ANASTASIA
— Sabe onde eu coloquei aqueles brincos de pérolas? – perguntei entrando no banheiro já vestida em uma saia lápis preta, em uma blusa de seda bege e calçada num Louboutin de salto alto na cor nude.
— Vai sair? – Christian perguntou saindo do box enquanto se enxugava com uma toalha.
— Vou. Então... você viu os meus brincos ou não?
— Não. Você vai para onde? – o ouvi perguntar enquanto eu olhava dentro de um porta-joias que era da minha mãe, o mesmo estava em cima da bancada da pia.
— Tenho um jantar de negócios – falei colocando os brincos que eu acabara de achar.
— Vou pedir para o Taylor...
— Não se preocupe. Eu irei com meu carro – o interrompi olhando-o pelo reflexo do espelho.
— Querida, eu não gosto de você dirigindo sozinha.
— Você nunca foi contra eu dirigir meu carro, que aliás, foi você mesmo que me deu por ser uns dos carros mais seguros do mundo. Porque essa agora, Christian? – perguntei saindo do banheiro sendo seguida por ele.
— Por que me preocupo com o bem-estar da minha esposa e mãe dos meus filhos. Não quero que eles cresçam órfãos de mãe.
— Não começa com a paranoia, Christian! – ralhei e fui até ele dando-lhe um beijo gostoso – Quando eu chegar vou deixar você brincar com meus seios.
— Você vai demorar neste jantar?
— Não. Eu só vou conhecer melhor o fotógrafo que vai trabalhar comigo e com Jack. Beijos e até daqui a pouco.
Quando estava próxima a entrada do restaurante Fuji Steakhouse, após ter estacionado meu carro, avistei uma figura um pouco conhecida.
— José? É você? – perguntei ao rapaz que ia saindo de uma BMW prata.
— Anastasia? Que surpresa! – ele exclamou vindo até mim, o mesmo estava muito elegante em um terno cinza e blusa branca com os dois primeiros botões abertos.
— Por que você não me ligou? – inquiri depois pedi desculpa, pois nem éramos amigos para eu poder cobrar uma ligação dele.
— Você não precisa se desculpar. Eu até que queria te ligar, mas acabei perdendo o guardanapo com seu número – ele disse meio envergonhado – Ainda bem que o destino fez com que novamente nos encontrássemos, não é?
— É verdade – falei dando um sorriso simpático para ele – O que veio fazer aqui?
— Gosto de jantar aqui, mas hoje eu vim por causa de um cliente. E você? Veio jantar também?
— Sim – respondi enquanto seguíamos juntos para a entrada do restaurante.
— Notei que está usando sua aliança novamente então devo deduzir que você e seu marido se acertaram, não é?
— Estamos tentando seguir em frente.
— Se o casamento de vocês está indo bem, por que veio jantar sozinha? Cadê seu marido?
— Ele ficou em casa cuidados dos gêmeos. Estou aqui para um jantar de negócios também.
— Boa noite, Sra. Grey. Boa noite, Sr. Rodriguez – a recepcionista com traços orientais nos cumprimentou então olhei para José totalmente atônita.
— Você é o Sr. Rodriguez?
— Em carne e osso – ele exclamou sorrindo depois ficou pensativo – Christian... Eu devia ter ligado os pontos.
— Poderia me explicar, por favor?
— Você disse naquele dia que o nome do seu marido era Christian.
— Sim. O quê que tem?
— Eu conheço seu marido – afirmou ele meio desanimado enquanto seguíamos a recepcionista até a nossa mesa.
— E quem não conhece o magnata Christian Grey, dono da Grey Corporation? – perguntei.
— Verdade, não é? Mas quando digo que conheço seu marido é porque eu era amigo da Leila.
— Você não está se referindo a falecida ex-esposa do Christian, está? – indaguei me sentando à mesa sendo seguida por José.
— Estou sim. Por que essa cara?
— É por que eu não gostava da sua amiga.
— Não me diga que era por causa do Grey?
— Sim, era por ele, mas na época eu odiava ele também.
O garçom se aproximou então José pediu uma garrafa de vinho branco e filé mignon. Optei por escolher ostras e para sobremesa ambos pedimos mousse de creme com hortelã.
— Sabia que ostras são afrodisíacas? – perguntou-me José assim que ficamos a sós novamente.
— Sim, eu sei disso – respondi me deliciando com o meu jantar.
Continuamos conversando sobre o ensaio fotográfico que eu queria fazer para o desfile de abertura da minha loja e José concordou em me ajudar. Após jantarmos ele se ofereceu para me acompanhar até o carro e eu aceitei, mas quando estávamos a alguns metros do Tesla fui pega de surpresa por José que me puxou e me deu um beijo. Não sei o que deu em mim, mas quando ele pediu passagem com sua língua eu cedi facilmente então segundos depois recobrei a razão e consegui afastá-lo de mim.
— José, por que fez isso?
— Por que você merece coisa melhor que o Grey.
— Desculpe, mas eu não quero trair o Christian.
— Você não quer ou não consegue? – ele perguntou se aproximando de mim, instintivamente eu recuei alguns passos.
— Eu não sei. Acho que não consigo pagar na mesma moeda a traição dele, me desculpe, José.
Me virei e comecei a andar rápido rumo ao meu carro, mas parei quando Rose apareceu na minha frente.
“Eu não vou deixar você estragar o plano” ela disse com raiva avançando contra mim e antes que eu pudesse fazer algo, tudo ficou escuro.
ROSE
“Eu consegui assumir o controle sem a permissão da Anastasia? Nem acredito que isso está acontecendo. Sei que depois disso ela nunca mais vai querer que eu tome o controle novamente então vou aproveitar o máximo que posso”
Sorri maleficamente então me virei e encontrei o tal de José parado a alguns metros me olhando confuso. Comecei a andar até ele de um modo extremamente sedutor e provocativo. Quando finalmente parei a sua frente me joguei em seus braços e dei um beijo tão avassalador que em questão de segundos ambos estávamos sem fôlego.
— Anastasia!? – ele exclamou ofegante.
— Essa é minha personalidade devassa. Quer conhecê-la?
Ele pareceu indeciso.
“Aff! Detesto homens indecisos” pensei com raiva.
Eu deveria seguir em frente com o plano de vingança contra o idiota do Grey então para incentivá-lo à uma decisão ao meu favor, deslizei uma das mãos para a calça dele e comecei a massagear aquela coisa nojenta que os homens possuem entre as pernas.
— Então? Quer conhecer meu lado devasso ou não? – perguntei fingindo estar gostando de tudo aquilo.
Em resposta ele fincou suas mãos em meus cabelos e me puxou para outro beijo.
“Perfeito, consegui fisgar o imbecil”
— Vamos para o meu apartamento?
— Com certeza, gostoso.
Depois de tudo concluído e de ter enviado o vídeo para o idiota, agora estava na hora de curtir um pouco e para isso eu precisava de Evon Winston, meu companheiro de farra. Roubei um dinheiro do imbecil do José e sai do apartamento dele, o deixando dormindo jogado na cama.
Peguei um táxi e ao invés de ir até o estacionamento do restaurante onde havia deixado o carro da Anastasia, eu decidi ir para onde tinha certeza que encontraria Evon a essa hora da noite.
Minutos depois o táxi estacionou em frente ao Mix Bar e eu desci depois de ter pagado a corrida ao motorista. Assim que entrei avistei Evon sentado ao balcão sendo servido pelo barman. Ele me viu se aproximando e virou de costas.
— Quem é vivo sempre aparece – ele disse sem olhar para mim – Posso saber quem está no comando hoje?
Em resposta encurtei nossa distância e o abracei por trás.
— Tente descobrir, gostoso – sussurrei provocante em seu ouvido enquanto deslizava uma das mãos para dentro de sua blusa, arranhando seu tórax com as unhas.
— Que bom revê-la, Rose – Evon exclamou então o soltei e me sentei ao seu lado roubando o copo dele dando em seguida um gole na bebida.
— Como sabia que era eu? – perguntei.
— Por que você mente descaradamente – Evon me olhou sorrindo – Não acredito que a Anastasia ainda deixa você usar o corpo dela?
— Essa vez eu não pedi permissão. Apenas entrei e já que estou dentro, quero aproveitar e me divertir um pouco, por isso eu vim atrás de você.
— Soube que a Isabela...
— Por favor, Evon, eu não quero saber nada dessa garota.
— Pensei que você a amasse?
— Vou me odiar por dizer isso, mas eu ainda a amo muito – declarei e tomei a garrafa das mãos dele ignorando o copo que o barman estendia para mim então rapidamente dei um longo gole direto da boca da garrafa, sentindo a bebida arder enquanto passava pelo meu esôfago – Mas eu também a odeio muito, porque ela não lutou pelo o nosso amor e deixou que a Anastasia fosse expulsa da mansão Morrison.
— Rose, tente entender o lado dela. Isabela é filha única e Corinne e Omar sempre a mantiveram sob suas asas. Eles não queriam que a filha deles se envolvesse com gente errada.
— A verdade é que os pais puritanos dela não querem que a sociedade descubra que a princesinha deles é lésbica. Isso seria um tremendo escândalo para a família Morrison, mas Evon vamos parar de falar nisso porque eu já estou começando a me irritar.
— Ok. Tudo bem. Só por que eu sei do que você é capaz de fazer quando está muito irritada e não estou afim de morrer hoje. O que você quer fazer?
— Primeiro vamos sair daqui e consegui roupas novas para mim, bem ao meu estilo.
Saímos do bar e entramos na sua Ferrari preta. Não foi difícil encontrar uma loja fácil de ser arrombada. Evon ficou de vigia enquanto eu caçava uma roupa mais a minha cara. Peguei uma blusa preta, uma calça jeans meio rasgada na coxa e uma bota preta de cano curto. Assim que terminei de me vestir, guardei as roupas da Anastasia numa sacola, peguei um presentinho para o Evon e sai da loja.
— Porra Rose, você demorou – ele resmungou assim que entrei no carro.
— Ai Evon não reclama. Toma. Isto é para você – falei entregando uma jaqueta preta de couro – Agora coloca essa máquina para funcionar, por que eu quero velocidade, baby.
— Para onde vamos?
— Boate. Quero pegar quantas gatas eu poder esta noite. Meninas, se preparem porque a Rose está na ativa! – exclamei fazendo Evon rir.
— Sabe onde eu coloquei aqueles brincos de pérolas? – perguntei entrando no banheiro já vestida em uma saia lápis preta, em uma blusa de seda bege e calçada num Louboutin de salto alto na cor nude.
— Vai sair? – Christian perguntou saindo do box enquanto se enxugava com uma toalha.
— Vou. Então... você viu os meus brincos ou não?
— Não. Você vai para onde? – o ouvi perguntar enquanto eu olhava dentro de um porta-joias que era da minha mãe, o mesmo estava em cima da bancada da pia.
— Tenho um jantar de negócios – falei colocando os brincos que eu acabara de achar.
— Vou pedir para o Taylor...
— Não se preocupe. Eu irei com meu carro – o interrompi olhando-o pelo reflexo do espelho.
— Querida, eu não gosto de você dirigindo sozinha.
— Você nunca foi contra eu dirigir meu carro, que aliás, foi você mesmo que me deu por ser uns dos carros mais seguros do mundo. Porque essa agora, Christian? – perguntei saindo do banheiro sendo seguida por ele.
— Por que me preocupo com o bem-estar da minha esposa e mãe dos meus filhos. Não quero que eles cresçam órfãos de mãe.
— Não começa com a paranoia, Christian! – ralhei e fui até ele dando-lhe um beijo gostoso – Quando eu chegar vou deixar você brincar com meus seios.
— Você vai demorar neste jantar?
— Não. Eu só vou conhecer melhor o fotógrafo que vai trabalhar comigo e com Jack. Beijos e até daqui a pouco.
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Quando estava próxima a entrada do restaurante Fuji Steakhouse, após ter estacionado meu carro, avistei uma figura um pouco conhecida.
— José? É você? – perguntei ao rapaz que ia saindo de uma BMW prata.
— Anastasia? Que surpresa! – ele exclamou vindo até mim, o mesmo estava muito elegante em um terno cinza e blusa branca com os dois primeiros botões abertos.
— Por que você não me ligou? – inquiri depois pedi desculpa, pois nem éramos amigos para eu poder cobrar uma ligação dele.
— Você não precisa se desculpar. Eu até que queria te ligar, mas acabei perdendo o guardanapo com seu número – ele disse meio envergonhado – Ainda bem que o destino fez com que novamente nos encontrássemos, não é?
— É verdade – falei dando um sorriso simpático para ele – O que veio fazer aqui?
— Gosto de jantar aqui, mas hoje eu vim por causa de um cliente. E você? Veio jantar também?
— Sim – respondi enquanto seguíamos juntos para a entrada do restaurante.
— Notei que está usando sua aliança novamente então devo deduzir que você e seu marido se acertaram, não é?
— Estamos tentando seguir em frente.
— Se o casamento de vocês está indo bem, por que veio jantar sozinha? Cadê seu marido?
— Ele ficou em casa cuidados dos gêmeos. Estou aqui para um jantar de negócios também.
— Boa noite, Sra. Grey. Boa noite, Sr. Rodriguez – a recepcionista com traços orientais nos cumprimentou então olhei para José totalmente atônita.
— Você é o Sr. Rodriguez?
— Em carne e osso – ele exclamou sorrindo depois ficou pensativo – Christian... Eu devia ter ligado os pontos.
— Poderia me explicar, por favor?
— Você disse naquele dia que o nome do seu marido era Christian.
— Sim. O quê que tem?
— Eu conheço seu marido – afirmou ele meio desanimado enquanto seguíamos a recepcionista até a nossa mesa.
— E quem não conhece o magnata Christian Grey, dono da Grey Corporation? – perguntei.
— Verdade, não é? Mas quando digo que conheço seu marido é porque eu era amigo da Leila.
— Você não está se referindo a falecida ex-esposa do Christian, está? – indaguei me sentando à mesa sendo seguida por José.
— Estou sim. Por que essa cara?
— É por que eu não gostava da sua amiga.
— Não me diga que era por causa do Grey?
— Sim, era por ele, mas na época eu odiava ele também.
O garçom se aproximou então José pediu uma garrafa de vinho branco e filé mignon. Optei por escolher ostras e para sobremesa ambos pedimos mousse de creme com hortelã.
— Sabia que ostras são afrodisíacas? – perguntou-me José assim que ficamos a sós novamente.
— Sim, eu sei disso – respondi me deliciando com o meu jantar.
Continuamos conversando sobre o ensaio fotográfico que eu queria fazer para o desfile de abertura da minha loja e José concordou em me ajudar. Após jantarmos ele se ofereceu para me acompanhar até o carro e eu aceitei, mas quando estávamos a alguns metros do Tesla fui pega de surpresa por José que me puxou e me deu um beijo. Não sei o que deu em mim, mas quando ele pediu passagem com sua língua eu cedi facilmente então segundos depois recobrei a razão e consegui afastá-lo de mim.
— José, por que fez isso?
— Por que você merece coisa melhor que o Grey.
— Desculpe, mas eu não quero trair o Christian.
— Você não quer ou não consegue? – ele perguntou se aproximando de mim, instintivamente eu recuei alguns passos.
— Eu não sei. Acho que não consigo pagar na mesma moeda a traição dele, me desculpe, José.
Me virei e comecei a andar rápido rumo ao meu carro, mas parei quando Rose apareceu na minha frente.
“Eu não vou deixar você estragar o plano” ela disse com raiva avançando contra mim e antes que eu pudesse fazer algo, tudo ficou escuro.
ROSE
“Eu consegui assumir o controle sem a permissão da Anastasia? Nem acredito que isso está acontecendo. Sei que depois disso ela nunca mais vai querer que eu tome o controle novamente então vou aproveitar o máximo que posso”
Sorri maleficamente então me virei e encontrei o tal de José parado a alguns metros me olhando confuso. Comecei a andar até ele de um modo extremamente sedutor e provocativo. Quando finalmente parei a sua frente me joguei em seus braços e dei um beijo tão avassalador que em questão de segundos ambos estávamos sem fôlego.
— Anastasia!? – ele exclamou ofegante.
— Essa é minha personalidade devassa. Quer conhecê-la?
Ele pareceu indeciso.
“Aff! Detesto homens indecisos” pensei com raiva.
Eu deveria seguir em frente com o plano de vingança contra o idiota do Grey então para incentivá-lo à uma decisão ao meu favor, deslizei uma das mãos para a calça dele e comecei a massagear aquela coisa nojenta que os homens possuem entre as pernas.
— Então? Quer conhecer meu lado devasso ou não? – perguntei fingindo estar gostando de tudo aquilo.
Em resposta ele fincou suas mãos em meus cabelos e me puxou para outro beijo.
“Perfeito, consegui fisgar o imbecil”
— Vamos para o meu apartamento?
— Com certeza, gostoso.
★ ★ ★ ★ ★
Depois de tudo concluído e de ter enviado o vídeo para o idiota, agora estava na hora de curtir um pouco e para isso eu precisava de Evon Winston, meu companheiro de farra. Roubei um dinheiro do imbecil do José e sai do apartamento dele, o deixando dormindo jogado na cama.
Peguei um táxi e ao invés de ir até o estacionamento do restaurante onde havia deixado o carro da Anastasia, eu decidi ir para onde tinha certeza que encontraria Evon a essa hora da noite.
Minutos depois o táxi estacionou em frente ao Mix Bar e eu desci depois de ter pagado a corrida ao motorista. Assim que entrei avistei Evon sentado ao balcão sendo servido pelo barman. Ele me viu se aproximando e virou de costas.
— Quem é vivo sempre aparece – ele disse sem olhar para mim – Posso saber quem está no comando hoje?
Em resposta encurtei nossa distância e o abracei por trás.
— Tente descobrir, gostoso – sussurrei provocante em seu ouvido enquanto deslizava uma das mãos para dentro de sua blusa, arranhando seu tórax com as unhas.
— Que bom revê-la, Rose – Evon exclamou então o soltei e me sentei ao seu lado roubando o copo dele dando em seguida um gole na bebida.
— Como sabia que era eu? – perguntei.
— Por que você mente descaradamente – Evon me olhou sorrindo – Não acredito que a Anastasia ainda deixa você usar o corpo dela?
— Essa vez eu não pedi permissão. Apenas entrei e já que estou dentro, quero aproveitar e me divertir um pouco, por isso eu vim atrás de você.
— Soube que a Isabela...
— Por favor, Evon, eu não quero saber nada dessa garota.
— Pensei que você a amasse?
— Vou me odiar por dizer isso, mas eu ainda a amo muito – declarei e tomei a garrafa das mãos dele ignorando o copo que o barman estendia para mim então rapidamente dei um longo gole direto da boca da garrafa, sentindo a bebida arder enquanto passava pelo meu esôfago – Mas eu também a odeio muito, porque ela não lutou pelo o nosso amor e deixou que a Anastasia fosse expulsa da mansão Morrison.
— Rose, tente entender o lado dela. Isabela é filha única e Corinne e Omar sempre a mantiveram sob suas asas. Eles não queriam que a filha deles se envolvesse com gente errada.
— A verdade é que os pais puritanos dela não querem que a sociedade descubra que a princesinha deles é lésbica. Isso seria um tremendo escândalo para a família Morrison, mas Evon vamos parar de falar nisso porque eu já estou começando a me irritar.
— Ok. Tudo bem. Só por que eu sei do que você é capaz de fazer quando está muito irritada e não estou afim de morrer hoje. O que você quer fazer?
— Primeiro vamos sair daqui e consegui roupas novas para mim, bem ao meu estilo.
Saímos do bar e entramos na sua Ferrari preta. Não foi difícil encontrar uma loja fácil de ser arrombada. Evon ficou de vigia enquanto eu caçava uma roupa mais a minha cara. Peguei uma blusa preta, uma calça jeans meio rasgada na coxa e uma bota preta de cano curto. Assim que terminei de me vestir, guardei as roupas da Anastasia numa sacola, peguei um presentinho para o Evon e sai da loja.
— Porra Rose, você demorou – ele resmungou assim que entrei no carro.
— Ai Evon não reclama. Toma. Isto é para você – falei entregando uma jaqueta preta de couro – Agora coloca essa máquina para funcionar, por que eu quero velocidade, baby.
— Para onde vamos?
— Boate. Quero pegar quantas gatas eu poder esta noite. Meninas, se preparem porque a Rose está na ativa! – exclamei fazendo Evon rir.

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