ANASTASIA
— Onde está o tio Carrick? – perguntei me levantando da banheira com a ajuda de Christian depois fomos para o quarto.
— No escritório dele dando o maior sermão na Behati por ela ter te empurrado, sabendo que você estava proibida de nadar para não forçar o ombro.
— Vou te dar um conselho, se declara para ela de uma vez, porque senão quem vai acabar mal nessa história serei eu – falei entrando no closet.
Escolhi uma roupa seca para vestir depois voltei para o quarto jogando a mesma em cima da cama e indo para o banheiro, tirei a roupa molhada e vesti uma calcinha.
— Hoje ela tentou me afogar e amanhã, vai ser o quê? Um tiro? – disse colocando o sutiã.
— Você já levou um tiro, Anastasia – ouvi Christian ri lá do quarto então apareci na porta do banheiro.
— Você rir por que não foi contigo, seu infeliz – falei e parei de costas para ele – Ver se faz algo de útil e me ajuda a fechar esse sutiã aqui.
— O que eu ganho?
— Um chute naquele lugar se não andar logo.
— E você?
— Eu o quê? – perguntei enquanto vestia o short jeans.
— Não se faça de desentendida Ana, pensa que não percebo o jeito que olha para o meu pai.
— Você está vendo coisa demais. Acho que quando você pulou dentro do rio, acabou batendo esse cabeção em alguma pedra – falei irritada vestindo com cuidado a blusa preta.
— É bom mesmo que não goste dele. Já pensou você virando a minha madrasta? – Christian falou estendendo meu celular.
— Obrigada.
Ele ficou me encarando como se esperasse uma resposta.
— Seria uma ótima ideia. Eu daria jus ao nome madrasta. Te infernizaria para sempre – zombei, rindo, me sentando no divã ao pé da cama – Mas o que eu mais quero neste momento é poder fugir daqui por um tempo – suspirei triste.
Meu celular começou a tocar, olhei o visor e vi que era a Kim me ligando então o joguei para sobre a cama. Christian pegou o celular e atendeu antes que a chamada terminasse.
— Oi Kim... Estamos aqui no quarto – passou alguns segundos quando ele afastou o celular do ouvido e me encarou – Meu pai quer saber se a gente vai descer para almoçar? – balancei a cabeça negativamente – Kim, fala para ele que não vamos, pois a Anastasia ainda está descansando e eu vou ficar aqui com ela... Não vamos fazer nada, sua mente poluída... Tchau.
Christian desligou e veio se sentar ao meu lado.
— Obrigada.
— De nada. Amigos?
Olhei a mão dele estendida depois para o seu rosto.
— Amigos por conveniência – falei, apertando a mão dele.
De repente, Christian começou a sorrir do nada.
— Tá rindo do quê? – perguntei.
— A Kim acha realmente que existe alguma coisa entre a gente.
— E o culpado disso tudo é você.
— Verdade e para te recompensar quero propor uma coisa.
— O que? – o olhei desconfiada.
— Ethan tem uma casa de campo em Londres. Por que não vamos passar dois meses longe de Evanston? Também preciso sair dessa cidade o mais rápido possível.
— Sério? E sua clínica?
— Vai continuar funcionando normalmente. Tenho uma equipe de médicos capazes de assumir por um tempo meus atendimentos, mas e a reabilitação do seu ombro como vai ficar?
— Me deram três meses de licença no trabalho então vai dá tempo para fazer quando voltarmos.
— Combinado então.
Sorrimos quando escutamos nossas barrigas roncarem.
— Vem, a gente fala com o Ethan e depois podemos almoçar na cozinha, longe de todos – Christian falou e me puxou para fora do quarto.
— Pensei que vocês não iam descer? – Kim sorriu cinicamente enquanto passávamos pela sala de refeições rumo a cozinha.
— Eu disse que a gente nã...
— Deixa para lá, Christian – exclamei puxando ele pelo braço.
— Espera, Ana. Tenho que falar com o Ethan sobre aquele assunto – Christian exclamou, se virando para a mesa – Ethan, você pode me emprestar aquela sua casa de campo em Londres por uns dois meses?
— Claro, cara. Por quê? Vai levar alguma gatinha?
— Sim, nós queremos passar um tempo sozinhos.
— Nós quem? – Leila perguntou curiosa.
— Eu e a Anastasia.
Escutamos o som de talheres caindo sobre os pratos, depois o silêncio se seguiu por alguns segundos até que Elliot soltou uma gargalhada sendo seguido pelos outros.
— Qual é a graça? – perguntei com raiva.
— Essa foi a piada do ano – Elliot não parava de rir.
— Tem que ser indicada para o prêmio de melhor piada deste ano – disse Jack rindo também.
— Não é nenhuma piada gente, realmente eu e a Ana vamos morar um tempo juntos.
— Já estou com pena – José falou tentando parar de rir.
— De quem? – eu e Christian, perguntamos ao mesmo tempo.
— Da casa é claro – Mia nos respondeu.
— Não sabia que o relacionamento de vocês estava tão sério assim – disse Hunter ocultando um sorriso.
— Já pensou os dois vivendo sobre o mesmo teto por dois meses, o mínimo que vai acontecer é vocês tocarem fogo no lugar – Kim falou rindo.
— Se continuar com as piadinhas alguém vai esquecer que tem uma moto e um carro novo – ameacei Kim.
Fui para a cozinha e deixei o Christian com o bando de hienas. Minutos depois, ele entrou e veio se sentar ao meu lado na bancada então começamos a almoçar enquanto planejávamos a nossa viagem.
— Onde está o tio Carrick? – perguntei me levantando da banheira com a ajuda de Christian depois fomos para o quarto.
— No escritório dele dando o maior sermão na Behati por ela ter te empurrado, sabendo que você estava proibida de nadar para não forçar o ombro.
— Vou te dar um conselho, se declara para ela de uma vez, porque senão quem vai acabar mal nessa história serei eu – falei entrando no closet.
Escolhi uma roupa seca para vestir depois voltei para o quarto jogando a mesma em cima da cama e indo para o banheiro, tirei a roupa molhada e vesti uma calcinha.
— Hoje ela tentou me afogar e amanhã, vai ser o quê? Um tiro? – disse colocando o sutiã.
— Você já levou um tiro, Anastasia – ouvi Christian ri lá do quarto então apareci na porta do banheiro.
— Você rir por que não foi contigo, seu infeliz – falei e parei de costas para ele – Ver se faz algo de útil e me ajuda a fechar esse sutiã aqui.
— O que eu ganho?
— Um chute naquele lugar se não andar logo.
— E você?
— Eu o quê? – perguntei enquanto vestia o short jeans.
— Não se faça de desentendida Ana, pensa que não percebo o jeito que olha para o meu pai.
Fudeu!
Olha o palavreado, garota...
Vai se lascar, consciência.
— Você está vendo coisa demais. Acho que quando você pulou dentro do rio, acabou batendo esse cabeção em alguma pedra – falei irritada vestindo com cuidado a blusa preta.
— É bom mesmo que não goste dele. Já pensou você virando a minha madrasta? – Christian falou estendendo meu celular.
— Obrigada.
Ele ficou me encarando como se esperasse uma resposta.
— Seria uma ótima ideia. Eu daria jus ao nome madrasta. Te infernizaria para sempre – zombei, rindo, me sentando no divã ao pé da cama – Mas o que eu mais quero neste momento é poder fugir daqui por um tempo – suspirei triste.
Meu celular começou a tocar, olhei o visor e vi que era a Kim me ligando então o joguei para sobre a cama. Christian pegou o celular e atendeu antes que a chamada terminasse.
— Oi Kim... Estamos aqui no quarto – passou alguns segundos quando ele afastou o celular do ouvido e me encarou – Meu pai quer saber se a gente vai descer para almoçar? – balancei a cabeça negativamente – Kim, fala para ele que não vamos, pois a Anastasia ainda está descansando e eu vou ficar aqui com ela... Não vamos fazer nada, sua mente poluída... Tchau.
Christian desligou e veio se sentar ao meu lado.
— Obrigada.
— De nada. Amigos?
Olhei a mão dele estendida depois para o seu rosto.
Só em sonho que vou ser amiga desse imbecil.
Aceite. Ele deu o primeiro passo para acabar
com essa briga que vocês têm desde a infância.
Ok! Ok! Ok!
— Amigos por conveniência – falei, apertando a mão dele.
De repente, Christian começou a sorrir do nada.
Além de imbecil, esse aí é louco.
Não começa garota.
— Tá rindo do quê? – perguntei.
— A Kim acha realmente que existe alguma coisa entre a gente.
— E o culpado disso tudo é você.
— Verdade e para te recompensar quero propor uma coisa.
— O que? – o olhei desconfiada.
— Ethan tem uma casa de campo em Londres. Por que não vamos passar dois meses longe de Evanston? Também preciso sair dessa cidade o mais rápido possível.
— Sério? E sua clínica?
— Vai continuar funcionando normalmente. Tenho uma equipe de médicos capazes de assumir por um tempo meus atendimentos, mas e a reabilitação do seu ombro como vai ficar?
— Me deram três meses de licença no trabalho então vai dá tempo para fazer quando voltarmos.
— Combinado então.
Sorrimos quando escutamos nossas barrigas roncarem.
— Vem, a gente fala com o Ethan e depois podemos almoçar na cozinha, longe de todos – Christian falou e me puxou para fora do quarto.
Admito. Meu primo pode ser, às vezes, bem legal.
Até que enfim admitiu isso. Palmas para você!
Ah não enche o saco.
— Pensei que vocês não iam descer? – Kim sorriu cinicamente enquanto passávamos pela sala de refeições rumo a cozinha.
— Eu disse que a gente nã...
— Deixa para lá, Christian – exclamei puxando ele pelo braço.
— Espera, Ana. Tenho que falar com o Ethan sobre aquele assunto – Christian exclamou, se virando para a mesa – Ethan, você pode me emprestar aquela sua casa de campo em Londres por uns dois meses?
— Claro, cara. Por quê? Vai levar alguma gatinha?
— Sim, nós queremos passar um tempo sozinhos.
— Nós quem? – Leila perguntou curiosa.
— Eu e a Anastasia.
Escutamos o som de talheres caindo sobre os pratos, depois o silêncio se seguiu por alguns segundos até que Elliot soltou uma gargalhada sendo seguido pelos outros.
— Qual é a graça? – perguntei com raiva.
— Essa foi a piada do ano – Elliot não parava de rir.
— Tem que ser indicada para o prêmio de melhor piada deste ano – disse Jack rindo também.
— Não é nenhuma piada gente, realmente eu e a Ana vamos morar um tempo juntos.
— Já estou com pena – José falou tentando parar de rir.
— De quem? – eu e Christian, perguntamos ao mesmo tempo.
— Da casa é claro – Mia nos respondeu.
— Não sabia que o relacionamento de vocês estava tão sério assim – disse Hunter ocultando um sorriso.
— Já pensou os dois vivendo sobre o mesmo teto por dois meses, o mínimo que vai acontecer é vocês tocarem fogo no lugar – Kim falou rindo.
— Se continuar com as piadinhas alguém vai esquecer que tem uma moto e um carro novo – ameacei Kim.
Fui para a cozinha e deixei o Christian com o bando de hienas. Minutos depois, ele entrou e veio se sentar ao meu lado na bancada então começamos a almoçar enquanto planejávamos a nossa viagem.

Nenhum comentário:
Postar um comentário