sexta-feira, 27 de março de 2020

Maliciosamente Sedutores - Epílogo


O expediente estava perto de terminar e algumas pessoas já começavam a se retirar para suas casas quando o telefone tocou e Lily o atendeu. Segundos depois ela desligou e olhou para a estagiária temporária.

— O Sr. Grey quer falar com você – ela informou.

— Leve esses papéis para ele assinar – falou Amber entregando-lhe uma pasta.

A mulher levantou, ajeitou o vestido preto de corte reto que ia até o meio da sua coxa e seguiu devagar o corredor até o escritório do Sr. Grey.

Ele permaneceu sentado à mesa o que a fez entender de que deveria se aproximar e assim o fez sentindo cada poro de seu corpo se dilatar enquanto o mesmo era observado atentamente por ele, pois o vestido que estava usando lhe moldava as curvas perfeitamente.

— O senhor mandou me chamar?

— Sim. Sente-se. Quero saber como foi seu dia de estágio?

Ela sentou-se em uma das poltronas e ansiosa mordeu o lábio discretamente, sentindo o corpo um pouco trêmulo indecisa do que fazer e do que dizer em seguida.

— Foi bem produtivo – ela optou por dizer.

— O que são esses papéis aí?

— Ah... são... precisam de sua assinatura – ela disse.

A estagiária se levantou rapidamente dando a volta na mesa parando ao lado de seu chefe e estendeu os papéis sobre a mesma. Ambos se olharam e sem deixar de desprender o olhar do dela, ele tocou-lhe o joelho com o dedo indicador subindo pela lateral da coxa num toque terno e relaxante, mas ao mesmo tempo bastante ardente, sem perder as alterações que o corpo dela apresentava naquele instante.

A respiração um pouco mais acelerada...

Os olhos extasiados...

O lábio mordido...

Nada passava despercebido ao olhar atento do Sr. Grey, que afastou a cadeira e posicionou ela à sua frente fazendo-a se sentar à beirada da mesa antes de separar as pernas exibindo-a ao seu olhar faminto.

O brusco gesto por parte dele a desequilibrou um pouco fazendo com que se apoiasse para trás. Assim ela estava exposta a ele. A lingerie preta contrastava muito bem com a pele alva, a renda meio transparente revelava a ele uma pele lisa e completamente depilada para o prazer que somente um Dominador tinha direito.

Puxando a cadeira para frente, abraçou-a pelos quadris e cravou os dedos em sua carne enquanto a explorava com sua habilidosa língua provocando-lhe centelhas de prazer que subiam do ventre dela e percorria todo corpo fazendo-a gemer.

Quando o interfone tocou repentinamente anunciando um de seus gerentes que aparecera sem marcar hora, ele praguejou se endireitando na cadeira e antes que pudesse dizer para que aguardasse alguns instantes, viu o movimento da maçaneta fazendo com que instintivamente, sem outra alternativa, empurrasse a estagiária rapidamente para debaixo da mesa.

Ela jamais imaginou se encontrar numa situação tão constrangedora como a que passava naquele momento e para tentar controlar a própria respiração para que não a delatasse em seu esconderijo improvisado mordeu sua própria mão.

Após erguer-se para os cumprimentos, o Sr. Grey sentou-se novamente e se aproximou para imprimir os papéis necessários para liberação de mais dinheiro para um de seus hotéis, com os joelhos meio separados, próximos do olhar guloso de sua intrusa secreta.

Sentada sobre os pés, desatenta à conversa que lhe causava um certo tédio, rezava mentalmente para que o gerente fosse o mais rápido possível e notou também uma certa impaciência nos gestos do Sr. Grey, que sempre era calmo, e isso mostrou a ela que ele também desejava o mesmo.

Apoiando o peso numa das mãos, distraidamente começou a fazer círculos em espiral na coxa musculosa com a unha quando sentiu sua mão sendo pisada fortemente. Era uma ordem silenciosa dele para que ela parasse.

Sequer havia notado o que lhe fazia e naquela hora ao se dar conta tornou-se extremamente ousada. Escutou Amber entrar para poder servir o café, a mesma começou a fazer um barulho necessário como se estivesse escutado as preces silenciosas dela.

Afastando a mão do alcance do pé dele, abriu bem devagar o botão da calça e baixou lentamente o zíper, coisa que não poderia fazer, caso não houvesse os ruídos que a secretária fazia para servir o café.

Sabia que ele não poderia naquele momento impedi-la e aproveitando-se disso aconchegou-se ainda mais abrindo-lhe as pernas. Dizendo estar bem tarde, ouviu-o dispensando Amber e mandou ela dizer o mesmo para os demais funcionários. Outro espasmo de prazer a percorreu sabendo no que isso implicava.

Depois que o gerente fosse embora, estariam completamente a sós. Sabia que estava provocando-o, sabia o que viria, mas nem isso a impediu de seguir adiante. Mais ousada do que nunca, separou as pernas fortes pelos joelhos, mesmo sentindo que ele ainda tinha um pouco de resistência.

Movimentava-se lentamente de forma a não fazer ruído, cada vez mais aproximava as mãos do sexo que, já rígido, dava sinal de querer romper o fino tecido da calça. Quando ele sentiu que ela o tocava, retesou todo o corpo fazendo com que derrubasse a caneta.

Lentamente fingindo procurá-la, enfiou a mão dentro do decote da mulher apertando-lhe o mamilo com força como que para puni-la. Numa tentativa para não gritar ela cravou os dentes no lábio inferior. Uma pergunta vinda de longe o fez endireitar o corpo e ela, aproveitando a trégua, endireitou seu corpo ficando de quatro puxando o membro do seu chefe para fora da calça.

Segurando-o com os dedos delicados, aproximou devagar a boca lambendo-o, fazendo com que os olhos dele se fechassem automaticamente, antes de lembrar que seu gerente e cunhado estava à sua frente. Um gemido lhe escapou então logo ele o disfarçou tossindo fingindo está engasgado.

Sentia todo o membro molhado, numa mistura de saliva e do suco que lhe escapava até que um leve sopro o arrepiou, levando-o a ranger os dentes tamanha a fúria que lhe afligia pela ousadia dela.

Com um sorriso matreiro, a estagiária mordiscou lhe a cabeça, brincando com a ponta da língua fazendo-lhe cócegas. O autoritário Sr. Grey, um homem bastante controlador, agora estava à mercê de uma mulher que fazia-lhe suar frio.

Com as mãos crispadas na borda da mesa torcia para que o gerente se retirasse logo, pouco importando se fosse assinar ou não o documento, pois o que mais desejava agora, era pegar aquela mulher pelos cabelos e adestrá-la para que não mais ousasse torturá-lo daquele jeito.

Pensava no que faria quando sentiu a boca dela tomar-lhe por inteiro, enfiando até o fundo fazendo todo seu corpo retesar. Muito mais tenso por não poder demonstrar o prazer que o assolava, ele não podia sequer respirar livremente. A cabeça dela se movimentava mais rápido, levando-o ao desespero por temer ter um orgasmo bem na frente de um conhecido, ainda pior, de seu próprio círculo familiar.

Uma eternidade, era isso que sentia, o gozo se aproximando, seu cunhado Daniel finalmente assinando os papéis enquanto dizia-se atrasado. Rapidamente o gerente se levantou e saiu apressado, nem se importando por ele ter permanecido sentado. Sentia-se aliviado, quando viu seu gerente parar em frente da porta e virar-se, olhando-o com um sorriso matreiro.

— Belo par de scarpin que ela está usando – comentou o homem que piscou para ele saindo do escritório em seguida.

O Sr. Grey percebeu então que quando ela se ajeitou para chupá-lo, havia se distraído deixando que seus pés escapassem pelo pequeno vão embaixo da mesa.

Entretanto, antes que pudesse repreendê-la, o tão segurado êxtase foi se intensificando fazendo com que agarrasse a cabeça dela e acelerasse ainda mais os movimentos fodendo-lhe a boca enquanto os espasmos assumiam seu corpo, deleitando-se ao vê-la engolir sem perder uma gota sequer da sua essência.

Passado o susto, ambos começaram a rir até que aos poucos ela foi se dando conta que o riso sumia e o olhar risonho dele ia sendo substituído por um olhar intenso e raivoso. Intimamente ela sabia que era chegado o momento.

Afastando a cadeira da mesa, o Sr. Grey se colocou de pé lentamente, ainda vestido tendo apenas o membro exposto que a fazia ficar hipnotizada. Ela viu uma mão diante de seus olhos, mas a gentileza do gesto não combinava nem um pouco com o desejo espelhado nos olhos dele.

Mordendo o lábio inferior, repousou sua mão na dele que a ajudou a se levantar então ele a puxou para um abraço.

— Oh... Anastasia – Christian gemeu beijando o pescoço de sua esposa – Você sabe que será castigada por causa da sua ousadia?

— Eu contava com isso, meu Mestre gostoso – ela disse descendo suas mãos pelo peito dele e gentilmente guardou seu membro dentro da calça fechando-lhe o zíper – Estamos quites agora.

— Quites? – ele indagou confuso.

— Sim. Esse foi o troco que lhe prometi dentro daquele avião depois de você ter me feito gozar, lembra amor? Ou você achava que eu tinha virado sua estagiária por um dia só para poder trabalhar de graça?

Christian riu e tomou-lhe os lábios de sua linda e ousada esposa.

❤️ FIM ❤️

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