ANASTASIA
— Vocês não estão indo casar, minha gente! É só uma balada! – ouvimos Christian gritar no andar de baixo.
Sorri internamente pela conversa com minha consciência. Depois da morte da mamãe comecei a ter esses surtos. Conversar comigo mesma pode até parecer loucura, mas é bem divertido. Me distrai um pouco.
— Acho que meus irmãos já pariram gêmeos lá embaixo – comentou Nory, rindo, à medida que terminava de se maquiar.
Meu tio Carrick havia adotado Nory meses depois que começamos a morar com ele. A única coisa que sabemos sobre seus pais verdadeiros é que somente a mãe estava viva, mas era usuária de drogas e a mesma já fora detida algumas vezes por estar perambulando em cenas de crime.
Sai da ala do enorme closet da Nory, que ficava as roupas, passando pela ala de sapatos e acessórios.
— Vamos, meninas – chamei, já na porta do quarto.
Nory estava magnífica naquele conjuntinho de saia curta preta, blusa branca folgada e um cardigã preto. Os acessórios em tons de dourado como o colar em laço e a bolsa de mão só completavam o look glamoroso.
Seu sapato preto de salto altíssimo com detalhes em ouro na parte de trás dava a Nory quinze centímetros a mais de altura, o que ela sempre gostava. O delineador preto, a sombra prateada e o batom cor de boca deixavam mais nítidos seus olhos claros.
Já o cabelo estava com uma trança lateral, com efeito, meio bagunçado.
Leila usava um vestido curto vermelho com uma jaqueta de couro preta por cima. Nos pés havia um par de sapatos pretos em camurça de salto alto. Seus acessórios eram compostos por uma pequena bolsa de mão preta, um colar e pequenos brincos ambos prateados.
Sua maquiagem era básica, pois ela só havia marcado os olhos com lápis de olho preto, esfumaçando nos cantos e sombra preta. Seu cabelo estava num liso perfeito.
Kim estava de saia curta preta cintura alta, cheia de babados em tule e regata branca. Usava botas pretas em camurça de salto alto que iam até um pouco acima dos joelhos. A maquiagem consistia de lápis de olho preto em todo o contorno dos olhos, sombra preta e brilho labial.
O cabelo ficou solto, com efeito, babyliss nas pontas. Como acessório ela usava apenas um anel de caveira. Bolsa de mão? Kim dispensava esse tipo de coisa, pois guardava seu celular no meio dos seios ou dentro da bota.
Quanto a mim, usava um vestido de seda com mangas até o cotovelo que Nory havia me emprestado e como ela era baixinha, em mim ficou curto e bem colado ao corpo. Alguns dos meus acessórios como o maxi colar, o bracelete e a bolsa de mão eram em tons de prata, mas para dá um up no look havia colocado um par de brincos verdes escuros.
Estava calçada num par de sapatos vermelho envernizado de salto alto. Passei apenas um delineador preto na parte superior dos olhos, base para esconder minhas sardas e um batom vermelho. Meu cabelo estava solto com um leve ondulado nas pontas e uma franja de lado bem sexy.
Vi Jack, Elliot e José conversando com o traste do Christian ao pé da escada e os queixos dos três caíram assim que começamos a descer.
— Uau! – os três exclamaram quase que babando.
— Vocês estão gatas! – Elliot exclamou.
— Obrigada, primo – eu disse ao passar por ele.
— Valeu a pena esperar por nós? – escutei Leila perguntar ao José enquanto eu parava ao lado do Jack.
— Com certeza, Leila.
Revirei os olhos.
— Aonde você está indo, monstrinha? – perguntei quando vi minha irmã Kim subir as escadas novamente.
— Esqueci meu celular. Já já estou de volta, galera.
Jack abraçou minha cintura e me puxou para o canto da parede, longe um pouco dos outros que conversavam.
— Nossa, Ana! Tudo isso é para mim? – ele sussurrou no meu ouvido, e em seguida, mordeu de leve minha orelha me fazendo arrepiar.
Balancei a cabeça negativamente para ele, que fez um bico fofo. Sorri, beijando-o de leve nos lábios e me aproximei de seu ouvido.
— Se você se comportar hoje... tudo isso pode ser seu.
Jack com seus olhos castanhos e cara de bad boy, fazia com que todas as mulheres cedessem aos seus encantos. Ele podia ser terrivelmente viciante e digo isso por experiência própria, pois namoramos na época do colegial.
Mas graças ao cara lá de cima, eu havia me recuperado daquela loucura juvenil e agora entre nós, só existia apenas amizade.
Voltamos para onde os outros estavam quando Kim desceu.
— Ei, Christian! Vamos ter trabalho hoje, porque as nossas irmãzinhas estão bem sexy, né irmão? – Elliot disse.
Vi o idiota revirar os olhos, indiferente com a nossa conversa.
— Elas estão iguais aos outros dias, seu babaca. Agora vamos.
Fui com a Leila e o José no Cadenza prata do Jack, já a Nory, o Christian e a Kim foram com o Elliot na Hilux preta dele. Os meninos estacionaram uma quadra antes da boate por causa do trânsito.
A boate ocupava uma quadra inteira e a fila para entrar estava enorme, mas como éramos amigos dos irmãos Ethan e Kate Kavanagh, que eram os donos da boate, nós não precisávamos enfrentar aquilo.
Estávamos indo em direção da entrada quando alguém na fila me chamou a atenção. Era o Scott, um ex-professor de Química e também era um dos meus ex-peguetes.
— Scott?!
— Anastasia! Deixa eu te ver melhor, gatinha.
Scott pegou minha mão, me fazendo dar um giro de 360° em torno de mim mesma.
— Não mudou nada – ele exclamou, dando-me uma piscada de olho.
— Nem você.
— Ah, mudei sim, gata. Estou mais gostoso.
— Não posso ter certeza, pois ainda não provei – falei, bem provocante.
Ele sorriu e me abraçou. Scott nos apresentou seus sobrinhos Josh e Liam. Os cumprimentei e apresentei o resto do povo que estava comigo.
— Vem – puxei Scott pelo braço, o tirando da fila – Vocês irão entrar conosco. Monstrinha, segura no braço do Liam e do Josh.
— Claro, maninha.
Percebi que Kim começou a flertar com os dois ao mesmo tempo.
EVANSTON, ILLINOIS, 2007
— Vocês não estão indo casar, minha gente! É só uma balada! – ouvimos Christian gritar no andar de baixo.
Oh, garoto insuportável!
É seu primo.
Infelizmente.
Sorri internamente pela conversa com minha consciência. Depois da morte da mamãe comecei a ter esses surtos. Conversar comigo mesma pode até parecer loucura, mas é bem divertido. Me distrai um pouco.
— Acho que meus irmãos já pariram gêmeos lá embaixo – comentou Nory, rindo, à medida que terminava de se maquiar.
Meu tio Carrick havia adotado Nory meses depois que começamos a morar com ele. A única coisa que sabemos sobre seus pais verdadeiros é que somente a mãe estava viva, mas era usuária de drogas e a mesma já fora detida algumas vezes por estar perambulando em cenas de crime.
Sai da ala do enorme closet da Nory, que ficava as roupas, passando pela ala de sapatos e acessórios.
Não sei para quê tanto sapatos se a
criatura só tem um par de pés.
Luxo, meu bem... Luxo.
Obsessão isso sim... e ela tem é que se tratar.
— Vamos, meninas – chamei, já na porta do quarto.
Nory estava magnífica naquele conjuntinho de saia curta preta, blusa branca folgada e um cardigã preto. Os acessórios em tons de dourado como o colar em laço e a bolsa de mão só completavam o look glamoroso.
Seu sapato preto de salto altíssimo com detalhes em ouro na parte de trás dava a Nory quinze centímetros a mais de altura, o que ela sempre gostava. O delineador preto, a sombra prateada e o batom cor de boca deixavam mais nítidos seus olhos claros.
Já o cabelo estava com uma trança lateral, com efeito, meio bagunçado.
Leila usava um vestido curto vermelho com uma jaqueta de couro preta por cima. Nos pés havia um par de sapatos pretos em camurça de salto alto. Seus acessórios eram compostos por uma pequena bolsa de mão preta, um colar e pequenos brincos ambos prateados.
Sua maquiagem era básica, pois ela só havia marcado os olhos com lápis de olho preto, esfumaçando nos cantos e sombra preta. Seu cabelo estava num liso perfeito.
Kim estava de saia curta preta cintura alta, cheia de babados em tule e regata branca. Usava botas pretas em camurça de salto alto que iam até um pouco acima dos joelhos. A maquiagem consistia de lápis de olho preto em todo o contorno dos olhos, sombra preta e brilho labial.
O cabelo ficou solto, com efeito, babyliss nas pontas. Como acessório ela usava apenas um anel de caveira. Bolsa de mão? Kim dispensava esse tipo de coisa, pois guardava seu celular no meio dos seios ou dentro da bota.
Quanto a mim, usava um vestido de seda com mangas até o cotovelo que Nory havia me emprestado e como ela era baixinha, em mim ficou curto e bem colado ao corpo. Alguns dos meus acessórios como o maxi colar, o bracelete e a bolsa de mão eram em tons de prata, mas para dá um up no look havia colocado um par de brincos verdes escuros.
Estava calçada num par de sapatos vermelho envernizado de salto alto. Passei apenas um delineador preto na parte superior dos olhos, base para esconder minhas sardas e um batom vermelho. Meu cabelo estava solto com um leve ondulado nas pontas e uma franja de lado bem sexy.
Vi Jack, Elliot e José conversando com o traste do Christian ao pé da escada e os queixos dos três caíram assim que começamos a descer.
Estamos arrasando!
Simplesmente divas!
Eu me amo.
Eu sei.
— Uau! – os três exclamaram quase que babando.
Homens...
Simplesmente tarados.
Verdade.
— Vocês estão gatas! – Elliot exclamou.
— Obrigada, primo – eu disse ao passar por ele.
— Valeu a pena esperar por nós? – escutei Leila perguntar ao José enquanto eu parava ao lado do Jack.
— Com certeza, Leila.
Revirei os olhos.
Fala sério. O José deveria chamar ela de
meu amor. Será que eles ainda não perceberam
que todo mundo no departamento sabe do namoro deles?
Deixa de implicar com os dois.
— Aonde você está indo, monstrinha? – perguntei quando vi minha irmã Kim subir as escadas novamente.
— Esqueci meu celular. Já já estou de volta, galera.
Jack abraçou minha cintura e me puxou para o canto da parede, longe um pouco dos outros que conversavam.
— Nossa, Ana! Tudo isso é para mim? – ele sussurrou no meu ouvido, e em seguida, mordeu de leve minha orelha me fazendo arrepiar.
Balancei a cabeça negativamente para ele, que fez um bico fofo. Sorri, beijando-o de leve nos lábios e me aproximei de seu ouvido.
— Se você se comportar hoje... tudo isso pode ser seu.
Jack com seus olhos castanhos e cara de bad boy, fazia com que todas as mulheres cedessem aos seus encantos. Ele podia ser terrivelmente viciante e digo isso por experiência própria, pois namoramos na época do colegial.
Hmm...
Tempo bom aquele, não é?
Nem me diga.
Não digo. Apenas te faço lembrar.
Você é malvada.
Eu sei.
Mas graças ao cara lá de cima, eu havia me recuperado daquela loucura juvenil e agora entre nós, só existia apenas amizade.
Uma amizade com certos benefícios.
Para ambos, não é?
É claro.
Voltamos para onde os outros estavam quando Kim desceu.
— Ei, Christian! Vamos ter trabalho hoje, porque as nossas irmãzinhas estão bem sexy, né irmão? – Elliot disse.
Vi o idiota revirar os olhos, indiferente com a nossa conversa.
— Elas estão iguais aos outros dias, seu babaca. Agora vamos.
Elliot...
E seus comentários nada discretos.
Já o Christian...
Simplesmente Christian.
Totalmente imbecil, chato, idiota, petulante,
insuportável e ignorante.
Mas é seu primo.
Oh tragédia...
Sem excesso de drama, garota.
Fui com a Leila e o José no Cadenza prata do Jack, já a Nory, o Christian e a Kim foram com o Elliot na Hilux preta dele. Os meninos estacionaram uma quadra antes da boate por causa do trânsito.
A boate ocupava uma quadra inteira e a fila para entrar estava enorme, mas como éramos amigos dos irmãos Ethan e Kate Kavanagh, que eram os donos da boate, nós não precisávamos enfrentar aquilo.
Estávamos indo em direção da entrada quando alguém na fila me chamou a atenção. Era o Scott, um ex-professor de Química e também era um dos meus ex-peguetes.
— Scott?!
— Anastasia! Deixa eu te ver melhor, gatinha.
Scott pegou minha mão, me fazendo dar um giro de 360° em torno de mim mesma.
— Não mudou nada – ele exclamou, dando-me uma piscada de olho.
— Nem você.
— Ah, mudei sim, gata. Estou mais gostoso.
— Não posso ter certeza, pois ainda não provei – falei, bem provocante.
Ele sorriu e me abraçou. Scott nos apresentou seus sobrinhos Josh e Liam. Os cumprimentei e apresentei o resto do povo que estava comigo.
— Vem – puxei Scott pelo braço, o tirando da fila – Vocês irão entrar conosco. Monstrinha, segura no braço do Liam e do Josh.
— Claro, maninha.
Percebi que Kim começou a flertar com os dois ao mesmo tempo.
Garotinha rápida.
Deve ser mal de família.
Ela não é minha irmã de sangue.
Mas conviveu com duas Steele pervertidas.
Verdade... Ei! Eu e a Behati não somos pervertidas.
É claro que não são.
Sem ironia tá?
A verdade dói, meu bem?
Consciência chata.

Nenhum comentário:
Postar um comentário