ANASTASIA
Acordei com uma insuportável dor de cabeça. Olhei ao redor tentando me situalizar e saber aonde estava. Parecia que eu tinha passado a noite toda dentro do meu carro.
“Mas o que será que havia acontecido?” pensei, mas era melhor eu tentar descobrir depois porque eu preciso voltar para a mansão, pois acho que meus filhos estavam com fome, uma vez que eu me encontrava sentindo os seios pesados demais.
Assim que cheguei na mansão, subi direto para o quarto, pois necessitava de um banho e de remédio para dor de cabeça, mas assim que entrei encontrei com Christian e sua expressão não era das mais agradáveis.
— Que jantar demorado, não é? – ele indagou com certa ironia – Só quero saber de uma coisa. Você e o Sr. Rodriguez transaram antes ou depois de jantarem?
— O quê?
— Não se faça de desentendida comigo, Anastasia! – ele gritou.
— Você está ficando louco?
— Eu vi o vídeo que você me mandou.
— Que vídeo?
Ele estendeu o celular para mim então peguei e comecei a assistir o tal do vídeo. Por um instante eu não pude acreditar no que via na tela do aparelho. Era eu e José transando.
— Tenha a decência de não mentir na minha cara, Anastasia – ouvi Christian dizer com raiva.
— Christian, essa não sou eu. Ontem a Rose assumiu o controle sem a minha permissão, eu juro – falei enquanto ele andava de um lado para o outro passando a mão no cabelo em sinal de impaciência – Você não está percebendo que a Rose quer separar a gente! – exclamei nervosa, mas ele não se abalou com o que eu disse e permaneceu com sua expressão imparcial – É. Pelo visto ela está conseguindo. Não se preocupe, vou arrumar minhas coisas e até o meio dia eu e os bebês já estaremos fora da mansão.
— Os gêmeos não saíram da mansão, se quiser ir então vá sozinha.
O olhei incrédula.
— Eu não vou embora sem levar meus filhos comigo. Se for preciso eu brigarei pela guarda deles na justiça.
— Acredite quando eu digo que nenhum juiz dará a guarda de duas crianças para uma... – ele parou de falar de repente.
Sabia exatamente qual palavra ele iria dizer, mas que não teve coragem. Aquilo era humilhação demais, mas eu consegui segurar minhas lágrimas e respirei fundo tentando me controlar.
— Termine sua frase, Christian. Você ia dizer que nenhum juiz iria dá a guarda de duas crianças para uma prostituta, não é?
Ele não respondeu, apenas saiu do quarto batendo forte a porta então corri entrando no closet e tirei uma mala grande. A depositei em cima da cama começando a colocar minhas roupas enquanto chorava em silêncio.
Assim que terminei de arrumar tudo, fui até o quarto dos gêmeos, pois eles tinham acordado. Fiquei um bom tempo com eles até que Ben e Teddy após mamarem, adormeceram novamente.
Quando abri a porta para sair do quarto dos meninos dei de cara com Christian escorado na outra parede do corredor. Respirei fundo e fechei a porta atrás de mim, mas antes que eu emitisse algum som meus lábios foram tomados pelos os dele num desesperado beijo.
— Não vai embora, por favor – ele me pediu repousando sua testa contra a minha.
— Nosso casamento não está dando certo, Christian. Somos como água e óleo que nunca vão se misturar. Nós sempre estaremos brigando e magoando um ao outro...
— Você está certa. Somos como água e óleo, mas não precisamos nos misturar, podemos viver em harmonia, um respeitando o limite do outro. Eu te perdoo pelo que houve, por que parei para pensar e cheguei à conclusão de que estava fazendo uma tempestade num copo de água. A raiva e a dor que eu senti ao ver outro te tocando deve ter sido menor da que você sentiu quando me viu com a Lydia, por que você na época estava grávida e corria o risco de perder os nossos filhos, não era? – apenas assenti em silêncio, Christian passou o dorso de sua mão sobre minha bochecha – Me promete que não vai deixar a Rose assumir o controle de novo.
— Eu prometo – falei e encostei a cabeça em seu ombro o abraçando forte – Nunca mais a Rose vai interferir nas nossas vidas.
Estava deitada de lado, muito cansada após três horas seguidas de sexo.
— Pronta para outra rodada? – Christian sussurrou e beijou meu ombro.
— Estou muito cansada – resmunguei e me virei para olhá-lo – Não tenho seu preparo físico para conseguir praticar horas seguidas de exercício.
— Se quiser eu posso ser seu Personal Trainer particular.
— Além do que você já é? E tem outra, acho que minha bunda não aguenta mais nenhuma palmada, Mestre – brinquei.
Ele então me virou gentilmente, tirou o edredom de cima de mim, analisou o local e sua expressão passou de brincalhona para preocupada rapidamente, me inclinei apoiando-me sobre os cotovelos e olhei por cima do ombro conseguindo visualizar de relance o estado das minhas nádegas.
— Me desculpe.
— Tudo bem. Só está vermelho e ardendo um pouco, mas a dor é suportável.
— Tem certeza?
— Absoluta.
— Ok. Você me convenceu – Christian declarou dando um sorriso para mim – Levanta. Vamos tomar uma ducha depois descemos para almoçar.
— Deixa eu dormir só um pouquinho? – pedi fazendo bico então ele se inclinou e me deu um selinho – Se você me deixar dormir agora, eu juro que depois como tudo o que você quiser.
— Hum... Comer tudo o que quiser – Christian murmurou sorrindo pervertidamente.
— Estou me referindo à comida e não à sexo, seu pervertido – declarei puxando o edredom cobrindo minha nudez.
Assim que ele entrou no banheiro eu me aconcheguei debaixo dos lençóis e fechei os olhos adormecendo em seguida.
Christian e eu estamos felizes e curtindo muito nossos filhos que cresciam e a cada dia se pareciam mais com o Christian do que comigo, o que eu achava muita injustiça para algumas mães que carregam o bebê por nove meses e a pessoinha nasce a cara do pai.
A inauguração da minha loja foi um sucesso. José, após termos conversado, ele acabou se tornando um grande amigo e ele até está de caso com a minha secretária, já Jack começou a namorar Sophie, três meses depois que o noivo dela havia falecido.
— Oi, meninas – cumprimentei Amber e Lily assim que cheguei à segunda recepção.
— Boa tarde, Sra. Grey – elas disseram ao mesmo tempo.
— Meu marido está no escritório dele?
— Não senhora. Ele está em reunião – Amber me comunicou.
— Obrigada. Estou indo para lá então, pois preciso trocar a fralda de um dos gêmeos urgente. Se meu marido aparecer digam aonde eu estou – pedi e segui rumo ao escritório do Christian.
Acordei com uma insuportável dor de cabeça. Olhei ao redor tentando me situalizar e saber aonde estava. Parecia que eu tinha passado a noite toda dentro do meu carro.
“Mas o que será que havia acontecido?” pensei, mas era melhor eu tentar descobrir depois porque eu preciso voltar para a mansão, pois acho que meus filhos estavam com fome, uma vez que eu me encontrava sentindo os seios pesados demais.
Assim que cheguei na mansão, subi direto para o quarto, pois necessitava de um banho e de remédio para dor de cabeça, mas assim que entrei encontrei com Christian e sua expressão não era das mais agradáveis.
— Que jantar demorado, não é? – ele indagou com certa ironia – Só quero saber de uma coisa. Você e o Sr. Rodriguez transaram antes ou depois de jantarem?
— O quê?
— Não se faça de desentendida comigo, Anastasia! – ele gritou.
— Você está ficando louco?
— Eu vi o vídeo que você me mandou.
— Que vídeo?
Ele estendeu o celular para mim então peguei e comecei a assistir o tal do vídeo. Por um instante eu não pude acreditar no que via na tela do aparelho. Era eu e José transando.
— Tenha a decência de não mentir na minha cara, Anastasia – ouvi Christian dizer com raiva.
— Christian, essa não sou eu. Ontem a Rose assumiu o controle sem a minha permissão, eu juro – falei enquanto ele andava de um lado para o outro passando a mão no cabelo em sinal de impaciência – Você não está percebendo que a Rose quer separar a gente! – exclamei nervosa, mas ele não se abalou com o que eu disse e permaneceu com sua expressão imparcial – É. Pelo visto ela está conseguindo. Não se preocupe, vou arrumar minhas coisas e até o meio dia eu e os bebês já estaremos fora da mansão.
— Os gêmeos não saíram da mansão, se quiser ir então vá sozinha.
O olhei incrédula.
— Eu não vou embora sem levar meus filhos comigo. Se for preciso eu brigarei pela guarda deles na justiça.
— Acredite quando eu digo que nenhum juiz dará a guarda de duas crianças para uma... – ele parou de falar de repente.
Sabia exatamente qual palavra ele iria dizer, mas que não teve coragem. Aquilo era humilhação demais, mas eu consegui segurar minhas lágrimas e respirei fundo tentando me controlar.
— Termine sua frase, Christian. Você ia dizer que nenhum juiz iria dá a guarda de duas crianças para uma prostituta, não é?
Ele não respondeu, apenas saiu do quarto batendo forte a porta então corri entrando no closet e tirei uma mala grande. A depositei em cima da cama começando a colocar minhas roupas enquanto chorava em silêncio.
Assim que terminei de arrumar tudo, fui até o quarto dos gêmeos, pois eles tinham acordado. Fiquei um bom tempo com eles até que Ben e Teddy após mamarem, adormeceram novamente.
Quando abri a porta para sair do quarto dos meninos dei de cara com Christian escorado na outra parede do corredor. Respirei fundo e fechei a porta atrás de mim, mas antes que eu emitisse algum som meus lábios foram tomados pelos os dele num desesperado beijo.
— Não vai embora, por favor – ele me pediu repousando sua testa contra a minha.
— Nosso casamento não está dando certo, Christian. Somos como água e óleo que nunca vão se misturar. Nós sempre estaremos brigando e magoando um ao outro...
— Você está certa. Somos como água e óleo, mas não precisamos nos misturar, podemos viver em harmonia, um respeitando o limite do outro. Eu te perdoo pelo que houve, por que parei para pensar e cheguei à conclusão de que estava fazendo uma tempestade num copo de água. A raiva e a dor que eu senti ao ver outro te tocando deve ter sido menor da que você sentiu quando me viu com a Lydia, por que você na época estava grávida e corria o risco de perder os nossos filhos, não era? – apenas assenti em silêncio, Christian passou o dorso de sua mão sobre minha bochecha – Me promete que não vai deixar a Rose assumir o controle de novo.
— Eu prometo – falei e encostei a cabeça em seu ombro o abraçando forte – Nunca mais a Rose vai interferir nas nossas vidas.
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Estava deitada de lado, muito cansada após três horas seguidas de sexo.
— Pronta para outra rodada? – Christian sussurrou e beijou meu ombro.
— Estou muito cansada – resmunguei e me virei para olhá-lo – Não tenho seu preparo físico para conseguir praticar horas seguidas de exercício.
— Se quiser eu posso ser seu Personal Trainer particular.
— Além do que você já é? E tem outra, acho que minha bunda não aguenta mais nenhuma palmada, Mestre – brinquei.
Ele então me virou gentilmente, tirou o edredom de cima de mim, analisou o local e sua expressão passou de brincalhona para preocupada rapidamente, me inclinei apoiando-me sobre os cotovelos e olhei por cima do ombro conseguindo visualizar de relance o estado das minhas nádegas.
— Me desculpe.
— Tudo bem. Só está vermelho e ardendo um pouco, mas a dor é suportável.
— Tem certeza?
— Absoluta.
— Ok. Você me convenceu – Christian declarou dando um sorriso para mim – Levanta. Vamos tomar uma ducha depois descemos para almoçar.
— Deixa eu dormir só um pouquinho? – pedi fazendo bico então ele se inclinou e me deu um selinho – Se você me deixar dormir agora, eu juro que depois como tudo o que você quiser.
— Hum... Comer tudo o que quiser – Christian murmurou sorrindo pervertidamente.
— Estou me referindo à comida e não à sexo, seu pervertido – declarei puxando o edredom cobrindo minha nudez.
Assim que ele entrou no banheiro eu me aconcheguei debaixo dos lençóis e fechei os olhos adormecendo em seguida.
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SETE MESES DEPOIS
Christian e eu estamos felizes e curtindo muito nossos filhos que cresciam e a cada dia se pareciam mais com o Christian do que comigo, o que eu achava muita injustiça para algumas mães que carregam o bebê por nove meses e a pessoinha nasce a cara do pai.
A inauguração da minha loja foi um sucesso. José, após termos conversado, ele acabou se tornando um grande amigo e ele até está de caso com a minha secretária, já Jack começou a namorar Sophie, três meses depois que o noivo dela havia falecido.
— Oi, meninas – cumprimentei Amber e Lily assim que cheguei à segunda recepção.
— Boa tarde, Sra. Grey – elas disseram ao mesmo tempo.
— Meu marido está no escritório dele?
— Não senhora. Ele está em reunião – Amber me comunicou.
— Obrigada. Estou indo para lá então, pois preciso trocar a fralda de um dos gêmeos urgente. Se meu marido aparecer digam aonde eu estou – pedi e segui rumo ao escritório do Christian.

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