ANASTASIA
Despertei com alguém falando meu nome, chamando-me, então resmunguei, ainda de olhos fechados sob o meu edredom quentinho.
— Não, Ná. Ainda deve está de noite. Me deixa dormir.
Ela tirou o meu edredom de cima de mim, fazendo-me ficar com frio.
— Levanta, mulher.
Bufei, abrindo os olhos, constatando que não era a minha babá e sim Christian, meu marido ogro temporário. Me sentei na cama e esfreguei os olhos, bocejando.
— Vamos. Levante. Precisamos sair logo para voltarmos cedo – ele disse, então olhei para a janela, rente a cama, percebendo que ainda estava muito escuro do lado de fora.
— Que horas são agora? – indaguei, bocejando novamente, o encarando, vendo Christian pegar algumas roupas em uma gaveta, já jogando as mesmas sobre a colchão.
— São três e quarenta da manhã, pois vamos...
— Peraí! Três e quarenta da manhã? Você é doido? Não dorme não, caralho? – inquiri, incrédula.
— Sempre acordei cedo, porque sempre durmo cedo – ele falou, me olhando e apontou para a roupa – Se veste. Vamos tomar café na casa da minha irmã. Nem ela e nem o meu cunhado sabem sobre você, seu pai e toda essa situação que ele nos meteu. Então vamos ser discretos, ok?
— Impossível com essas alianças de ouro gritando “casamento” em nossos dedos – rebati, erguendo minha mão, vendo o arco dourado reluzir com a pouca luminosidade do ambiente.
— Você tem razão.
Então o vi tirar sua aliança.
— O que está fazendo? – inquiri.
— Tire a sua também e me dê aqui – Christian pediu e eu logo entreguei à ele – Eu te apresentarei à eles como sendo uma nova amiga.
— E você tem amigos por acaso?
Christian me encarou, bem sério.
— Sim, eu tenho. Mas eu estava me referindo a você ser uma quase namorada, por isso o “nova amiga”.
— Ah, entendi – murmurei, dando outro bocejo.
— Te espero lá embaixo. Não demore.
Meio a contragosto, vesti as roupas que ele tinha separado para mim e desci, já vendo-o sentado no sofá, limpando sua espingarda.
— Ficou meio grande – anunciei, chamando a atenção dele, que olhou em minha direção – Eu preciso de roupas confortáveis, Christian. Essas são grandes para mim. Cabe duas de mim aqui dentro dessa calça – comentei, me aproximando dele.
— Você deveria era engordar um pouco. Além das roupas acabar servindo em seu corpo, você ficaria mais saudável.
Bufei, emburrada.
— E deveria ser menos magrofóbico comigo. E eu sou saudável sim – rebati.
— Ok, mulher. Quando a gente voltar da caçada, eu vou em Fort River e pego umas roupas suas na sua casa.
— Obrigada, Ogro – murmurei, vendo Christian resmungar algo inaudível.
— De nada, Graveto – ele disse, segundos depois, fazendo-me rolar os olhos.
Estávamos a alguns minutos, com Christian tentando ligar a caminhonete velha dele, até que depois de eu ouvir ele xingar e bater com força no carro, o mesmo funciona quando Christian gira outra vez a chave na ignição.
— É só dar uns tapinhas que a Silver funciona – ele falou, sorrindo para mim.
Mesmo estando escuro, meus olhos já haviam se acostumado à falta de luz então eu conseguia vê-lo.
— Você deveria ter aceitado a picape que o meu pai te deu, Christian. Sua caminhonete é muito velha. Uma hora ela não vai mais pegar e aí? – ressaltei.
— Eu e a Silver temos uma história. Ela era do meu avô que deu a mesma para o meu pai, que depois a deu para mim.
— Mais um motivo para você pegar a picape quando for na cidade.
— Se a minha caminhonete quebrar, eu conserto ela, como eu já fiz muitas vezes – Christian murmurou, prestando atenção na estrada, iluminada apenas pelos faróis do carro.
Ainda estava escuro quando Christian estacionou a caminhonete em frente a uma cabana, no estilo da dele, só que um pouco maior.
Ele então pegou a mochila que o mesmo havia colocado entre a gente, já descendo em seguida do carro, comigo em seu encalço, também empunhando uma lanterna para ver onde pisava.
Um homem logo abriu a porta para a gente e assim que entramos, ele me encarou franzindo o cenho, já olhando para o Christian. O mesmo ia falar algo, mas uma mulher grávida apareceu sorrindo, o abraçando.
— Leila. Jack. Essa é a Anastasia, uma nova amiga minha que está passando um tempo morando lá em casa – Christian me apresentou à eles, que se entreolharam, confusos – Ana, esses são meu cunhado Jack e minha irmã Leila.
Os cumprimentei com um aperto de mão, mas ambos ainda estavam sem entender nada, então resolvi falar logo a verdade e soltei o verbo, deixando eles surpresos com a revelação.
— Poxa, cara! Casou e nem me chamou para ir comer um bolinho – o cunhado de Christian falou, rindo, batendo no ombro do mesmo.
Já a irmã dele, me deu abraço e lamentou as circunstâncias ao qual nos encontrávamos.
— Está tudo bem. A convivência com seu irmão até agora está sendo boa. Ele é um ogro, mas às vezes é legal comigo – comentei, fazendo Leila sorrir e me confidenciar que desde que ela se conhecia por gente que a mesma lembrava do irmão dela assim, meio ranzinza.
Apenas ri e olhei para Christian que tinha se distanciado e conversava com Jack.
— Nem acredito que ele está dando as roupas da Olivia para você vestir – Leila comentou, sorrindo, fazendo com eu voltasse a atenção para ela de novo.
— Olivia era a esposa dele? A que o urso matou? – indaguei, baixinho, e ela assentiu com uma aceno de cabeça.
— Vem comigo. Eu vou te dar algo mais pequeno para você vestir – Leila falou, já me conduzindo para o andar de cima, mas não antes de mandar Christian e Jack tomarem o café da manhã que se encontrava à mesa.
A cabana tinha dois quartos e Leila logo me informou que eles tinham três filhos, um de sete, outro de cinco e outro de dois anos, que dormiam em um quarto e o outro era dela e do marido.
Estranhei um pouco, mas depois me veio à mente que o bebê que iria nascer, dormiria com eles no quarto. O que confirmei, ao ver um pequeno berço de madeira, localizado em um dos cantos, assim que entramos no quarto.
Ela foi até uma cômoda e depois de vasculhar por alguns segundos, voltou para perto de mim, entregando-me uma calça jeans e duas blusas de manga comprida, uma normal e outra de lã bem felpuda.
— Ela calça aqui vai ter servir bem, porque ela é de um tecido que estica e molda em qualquer corpo, até no seu que é muito magro – Leila informou.
— Obrigada – agradeci, dando um sorriso.
— Ana?
Ouvi a voz de Christian e me virei, o vendo na porta, já adentrando o quarto, se aproximando de mim.
— Eu vou te deixar aqui com a minha irmã, porque indo só eu e o Jack, vamos conseguir ver todas as armadilhas e caçar num tempo bem mais rápido do que eu te levando e a gente indo devagar para você nos acompanhar, ok? – ele indagou, num tom de voz baixo.
— Nenhum urso vai me atacar aqui não, né? – inquiri, fazendo Christian sorrir.
— Não. Os ursos têm medo da Leila. Ninguém peita com essa baixinha aí, nem mesmo um urso grande.
A irmã dele riu e afagou meu ombro.
— Não se preocupe, Ana. Você está a salvo aqui.
— Tudo bem – murmurei.
Após trocar de roupa e de me sentir um pouco mais confortável com aquelas peças, desci e me juntei aos três na mesa para tomarmos café, antes de Christian e Jack saírem.
Despertei com alguém falando meu nome, chamando-me, então resmunguei, ainda de olhos fechados sob o meu edredom quentinho.
— Não, Ná. Ainda deve está de noite. Me deixa dormir.
Ela tirou o meu edredom de cima de mim, fazendo-me ficar com frio.
— Levanta, mulher.
Bufei, abrindo os olhos, constatando que não era a minha babá e sim Christian, meu marido ogro temporário. Me sentei na cama e esfreguei os olhos, bocejando.
— Vamos. Levante. Precisamos sair logo para voltarmos cedo – ele disse, então olhei para a janela, rente a cama, percebendo que ainda estava muito escuro do lado de fora.
— Que horas são agora? – indaguei, bocejando novamente, o encarando, vendo Christian pegar algumas roupas em uma gaveta, já jogando as mesmas sobre a colchão.
— São três e quarenta da manhã, pois vamos...
— Peraí! Três e quarenta da manhã? Você é doido? Não dorme não, caralho? – inquiri, incrédula.
— Sempre acordei cedo, porque sempre durmo cedo – ele falou, me olhando e apontou para a roupa – Se veste. Vamos tomar café na casa da minha irmã. Nem ela e nem o meu cunhado sabem sobre você, seu pai e toda essa situação que ele nos meteu. Então vamos ser discretos, ok?
— Impossível com essas alianças de ouro gritando “casamento” em nossos dedos – rebati, erguendo minha mão, vendo o arco dourado reluzir com a pouca luminosidade do ambiente.
— Você tem razão.
Então o vi tirar sua aliança.
— O que está fazendo? – inquiri.
— Tire a sua também e me dê aqui – Christian pediu e eu logo entreguei à ele – Eu te apresentarei à eles como sendo uma nova amiga.
— E você tem amigos por acaso?
Christian me encarou, bem sério.
— Sim, eu tenho. Mas eu estava me referindo a você ser uma quase namorada, por isso o “nova amiga”.
— Ah, entendi – murmurei, dando outro bocejo.
— Te espero lá embaixo. Não demore.
Meio a contragosto, vesti as roupas que ele tinha separado para mim e desci, já vendo-o sentado no sofá, limpando sua espingarda.
— Ficou meio grande – anunciei, chamando a atenção dele, que olhou em minha direção – Eu preciso de roupas confortáveis, Christian. Essas são grandes para mim. Cabe duas de mim aqui dentro dessa calça – comentei, me aproximando dele.
— Você deveria era engordar um pouco. Além das roupas acabar servindo em seu corpo, você ficaria mais saudável.
Bufei, emburrada.
— E deveria ser menos magrofóbico comigo. E eu sou saudável sim – rebati.
— Ok, mulher. Quando a gente voltar da caçada, eu vou em Fort River e pego umas roupas suas na sua casa.
— Obrigada, Ogro – murmurei, vendo Christian resmungar algo inaudível.
— De nada, Graveto – ele disse, segundos depois, fazendo-me rolar os olhos.
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Estávamos a alguns minutos, com Christian tentando ligar a caminhonete velha dele, até que depois de eu ouvir ele xingar e bater com força no carro, o mesmo funciona quando Christian gira outra vez a chave na ignição.
— É só dar uns tapinhas que a Silver funciona – ele falou, sorrindo para mim.
Mesmo estando escuro, meus olhos já haviam se acostumado à falta de luz então eu conseguia vê-lo.
— Você deveria ter aceitado a picape que o meu pai te deu, Christian. Sua caminhonete é muito velha. Uma hora ela não vai mais pegar e aí? – ressaltei.
— Eu e a Silver temos uma história. Ela era do meu avô que deu a mesma para o meu pai, que depois a deu para mim.
— Mais um motivo para você pegar a picape quando for na cidade.
— Se a minha caminhonete quebrar, eu conserto ela, como eu já fiz muitas vezes – Christian murmurou, prestando atenção na estrada, iluminada apenas pelos faróis do carro.
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Ainda estava escuro quando Christian estacionou a caminhonete em frente a uma cabana, no estilo da dele, só que um pouco maior.
Ele então pegou a mochila que o mesmo havia colocado entre a gente, já descendo em seguida do carro, comigo em seu encalço, também empunhando uma lanterna para ver onde pisava.
Um homem logo abriu a porta para a gente e assim que entramos, ele me encarou franzindo o cenho, já olhando para o Christian. O mesmo ia falar algo, mas uma mulher grávida apareceu sorrindo, o abraçando.
— Leila. Jack. Essa é a Anastasia, uma nova amiga minha que está passando um tempo morando lá em casa – Christian me apresentou à eles, que se entreolharam, confusos – Ana, esses são meu cunhado Jack e minha irmã Leila.
Os cumprimentei com um aperto de mão, mas ambos ainda estavam sem entender nada, então resolvi falar logo a verdade e soltei o verbo, deixando eles surpresos com a revelação.
— Poxa, cara! Casou e nem me chamou para ir comer um bolinho – o cunhado de Christian falou, rindo, batendo no ombro do mesmo.
Já a irmã dele, me deu abraço e lamentou as circunstâncias ao qual nos encontrávamos.
— Está tudo bem. A convivência com seu irmão até agora está sendo boa. Ele é um ogro, mas às vezes é legal comigo – comentei, fazendo Leila sorrir e me confidenciar que desde que ela se conhecia por gente que a mesma lembrava do irmão dela assim, meio ranzinza.
Apenas ri e olhei para Christian que tinha se distanciado e conversava com Jack.
— Nem acredito que ele está dando as roupas da Olivia para você vestir – Leila comentou, sorrindo, fazendo com eu voltasse a atenção para ela de novo.
— Olivia era a esposa dele? A que o urso matou? – indaguei, baixinho, e ela assentiu com uma aceno de cabeça.
— Vem comigo. Eu vou te dar algo mais pequeno para você vestir – Leila falou, já me conduzindo para o andar de cima, mas não antes de mandar Christian e Jack tomarem o café da manhã que se encontrava à mesa.
A cabana tinha dois quartos e Leila logo me informou que eles tinham três filhos, um de sete, outro de cinco e outro de dois anos, que dormiam em um quarto e o outro era dela e do marido.
Estranhei um pouco, mas depois me veio à mente que o bebê que iria nascer, dormiria com eles no quarto. O que confirmei, ao ver um pequeno berço de madeira, localizado em um dos cantos, assim que entramos no quarto.
Ela foi até uma cômoda e depois de vasculhar por alguns segundos, voltou para perto de mim, entregando-me uma calça jeans e duas blusas de manga comprida, uma normal e outra de lã bem felpuda.
— Ela calça aqui vai ter servir bem, porque ela é de um tecido que estica e molda em qualquer corpo, até no seu que é muito magro – Leila informou.
— Obrigada – agradeci, dando um sorriso.
— Ana?
Ouvi a voz de Christian e me virei, o vendo na porta, já adentrando o quarto, se aproximando de mim.
— Eu vou te deixar aqui com a minha irmã, porque indo só eu e o Jack, vamos conseguir ver todas as armadilhas e caçar num tempo bem mais rápido do que eu te levando e a gente indo devagar para você nos acompanhar, ok? – ele indagou, num tom de voz baixo.
— Nenhum urso vai me atacar aqui não, né? – inquiri, fazendo Christian sorrir.
— Não. Os ursos têm medo da Leila. Ninguém peita com essa baixinha aí, nem mesmo um urso grande.
A irmã dele riu e afagou meu ombro.
— Não se preocupe, Ana. Você está a salvo aqui.
— Tudo bem – murmurei.
Após trocar de roupa e de me sentir um pouco mais confortável com aquelas peças, desci e me juntei aos três na mesa para tomarmos café, antes de Christian e Jack saírem.

quem diria três filhos caraca tomara que eles se entendam
ResponderExcluirE a Ana que vai ter 11 filhos.kkkkkkkkkkkkk
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