ANASTASIA
Acordei com uma terrível ressaca. Era óbvio que eu tinha abusado muito da bebida ontem à noite. O problema é que não conseguia me lembrar de nada do que havia acontecido.
Inclinei para fora da cama ainda de olhos fechados a fim de pegar meu celular para olhar a hora. Ele dormia comigo, mas sempre acabava no chão, ou melhor, em cima do tapete. Acabei pegando um pano ao invés do celular. Abri meus olhos e constatei que o tal pano era uma cueca.
Neste momento, senti o colchão se mover como se alguém estivesse atrás de mim e me virei dando de cara com o Christian deitado de bruços com o lençol apenas cobrindo o seu quadril. Levantei assustada e percebi que estava nua, puxei o lençol que estava cobrindo nós dois e me enrolei.
— Acorda, seu tarado!
Joguei um travesseiro no infeliz, que pelo susto caiu da cama.
— Onde é o incêndio? – ele perguntou, se levantando.
Não pensei duas vezes, tampei meus olhos com uma das mãos enquanto que a outra segurava firme o lençol em volta de mim.
— Não tem incêndio nenhum, seu imbecil, mas vai haver uma morte se você não sair do meu quarto agora.
— Seu quarto? Você é que está no meu, sua louca.
Abri os olhos, observando o lugar e realmente era o quarto daquele traste. Rapidamente, comecei a procurar minhas coisas.
— Que droga! Cadê ele.
— Está procurando por isso?
Me virei e vi o Christian já vestido numa cueca e com um pano nas mãos que reconheci imediatamente.
— Se você contar para alguém sobre isso eu te mato, ouviu? – o ameacei enquanto puxava o meu vestido de suas mãos.
— O mesmo vale para você.
Corri até o meu quarto torcendo para que ninguém me visse saindo do quarto do Christian enrolada num lençol. Tomei um banho rápido e fui para o closet. Vesti uma calça preta de alfaiataria e uma blusa de seda bege com mangas.
Calcei um sapato vermelho, passei um pouco de base no rosto apenas para esconder as sardas e as olheiras, amarrei meu cabelo num rabo de cavalo. Depois peguei o distintivo, a arma, minha bolsa preta, o celular e desci para tomar café da manhã.
— Bom dia – falei, me sentando à mesa.
Todos me deram um “Bom dia” de volta, menos Kate que se encontrava de olhos fechados e com a cabeça encostada no ombro nu do Elliot, pois o mesmo apenas estava usando uma regata azul escura e um calção de moletom, já que esse era seu uniforme da academia onde ele era Personal Trainer.
A ressaca da Kate devia estar muito pior que a minha sem falar na sua aparência: o cabelo estava muito bagunçado e seus olhos davam sinais de que ficariam cheios de olheiras. O idiota do Christian apareceu impecável em seu terno preto dando um bom dia e se sentando na cadeira à minha frente.
— Os dois bebam isso – tio Carrick ordenou, entregando um comprimido para mim e outro para o Christian – Vocês devem está de ressaca também.
— Como o senhor sabe? – perguntei, tomando o remédio em seguida.
— Ouvi quando chegaram hoje por volta das três da manhã, pois o alarme foi acionado – ele ajeitou seu terno azul escuro e se sentou novamente na cabeceira da mesa.
— A Kim ainda está dormindo? – inquiri.
— Ela não voltou com vocês dois? – Nory me olhou, assustada.
— Não.
— Ela disse que ia voltar com vocês – Christian informou.
Neste momento, a porta se abriu e por ela passou uma Kim de cabelos bagunçados, vestindo apenas uma camisa social masculina e segurando suas botas em uma das mãos.
— Bom dia galera! Tchau galera!
— De quem é essa blusa, minha filha? – tio Carrick indagou sério.
— É do Josh. Não. É do Liam. Não. Não. Acho que é do Josh mesmo. Ah quer saber deve ser de um dos dois.
— Quem é Josh e quem é Liam? – meu tio quis saber.
— São os sobrinhos do Scott, meu antigo professor de reforço. Lembra-se dele, não é tio? – indaguei.
— Sim, eu lembro.
— Fui, galerinha. Estou indo dormir.
— E o colégio? – indaguei.
— Não tem aula hoje.
— Hoje é dia de ir para o trabalho dos pais – Nory comunicou.
— E como não sei por onde meus pais verdadeiros andam e meu pai adotivo sumiu no mundo então não preciso fazer essa atividade idiota – Kim falou já indo rumo à porta.
— Calma aí, monstrinha. Sou sua irmã mais velha e teoricamente sou sua responsável.
— Que bela responsável você é Anastasia – o traste do Christian ironizou.
— A conversa ainda não chegou ao chiqueiro, seu porco.
— Cala a boca vocês dois, eu estou morrendo de dor de cabeça – Kate resmungou, se intrometendo na briga.
— Desculpe, amiga. Kim suba e se arrume – ordenei.
— Porque, maninha? Eu passei a noite toda acordada, me deixa dormir só um pouquinho?
— Não quero nem saber. Você irá comigo para o trabalho então ande logo.
— Peraí. Vou passar o dia todo no departamento? Irado. Desço em menos de dez minutos. Não. Cinco minutos.
Kim saiu correndo igual a uma louca.
— E a festa, como foi? – tio Carrick perguntou.
— Não sei a festa, mas a noite daqueles dois foi muito intensa e quente – escutei Elliot falar.
— Christian e Ana? – ouvi Nory pronunciar chocada nossos nomes então tirei a atenção do meu café e ergui a cabeça.
Com exceção do imbecil a minha frente, todos nos olhavam como se esperassem alguma resposta, até Kate que antes estava de olhos fechados me encarava agora totalmente assustada. Motivo? Eu e Christian somos primos e havíamos transado. Nossas mães deveriam estar se revirando nos túmulos neste exato momento.
— Não aconteceu nada – menti, tentando parecer calma antes de sorver um pouco de café.
— Como não?! – Elliot exclamou – Gente, vocês tinham que ter ouvido o que eu ouvi de madrugada. Aposto meu salário que o quarto do Christian deve está uma zorra total.
— Coitado de você, irmão, anda tão mal na cama que ao invés de transar, fica escutando a transa dos outros – Christian comentou, me fazendo encará-lo com os olhos semicerrados de raiva.
— Não falei. Esses dois só fingem que se odeiam, mas na cama é outra história.
— Chega, Elliot! – gritei enraivecida e Kate chorou colocando a mão na cabeça – Perdão, amiga.
Graças a Deus a conversa foi esquecida e Nory subiu para trocar de roupa enquanto que meu primo saiu dizendo que ia levar Kate para casa dela e depois iria trabalhar.
— Tio pode me dar uma carona hoje, pois ontem tive que mandar meu carro para o conserto após a Kim ter batido ele – pedi.
— Infelizmente, não posso, meu anjo. Tenho uns assuntos para resolver depois do trabalho.
— Vou ver se o José pode passar aqui e nós buscar então – falei enquanto mexia na agenda do meu celular.
— Pode usar o meu carro se quiser – Christian disse, dando um meio sorriso para mim.
— E por que eu faria isso? Com certeza, você deve ter posto uma bomba no carro.
— Não seja tão dramática, Anastasia. Você me deixa na minha clínica, depois vai para o departamento, simples não acha? – o traste comentou.
— Perfeito. Assunto resolvido – meu tio murmurou.
Minutos depois, ele se levantou sendo seguido por mim e por Christian. Assim que paramos na porta de entrada, tio Carrick gritou por Nory e ela logo apareceu descendo as escadas correndo.
Nory trajava blusa branca abotoada até a altura do pescoço com babados, saia preta cintura alta com um laço em cetim, delicadas luvas de renda, sapato branco de salto médio e cabelo feito babyliss nas pontas e adornado por uma tiara.
— Ana, gostaria que você buscasse a Nory lá no hospital na hora do almoço – ele pediu enquanto vestia seu casaco cinza.
Assenti então nos despedimos e eles se foram.
— Simples, não é? – peguei Christian pelo paletó e o encostei ao lado da porta – Simples até demais eu diria. O que você está armando, seu imbecil?
— Nada. Agora dá para me soltar, sua maluca.
— O que vocês dois estão fazendo? – escutei minha irmã perguntar atrás de mim.
— Nada, Kim – respondi, encarando Christian um pouco mais até que o soltei – Me passa as chaves.
Ele enfiou a mão no bolso, me entregando as chaves do seu Civic então me virei para minha irmã
— Nem sonhando você vai para o meu trabalho desse jeito – briguei indicando a roupa que ela usava: botas de cano alto até o meio da coxa, short jeans curto e camisa de couro estilo social, sem mencionar na maquiagem dark.
— Deixa de ser chata, maninha.
— Concordo com a Kim – o traste parou ao lado dela – Você sabe muito bem como são as roupas da sua irmã e essa talvez seja a mais comportada que ela tenha.
Enquanto que Nory se vestia igual uma boneca, minha irmã parecia mais a noiva do Drácula. Sempre usava caveira, se não era na roupa, nem nos acessórios, era na capa do celular.
— Tá legal, Kim. Pode ir com essa roupa e essa maquiagem – suspirei com raiva – Já você seu traste, fica quieto, pois não te perguntei nada e vamos logo senão vou chegar mais atrasada do que já estou.
Enquanto deixava o idiota do Christian em sua clínica especializada em ginecologia e obstetrícia, Jack me ligou então voei para o trabalho.
Acordei com uma terrível ressaca. Era óbvio que eu tinha abusado muito da bebida ontem à noite. O problema é que não conseguia me lembrar de nada do que havia acontecido.
Inclinei para fora da cama ainda de olhos fechados a fim de pegar meu celular para olhar a hora. Ele dormia comigo, mas sempre acabava no chão, ou melhor, em cima do tapete. Acabei pegando um pano ao invés do celular. Abri meus olhos e constatei que o tal pano era uma cueca.
Neste momento, senti o colchão se mover como se alguém estivesse atrás de mim e me virei dando de cara com o Christian deitado de bruços com o lençol apenas cobrindo o seu quadril. Levantei assustada e percebi que estava nua, puxei o lençol que estava cobrindo nós dois e me enrolei.
Meu Deus! Será que nós fizemos sexo?
Isso é bem óbvio, mas como você não quis me ouvir
ontem... agora aguente as consequências.
Não enche o saco.
— Acorda, seu tarado!
Joguei um travesseiro no infeliz, que pelo susto caiu da cama.
— Onde é o incêndio? – ele perguntou, se levantando.
Não pensei duas vezes, tampei meus olhos com uma das mãos enquanto que a outra segurava firme o lençol em volta de mim.
— Não tem incêndio nenhum, seu imbecil, mas vai haver uma morte se você não sair do meu quarto agora.
— Seu quarto? Você é que está no meu, sua louca.
Abri os olhos, observando o lugar e realmente era o quarto daquele traste. Rapidamente, comecei a procurar minhas coisas.
— Que droga! Cadê ele.
— Está procurando por isso?
Me virei e vi o Christian já vestido numa cueca e com um pano nas mãos que reconheci imediatamente.
— Se você contar para alguém sobre isso eu te mato, ouviu? – o ameacei enquanto puxava o meu vestido de suas mãos.
— O mesmo vale para você.
Corri até o meu quarto torcendo para que ninguém me visse saindo do quarto do Christian enrolada num lençol. Tomei um banho rápido e fui para o closet. Vesti uma calça preta de alfaiataria e uma blusa de seda bege com mangas.
Calcei um sapato vermelho, passei um pouco de base no rosto apenas para esconder as sardas e as olheiras, amarrei meu cabelo num rabo de cavalo. Depois peguei o distintivo, a arma, minha bolsa preta, o celular e desci para tomar café da manhã.
— Bom dia – falei, me sentando à mesa.
Todos me deram um “Bom dia” de volta, menos Kate que se encontrava de olhos fechados e com a cabeça encostada no ombro nu do Elliot, pois o mesmo apenas estava usando uma regata azul escura e um calção de moletom, já que esse era seu uniforme da academia onde ele era Personal Trainer.
A ressaca da Kate devia estar muito pior que a minha sem falar na sua aparência: o cabelo estava muito bagunçado e seus olhos davam sinais de que ficariam cheios de olheiras. O idiota do Christian apareceu impecável em seu terno preto dando um bom dia e se sentando na cadeira à minha frente.
— Os dois bebam isso – tio Carrick ordenou, entregando um comprimido para mim e outro para o Christian – Vocês devem está de ressaca também.
— Como o senhor sabe? – perguntei, tomando o remédio em seguida.
— Ouvi quando chegaram hoje por volta das três da manhã, pois o alarme foi acionado – ele ajeitou seu terno azul escuro e se sentou novamente na cabeceira da mesa.
— A Kim ainda está dormindo? – inquiri.
— Ela não voltou com vocês dois? – Nory me olhou, assustada.
— Não.
— Ela disse que ia voltar com vocês – Christian informou.
Neste momento, a porta se abriu e por ela passou uma Kim de cabelos bagunçados, vestindo apenas uma camisa social masculina e segurando suas botas em uma das mãos.
— Bom dia galera! Tchau galera!
— De quem é essa blusa, minha filha? – tio Carrick indagou sério.
— É do Josh. Não. É do Liam. Não. Não. Acho que é do Josh mesmo. Ah quer saber deve ser de um dos dois.
— Quem é Josh e quem é Liam? – meu tio quis saber.
— São os sobrinhos do Scott, meu antigo professor de reforço. Lembra-se dele, não é tio? – indaguei.
— Sim, eu lembro.
— Fui, galerinha. Estou indo dormir.
— E o colégio? – indaguei.
— Não tem aula hoje.
— Hoje é dia de ir para o trabalho dos pais – Nory comunicou.
— E como não sei por onde meus pais verdadeiros andam e meu pai adotivo sumiu no mundo então não preciso fazer essa atividade idiota – Kim falou já indo rumo à porta.
— Calma aí, monstrinha. Sou sua irmã mais velha e teoricamente sou sua responsável.
— Que bela responsável você é Anastasia – o traste do Christian ironizou.
— A conversa ainda não chegou ao chiqueiro, seu porco.
— Cala a boca vocês dois, eu estou morrendo de dor de cabeça – Kate resmungou, se intrometendo na briga.
— Desculpe, amiga. Kim suba e se arrume – ordenei.
— Porque, maninha? Eu passei a noite toda acordada, me deixa dormir só um pouquinho?
— Não quero nem saber. Você irá comigo para o trabalho então ande logo.
— Peraí. Vou passar o dia todo no departamento? Irado. Desço em menos de dez minutos. Não. Cinco minutos.
Kim saiu correndo igual a uma louca.
— E a festa, como foi? – tio Carrick perguntou.
— Não sei a festa, mas a noite daqueles dois foi muito intensa e quente – escutei Elliot falar.
— Christian e Ana? – ouvi Nory pronunciar chocada nossos nomes então tirei a atenção do meu café e ergui a cabeça.
Com exceção do imbecil a minha frente, todos nos olhavam como se esperassem alguma resposta, até Kate que antes estava de olhos fechados me encarava agora totalmente assustada. Motivo? Eu e Christian somos primos e havíamos transado. Nossas mães deveriam estar se revirando nos túmulos neste exato momento.
Quero só ver como você vai se sair dessa, garota.
Me esquece, purgante.
— Não aconteceu nada – menti, tentando parecer calma antes de sorver um pouco de café.
— Como não?! – Elliot exclamou – Gente, vocês tinham que ter ouvido o que eu ouvi de madrugada. Aposto meu salário que o quarto do Christian deve está uma zorra total.
— Coitado de você, irmão, anda tão mal na cama que ao invés de transar, fica escutando a transa dos outros – Christian comentou, me fazendo encará-lo com os olhos semicerrados de raiva.
— Não falei. Esses dois só fingem que se odeiam, mas na cama é outra história.
— Chega, Elliot! – gritei enraivecida e Kate chorou colocando a mão na cabeça – Perdão, amiga.
Graças a Deus a conversa foi esquecida e Nory subiu para trocar de roupa enquanto que meu primo saiu dizendo que ia levar Kate para casa dela e depois iria trabalhar.
— Tio pode me dar uma carona hoje, pois ontem tive que mandar meu carro para o conserto após a Kim ter batido ele – pedi.
— Infelizmente, não posso, meu anjo. Tenho uns assuntos para resolver depois do trabalho.
— Vou ver se o José pode passar aqui e nós buscar então – falei enquanto mexia na agenda do meu celular.
— Pode usar o meu carro se quiser – Christian disse, dando um meio sorriso para mim.
— E por que eu faria isso? Com certeza, você deve ter posto uma bomba no carro.
— Não seja tão dramática, Anastasia. Você me deixa na minha clínica, depois vai para o departamento, simples não acha? – o traste comentou.
— Perfeito. Assunto resolvido – meu tio murmurou.
Minutos depois, ele se levantou sendo seguido por mim e por Christian. Assim que paramos na porta de entrada, tio Carrick gritou por Nory e ela logo apareceu descendo as escadas correndo.
Nory trajava blusa branca abotoada até a altura do pescoço com babados, saia preta cintura alta com um laço em cetim, delicadas luvas de renda, sapato branco de salto médio e cabelo feito babyliss nas pontas e adornado por uma tiara.
— Ana, gostaria que você buscasse a Nory lá no hospital na hora do almoço – ele pediu enquanto vestia seu casaco cinza.
Assenti então nos despedimos e eles se foram.
— Simples, não é? – peguei Christian pelo paletó e o encostei ao lado da porta – Simples até demais eu diria. O que você está armando, seu imbecil?
— Nada. Agora dá para me soltar, sua maluca.
— O que vocês dois estão fazendo? – escutei minha irmã perguntar atrás de mim.
— Nada, Kim – respondi, encarando Christian um pouco mais até que o soltei – Me passa as chaves.
Ele enfiou a mão no bolso, me entregando as chaves do seu Civic então me virei para minha irmã
— Nem sonhando você vai para o meu trabalho desse jeito – briguei indicando a roupa que ela usava: botas de cano alto até o meio da coxa, short jeans curto e camisa de couro estilo social, sem mencionar na maquiagem dark.
— Deixa de ser chata, maninha.
— Concordo com a Kim – o traste parou ao lado dela – Você sabe muito bem como são as roupas da sua irmã e essa talvez seja a mais comportada que ela tenha.
Enquanto que Nory se vestia igual uma boneca, minha irmã parecia mais a noiva do Drácula. Sempre usava caveira, se não era na roupa, nem nos acessórios, era na capa do celular.
— Tá legal, Kim. Pode ir com essa roupa e essa maquiagem – suspirei com raiva – Já você seu traste, fica quieto, pois não te perguntei nada e vamos logo senão vou chegar mais atrasada do que já estou.
Enquanto deixava o idiota do Christian em sua clínica especializada em ginecologia e obstetrícia, Jack me ligou então voei para o trabalho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário