete.
Estranhei tudo aquilo e peguei o saco de evidências contendo o papel. Em letras maiúsculas estava escrito:
OLÁ GOSTOSA...
SOUBE QUE SOBREVIVEU, QUE TAL UM REENCONTRO PARA RELEMBRARMOS OS VELHOS TEMPOS?
PS: VOCÊ SABE DO QUE SOU CAPAZ DE FAZER.
Um calafrio percorreu minha espinha enquanto eu relia aquele bilhete. Os monstros estavam aqui na cidade e eu precisava desesperadamente proteger minha família.
— A senhora sabe quem lhe enviou este bilhete e por que estava na cena de um crime? – Hawkins indagou me encarando seriamente.
— As vítimas já estão na Sala de Autópsias? – inquiri me levantando da cadeira.
— Já... Peraí, como a senhora sabe que são duas vítimas?
— Acredite detetive, eu sei – falei saindo da sala e indo rumo ao andar de baixo onde se localizava a Sala de Autópsias.
— Bom dia, Sargento. Bom dia, Hawkins – nos cumprimentou a Dra. Hering assim que adentramos o seu santuário.
— A Sargento quer ver as vítimas do duplo homicídio – informou Hawkins.
Ela assentiu e foi até a parede de gavetas e abriu duas, um do lado da outra. Na primeira gaveta jazia o corpo de homem e na outra havia uma mulher ruiva. A doutora retirou os lençóis de ambos os corpos e começou a falar enquanto eu observava as similaridades do caso.
— Primeira vítima, homem, por volta dos 26 ou 27 anos, com sinais de espancamento, mas a causa da morte foi um tiro certeiro na testa. Tanto ele quanto a mulher possuem marcas de contenção nos pulsos e tornozelos. A segunda vítima, mulher, também por volta dos 26 ou 27 anos, com múltiplas fraturas no crânio, costelas quebradas, rádio trincado e...
— Fêmur quebrado e também há sinais de violência sexual – falei pensativa.
— Como a senhora sabe?
— Por que eu já vi um caso igual a esse, anos atrás. Mande as digitais para o laboratório e se encontrar mais alguma novidade, me avise – falei e me virei para o detetive que havia permanecido calado todo aquele tempo – Reúna toda a equipe na sala de reuniões em vinte minutos.
Sai da Sala de Autópsias e retornei para minha sala. Liguei para o Hunter e o inquiri sobre um dos casos de anos atrás.
Ele disse que foi arquivado sem conclusão então pedi que Hunter me mandasse por e-mail todos os documentos que ele possuía daquele caso devido algumas similaridades com o caso que eu atualmente estava investigando.
Dez minutos depois, o e-mail contendo todas as informações necessárias chegou, dei uma olhada rápida e transferir os documentos para o meu pen-drive.
— Por que estamos aqui, Sargento? – indagou um dos detetives assim que entrei na sala de reuniões.
— Para discutirmos um caso que virou prioridade para vocês a partir deste momento. Detetive Hawkins, por favor, informe aos demais sobre seu caso – falei.
— As quatro da manhã de hoje, o Departamento recebeu uma ligação anônima que informou a localização de um homicídio. Quando chegamos ao local encontramos um casal com sinais de espancamento e segundo a Dra. Hering, a mulher sofreu violência sexual.
— Tem alguma pista desse assassino?
— Assassinos – corrigi uma das detetives – Obrigada, Detetive Hawkins. A partir de agora eu assumo. Como eu falei, são mais de um assassino.
— Como a senhora sabe, Sargento?
— Por que eu e meu marido já fomos vítimas que, para o azar deles, sobrevivemos ao ataque. Eles não violentam as vítimas do sexo feminino por prazer sexual e sim para torturar o companheiro da mesma. O modo operante deles é bem calculado e o motivo para o crime é dívidas de jogos de pôquer. Há seis anos, houve um caso igual a esse em Evanston e eu comecei a trabalhar nele, mas infelizmente tive que ser mandada para investigar outro caso que havia se tornando prioridade. Liguei para o Departamento de Investigações de lá e solicitei os arquivos referente ao caso. Dois investigadores de Evanston estão a caminho para ajudar vocês na investigação.
— A senhora não irá participar das investigações?
— Não, mas eu e meu marido iremos cooperar dando o máximo de informações que tivermos para que vocês possam pegar esses assassinos.
Continuei com a reunião por mais alguns minutos, depois os liberei e permaneci sozinha na sala encarando, por um bom tempo, a foto que eu havia tirado do bilhete. Retornei para minha sala e liguei para o Christian, o mesmo me informou que ainda estava em casa então falei que iria voltar para o apartamento.
— Está se sentindo mal, amor?
— Não. Eu e o nosso filho, estamos bem. Só que aconteceu algo no trabalho e preciso voltar para casa. Nada demais – disse tentando não deixá-lo preocupado.
Durante o trajeto até o prédio onde morávamos, eu entrei em contato com a Swanny e pedi que ficasse mais atenta com as crianças, por causa de um possível sequestro. Mal entrei na sala e Christian logo se aproximou, beijando-me carinhosamente.
— Você está bem? Te achei muito preocupada ao telefone.
— Fisicamente eu estou bem, mas...
— Mas o quê?
— Olhe isso, Christian – falei entregando-lhe meu celular com a foto – Este bilhete estava endereçado a mim e foi encontrado em uma cena de crime quase idêntica ao que aconteceu com a gente. Eles estão aqui em Nova York – murmurei já tentando controlar as lágrimas então Christian me abraçou.
— Vai ficar tudo bem, meu amor. Eles não vão chegar perto da nossa família. Eu prometo.
— Vamos crianças! – chamei já na porta do elevador e logo Lindsey e Layla vieram correndo – Cadê o irmão de vocês? – mal terminei de perguntar e Swanny (a babá dos meninos) apareceu com Teddy no colo.
— Cadê o papai? – meu filho indagou.
— Ele trabalhou a noite toda então o papai precisa descansar um pouco. Vamos, o elevador chegou.
Me despedi deles no estacionamento interno do nosso prédio então Swanny saiu para levá-los a escola. Além de babá, Swanny foi uma das melhores agentes especiais e já trabalhou para o FBI então eu confiava plenamente a segurança dos meus filhos para ela.
Entrei no meu carro e sai seguindo em direção ao prédio do departamento.
Antes de virmos morar em Nova York, eu liguei para o Hunter e pedi demissão, mas ele não aceitou logo de cara então passamos quase uma hora ao telefone antes de eu finalmente resolver contar o real motivo do meu pedido de demissão.
Hunter lamentou pelo que havia ocorrido tanto comigo quanto com o Christian, nos desejou força para enfrentar os obstáculos e prometeu que manteria segredo sobre o ocorrido, também disse a mim que iria providenciar não minha demissão e sim minha transferência para ocupar a chefia do Departamento de Investigações de Nova York.
Desde então estou a ocupar este cargo, mas devido a alguns problemas de saúde que tive ano passado, consequência do coágulo em minha cabeça, Christian achou melhor eu me aposentar do trabalho.
Assim que entrei no departamento, fui recebida por uma salva de palma da minha equipe e todos vieram me abraçar, desejando-me sorte e saúde.
— Ok, pessoal. A hora do descanso acabou. Voltem todos para os seus afazeres – mandei minutos depois e segui para minha sala.
Mal me sentei a mesa e escutei uma batida na porta de vidro, era o Detetive Hawkins então acenei para que ele entrasse.
— Sargento, desculpe incomodá-la, mas preciso urgentemente conversar com a senhora.
— Sente-se, Hawkins. Agora me diga o que de urgente precisa conversar.
— Essa madrugada recebemos uma ligação anônima que informou a localização de um possível homicídio então fomos verificar e na cena do crime encontramos um pequeno envelope que está endereçado a senhora e dentro dele estava este bilhete.
Estranhei tudo aquilo e peguei o saco de evidências contendo o papel. Em letras maiúsculas estava escrito:
OLÁ GOSTOSA...
SOUBE QUE SOBREVIVEU, QUE TAL UM REENCONTRO PARA RELEMBRARMOS OS VELHOS TEMPOS?
PS: VOCÊ SABE DO QUE SOU CAPAZ DE FAZER.
Um calafrio percorreu minha espinha enquanto eu relia aquele bilhete. Os monstros estavam aqui na cidade e eu precisava desesperadamente proteger minha família.
— A senhora sabe quem lhe enviou este bilhete e por que estava na cena de um crime? – Hawkins indagou me encarando seriamente.
— As vítimas já estão na Sala de Autópsias? – inquiri me levantando da cadeira.
— Já... Peraí, como a senhora sabe que são duas vítimas?
— Acredite detetive, eu sei – falei saindo da sala e indo rumo ao andar de baixo onde se localizava a Sala de Autópsias.
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— Bom dia, Sargento. Bom dia, Hawkins – nos cumprimentou a Dra. Hering assim que adentramos o seu santuário.
— A Sargento quer ver as vítimas do duplo homicídio – informou Hawkins.
Ela assentiu e foi até a parede de gavetas e abriu duas, um do lado da outra. Na primeira gaveta jazia o corpo de homem e na outra havia uma mulher ruiva. A doutora retirou os lençóis de ambos os corpos e começou a falar enquanto eu observava as similaridades do caso.
— Primeira vítima, homem, por volta dos 26 ou 27 anos, com sinais de espancamento, mas a causa da morte foi um tiro certeiro na testa. Tanto ele quanto a mulher possuem marcas de contenção nos pulsos e tornozelos. A segunda vítima, mulher, também por volta dos 26 ou 27 anos, com múltiplas fraturas no crânio, costelas quebradas, rádio trincado e...
— Fêmur quebrado e também há sinais de violência sexual – falei pensativa.
— Como a senhora sabe?
— Por que eu já vi um caso igual a esse, anos atrás. Mande as digitais para o laboratório e se encontrar mais alguma novidade, me avise – falei e me virei para o detetive que havia permanecido calado todo aquele tempo – Reúna toda a equipe na sala de reuniões em vinte minutos.
Sai da Sala de Autópsias e retornei para minha sala. Liguei para o Hunter e o inquiri sobre um dos casos de anos atrás.
Ele disse que foi arquivado sem conclusão então pedi que Hunter me mandasse por e-mail todos os documentos que ele possuía daquele caso devido algumas similaridades com o caso que eu atualmente estava investigando.
Dez minutos depois, o e-mail contendo todas as informações necessárias chegou, dei uma olhada rápida e transferir os documentos para o meu pen-drive.
— Por que estamos aqui, Sargento? – indagou um dos detetives assim que entrei na sala de reuniões.
— Para discutirmos um caso que virou prioridade para vocês a partir deste momento. Detetive Hawkins, por favor, informe aos demais sobre seu caso – falei.
— As quatro da manhã de hoje, o Departamento recebeu uma ligação anônima que informou a localização de um homicídio. Quando chegamos ao local encontramos um casal com sinais de espancamento e segundo a Dra. Hering, a mulher sofreu violência sexual.
— Tem alguma pista desse assassino?
— Assassinos – corrigi uma das detetives – Obrigada, Detetive Hawkins. A partir de agora eu assumo. Como eu falei, são mais de um assassino.
— Como a senhora sabe, Sargento?
— Por que eu e meu marido já fomos vítimas que, para o azar deles, sobrevivemos ao ataque. Eles não violentam as vítimas do sexo feminino por prazer sexual e sim para torturar o companheiro da mesma. O modo operante deles é bem calculado e o motivo para o crime é dívidas de jogos de pôquer. Há seis anos, houve um caso igual a esse em Evanston e eu comecei a trabalhar nele, mas infelizmente tive que ser mandada para investigar outro caso que havia se tornando prioridade. Liguei para o Departamento de Investigações de lá e solicitei os arquivos referente ao caso. Dois investigadores de Evanston estão a caminho para ajudar vocês na investigação.
— A senhora não irá participar das investigações?
— Não, mas eu e meu marido iremos cooperar dando o máximo de informações que tivermos para que vocês possam pegar esses assassinos.
Continuei com a reunião por mais alguns minutos, depois os liberei e permaneci sozinha na sala encarando, por um bom tempo, a foto que eu havia tirado do bilhete. Retornei para minha sala e liguei para o Christian, o mesmo me informou que ainda estava em casa então falei que iria voltar para o apartamento.
— Está se sentindo mal, amor?
— Não. Eu e o nosso filho, estamos bem. Só que aconteceu algo no trabalho e preciso voltar para casa. Nada demais – disse tentando não deixá-lo preocupado.
Durante o trajeto até o prédio onde morávamos, eu entrei em contato com a Swanny e pedi que ficasse mais atenta com as crianças, por causa de um possível sequestro. Mal entrei na sala e Christian logo se aproximou, beijando-me carinhosamente.
— Você está bem? Te achei muito preocupada ao telefone.
— Fisicamente eu estou bem, mas...
— Mas o quê?
— Olhe isso, Christian – falei entregando-lhe meu celular com a foto – Este bilhete estava endereçado a mim e foi encontrado em uma cena de crime quase idêntica ao que aconteceu com a gente. Eles estão aqui em Nova York – murmurei já tentando controlar as lágrimas então Christian me abraçou.
— Vai ficar tudo bem, meu amor. Eles não vão chegar perto da nossa família. Eu prometo.

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