sexta-feira, 27 de março de 2020

Maliciosamente Sedutores - Capítulo 35


ANASTASIA

CINCO DIAS DEPOIS

— Cadê o Christian? – Jack me perguntou, deitado na espreguiçadeira ao meu lado.

Estávamos à beira da piscina interna da mansão Grey, pois lá fora o magnífico céu de Seattle estava escondido atrás de grossas nuvens de chuva que caía fortemente sobre a cidade e seus arredores. Lucy estava dentro da piscina se divertindo com Rachel e Alaska enquanto que os gêmeos estavam dormindo dentro do carrinho que se encontrava entre a minha espreguiçadeira e a de Jack.

— Está na biblioteca que, aliás, se tornou o escritório dele agora. Não sei por que Christian insiste em querer ficar em casa e se afastar do trabalho se ele não consegue. E para piorar a situação, eu tenho que conviver com ele o dia inteiro aqui na mansão e nem ao menos posso tirar uma casquinha.

— Ele ainda está com a tal greve de sexo?

— Está – falei meio emburrada e dei uma olhada em direção às meninas – Rachel, não faça mais isso ou você vai acabar machucando sua irmã!

— Tudo bem, tia.

— Bem que você mereceu esse castigo.

Peguei Jullie, a boneca de Lucy, que estava perto de mim e joguei em Jack que riu.

— De que lado você está?

— Do lado do Christian, é claro – exclamou Jack se sentando – Ele que foi injustiçado por você.

— Eu tinha meus motivos, tá! Vamos mudar de assunto?

— Só uma dica para o casal com o relacionamento abalado. Quando os bebês estiverem maiorzinhos, tenta fazer uma segunda lua de mel a sós com ele.

— Vou tentar, mas acho que vai ser impossível. Do mesmo jeito que Christian não consegue largar do trabalho eu também não consigo me afastar dos meus filhos. Só de pensar na hipótese de ficar alguns dias longe deles já me deixa angustiada – comentei olhando meus menininhos.

— Acho que toda mãe se sente assim, Anastasia. Vamos voltar para a piscina? – ele perguntou se levantando.

— Não. Pode ir. Você está merecendo relaxar um pouco, pois trabalhou demais ontem.

— Obrigado... chefinha – Jack falou em tom brincalhão me fazendo sorrir – A propósito, marquei um jantar de negócios com o Sr. Rodriguez.

— O fotógrafo?

— Isso mesmo.

— Só espero que não seja nenhum velho tarado por criancinhas – comentei e Jack caiu na risada, mas logo parou quando indiquei que os bebês estavam dormindo.

— Desculpe. Só você mesma para pensar este tipo de coisa, Anastasia. Pela voz me pareceu que velho ele não é.

— Vamos ver. Para quando e onde está marcado o jantar?

— Restaurante Fuji Steakhouse, sábado agora, dia vinte e sete às sete e meia da noite.

— Ok.

Jack se virou e foi para o outro lado da piscina onde as garotas estavam então abri meu livro novamente e retornei a lê-lo.


★ ★ ★ ★ ★


— Sabe me informar se Christian vai vir jantar? – perguntei a Gail que estava me servindo um prato de sopa de legumes.

— Quando fui informá-lo sobre o jantar ele disse que não iria ceiar hoje, menina.

— Ele passou o dia todo enfurnado naquela biblioteca! Para mim já deu! – exclamei jogando a guardanapo ao lado do prato – Ele me obriga a comer então ele vai ter que comer também. Gail termine de servir os Hyde depois guarde a comida no forno e pode se retirar – informei me levantando da mesa e indo em direção a porta, mas parei e me virei para encará-los – E não se preocupem se ouvirem algum barulho de algo caindo ou se quebrando, será apenas eu e o Christian brincando.

— Tia, deixa eu ir também? Quero brincar com a senhora e com o tio Christian.

— Minha princesinha, eu não posso te levar por que é uma brincadeira de gente grande. Seu pai vai te explicar o que é.

— Como é que é? – indagou Jack quase se engasgando com a própria comida.

Sai da sala de jantar sorrindo e subi para o quarto. Tomei uma ducha rápida, escovei os cabelos deixando-os bem ondulados, fui para o closet e coloquei apenas um casaco azul escuro e calcei uma bota de salto alto e cano longo até acima do joelho.

— É hoje que essa greve de sexo acaba – exclamei saindo do quarto.

Quando ia seguindo pelo corredor, escutei os gêmeos começarem a chorar então fui até o quarto deles. Dei de mamar primeiro para um depois para o outro e logo após eles arrotarem eu os troquei colocando-os nos berços novamente, então saí rumo à biblioteca.

Chegando em frente à porta escutei Christian conversando, provavelmente era ao telefone. Girei a maçaneta devagar para não fazer barulho e entrei fechando a porta atrás de mim. Ele estava sentado em sua mais nova mesa discutindo com alguém, mas assim que me viu Christian disse que ia ligar depois.

— Vai sair? – ele me perguntou me avaliando de baixo para cima enquanto eu me aproximava da mesa.

— Sim, eu irei sair. Vou ver se encontro alguém que queira transar comigo, já que meu marido não me quer.

Me virei e me dirigi em passos rápidos rumo à porta, mas Christian foi mais rápido e pegou no meu pulso me puxando para trás. Ao sentir seu corpo por trás de mim, se moldando ao meu, todo meu corpo reagiu, se estremecendo como se tivesse levado um pequeno choque elétrico.

Eu precisava daquele homem dentro de mim urgente.

Uma de suas mãos estava ao redor da minha cintura me prendendo contra a ele enquanto que a outra mão estava em meu pescoço apertando-o um pouco.

— Ninguém pode te tocar, a não ser eu.

— Por quê? – indaguei com dificuldade então ele tirou sua mão do meu pescoço e afastou meu cabelo para o lado.

— Porque você é minha. Somente e exclusivamente minha – ele sussurrou no meu ouvido me fazendo fechar os olhos para saborear a sensação prazerosa que eu estava sentindo em meu ventre – Agora suba, pois você não vai sair e quero que troque de roupa, Sra. Grey.

— Que roupa, Sr. Grey? Não estou usando nada por baixo do casaco – falei sedutoramente.

Ele me virou bruscamente e abriu o casaco para ver se eu realmente estava dizendo a verdade. O vi engolir em seco quando o pano deslizou pelo meu corpo até cair ao chão me fazendo ficar completamente nua a sua frente.

Mordi o lábio a fim de provocá-lo e o semblante de Christian ficou mais sombrio e enigmático. Notei que seu olhar não desviava dos meus seios então para atiçá-lo ainda mais me aproximei dele o envolvendo pelo pescoço e colando nossos corpos. Senti sua ereção contra meu ventre e isso só aumentou ainda mais o meu tesão.

— Sra. Grey – advertiu-me quando mordi a linha do seu maxilar.

— Por favor, Mestre. Quero o senhor me possuindo novamente – gemi em seu ouvido e aquilo foi a gota d’água para ele.

Christian enfiou uma de suas mãos em meu cabelo e puxou para trás envolvendo minha boca com a sua em um beijo devorador e autoritário. Nossas línguas duelavam incansavelmente enquanto minhas mãos desabotoavam rapidamente sua calça expondo seu membro rígido e grosso.

Comecei a massageá-lo, sentindo aquele pedaço de carne pulsando em minhas mãos como se ele tivesse vida própria. Christian logo me fez ficar de joelhos à sua frente e o coloquei em minha boca, saboreando-o cada centímetro até que o fiz gozar. Ele então estendeu a mão para mim e me conduziu até sua mesa onde afastou os papéis de cima e me fez debruçar sobre ela.

— Abra mais as pernas e permaneça quieta onde está – Christian ordenou.

Rapidamente fiz o que ele mandou e fiquei esperando-o me penetrar, mas isso não aconteceu então me levantei e virei para ver o que ele estava fazendo.

— Que menina mais desobediente – exclamou saindo de perto da porta, provavelmente ele a estava trancando para que ninguém nos incomodasse – Vou ter que aplicar um bom castigo em você – ele disse enquanto suas mãos desfivelavam o cinto de couro.

— Sim, Mestre.

— Vire-se novamente. Você vai apanhar de cinto, por quê?

— Por que desobedeci ao senhor, Mestre – falei com excitação e um sorrisinho estampado no rosto.

— Quantas cintadas você quer levar nessa bunda?

— Quantas o senhor desejar me aplicar para que eu nunca o desobedeça novamente.

— Ótimo. Darei dez. Você sabe o que fazer?

— Sim, Mestre.

Me preparei para a primeira cintada da sequência e para contar junto com ele como sempre fazíamos.

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