ANASTASIA
Após alguns minutos, Christian parou o carro em uma clareira. Descemos da picape e eu abri a porta de trás para Thunder e Bullet, que saíram correndo, cheirando tudo ao redor.
Enquanto Christian ajeitava na carroceria do carro alguns lençóis, travesseiros e mantas que o mesmo havia trazido, eu me aproximei do lago e fiquei ali em pé, contemplando o pôr do sol, alisando minha barriga à medida que minha mente vagava.
Como eu um dia pude pensar que eu era feliz tendo muito dinheiro, indo a diversas festas, usando jóias, roupas e sapatos caros, tendo sempre os últimos lançamentos de carros e celulares, vivendo uma vida regada de muito luxo e exagero.
Eu não sabia o que era a real felicidade. Não mesmo. Mas consegui abri meus olhos e eu aprendi com o Christian o real sentido de ser feliz. A felicidade não estava no dinheiro ou no luxo exacerbado e sim na simplicidade das coisas.
Até agora ainda não tínhamos dito “Eu te amo” um para o outro, mas eu sentia que Christian me amava e me desejava tão intensamente quanto eu a ele, e a cada dia essas palavras ficavam cada vez mais sem importância para mim.
Pois, muitos dizem “Eu te amo” para seus companheiros, mas não respeitam esse amor os traindo, os magoando e os ferindo. Com Christian, eu aprendi que o amor não precisava ser dito e sim demonstrado com gestos. E ele fazia isso.
— Gravetinho? – ouvi Christian me chamar, então me virei e o vi em pé na carroceria da picape.
Sorri e me aproximei com os cachorros me acompanhando. Ele havia colocado um banquinho no chão para que eu pudesse subir com mais facilidade. Tirei então as minhas botas, assim como Christian, e deixei no cantinho onde as mantas que cobriram o assoalho não pegava.
Eu não sabia qual era a real intenção de estarmos ali, mas provavelmente iríamos passar a noite toda naquele lugar, já que Christian tinha trazido sua espingarda e havia deixado a picape bem confortável, como se fosse uma cama mesmo, além de trazer bebidas, água e comidas.
— O que viemos fazer aqui, meu ogro? – inquiri, sentando ao lado de Christian enquanto Bullet e Thunder subiam e se acomodavam ao pé da nossa cama improvisada.
— Se minhas contas estiverem certas, hoje conseguiremos começar a ver perfeitamente a Aurora Boreal. Você já deve ter visto antes, mas eu gostaria de...
— Eu nunca parei para ver isso, querido – murmurei, o interrompendo – O que é a Aurora Boreal?
— São luzes que aparecem no céu. Elas são mais visíveis no verão e na primavera.
— Nossa! Então vamos passar a noite aqui?
— Sim, minha gravetinho.
— Mas, não é perigoso?
— Não. Estamos em uma área segura de animais selvagens – ele disse, então olhei para a sua espingarda e Christian percebeu – Eu trouxe ela apenas por precaução. Minha irmã e meu cunhado sempre vem acampar aqui com os meus sobrinhos. É seguro. Eu prometo.
Assenti, então ele olhou para o céu e depois tirou algo de dentro do bolso de sua calça, já pegando em minha mão, depositando ali algo.
— Aproveitar que o sol está terminando de se pôr para você ainda conseguir ver ele bem melhor. Eu fiz para você, gravetinho – Christian falou, dando o sorriso meio contido e tímido que ele sempre dava quando o mesmo fazia coisas fofas para mim.
Sorri e olhei para minha mão, vendo o presente que era um cordão com um pingente de madeira feito à mão, decorado com uma borboleta branca, que se abria, mas que para a minha surpresa se transforma em um coração, que também se abria.
— Que lindo, querido. Eu amei – falei, me inclinando um pouco para a frente, selando nossas bocas, num beijo rápido.
— Você pode colocar fotos nesses espaços aí, se quiser.
— Vou esperar nosso ogrinho nascer primeiro, então vou colocar uma foto sua e outra dele para levar vocês dois junto comigo sempre – eu informei, sorrindo.
Christian em seguida perguntou se eu queria beber ou comer algo à medida que eu colocava o colar em volta do meu pescoço. Recusei então nos deitamos e eu me aconcheguei a ele, repousando minha cabeça em seu peito.
— Será que vai demorar muito para terminar a nossa casa, querido? – indaguei.
— Mesmo estando praticamente curado, não quero forçar muito o ombro, pegando aquelas toras pesadas de madeira, gravetinho. Mas, já fiz muita coisa sozinho e com ajuda do Jack também. Não se preocupe, minha gravetinho. Até o inverno já estaremos na nova casa – Christian murmurou, acariciando meu braço enquanto o céu se escurecia gradativamente, mostrando as primeiras estrelas.
— E por falar em inverno, eu estou preocupada porque acho que nosso filho vai nascer em pleno inverno rigoroso. E se ele não ficar muito aquecidinho à noite e morrer congelado? – inquiri, preocupada ao pensar na remota possibilidade daquilo acontecer.
— Eu vou fazer lareiras na casa. Ela vai ficar bem aquecida. Nosso filho vai ficar bem seguro. Eu prometo, minha gravetinho.
Assenti, então de repente, luzes verdes e com alguns tons de roxo também começaram a aparecer no céu.
— Começou – anunciou Christian, apontando para o céu.
Eu fiquei maravilhada observando aquela linda dança luminosa acima de nós.
“Como eu pude nunca ter percebido isso no céu antes?” pensei, sorrindo meio emocionada, por alguma razão desconhecida para mim, e com os olhos marejados de lágrimas.
— É tudo tão lindo... Obrigada por me trazer para ver isso, querido... – murmurei, com a voz meio trêmula, antes de me agarrar mais fortemente à ele e desabar no choro.
Christian não disse nada, apenas me abraçou e ficou mexendo nos meus cabelos, acariciando-os à medida que eu ia me acalmando lentamente.
Após alguns minutos, Christian parou o carro em uma clareira. Descemos da picape e eu abri a porta de trás para Thunder e Bullet, que saíram correndo, cheirando tudo ao redor.
Enquanto Christian ajeitava na carroceria do carro alguns lençóis, travesseiros e mantas que o mesmo havia trazido, eu me aproximei do lago e fiquei ali em pé, contemplando o pôr do sol, alisando minha barriga à medida que minha mente vagava.
Eu não sabia o que era a real felicidade. Não mesmo. Mas consegui abri meus olhos e eu aprendi com o Christian o real sentido de ser feliz. A felicidade não estava no dinheiro ou no luxo exacerbado e sim na simplicidade das coisas.
Até agora ainda não tínhamos dito “Eu te amo” um para o outro, mas eu sentia que Christian me amava e me desejava tão intensamente quanto eu a ele, e a cada dia essas palavras ficavam cada vez mais sem importância para mim.
Pois, muitos dizem “Eu te amo” para seus companheiros, mas não respeitam esse amor os traindo, os magoando e os ferindo. Com Christian, eu aprendi que o amor não precisava ser dito e sim demonstrado com gestos. E ele fazia isso.
— Gravetinho? – ouvi Christian me chamar, então me virei e o vi em pé na carroceria da picape.
Sorri e me aproximei com os cachorros me acompanhando. Ele havia colocado um banquinho no chão para que eu pudesse subir com mais facilidade. Tirei então as minhas botas, assim como Christian, e deixei no cantinho onde as mantas que cobriram o assoalho não pegava.
— O que viemos fazer aqui, meu ogro? – inquiri, sentando ao lado de Christian enquanto Bullet e Thunder subiam e se acomodavam ao pé da nossa cama improvisada.
— Se minhas contas estiverem certas, hoje conseguiremos começar a ver perfeitamente a Aurora Boreal. Você já deve ter visto antes, mas eu gostaria de...
— Eu nunca parei para ver isso, querido – murmurei, o interrompendo – O que é a Aurora Boreal?
— São luzes que aparecem no céu. Elas são mais visíveis no verão e na primavera.
— Nossa! Então vamos passar a noite aqui?
— Sim, minha gravetinho.
— Mas, não é perigoso?
— Não. Estamos em uma área segura de animais selvagens – ele disse, então olhei para a sua espingarda e Christian percebeu – Eu trouxe ela apenas por precaução. Minha irmã e meu cunhado sempre vem acampar aqui com os meus sobrinhos. É seguro. Eu prometo.
Assenti, então ele olhou para o céu e depois tirou algo de dentro do bolso de sua calça, já pegando em minha mão, depositando ali algo.
— Aproveitar que o sol está terminando de se pôr para você ainda conseguir ver ele bem melhor. Eu fiz para você, gravetinho – Christian falou, dando o sorriso meio contido e tímido que ele sempre dava quando o mesmo fazia coisas fofas para mim.
Sorri e olhei para minha mão, vendo o presente que era um cordão com um pingente de madeira feito à mão, decorado com uma borboleta branca, que se abria, mas que para a minha surpresa se transforma em um coração, que também se abria.
— Você pode colocar fotos nesses espaços aí, se quiser.
— Vou esperar nosso ogrinho nascer primeiro, então vou colocar uma foto sua e outra dele para levar vocês dois junto comigo sempre – eu informei, sorrindo.
Christian em seguida perguntou se eu queria beber ou comer algo à medida que eu colocava o colar em volta do meu pescoço. Recusei então nos deitamos e eu me aconcheguei a ele, repousando minha cabeça em seu peito.
— Será que vai demorar muito para terminar a nossa casa, querido? – indaguei.
— Mesmo estando praticamente curado, não quero forçar muito o ombro, pegando aquelas toras pesadas de madeira, gravetinho. Mas, já fiz muita coisa sozinho e com ajuda do Jack também. Não se preocupe, minha gravetinho. Até o inverno já estaremos na nova casa – Christian murmurou, acariciando meu braço enquanto o céu se escurecia gradativamente, mostrando as primeiras estrelas.
— E por falar em inverno, eu estou preocupada porque acho que nosso filho vai nascer em pleno inverno rigoroso. E se ele não ficar muito aquecidinho à noite e morrer congelado? – inquiri, preocupada ao pensar na remota possibilidade daquilo acontecer.
— Eu vou fazer lareiras na casa. Ela vai ficar bem aquecida. Nosso filho vai ficar bem seguro. Eu prometo, minha gravetinho.
Assenti, então de repente, luzes verdes e com alguns tons de roxo também começaram a aparecer no céu.
Eu fiquei maravilhada observando aquela linda dança luminosa acima de nós.
“Como eu pude nunca ter percebido isso no céu antes?” pensei, sorrindo meio emocionada, por alguma razão desconhecida para mim, e com os olhos marejados de lágrimas.
— É tudo tão lindo... Obrigada por me trazer para ver isso, querido... – murmurei, com a voz meio trêmula, antes de me agarrar mais fortemente à ele e desabar no choro.
Christian não disse nada, apenas me abraçou e ficou mexendo nos meus cabelos, acariciando-os à medida que eu ia me acalmando lentamente.

o que posso dizer você me fez chorar o amor deles é lindo eu queria um ogro assim obrigada lyssa
ResponderExcluirEu amei eu também queria um ogro desse pra mim
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