sexta-feira, 27 de março de 2020

Maliciosamente Sedutores - Capítulo 48


CHRISTIAN

DEZ MESES DEPOIS

— Vamos querida ou iremos nos atrasar! – falei em frente à porta do banheiro enquanto fechava as abotoaduras de ouro do meu smoking.

— Não me apressa, Christian! – ela disse ligeiramente aborrecida.

— Vou ver se os meninos já estão prontos – informei e sai do quarto. Assim que entrei no quarto do Thobias encontrei ele chorando enquanto que Theodore ria e chamava o irmão de burro – O que está acontecendo aqui? – indaguei em tom de repreensão – Teddy, por que está chamando seu irmão de burro?

— Me desculpe, pai.

— Theodore, eu lhe fiz uma pergunta.

— Era por que o Ben esqueceu como amarrar o sapato – ele falou já com uma cara de choro, suspirei fundo, desabotoei meu smoking, me ajoelhei em sua frente e segurei seus pequenos ombros.

— Não precisa começar a chorar campeão, o papai aqui não vai te colocar de castigo... só que você terá que ajudar seu irmão com o sapato, ok?

— Ok.

— E você campeão... – comecei a falar enquanto me sentava na beirada da cama ao lado do meu outro filho – ...não deve chorar toda vez que está com problemas. Quando isto acontecer sempre peça ajuda, ok? – indaguei e ele assentiu limpando seus olhos vermelhos e inchados então me levantei e fechei novamente o elegante smoking – Quero ver os dois prontos e impecáveis lá embaixo em menos de dez minutos ou ficaram sem seus tablets por um mês.

Eles assentiram temerosos então sai do quarto e fui para o quarto da minha pequena princesinha. Gail estava terminando de arrumá-la. Phoebe ficou linda num vestidinho branco com preto, meias brancas e sapatinhos pretos. Em sua cabecinha, um pequeno lacinho preto tentava segurar o pouquinho de cabelo que ela possuía.

Minha filha estendeu seus bracinhos para mim então a Sra. Jones me passou ela informando que já havia terminado de arrumá-la e saiu do quarto. Peguei a bolsa onde continha fraldas, mamadeira, chupeta e outras coisas essenciais para sair com um bebê de cinco meses e também sai do quarto. Minutos depois eu estava no hall de entrada com Phoebe no colo e com Theodore e Thobias a minha frente.

— Cadê a mamãe? – Ben me perguntou.

— Está no quarto terminando de se aprontar, mas espero que sua mãe não demore muito ou chegaremos atrasados na festa.

— Já estou aqui.

Olhei na direção da escada e meu queixo quase caiu ao ver o vestido que Anastasia estava vestindo. Ela usava o mesmo vestido que a Rose havia usado para cantar na boate de Troy Cooper, só que esse era na cor preta.

A medida que ela descia os degraus da escada a enorme fenda lateral deixa a mostra suas belíssimas pernas sem falar que o enorme decote valorizava ainda mais seus lindos seios.

— Vamos? – indagou Ana pegando nossa filha no colo, pois ela não parava quieta nos meus braços.

— Teddy, vamos apostar corrida até o carro?

— Negativo – briguei, mas os dois saíram correndo mesmo assim – Amor, você está linda, mas...

— Mas o quê, Christian? – ela inquiriu enquanto passávamos pela porta da entrada.

— Eu só acho que as esposas do Sheik vão considerar seu vestido um pouquinho vulgar e eu não quero insultá-los, pois pretendo ter o Sheik como meu futuro sócio.

— Não se preocupe, querido, não serei vulgar – disse Anastasia sorrindo enquanto entramos na limusine.





ANASTASIA

Acordei no meio da noite e não encontrei Christian ao meu lado então levantei, vesti a camisola preta jogada ao pé da cama, peguei o robe preto acetinado em cima da poltrona, o vesti e saí do quarto. Entrei primeiro no quarto do Ben e sorri ao ver o jeito que ele dormia, todo atravessado na cama.

Meu filho ia ser muito bagunceiro quando ele estivesse na fase adulta e digo isso tendo como prova o seu quarto. Fui até a cama e o ajeitei devagar cobrindo-lhe em seguida, depois o beijei na testa e fui pegar seus brinquedos que estavam espalhados pelo chão do quarto.

Christian de vez em quando brigava comigo dizendo que era Thobias que deveria arrumar seu próprio quarto e não eu, pois ele tinha que começar a ter responsabilidades, mas eu era mãe e nós mães amamos mimar nossos bebês então eu nem ligava para as reclamações do meu querido marido.

Sai do quarto do Thobias e entrei no do Theodore. Ele era mais organizado, acho que era por isso que ele se dava tão bem com o pai dele do que comigo que sou um pouquinho bagunceira. Ajeitei melhor o cobertor e também dei um beijo em sua testa depois saí e fui para o quarto da minha pequena.

Com muita luta e persistência eu havia conseguido levar a gestação da minha princesa até o nono mês. Ela nasceu de parto cesariana e hoje estava com cinco meses, linda e cheia de saúde. Surpreendi nossa família e principalmente meu pai quando anunciei o nome da minha filha, um dia antes de recebermos alta do hospital. Phoebe Sarah Grey. Este fora o nome que escolhi para ser o nome da minha princesa.

Assim que me aproximei da porta escutei a voz de Christian, parecia que ele estava cantando uma canção de ninar. Abri a porta bem devagar e me escorei na soleira enquanto observava meu marido ninar nossa filha em seu colo. O mesmo estava de costas para mim, mas assim que se virou ele me olhou e sorriu então me aproximei deles. Phoebe estava acordada e chupava o dedo mindinho do pai dela.

— Acho que esta pequena está com fome.

— Também acho, meu amor – disse Christian.

Fui até o banheiro higienizar os seios depois voltei, peguei Phoebe no colo, me sentei na poltrona e comecei a dar de mamar para ela. Christian puxou um banquinho, se sentou ao meu lado e ficou brincando com os pezinhos dela que de vez em quando parava de mamar e dava uma das suas risadas gostosas que a gente tanto amava.

— Deixa que eu coloco ela para arrotar – Christian disse pegando a nossa pequena no colo, minutos depois – Você tem que ir descansar.

— Tudo bem, mas não demora, meu amor – falei e ele assentiu, dei um beijo nele depois dei outro na bochechinha da Phoebe – Boa noite, minha princesa.

— Nossa princesa – corrigiu-me Christian – Boa noite amor, já eu chego lá.

Sai do quarto e voltei para o nosso. Tirei o robe jogando-o novamente em cima da poltrona e após regular a temperatura do ar condicionado, me deitei. Minutos depois, Christian apareceu e se deitou ao meu lado então virei me aconchegando em seus braços.

— Obrigado, Ana.

— Pelo o quê? – sussurrei.

— Por ter ido aquela festa com o Sr. Kavanagh, por ter me dado aquele tapa no rosto, por ter aceitado fazer a decoração desta mansão e finalmente por ter aceitado jantar comigo aquela noite.

Sorri e me inclinei um pouco para beijar seus lábios.

— Em primeiro lugar, eu só fui aquela festa com o Ethan, pois era meu trabalho. Segundo, eu dei aquele tapa no seu rosto porque você mereceu. Terceiro, eu não aceitei fazer a decoração desta mansão, fui obrigada a aceitar o contrato de decoração, pois você ofereceu um ótimo cachê para a W. Design e por último, eu só aceitei jantar com você por que tínhamos feito um acordo.

— Você se arrepende de algo? – ele me perguntou me sondando com aqueles lindos olhos penetrantes.

— Não me arrependo de nada, meu amor, e você?

— Eu sim – ele disse então me sentei na cama e o olhei triste.

— Você se arrepende?

— Sim, Anastasia. Me arrependo de não ter tido coragem suficiente para enfrentar a Elena quando ela me impediu de ir te visitar dias depois que eu havia te espancado. Era para eu ter ido, entrado naquele quarto e declarado todo o amor que eu sentia por você. É só disso que me arrependendo, meu amor. Vem cá, vamos voltar a dormir – ele esticou seus braços e eu me aconcheguei em seu peito.

— Eu te amo, Christian – sussurrei.

— Eu também te amo, Ana – ouvi ele dizer então sorri e fechei os olhos, muito feliz com a minha vida.

Sem medo...

Sem traumas...

Sem personalidades... que, aliás, me deram uma trégua por um tempo.

Apenas eu, Christian e nossos três presentinhos de Deus.

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