ANASTASIA
Pela décima vez, naquela madrugada, eu acordei com fortes e dolorosas contrações. No dia anterior, eu já vinha sentindo contrações, mas bem espaçadas. Fomos às pressas para o hospital, pensando que o Luke iria nascer naquele momento, já que eu tinha acabado de entrar no nono mês de gestação.
Entretanto, o obstetra plantonista me liberou dizendo que eram só apenas contrações falsas, quando o útero começava a se contrair para se preparar para o parto. Christian mesmo não concordando, acatou a palavra do médico e me trouxe para casa, mas agora as contrações estavam mais fortes que antes.
— Querido, acorda – pedi, mexendo em Christian, que acordou assustado.
— Que foi? A bolsa estourou? – ele perguntou, meio atordoado, já se sentando na cama.
— Não, mas acho que o bebê vai nascer logo. As contrações estão mais perto uma da outra – falei, passando a mão na minha barriga, respirando fundo – Luke também está bem agitado.
— Ok, meu amor. A gente vai para o hospital e se algum médico de araque falar que são contrações falsas, eu dou um soco na cara do infeliz! – Christian exclamou, já se vestindo apressado.
Sorri do seu jeito protetor para com a gente, mas logo senti mais uma contração, fazendo-me novamente respirar fundo. Com cuidado, Christian me conduziu até o carro, depois saiu, deixando-me sozinha por alguns minutos, buscando as coisinhas do Luke como a cadeirinha e a bolsa da maternidade.
Saímos então rumo ao hospital mais próximo de casa, pois Luke poderia nascer a qualquer momento. Segundo o GPS do carro, morávamos apenas a quinze minutos de um hospital, e foi para lá que nos dirigimos. Foram os quinze minutos mais longos da minha vida.
A dor do parto era muito diferente da dor de ter seu corpo queimado enquanto você ainda está consciente, pois na última o seu cérebro vai desligando os sentidos, e você entra em um estado de torpor, sentindo seu corpo dormente e formigante. Já a dor do parto te deixa mais alerta do que nunca.
— Amor, respira fundo. Já estamos chegando – Christian disse, enquanto eu soltava outro grito de dor, sentindo como se minha pélvis estivesse sendo rasgada ao meio.
— Amor... para o carro e me ajuda... – murmurei, ofegante, o olhando.
— Te ajudar?
— Não vai da tempo... Luke vai nascer...
Vi ele se desesperar com aquilo e parar o carro em um estacionamento de um fast-food a alguns metros à frente. Depois Christian desceu o encosto do banco e me ajudou a tirar minha calcinha, toda ensopada, pois minutos antes a bolsa havia estourado.
— O que eu faço, amor?
Eu também não sabia o que fazer, pois nunca tinha tido um filho antes.
— Eu vou buscar ajuda na lanchonete – Christian anunciou, mas peguei forte no braço dele, em meio a mais uma contração.
— Fica, amor... Por favor... Não me deixa... sozinha aqui... – supliquei, chorando, e ele assentiu, fazendo eu segurar sua mão à medida que o mesmo passava a outra no meu rosto suado.
— Fica calma, meu amor. Vai dá tudo certo. Vamos trazer nosso filho juntos. Eu estou aqui com você, amor – Christian falou firme, mas nervoso.
Entretanto, sua atitude fez eu me sentir mais tranquila e ter mais coragem para encarar aquela situação toda. Quando a nova contração veio, eu comecei a empurrar e a empurrar, com toda a força que eu conseguia reunir a cada pequeno intervalo das contrações.
Segundos depois, uma dor mais forte que todas as outras veio e eu empurrei mais uma vez, me inclinando para frente, com Christian ao fundo falando “Isso, amor! Você consegue! Ele já tá saindo!”. Christian o pegou assim que Luke saiu de mim, que me encontrava totalmente exausta.
Mas, quando ele o colocou sobre meu colo, tão emocionado quanto eu estava, até esqueci a dor e a única coisa que eu sabia fazer era chorar e abraçar o meu pequeno, acariciando a costinha dele, que chorava aos berros.
Seguimos então para o hospital, minutos depois, com Luke mamando em meu peito, ainda ligado a mim pelo cordão umbilical.
Pela décima vez, naquela madrugada, eu acordei com fortes e dolorosas contrações. No dia anterior, eu já vinha sentindo contrações, mas bem espaçadas. Fomos às pressas para o hospital, pensando que o Luke iria nascer naquele momento, já que eu tinha acabado de entrar no nono mês de gestação.
Entretanto, o obstetra plantonista me liberou dizendo que eram só apenas contrações falsas, quando o útero começava a se contrair para se preparar para o parto. Christian mesmo não concordando, acatou a palavra do médico e me trouxe para casa, mas agora as contrações estavam mais fortes que antes.
— Querido, acorda – pedi, mexendo em Christian, que acordou assustado.
— Que foi? A bolsa estourou? – ele perguntou, meio atordoado, já se sentando na cama.
— Não, mas acho que o bebê vai nascer logo. As contrações estão mais perto uma da outra – falei, passando a mão na minha barriga, respirando fundo – Luke também está bem agitado.
— Ok, meu amor. A gente vai para o hospital e se algum médico de araque falar que são contrações falsas, eu dou um soco na cara do infeliz! – Christian exclamou, já se vestindo apressado.
Sorri do seu jeito protetor para com a gente, mas logo senti mais uma contração, fazendo-me novamente respirar fundo. Com cuidado, Christian me conduziu até o carro, depois saiu, deixando-me sozinha por alguns minutos, buscando as coisinhas do Luke como a cadeirinha e a bolsa da maternidade.
Saímos então rumo ao hospital mais próximo de casa, pois Luke poderia nascer a qualquer momento. Segundo o GPS do carro, morávamos apenas a quinze minutos de um hospital, e foi para lá que nos dirigimos. Foram os quinze minutos mais longos da minha vida.
A dor do parto era muito diferente da dor de ter seu corpo queimado enquanto você ainda está consciente, pois na última o seu cérebro vai desligando os sentidos, e você entra em um estado de torpor, sentindo seu corpo dormente e formigante. Já a dor do parto te deixa mais alerta do que nunca.
— Amor, respira fundo. Já estamos chegando – Christian disse, enquanto eu soltava outro grito de dor, sentindo como se minha pélvis estivesse sendo rasgada ao meio.
— Amor... para o carro e me ajuda... – murmurei, ofegante, o olhando.
— Te ajudar?
— Não vai da tempo... Luke vai nascer...
Vi ele se desesperar com aquilo e parar o carro em um estacionamento de um fast-food a alguns metros à frente. Depois Christian desceu o encosto do banco e me ajudou a tirar minha calcinha, toda ensopada, pois minutos antes a bolsa havia estourado.
— O que eu faço, amor?
Eu também não sabia o que fazer, pois nunca tinha tido um filho antes.
— Eu vou buscar ajuda na lanchonete – Christian anunciou, mas peguei forte no braço dele, em meio a mais uma contração.
— Fica, amor... Por favor... Não me deixa... sozinha aqui... – supliquei, chorando, e ele assentiu, fazendo eu segurar sua mão à medida que o mesmo passava a outra no meu rosto suado.
— Fica calma, meu amor. Vai dá tudo certo. Vamos trazer nosso filho juntos. Eu estou aqui com você, amor – Christian falou firme, mas nervoso.
Entretanto, sua atitude fez eu me sentir mais tranquila e ter mais coragem para encarar aquela situação toda. Quando a nova contração veio, eu comecei a empurrar e a empurrar, com toda a força que eu conseguia reunir a cada pequeno intervalo das contrações.
Segundos depois, uma dor mais forte que todas as outras veio e eu empurrei mais uma vez, me inclinando para frente, com Christian ao fundo falando “Isso, amor! Você consegue! Ele já tá saindo!”. Christian o pegou assim que Luke saiu de mim, que me encontrava totalmente exausta.
Mas, quando ele o colocou sobre meu colo, tão emocionado quanto eu estava, até esqueci a dor e a única coisa que eu sabia fazer era chorar e abraçar o meu pequeno, acariciando a costinha dele, que chorava aos berros.
Seguimos então para o hospital, minutos depois, com Luke mamando em meu peito, ainda ligado a mim pelo cordão umbilical.

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