sábado, 28 de março de 2020

Meu Ogro - Capítulo 07


CHRISTIAN

TRÊS MESES DEPOIS

— Acabaram de noticiar no rádio que está vindo uma tempestade forte nas próximas 24 horas. As temperaturas ficarão abaixo de dez grau negativo, Chris – Anastasia informou, assim que eu passei pela porta dos fundos, vindo do celeiro a alguns metros de distância da cabana.

Nesses últimos três meses, Ana havia mudado completamente, tanto em comportamento quanto em corpo. Antes ela era uma riquinha esquelética, reclamona, muito mimada e fresca com relação à comida.

Mas, com o passar das semanas, Anastasia foi se interessando mais pela minha vida na floresta e sempre me pedia para ensiná-la o que eu sabia. Em troca, ela começou a me ensinar a como ler melhor e a entender as palavras dentro de um texto.

Isso tornou nossa convivência mil vezes melhor e ficamos amigos um do outro. Entretanto, eu percebi que a Ana queria algo mais sexual entre a gente, mas na última investida dela para cima de mim, eu novamente disse que, infelizmente, o corpo dela não me dava tesão.

Foi quando Anastasia mudou, passou a comer mais e em poucas semanas ela engordou, ficando linda e muito atraente, me deixando louco de desejo. Mas, fiquei receoso em me aproximar, pois como já tinha a rejeitado várias vezes, então esperei Ana dar em cima de mim de novo.

Todavia, ela não o fez e já fazia duas semanas que Anastasia me provocava com aquele corpo, com algumas dobrinhas lindas que apareciam quando ela se sentava. Quando eu sentia meu pau começando a ficar duro, eu inventava algo para fazer e me afastava dela na hora.

— Quando tava voltando, eu percebi que estava ventando um pouco mais forte – murmurei, fazendo carinho na cabeça do Bullet e do Thunder, que haviam vindo me receber assim que passei pela porta.

Jack tinha cinco labradores retriever e o mesmo acabou me dando, meses atrás, um preto (Bullet) e um amarelo claro (Thunder), para fazer a nossa segurança, principalmente, agora durante o inverno.
— O almoço está pronto – Ana anunciou, já colocando as coisas na mesa, então me sentei em uma das cadeiras.

Comecei a me servir enquanto ela colocava a comida dos cachorros. Anastasia ainda não conseguia desossar um alce ou outro animal, mas já preparava ele bem saboroso. Hoje ela havia feito batatas cozidas, carne frita em pequenas tiras e uma pasta que parecia purê, acho eu.

— O que é isso? – indaguei.

— Purê de batata com salame frito. Cortei o salame em cubinhos, fritei e depois misturei ao purê – Ana disse, sorrindo, já se sentando à mesa e se servindo também.

— Não se cortou de novo não, né?

Ela riu e levantou as mãos para me mostrar.

— Não, Chris. Já estou menos desastrada na cozinha. Relaxe.

Sorri e comecei a comer, já a elogiando pela comida gostosa.

— Acho que essa tempestade não vai vir em 24 horas não. Ela deve chegar em poucas horas.

— Será? – Anastasia inquiriu, se apoiando um pouco na mesa fazendo seus peitos saltar um pouquinho mais de sua blusa, prendendo-me meu olhar.

Entretanto, logo parei de encarar os seios dela e me concentrei em meu prato.

— Tudo indica que sim. Eu vou sair depois do almoço. Tenho que aproveitar a vinda dessa tempestade e colocar umas armadilhas novas lá no lago para pegar os castores. Não quero eles contaminando a nossa água – informei e Ana assentiu, voltando a comer.





ANASTASIA

Depois do almoço, Chris saiu, levando o Bullet com ele, deixando o Thunder para me proteger. Após colocar as madeiras com pregos na base das portas, do lado de fora, tranquei as mesmas e subi, ficando sentada na cama, vendo pela janela, a neve cair lentamente, enquanto Thunder ficou embaixo, em alerta.

Eu me encontrava tão diferente daquela Ana de três meses atrás. Fui do tamanho 34 para o 48 em poucos meses, apenas porque eu me apaixonei pelo Christian e o mesmo, enquanto eu era magra, não me desejava.

Mas, agora era totalmente diferente. Meus seios aumentaram quando engordei e eu sempre pegava Chris olhando para eles, quando eu colocava uma blusa que realçava bem os mesmos. Christian achava que disfarçava bem, mas eu conseguia ver que ele ficava excitado.

Todavia, não dei mais em cima do Chris, com receio de que ele me rejeitasse de novo. Mesmo com Christian me desejando com o olhar, podia ter a possibilidade de que o mesmo não quisesse transar comigo.

Hoje no almoço, o peguei duas vezes olhando para os meus peitos, provavelmente devido eu estar de regata. Só sei que imaginei ele se levantando da cadeira, me puxando para aquele corpo musculoso, me beijando gostoso, antes de me colocar sobre a mesa e me foder loucamente.

Só de imaginar aquilo de novo, minha boceta começou a ficar meladinha, então resolvi me aliviar um pouco. Tirei a calça jeans e a calcinha, me deitei confortavelmente sobre o colchão e comecei a me tocar, fechando os olhos, imaginando Chris me possuindo.


★ ★ ★ ★ ★


Tinha acabado de gozar pela segunda vez, quando escutei baterem na porta dos fundos. Era Christian chamando por mim para abrir a mesma para ele. Apenas vesti a calcinha e desci devagar, ainda meio mole pelo orgasmo.

Destranquei e abri a porta, já notando que ventava e nevava mais forte lá fora. Mal o vento gelado acertou minha pele, que meus mamilos se enrijeceram rápidos demais, ao ponto de doerem um pouco.

Bullet foi o primeiro a entrar, se sacudindo e indo para perto do Thunder na sala. Chris logo passou por mim, tirando o casaco cheio de neve, depositando a espingarda sobre a mesa. Fechei a porta e me virei, esfregando as palmas das mãos sobre a blusa, tentando aquecer os bicos do meus seios para pararem de doer.

Vi então Christian me encarar, fixamente, e franzir um pouco o cenho.

— Porque está de calcinha? – ele perguntou e eu tirei as mãos da blusa e fiquei desviando o olhar com vergonha.

— Eu... Eu...

Vi Chris olhar um pouco mais para baixo, em mim. Foi quando lembrei que minha calcinha era branca então provavelmente ela deveria está mostrando que me encontrava toda melada de gozo, já que eu não tinha me limpado.

Ele se aproximou de mim, fazendo-me encará-lo. Christian enfiou sua mão em meus cabelos soltos e me puxou pela nuca, já selando nossos lábios em um beijo urgente e feroz. Segundos depois, Chris afastou sua boca da minha e ficamos nos encarando, à procura de ar.

Eu queria mais, queria sentir de novo aqueles lábios vorazes nos meus, aquela língua feroz em minha boca, então ergui o rosto, esticando-me um pouco na ponta dos pés, em busca dos lábios dele novamente, já sentindo Christian me  apertar contra seu corpo, unindo nossas bocas.

Ele começou a passar suas mãos pelo meu corpo, detendo uma delas em meu seio direito, o apertando, fazendo com que eu gemesse contra os lábios dele. Chris puxou para baixo o lado direito da minha blusa e pegou diretamente em meu peito, brincando com o mamilo.

Imersa no prazer, vi ele se inclinar e envolver meu seio com sua boca quente, começando a chupá-lo, arrancando pequenos gemidos de mim. De repente, Christian passou a mão na minha boceta, por cima da calcinha, causando-me pequenos choques, devido meu clítoris estar bem inchado e sensível.
Tive que pedir para o mesmo parar e ele me encarou, meio confuso.

— Eu estava me masturbando há poucos minutos. Tô sensível ainda – informei e Chris pareceu entender, mas mesmo assim ele levou novamente sua mão até minha bocetinha.

Todavia, o senti afastar minha calcinha para o lado e enfiar dois dedos em mim, fazendo-me arfar na hora, pois Christian tinha as mãos meio grandes, o que resultava em dedos grossos.

Voltamos a nos beijar, cheios de tesão e quando eu ia começar a mexer meu quadril, para rebolar nos dedos dele enquanto Chris beijava meu pescoço, percebi que os cachorros nos encaravam.

— Vamos para a cama? – indaguei, num gemido, mordendo o canto do meu lábio inferior.

— Quero você aqui. Vou te comer em cima dessa mesa – ele sussurrou, fazendo minha boceta se contrair ao redor dos seus dedos.

— Eu adoraria, mas o Thunder e Bullet estão nos olhando – ressaltei – Estou com vergonha de transar na frente deles, Christian.

Ele me encarou, já tirando seus dedos de mim.

— Tudo bem – Chris disse, e pegou na minha mão, já me puxando em direção da escada.

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