CHRISTIAN
Após o nosso beijo, Ana saiu do quarto, informando que iria pegar uma muda de roupa para que eu pudesse passar a noite vestido, já que estava fazendo um pouco de frio, devido ao clima chuvoso e tempestuoso lá fora.
Fiquei então sozinho no quarto e pude finalmente notar que o mesmo não havia espelhos como a maioria dos quartos de gente jovem, mas pela descoloração da porta do guarda-roupa, localizado ali, dava para perceber que haviam tirado o espelho dele.
— Eu trouxe essa cueca, esse calção de dormir e essa blusa de manga comprida para você – Anastasia disse ao adentrar o quarto.
— De quem são? – inquiri, achando estranho ela ter roupas masculinas, sendo que a mesma tinha me dito que morava sozinha naquela casa.
— São do meu irmão Luke. Acho que servirão bem em você.
— Ele não vai se incomodar de eu usar as roupas dele?
— Não se preocupe com isso.
— Tem certeza, Ana? Não quero problemas com o meu futuro cunhado – falei, sorrindo, pegando as roupas que a mesma me oferecia.
— Ele não vai se importar, Christian. Meu irmão está morto.
Ao ouvir aquilo meu sorriso se foi na hora.
— Ah... Eu sinto muito, amor.
Ela deu de ombros, mas com um meio sorriso no rosto, provavelmente porque eu a tinha chamado de “Amor”.
— É estranho ouvir alguém me chamando assim depois de tanto tempo – Anastasia murmurou, suspirando.
— Você tinha namorado antes...
— Antes disso que aconteceu comigo? – ela indagou, interrompendo-me e eu assenti com um aceno de cabeça – Sim. Eu tinha, mas...
— Ele te largou. Mas que babaca esse cara – resmunguei com raiva.
— Não, não. Não foi isso que aconteceu, Christian. Jack também faleceu – Ana disse, meio triste, sentando-se na beirada da cama.
A vi então se inclinar para frente, abrindo uma das gavetas da mesinha de cabeceira e pegando, o que parecia ser um porta-retrato.
— Essa foto foi tirada um dia antes do acidente – ela comentou me dando o porta-retrato e se acomodando ao meu lado, também recostada na cabeceira da cama, mas sobre o edredom – Essa sou eu. Eu era muito linda...
— Você continua linda, amor – ressaltei, a encarando, beijando sua bochecha e passando meu braço ao redor dos ombros dela.
— Obrigada, mas sabemos que a verdade é outra, Christian. Esse daqui era o meu irmão Luke – Anastasia falou apontando para a foto, que tinha quatro jovens, sendo que um deles estava vestido com uma roupa de formando.
— Formatura do seu irmão?
— Sim. Luke seria médico se não tivesse morrido – ela disse, suspirando – Essa daqui ao lado dele era a Leila, a namorada do Luke e irmã do Jack, esse aqui, que era o meu namorado.
— Posso saber como aconteceu? Ou isso é difícil para você falar? – inquiri, a sondando com o olhar.
— Tudo bem. Eu já consigo falar disso sem que eu tenha uma crise de pânico ou surte.
— Ok, amor.
— Há três anos, a gente estava voltando de um restaurante. Tínhamos ido comemorar a formatura do meu irmão que havia acontecido no dia anterior. Jack estava dirigindo, porque nossos irmãos mais velhos tinham bebido um pouco e nós dois não, pois havíamos marcado de ficar às escondidas aquela noite.
Ana deu um meio sorriso, mas com o olhar vago.
— Tudo tava indo bem até que fomos ultrapassar o sinal que estava na nossa vez e um outro carro bateu em cheio na gente. Não me recordo bem do que aconteceu, mas Jack e meu irmão morreram na hora, segundo me informaram. Leila, que estava no banco atrás do meu, morreu depois de poucos minutos, sufocada no próprio sangue. A única coisa que eu lembro foi de acordar, presa nas ferragens, tossindo muito e o carro em chamas. Eu estava sendo queimada viva quando os bombeiros chegaram e me socorreram, correndo o risco do carro explodir a qualquer momento.
Ela ergueu os braços e me mostrou uma enorme cicatriz em seu couro cabeludo do lado direito da sua cabeça.
— Além de queimaduras de terceiro e segundo grau em 75% do meu corpo, tive traumatismo craniano pela batida.
— Seus pais devem ter ficado desesperados com o acidente – comentei, afagando seu ombro, a puxando para mais perto de mim.
— Pode até parecer piada ou ironia do destino, mas perdi meus pais em um acidente de carro, quando eu tinha 12 anos. Luke por já ter 20 anos na época, assumiu minha guarda e me criou, para 04 anos depois também morrer em um acidente de carro. Eu devo ser a pessoa mais azarada do mundo.
— Ei, você não é – falei, segurando em seu queixo, fazendo Anastasia virar o rosto e olhar para mim – Você é muito sortuda, simplesmente pelo fato de estar viva, minha princesa.
— Mas de que adianta eu ter ficado viva, com um corpo desfigurado e parcialmente cega de um olho, Christian?
— Não vai me chamar de “Amor” também não? – perguntei, fazendo bico e mudando de assunto, conseguindo fazer ela sorrir.
— Eu vou, amor. É que ainda é difícil de acreditar que eu tenho um namorado e que ele gosta de mim, desse jeito. Jura para mim que você não está brincando comigo?
— Eu juro. Meu amor por você é verdadeiro e sincero, minha princesa – afirmei e Ana sorriu, me beijando.
Não sei como aconteceu, mas aconteceu. O nosso beijo foi virando algo mais sexual e de uma hora para outra nós nos encontrávamos pelados, comigo sobre ela, e com meu membro latejando de duro, entre nossos corpos.
— Tem certeza que quer continuar, pois não quero te forçar a nada, amor – sussurrei, roçando meu nariz no dela, dando-lhe uma espécie de beijinho de urso.
— Eu quero ficar com você, amor. Quero me sentir amada novamente. Quero saber que ainda posso dar prazer a alguém. Por favor, continue. Faça amor comigo.
Assenti, a beijando de novo, me entregando totalmente aquele momento, fazendo e a tratando com muito carinho.
— Promete nunca me abandonar, Christian? – Ana me perguntou, tempo depois, se aconchegando mais em meu peito, enquanto estávamos abraçados e suados pelo sexo recente.
— Eu prometo, amor – falei, beijando-lhe o alto de sua cabeça – Que dia você quer conhecer meus pais?
Anastasia virou o rosto, me encarando com o queixo apoiado em meu peito.
— Eu... Eles não vão gostar de mim, amor. Da minha aparência, sabe? Ou vão ficar com pena e eu não quero ver esse olhar de novo nos rostos das pessoas.
— Tudo bem, minha princesa. Quando você estiver se sentindo segura de si mesma, eu posso trazer meus pais para te conhecer – murmurei, mexendo em seu cabelo, fazendo ela sorrir – Até lá vou vim te ver todos os dias a noite durante as entregas e pela manhã também, já que minhas aulas terminaram e só tem o baile de formatura para eu participar. Eu queria muito que você fosse comigo...
— É melhor não, amor.
— Ah, então também não vou.
— Porque?
— Eu não tenho amigos para ficar curtindo o baile comigo. E entre ficar sentado numa mesa a noite toda, vendo o povo se divertir, e ficar aqui com você, assistindo filme bem agarradinhos, eu prefiro mil vezes a segunda opção.
A vi sorrir, e era um sorriso de felicidade.
— Eu te amo, meu amor.
— Eu também te amo, minha princesa encantada.
Após o nosso beijo, Ana saiu do quarto, informando que iria pegar uma muda de roupa para que eu pudesse passar a noite vestido, já que estava fazendo um pouco de frio, devido ao clima chuvoso e tempestuoso lá fora.
Fiquei então sozinho no quarto e pude finalmente notar que o mesmo não havia espelhos como a maioria dos quartos de gente jovem, mas pela descoloração da porta do guarda-roupa, localizado ali, dava para perceber que haviam tirado o espelho dele.
— Eu trouxe essa cueca, esse calção de dormir e essa blusa de manga comprida para você – Anastasia disse ao adentrar o quarto.
— De quem são? – inquiri, achando estranho ela ter roupas masculinas, sendo que a mesma tinha me dito que morava sozinha naquela casa.
— São do meu irmão Luke. Acho que servirão bem em você.
— Ele não vai se incomodar de eu usar as roupas dele?
— Não se preocupe com isso.
— Tem certeza, Ana? Não quero problemas com o meu futuro cunhado – falei, sorrindo, pegando as roupas que a mesma me oferecia.
— Ele não vai se importar, Christian. Meu irmão está morto.
Ao ouvir aquilo meu sorriso se foi na hora.
— Ah... Eu sinto muito, amor.
Ela deu de ombros, mas com um meio sorriso no rosto, provavelmente porque eu a tinha chamado de “Amor”.
— É estranho ouvir alguém me chamando assim depois de tanto tempo – Anastasia murmurou, suspirando.
— Você tinha namorado antes...
— Antes disso que aconteceu comigo? – ela indagou, interrompendo-me e eu assenti com um aceno de cabeça – Sim. Eu tinha, mas...
— Ele te largou. Mas que babaca esse cara – resmunguei com raiva.
— Não, não. Não foi isso que aconteceu, Christian. Jack também faleceu – Ana disse, meio triste, sentando-se na beirada da cama.
A vi então se inclinar para frente, abrindo uma das gavetas da mesinha de cabeceira e pegando, o que parecia ser um porta-retrato.
— Essa foto foi tirada um dia antes do acidente – ela comentou me dando o porta-retrato e se acomodando ao meu lado, também recostada na cabeceira da cama, mas sobre o edredom – Essa sou eu. Eu era muito linda...
— Você continua linda, amor – ressaltei, a encarando, beijando sua bochecha e passando meu braço ao redor dos ombros dela.
— Obrigada, mas sabemos que a verdade é outra, Christian. Esse daqui era o meu irmão Luke – Anastasia falou apontando para a foto, que tinha quatro jovens, sendo que um deles estava vestido com uma roupa de formando.
— Formatura do seu irmão?
— Sim. Luke seria médico se não tivesse morrido – ela disse, suspirando – Essa daqui ao lado dele era a Leila, a namorada do Luke e irmã do Jack, esse aqui, que era o meu namorado.
— Posso saber como aconteceu? Ou isso é difícil para você falar? – inquiri, a sondando com o olhar.
— Tudo bem. Eu já consigo falar disso sem que eu tenha uma crise de pânico ou surte.
— Ok, amor.
— Há três anos, a gente estava voltando de um restaurante. Tínhamos ido comemorar a formatura do meu irmão que havia acontecido no dia anterior. Jack estava dirigindo, porque nossos irmãos mais velhos tinham bebido um pouco e nós dois não, pois havíamos marcado de ficar às escondidas aquela noite.
Ana deu um meio sorriso, mas com o olhar vago.
— Tudo tava indo bem até que fomos ultrapassar o sinal que estava na nossa vez e um outro carro bateu em cheio na gente. Não me recordo bem do que aconteceu, mas Jack e meu irmão morreram na hora, segundo me informaram. Leila, que estava no banco atrás do meu, morreu depois de poucos minutos, sufocada no próprio sangue. A única coisa que eu lembro foi de acordar, presa nas ferragens, tossindo muito e o carro em chamas. Eu estava sendo queimada viva quando os bombeiros chegaram e me socorreram, correndo o risco do carro explodir a qualquer momento.
Ela ergueu os braços e me mostrou uma enorme cicatriz em seu couro cabeludo do lado direito da sua cabeça.
— Além de queimaduras de terceiro e segundo grau em 75% do meu corpo, tive traumatismo craniano pela batida.
— Seus pais devem ter ficado desesperados com o acidente – comentei, afagando seu ombro, a puxando para mais perto de mim.
— Pode até parecer piada ou ironia do destino, mas perdi meus pais em um acidente de carro, quando eu tinha 12 anos. Luke por já ter 20 anos na época, assumiu minha guarda e me criou, para 04 anos depois também morrer em um acidente de carro. Eu devo ser a pessoa mais azarada do mundo.
— Ei, você não é – falei, segurando em seu queixo, fazendo Anastasia virar o rosto e olhar para mim – Você é muito sortuda, simplesmente pelo fato de estar viva, minha princesa.
— Mas de que adianta eu ter ficado viva, com um corpo desfigurado e parcialmente cega de um olho, Christian?
— Não vai me chamar de “Amor” também não? – perguntei, fazendo bico e mudando de assunto, conseguindo fazer ela sorrir.
— Eu vou, amor. É que ainda é difícil de acreditar que eu tenho um namorado e que ele gosta de mim, desse jeito. Jura para mim que você não está brincando comigo?
— Eu juro. Meu amor por você é verdadeiro e sincero, minha princesa – afirmei e Ana sorriu, me beijando.
Não sei como aconteceu, mas aconteceu. O nosso beijo foi virando algo mais sexual e de uma hora para outra nós nos encontrávamos pelados, comigo sobre ela, e com meu membro latejando de duro, entre nossos corpos.
— Tem certeza que quer continuar, pois não quero te forçar a nada, amor – sussurrei, roçando meu nariz no dela, dando-lhe uma espécie de beijinho de urso.
— Eu quero ficar com você, amor. Quero me sentir amada novamente. Quero saber que ainda posso dar prazer a alguém. Por favor, continue. Faça amor comigo.
Assenti, a beijando de novo, me entregando totalmente aquele momento, fazendo e a tratando com muito carinho.
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— Promete nunca me abandonar, Christian? – Ana me perguntou, tempo depois, se aconchegando mais em meu peito, enquanto estávamos abraçados e suados pelo sexo recente.
— Eu prometo, amor – falei, beijando-lhe o alto de sua cabeça – Que dia você quer conhecer meus pais?
Anastasia virou o rosto, me encarando com o queixo apoiado em meu peito.
— Eu... Eles não vão gostar de mim, amor. Da minha aparência, sabe? Ou vão ficar com pena e eu não quero ver esse olhar de novo nos rostos das pessoas.
— Tudo bem, minha princesa. Quando você estiver se sentindo segura de si mesma, eu posso trazer meus pais para te conhecer – murmurei, mexendo em seu cabelo, fazendo ela sorrir – Até lá vou vim te ver todos os dias a noite durante as entregas e pela manhã também, já que minhas aulas terminaram e só tem o baile de formatura para eu participar. Eu queria muito que você fosse comigo...
— É melhor não, amor.
— Ah, então também não vou.
— Porque?
— Eu não tenho amigos para ficar curtindo o baile comigo. E entre ficar sentado numa mesa a noite toda, vendo o povo se divertir, e ficar aqui com você, assistindo filme bem agarradinhos, eu prefiro mil vezes a segunda opção.
A vi sorrir, e era um sorriso de felicidade.
— Eu te amo, meu amor.
— Eu também te amo, minha princesa encantada.

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