ANASTASIA
Assim que passamos pelo segurança brutamonte e entramos, Christian pegou no meu braço, puxando-me para um canto enquanto que os outros se espalhavam pela luxuosa boate.
— Que diabos de irmã mais velha é você? Jogar a própria irmã para cima de caras pervertidos, que vão tirar a inocência dela.
Eu ri, ou melhor, eu gargalhei.
— Sério? Realmente você está me dizendo isso? – debochei e com um puxão, soltei meu braço, então o encarei com raiva e apontei o dedo em sua direção – Para o seu governo, querido, Kim não é mais virgem desde os 14 anos, assim como eu e a Behati. E por falar nela, ao que me lembro foi você que tirou a virgindade da Behati então não me venha com sermão, seu insuportável. Fui.
Sai em direção do bar, mas no caminho encontrei alguns amigos do colegial. Conversamos rapidamente e continuei andando até o meu objetivo.
— Oi, princesa.
— Oi, Matthew. Está fazendo um bico de barman hoje?
— É né, fazer o que. Quem pode pode, quem não pode faz bico para não morrer de fome.
— Não se preocupe, gatinho. Eu vou te dar uma gorjeta bem gorda hoje.
— Então... Vai querer o mesmo de sempre?
— Não, hoje quero uma batida de Whisky, Vodka e Martini, por favor. Não esquece o gelo.
— É para já, princesa.
Assim que ele trouxe o meu drinque perguntei onde estavam Kate e Ethan, pois ainda não os tinha visto. Ele me informou que os dois se encontravam no segundo piso da boate, onde ficava a área vip. Fui até lá e os encontrei numa mesa, conversando com o resto da nossa turma.
Kate estava fabulosa num tubinho verde com um bolero longo sem manga. Usava acessórios em tons de ouro, sapato preto de salto alto, olhos bem marcados com delineador, batom cor de boca e seu cabelo estava totalmente liso.
— Se perdeu, Aninha?
Revirei os olhos, ignorando o comentário do Elliot. Sentei-me ao lado do Ethan, que sorriu enquanto me via tentar puxar um pouco o vestido, pois o mesmo havia subido quando sentei.
— Está muito sexy nesse vestido – ele sussurrou no meu ouvido.
— Obrigada, Ethan.
Pouco tempo depois, desci novamente para o bar e fiquei tomando alguns drinques enquanto respondia algumas mensagens da Behati que estava em Paris terminando sua faculdade de Gastronomia.
Ela me disse que havia largado o Nicholas e que agora estava namorando um tal de Bernard, que era o capitão do time de Lacrosse da faculdade, mas também me confessou que ainda ia dar uns pegas no seu atual professor de Gastronomia Internacional Mediterrânea e no professor de sua próxima e também última matéria: Gastronomia Internacional Irlandesa.
— Amor, me dar outro drinque, por favor – pedi para Matthew.
— Claro, princesa. Você que manda.
Sorri, mas minha alegria acabou no instante que Christian se sentou na cadeira ao lado e pediu um Martini para o Matthew.
— Cadê o Jack?
Não o encarei apenas apontei por cima do meu ombro para a pista de dança. Onde, minutos atrás, havia visto Jack dançando com uma loira.
— Ele não está lá.
— Então deve estar em algum canto escuro fodendo uma vadia qualquer.
— E te deixou aqui sozinha?
O olhei de relance e sua expressão era de deboche.
— Não precisa fingir que se importa e outra, eu e Jack não temos nada sério. Somos apenas amigos...
— Com benefícios – ele me interrompeu e deu um gole em sua bebida.
— Sim. Algum problema com isso?
— Não. Só que é meio estranho. Ainda bem que não tenho esse tipo de amizade.
— Claro que não tem e sabe por que, Christian? Por que você... não consegue excitar nenhuma mulher.
Dei o último gole de bebida e sai rumo à pista de dança. Vi Kim dançando sensualmente entre Josh e Liam, e esperava sinceramente que ela se divertisse muito com esses dois. Minha cabeça já estava bem alta por causa dos drinques e foi fácil me soltar enquanto as músicas tocavam sem parar na boate.
Tempo depois, saí da pista meio cambaleante e fui novamente em direção do bar, mas durante o trajeto fui puxada para um canto escuro e pressionada contra a parede. Tentei protestar, mas fui calada por lábios quentes.
Após alguns minutos, o estranho afastou um pouco sua boca para tomar fôlego então percebi que eu mesma estava com a respiração ofegante. Senti o cheiro forte de Martini e Vodca. Com certeza, o cara devia estar bastante bêbado.
Eu também estava então não me importei e o enlacei, colando nossos corpos e bocas novamente. Mordi seu lábio inferior e ele soltou um som que parecia ser um riso, mas foi tão baixo que não deu para distinguir direito.
O estranho me virou, pressionando meu corpo entre a parede e ele. Eu pude sentir sua excitação bem na altura do meu cóccix, o que me fez sorrir de desejo.
Suas mãos passeavam pelo meu corpo provocando em mim intensos arrepios. Levei minha mão direita ao seu pescoço e o arranhei com minhas unhas, saboreando o gemido que escapou de seus lábios.
Inclinei um pouco meu pescoço para o lado, onde o estranho começou a sugá-lo enquanto suas mãos massageavam meus seios. Ele desceu uma de suas mãos até o meio das minhas pernas, subiu um pouco o vestido e gentilmente me tocou.
Gemi de prazer quando ele introduziu dois dedos em mim e se pôs a fazer um vai e vem com eles, mas quando eu estava já perto de alcançar meu orgasmo, ele parou.
— Continue, por favor – implorei, cheia de desejo.
— Me diz agora que não sei excitar uma mulher.
Abri os olhos assustada, voltando à realidade. Reconheceria aquela voz até no inferno se fosse possível. Instintivamente, levei minha mão até seu pulso, fazendo força para tentar tirá-lo de dentro de mim, mas infelizmente estava fraca.
— Tira.seus.dedos.de.dentro.de.mim – rosnei com raiva.
Ele sorriu contra meu pescoço e retornou a movimentar seus dedos. Acabei gemendo de prazer e me odiei por isso.
— Christian, para de brincadeira. Você está bêbado. Me solta. Não estou gostando disso.
Involuntariamente, meu corpo se contraiu ao redor de seus dedos o que o fez sorrir novamente.
— Seu corpo acabou de te trair, Anastasia – ele sussurrou, rindo no meu ouvido.
No entanto, antes que eu dissesse ou fizesse algo, Christian se afastou, me deixando ainda imóvel na mesma posição de segundos atrás. Após me recompor, corri até o toalete para me limpar.
Minutos depois, fui em direção ao bar, pois precisava urgentemente de uma bebida para poder esquecer o que havia acontecido.
— Deixa a garrafa, lindo – pedi, fazendo um bico, após beber quatro copos seguidos de batida de Whisky, Vodka, Martini e gelo.
— Não posso, desculpe.
Matthew ia saindo quando o puxei pelo colete.
— Me dá a porra dessa garrafa!
— Matthew, você pode fechar a conta dela.
Me virei com raiva, fuzilando o idiota a minha frente.
— Quem você pensa que é?
— Não me afronta senão você sabe o que acontece. Vamos embora.
— Não vou embora com você.
Christian ignorou o que eu disse e saiu me puxando, mas consegui me soltar dele e cruzei os braços.
— Eu quero aquela garrafa.
— Você já bebeu demais por hoje.
— Eu quero aquela garrafa. Eu quero aquela garrafa. Eu quero aquela garrafa – eu disse, batendo o pé no chão.
Ele coçou a cabeça com raiva e foi até o bar. O vi dando algumas notas de dinheiro para o barman e em seguida voltou para perto de mim.
— Aqui está a garrafa, sua bêbada birrenta. Agora vamos.
Enquanto Christian me puxava para fora da boate, olhei a hora no meu celular e já passava das duas da manhã.
— Ethan me emprestou o carro dele – anunciou ele assim que saímos.
— Com certeza o Ethan está mais porre que você – ri, encarando o Koup vermelho parado à nossa frente.
— Não estou bêbado.
— É claro que não está e euzinha aqui ainda sou virgem – debochei e bebi um pouco mais de Whisky.
— Se continuar me provocando vou terminar o que começamos naquele canto escuro.
Gelei da cabeça aos pés.
— E os outros? – perguntei enquanto ele rodeava o carro.
— Já foram faz tempo e se acha que vou abrir a porta para você entrar, está perdendo o seu tempo e o meu também. Entra logo, criatura.
Revirei os olhos e abri a porta, entrando sem me importar se o vestido havia subido ou não.
Bebi num gole só o restante do conteúdo da garrafa que Christian havia comprado, fazendo assim minha consciência ir para o espaço.
Assim que passamos pelo segurança brutamonte e entramos, Christian pegou no meu braço, puxando-me para um canto enquanto que os outros se espalhavam pela luxuosa boate.
— Que diabos de irmã mais velha é você? Jogar a própria irmã para cima de caras pervertidos, que vão tirar a inocência dela.
Eu ri, ou melhor, eu gargalhei.
— Sério? Realmente você está me dizendo isso? – debochei e com um puxão, soltei meu braço, então o encarei com raiva e apontei o dedo em sua direção – Para o seu governo, querido, Kim não é mais virgem desde os 14 anos, assim como eu e a Behati. E por falar nela, ao que me lembro foi você que tirou a virgindade da Behati então não me venha com sermão, seu insuportável. Fui.
Sai em direção do bar, mas no caminho encontrei alguns amigos do colegial. Conversamos rapidamente e continuei andando até o meu objetivo.
— Oi, princesa.
— Oi, Matthew. Está fazendo um bico de barman hoje?
— É né, fazer o que. Quem pode pode, quem não pode faz bico para não morrer de fome.
— Não se preocupe, gatinho. Eu vou te dar uma gorjeta bem gorda hoje.
— Então... Vai querer o mesmo de sempre?
— Não, hoje quero uma batida de Whisky, Vodka e Martini, por favor. Não esquece o gelo.
— É para já, princesa.
Assim que ele trouxe o meu drinque perguntei onde estavam Kate e Ethan, pois ainda não os tinha visto. Ele me informou que os dois se encontravam no segundo piso da boate, onde ficava a área vip. Fui até lá e os encontrei numa mesa, conversando com o resto da nossa turma.
Kate estava fabulosa num tubinho verde com um bolero longo sem manga. Usava acessórios em tons de ouro, sapato preto de salto alto, olhos bem marcados com delineador, batom cor de boca e seu cabelo estava totalmente liso.
— Se perdeu, Aninha?
Revirei os olhos, ignorando o comentário do Elliot. Sentei-me ao lado do Ethan, que sorriu enquanto me via tentar puxar um pouco o vestido, pois o mesmo havia subido quando sentei.
— Está muito sexy nesse vestido – ele sussurrou no meu ouvido.
— Obrigada, Ethan.
Pouco tempo depois, desci novamente para o bar e fiquei tomando alguns drinques enquanto respondia algumas mensagens da Behati que estava em Paris terminando sua faculdade de Gastronomia.
Ela me disse que havia largado o Nicholas e que agora estava namorando um tal de Bernard, que era o capitão do time de Lacrosse da faculdade, mas também me confessou que ainda ia dar uns pegas no seu atual professor de Gastronomia Internacional Mediterrânea e no professor de sua próxima e também última matéria: Gastronomia Internacional Irlandesa.
— Amor, me dar outro drinque, por favor – pedi para Matthew.
— Claro, princesa. Você que manda.
Sorri, mas minha alegria acabou no instante que Christian se sentou na cadeira ao lado e pediu um Martini para o Matthew.
Sério mesmo? A boate é enorme e esse idiota
resolve beber justo na hora que eu estou no
bar, ainda por cima senta perto de mim.
Se controle...
Falar é fácil.
— Cadê o Jack?
Não o encarei apenas apontei por cima do meu ombro para a pista de dança. Onde, minutos atrás, havia visto Jack dançando com uma loira.
— Ele não está lá.
— Então deve estar em algum canto escuro fodendo uma vadia qualquer.
— E te deixou aqui sozinha?
O olhei de relance e sua expressão era de deboche.
— Não precisa fingir que se importa e outra, eu e Jack não temos nada sério. Somos apenas amigos...
— Com benefícios – ele me interrompeu e deu um gole em sua bebida.
— Sim. Algum problema com isso?
— Não. Só que é meio estranho. Ainda bem que não tenho esse tipo de amizade.
— Claro que não tem e sabe por que, Christian? Por que você... não consegue excitar nenhuma mulher.
Dei o último gole de bebida e sai rumo à pista de dança. Vi Kim dançando sensualmente entre Josh e Liam, e esperava sinceramente que ela se divertisse muito com esses dois. Minha cabeça já estava bem alta por causa dos drinques e foi fácil me soltar enquanto as músicas tocavam sem parar na boate.
Tempo depois, saí da pista meio cambaleante e fui novamente em direção do bar, mas durante o trajeto fui puxada para um canto escuro e pressionada contra a parede. Tentei protestar, mas fui calada por lábios quentes.
Será que é o Scott?
Óbvio que não. Você acabou de ver
ele do outro lado da boate.
Verdade. Mesmo assim vou curtir o beijo
selvagem desse cara.
Após alguns minutos, o estranho afastou um pouco sua boca para tomar fôlego então percebi que eu mesma estava com a respiração ofegante. Senti o cheiro forte de Martini e Vodca. Com certeza, o cara devia estar bastante bêbado.
Eu também estava então não me importei e o enlacei, colando nossos corpos e bocas novamente. Mordi seu lábio inferior e ele soltou um som que parecia ser um riso, mas foi tão baixo que não deu para distinguir direito.
O estranho me virou, pressionando meu corpo entre a parede e ele. Eu pude sentir sua excitação bem na altura do meu cóccix, o que me fez sorrir de desejo.
Suas mãos passeavam pelo meu corpo provocando em mim intensos arrepios. Levei minha mão direita ao seu pescoço e o arranhei com minhas unhas, saboreando o gemido que escapou de seus lábios.
Inclinei um pouco meu pescoço para o lado, onde o estranho começou a sugá-lo enquanto suas mãos massageavam meus seios. Ele desceu uma de suas mãos até o meio das minhas pernas, subiu um pouco o vestido e gentilmente me tocou.
Gemi de prazer quando ele introduziu dois dedos em mim e se pôs a fazer um vai e vem com eles, mas quando eu estava já perto de alcançar meu orgasmo, ele parou.
— Continue, por favor – implorei, cheia de desejo.
— Me diz agora que não sei excitar uma mulher.
Abri os olhos assustada, voltando à realidade. Reconheceria aquela voz até no inferno se fosse possível. Instintivamente, levei minha mão até seu pulso, fazendo força para tentar tirá-lo de dentro de mim, mas infelizmente estava fraca.
— Tira.seus.dedos.de.dentro.de.mim – rosnei com raiva.
Ele sorriu contra meu pescoço e retornou a movimentar seus dedos. Acabei gemendo de prazer e me odiei por isso.
Você deve parar com isso antes que
termine em algo mais sério.
Eu sei, não precisa ficar me avisando.
— Christian, para de brincadeira. Você está bêbado. Me solta. Não estou gostando disso.
Involuntariamente, meu corpo se contraiu ao redor de seus dedos o que o fez sorrir novamente.
— Seu corpo acabou de te trair, Anastasia – ele sussurrou, rindo no meu ouvido.
Corpo maldito...
Tem que sair daí!
Como? Ele é mais forte que eu.
Você tem uma vantagem, lembra?
Verdade. Eu sou policial.
No entanto, antes que eu dissesse ou fizesse algo, Christian se afastou, me deixando ainda imóvel na mesma posição de segundos atrás. Após me recompor, corri até o toalete para me limpar.
Minutos depois, fui em direção ao bar, pois precisava urgentemente de uma bebida para poder esquecer o que havia acontecido.
— Deixa a garrafa, lindo – pedi, fazendo um bico, após beber quatro copos seguidos de batida de Whisky, Vodka, Martini e gelo.
— Não posso, desculpe.
Matthew ia saindo quando o puxei pelo colete.
— Me dá a porra dessa garrafa!
— Matthew, você pode fechar a conta dela.
Me virei com raiva, fuzilando o idiota a minha frente.
— Quem você pensa que é?
— Não me afronta senão você sabe o que acontece. Vamos embora.
— Não vou embora com você.
Christian ignorou o que eu disse e saiu me puxando, mas consegui me soltar dele e cruzei os braços.
— Eu quero aquela garrafa.
— Você já bebeu demais por hoje.
— Eu quero aquela garrafa. Eu quero aquela garrafa. Eu quero aquela garrafa – eu disse, batendo o pé no chão.
Ele coçou a cabeça com raiva e foi até o bar. O vi dando algumas notas de dinheiro para o barman e em seguida voltou para perto de mim.
— Aqui está a garrafa, sua bêbada birrenta. Agora vamos.
Enquanto Christian me puxava para fora da boate, olhei a hora no meu celular e já passava das duas da manhã.
— Ethan me emprestou o carro dele – anunciou ele assim que saímos.
— Com certeza o Ethan está mais porre que você – ri, encarando o Koup vermelho parado à nossa frente.
— Não estou bêbado.
— É claro que não está e euzinha aqui ainda sou virgem – debochei e bebi um pouco mais de Whisky.
— Se continuar me provocando vou terminar o que começamos naquele canto escuro.
Gelei da cabeça aos pés.
Melhor ficar de boca fechada.
Ótima ideia.
— E os outros? – perguntei enquanto ele rodeava o carro.
— Já foram faz tempo e se acha que vou abrir a porta para você entrar, está perdendo o seu tempo e o meu também. Entra logo, criatura.
Não entra aí!
E como eu vou para casa?
Pegue um táxi.
Revirei os olhos e abri a porta, entrando sem me importar se o vestido havia subido ou não.
Não... Não... Não...
Ah, cala boca.
Bebi num gole só o restante do conteúdo da garrafa que Christian havia comprado, fazendo assim minha consciência ir para o espaço.

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