ANASTASIA
— Desde quando minha mesa virou trocador?
— Desde que você me engravidou – falei com raiva ainda concentrada na fita adesiva da fralda do Theodore e para piorar a situação, Thobias começou a chorar assim que Christian fechou a porta do escritório.
— Nossa que estresse, querida.
— Você queria me ver grávida de novo e conseguiu então aguente meu estresse de bico calado. Agora faz uma coisa de útil e me ajuda com os bebês.
— É para eu pegar o Thobias?
O olhei sarcasticamente com uma das sobrancelhas erguida.
— Não, Christian. É para você ver se eu estou na esquina.
— Ok, não está mais aqui quem perguntou.
Finalmente terminei de trocar a fralda do Teddy então fui até Christian que havia ido para sua sala de estar montada dentro do seu escritório. Me sentei no sofá de frente à ele, desabotoei os três botões da minha camisa branca, desprendi a alça do sutiã de amamentação e ofereci o peito ao meu filho.
— Você está mesmo decidida a não contar para ninguém sobre sua gravidez? – Christian me perguntou enquanto eu dava de mamar para Theodore, já o irmãozinho dele estava sentadinho no colo do pai deles enquanto brincava com uma réplica de borracha de um avião.
— Por enquanto não. Carla está perto de ganhar o Pietro, a Andrea e a Kate acabaram de sair do hospital após darem à luz a Lindsay e a Ava e a Eyva então meu pai está com bebês de mais para mimar, sem contar com o Theodore e o Thobias e ainda tem sua irmã com a Gabrielle. Vamos deixar para contar só daqui a algumas semanas. Minha barriga nem está tão visível ainda.
— Lembra quando você estava de três meses e sua barriga já era um pouco grande? – Christian comentou se levantando com Thobias no colo e vindo se sentar ao meu lado.
— Eu lembro. Só que a diferença é que na minha primeira gravidez eu estava esperando gêmeos e agora só tem um bebê aqui dentro. O que você acha que é? Menino ou menina?
— Não sei, Ana. Para mim não me importa se vir um filho ou uma filha, o que importa é que venha com saúde.
— Você tem razão, mas mesmo assim estou contando os minutos para chegar quarta-feira que vem para podermos receber o resultado de sangue e saber logo o sexo dele.
— Aonde a Sra. Grey pensa que vai?
— Vou aproveitar que hoje é sábado e que está tudo calmo para dá um pulinho lá na loja para finalizar uns documentos e vou levar os bebês para poder amamentá-los na hora certa. Pede para Gail preparar uma sopinha de legumes tipo papinha para o almoço dos meninos, ok? – pedi e ele assentiu depois me chamou com o dedo indicador, mas quando me aproximei, ele me puxou para a cama de novo.
— Christian! – exclamei sorrindo.
— Que foi? Eu só estou querendo ganhar um beijo de despedida da minha linda esposinha.
— Um beijo de despedida, sei!? Você está querendo é outra coisa.
— É claro que não, mas se você quiser me dar também, eu aceito – ele disse já começando a beijar meu pescoço.
— Christian, agora não dá, vamos fazer isso mais tarde.
— Está bem – ele resmungou emburrado.
— Bola de neve? – escutei Lucy com uma voz chorosa chamar pelo seu cachorrinho da raça spitz alemão que eu havia dado a ela em seu aniversário de sete anos.
— O que foi, meus anjinhos? – perguntei assim que adentrei a sala de estar e parei em frente a Lucy, Alaska e Rachel.
— Tia... a gente não tá achando... o Bola de Neve... – choramingou Lucy.
— Calma e pare de chorar, anjinho. A gente vai encontrar o Bola de Neve sim.
Coloquei os bebês-conforto em cima da mesinha de centro e comecei a ajudá-las, mas nada do cachorrinho aparecer até que Jack entrou na sala então Lucy correu e disse que o Bola de Neve havia fugido.
— Princesa, o papai não disse ontem que ia levar o Bola de Neve no Pet Shop para ele ficar cheirosinho? Quando ele voltar vocês podem brincar com ele no seu quarto, ok?
— Tá bem, papai.
— Boa menina. E você Ana, está bem?
— Estou.
— Nada de enjoo?
— Graças a Deus que não. Essa fase já passou. Estou indo dá um pulo lá no trabalho...
— Quer que eu vá com você? – Jack perguntou me interrompendo e olhou para o lado – Meninas não corram dentro de casa, vão para o jardim.
As três logo saíram correndo para fora da sala de estar.
— Não precisa. Curta o sábado com sua filha e com Sophie – falei enquanto pegava os bebês-conforto depois sai da mansão.
Entrei no meu escritório e coloquei os gêmeos no cercadinho da área infantil que havia mandado montar em minha sala. Eles ficaram brincando com os seus brinquedos enquanto eu me concentrava em terminar os documentos. Fiquei trabalhando a manhã toda, parando apenas para amamentar e trocar fralda.
Quando faltava apenas quinze minutos para o meio-dia, arrumei minhas coisas e as dos gêmeos, peguei meus filhos, os coloquei nos bebês-conforto e sai rumo ao estacionamento do prédio. Assim que pisei os pés no local eu senti um arrepio muito forte percorrer minha espinha, mas segui em frente.
Estava terminando de prender os bebês-conforto no banco de trás do carro quando de repente eu senti alguém me segurando por trás e um pano logo sendo pressionado contra a minha boca e meu nariz. A única coisa que meu cérebro conseguiu registrar antes de tudo escurecer foi o choro dos meus filhos.
CHRISTIAN
Assim que Ana saiu com os meninos, tentei dormir um pouco, mas não consegui então levantei da cama, vesti uma camisa branca e uma calça cinza de moletom, desci dando o aviso da Anastasia para a Sra. Jones depois fui até a minha academia particular onde passei quase a manhã toda praticando algumas séries de exercícios.
— Bola de neve volta já aqui! – escutei alguém falar enquanto fechava a porta da sala de treinamento então de repente uma pequena e branca bola de pelo ambulante apareceu no corredor vindo em minha direção e o peguei no colo.
— Desculpa, tio Christian – murmurou a garotinha que vinha correndo atrás do animalzinho.
— Tenha cuidado ou senão ele pode fugir – falei passando o cachorrinho para ela – Você tem que impor limites nele. Mostre a ele quem manda.
— Tá – ela assentiu e saiu brigando com o bichinho – Menino levado. Vai ficar de castigo.
Saí sorrindo daquela cena e subi a escada a fim de ir para o quarto e tomar um banho. Quando deu duas da tarde e nada da Ana retornar para casa, liguei para ela várias vezes e sempre só caía na caixa postal.
— Nada dela atender, Christian? – Jack perguntou parando perto de mim.
— Nada. Eu não estou gostando disso – comentei já preocupado.
— Vamos até a loja para ver se ela ainda está por lá.
— Já liguei na Sétimo Céu também e ninguém atendeu.
— O que custa ir lá? – ele indagou então concordei com a ideia, peguei as chaves do carro enquanto que ele falava com Sophie, minutos depois nos encontramos em frente à mansão então partirmos rumo ao centro de Seattle.
— A loja está fechada.
— Mas o carro dela está no estacionamento – comentei enquanto estávamos parados em frente a Sétimo Céu.
Enfiei a mão no bolso da calça e peguei o celular, liguei para o Taylor e pedi que ele tentasse rastrear o sinal do GPS do celular da Anastasia. Minutos depois, Taylor retornou à ligação e me informou que o sinal indicava que ela estava no estacionamento do prédio de onde nós nos encontrávamos neste momento então descemos até lá e encontramos dentro do carro a bolsa dela com todos os pertences e documentos.
“Onde será que a Ana e os meninos estavam?”
— Desde quando minha mesa virou trocador?
— Desde que você me engravidou – falei com raiva ainda concentrada na fita adesiva da fralda do Theodore e para piorar a situação, Thobias começou a chorar assim que Christian fechou a porta do escritório.
— Nossa que estresse, querida.
— Você queria me ver grávida de novo e conseguiu então aguente meu estresse de bico calado. Agora faz uma coisa de útil e me ajuda com os bebês.
— É para eu pegar o Thobias?
O olhei sarcasticamente com uma das sobrancelhas erguida.
— Não, Christian. É para você ver se eu estou na esquina.
— Ok, não está mais aqui quem perguntou.
Finalmente terminei de trocar a fralda do Teddy então fui até Christian que havia ido para sua sala de estar montada dentro do seu escritório. Me sentei no sofá de frente à ele, desabotoei os três botões da minha camisa branca, desprendi a alça do sutiã de amamentação e ofereci o peito ao meu filho.
— Você está mesmo decidida a não contar para ninguém sobre sua gravidez? – Christian me perguntou enquanto eu dava de mamar para Theodore, já o irmãozinho dele estava sentadinho no colo do pai deles enquanto brincava com uma réplica de borracha de um avião.
— Por enquanto não. Carla está perto de ganhar o Pietro, a Andrea e a Kate acabaram de sair do hospital após darem à luz a Lindsay e a Ava e a Eyva então meu pai está com bebês de mais para mimar, sem contar com o Theodore e o Thobias e ainda tem sua irmã com a Gabrielle. Vamos deixar para contar só daqui a algumas semanas. Minha barriga nem está tão visível ainda.
— Lembra quando você estava de três meses e sua barriga já era um pouco grande? – Christian comentou se levantando com Thobias no colo e vindo se sentar ao meu lado.
— Eu lembro. Só que a diferença é que na minha primeira gravidez eu estava esperando gêmeos e agora só tem um bebê aqui dentro. O que você acha que é? Menino ou menina?
— Não sei, Ana. Para mim não me importa se vir um filho ou uma filha, o que importa é que venha com saúde.
— Você tem razão, mas mesmo assim estou contando os minutos para chegar quarta-feira que vem para podermos receber o resultado de sangue e saber logo o sexo dele.
★ ★ ★ ★ ★
TRÊS DIAS DEPOIS
— Aonde a Sra. Grey pensa que vai?
— Vou aproveitar que hoje é sábado e que está tudo calmo para dá um pulinho lá na loja para finalizar uns documentos e vou levar os bebês para poder amamentá-los na hora certa. Pede para Gail preparar uma sopinha de legumes tipo papinha para o almoço dos meninos, ok? – pedi e ele assentiu depois me chamou com o dedo indicador, mas quando me aproximei, ele me puxou para a cama de novo.
— Christian! – exclamei sorrindo.
— Que foi? Eu só estou querendo ganhar um beijo de despedida da minha linda esposinha.
— Um beijo de despedida, sei!? Você está querendo é outra coisa.
— É claro que não, mas se você quiser me dar também, eu aceito – ele disse já começando a beijar meu pescoço.
— Christian, agora não dá, vamos fazer isso mais tarde.
— Está bem – ele resmungou emburrado.
★ ★ ★ ★ ★
— Bola de neve? – escutei Lucy com uma voz chorosa chamar pelo seu cachorrinho da raça spitz alemão que eu havia dado a ela em seu aniversário de sete anos.
— O que foi, meus anjinhos? – perguntei assim que adentrei a sala de estar e parei em frente a Lucy, Alaska e Rachel.
— Tia... a gente não tá achando... o Bola de Neve... – choramingou Lucy.
— Calma e pare de chorar, anjinho. A gente vai encontrar o Bola de Neve sim.
Coloquei os bebês-conforto em cima da mesinha de centro e comecei a ajudá-las, mas nada do cachorrinho aparecer até que Jack entrou na sala então Lucy correu e disse que o Bola de Neve havia fugido.
— Princesa, o papai não disse ontem que ia levar o Bola de Neve no Pet Shop para ele ficar cheirosinho? Quando ele voltar vocês podem brincar com ele no seu quarto, ok?
— Tá bem, papai.
— Boa menina. E você Ana, está bem?
— Estou.
— Nada de enjoo?
— Graças a Deus que não. Essa fase já passou. Estou indo dá um pulo lá no trabalho...
— Quer que eu vá com você? – Jack perguntou me interrompendo e olhou para o lado – Meninas não corram dentro de casa, vão para o jardim.
As três logo saíram correndo para fora da sala de estar.
— Não precisa. Curta o sábado com sua filha e com Sophie – falei enquanto pegava os bebês-conforto depois sai da mansão.
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Entrei no meu escritório e coloquei os gêmeos no cercadinho da área infantil que havia mandado montar em minha sala. Eles ficaram brincando com os seus brinquedos enquanto eu me concentrava em terminar os documentos. Fiquei trabalhando a manhã toda, parando apenas para amamentar e trocar fralda.
Quando faltava apenas quinze minutos para o meio-dia, arrumei minhas coisas e as dos gêmeos, peguei meus filhos, os coloquei nos bebês-conforto e sai rumo ao estacionamento do prédio. Assim que pisei os pés no local eu senti um arrepio muito forte percorrer minha espinha, mas segui em frente.
Estava terminando de prender os bebês-conforto no banco de trás do carro quando de repente eu senti alguém me segurando por trás e um pano logo sendo pressionado contra a minha boca e meu nariz. A única coisa que meu cérebro conseguiu registrar antes de tudo escurecer foi o choro dos meus filhos.
CHRISTIAN
Assim que Ana saiu com os meninos, tentei dormir um pouco, mas não consegui então levantei da cama, vesti uma camisa branca e uma calça cinza de moletom, desci dando o aviso da Anastasia para a Sra. Jones depois fui até a minha academia particular onde passei quase a manhã toda praticando algumas séries de exercícios.
— Bola de neve volta já aqui! – escutei alguém falar enquanto fechava a porta da sala de treinamento então de repente uma pequena e branca bola de pelo ambulante apareceu no corredor vindo em minha direção e o peguei no colo.
— Desculpa, tio Christian – murmurou a garotinha que vinha correndo atrás do animalzinho.
— Tenha cuidado ou senão ele pode fugir – falei passando o cachorrinho para ela – Você tem que impor limites nele. Mostre a ele quem manda.
— Tá – ela assentiu e saiu brigando com o bichinho – Menino levado. Vai ficar de castigo.
Saí sorrindo daquela cena e subi a escada a fim de ir para o quarto e tomar um banho. Quando deu duas da tarde e nada da Ana retornar para casa, liguei para ela várias vezes e sempre só caía na caixa postal.
— Nada dela atender, Christian? – Jack perguntou parando perto de mim.
— Nada. Eu não estou gostando disso – comentei já preocupado.
— Vamos até a loja para ver se ela ainda está por lá.
— Já liguei na Sétimo Céu também e ninguém atendeu.
— O que custa ir lá? – ele indagou então concordei com a ideia, peguei as chaves do carro enquanto que ele falava com Sophie, minutos depois nos encontramos em frente à mansão então partirmos rumo ao centro de Seattle.
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— A loja está fechada.
— Mas o carro dela está no estacionamento – comentei enquanto estávamos parados em frente a Sétimo Céu.
Enfiei a mão no bolso da calça e peguei o celular, liguei para o Taylor e pedi que ele tentasse rastrear o sinal do GPS do celular da Anastasia. Minutos depois, Taylor retornou à ligação e me informou que o sinal indicava que ela estava no estacionamento do prédio de onde nós nos encontrávamos neste momento então descemos até lá e encontramos dentro do carro a bolsa dela com todos os pertences e documentos.
“Onde será que a Ana e os meninos estavam?”

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