sexta-feira, 27 de março de 2020

Maliciosamente Sedutores - Capítulo 33


CHRISTIAN

— Como você descobriu a primeira traição do seu marido? – perguntou o Dr. Hatcher.

— Christian ligou informando que iria ficar até mais tarde no trabalho e que era para Taylor ir buscá-lo só às nove da noite, mas na hora marcada Taylor não pôde ir então peguei o Tesla e fui buscar meu marido na empresa para fazer uma surpresa para ele. Não há mais ninguém no prédio, além do segurança que me cumprimenta então subo até o andar onde fica o escritório dele. Estou saindo do elevador. Ando até a sala do Christian, mas antes de abrir a porta percebo sons vindo de dentro. Giro a maçaneta devagar, abro um pouco a porta e vejo Christian e Lydia abraçados se beijando.

— O que você está sentindo neste momento?

— Culpa. Me sinto culpada por ele está me traindo.

— Por que se sente culpada?

— As grávidas podem fazer sexo, mas eu não posso porque minha gestação é de risco. Eu me sinto culpada por que não posso dar ao Christian o que ele quer. Sinto uma pontada na minha barriga então Rose reaparece para mim e pedi para assumir o controle dizendo que eu não tinha culpa de nada. Mesmo com medo do que ela possa vim a fazer, eu deixo a Rose assumir meu corpo.

— Por que você não enfrentou a situação sozinha?

— Estou grávida de vinte e três semanas. Não posso me estressar ou acabarei perdendo meus menininhos. Eu não quero perdê-los. Eles são tudo o que tenho.

Ouvir Ana dizer tudo aquilo era como se estivessem me enfiando um punhal no coração. Ela já tinha sofrido tanto durante sua vida e eu a fiz sofrer ainda mais.

“Que droga! Por que eu tive que ser fraco? Se fosse possível voltar no tempo, com certeza eu teria feito diferente. Teria sido mais forte”

— Anastasia, tente se acalmar e se concentre na melodia da música – falou Barry fazendo um sinal para que o Dr. Flynn aumentasse um pouco mais o volume e logo ela voltou a se acalmar – Agora me conte sobre a outra traição do seu marido.

“Outra traição? Com assim outra traição? A primeira eu não nego e assumo que fui fraco e fiz a idiotice de me deitar com outra mulher, mas essa segunda com certeza era algum mal-entendido”

— Onde você está agora? – indagou Barry.

— Estou dentro do meu carro. Estou me aproximando da entrada da Grey Corporation.

— Me descreva o que está vendo?

— Estou vendo Christian parado na calçada. Ele fala ao telefone até que o carro dele para em sua frente. Estaciono meu carro no outro lado da rua e fico observando. Vejo Taylor e Sophie saírem do Tesla. A garota corre e se joga nos braços do meu marido. Meus olhos se enchem de lágrimas quando o vejo retribuir o abraço dela com carinho. Ligo o Tesla e saio dali o mais rápido que posso.

“Agora estou entendendo o motivo do comportamento dela comigo. Ana está achando que eu estou traindo ela com a Sophie. Meu Deus! Por que a Anastasia não me perguntou nada? Eu teria explicado esse mal-entendido e evitado mais esse sofrimento na vida dela”

— Tente se acalmar. Contarei de dez até um e a cada dígito você irá regressar aos poucos para o seu corpo – o Dr. Hatcher murmurou – Dez... Nove.... Oito... Sete... Seis... Cinco... Quatro... Três... Dois... Um...

Ana abriu os olhos e se levantou do divã nos olhando assustada, parecia até um pouco desorientada então fui até ela e a abracei dizendo que não a estava traindo e que a amava muito. Ela me empurrou forte e saiu da sala correndo.

— Vamos atrás dela. Anastasia está confusa e pode acontecer alguma coisa – disse John então saímos correndo também.

Quando chegamos ao térreo saímos para a rua e começamos a vasculhar o local com o olhar a fim de encontrá-la. De repente escutei o som de um carro freando bruscamente e quando olhei para o lado vi Anastasia caída no chão.

— Ana! – gritei desesperado.

Corri em sua direção sem me importar em pedir desculpas para as pessoas que eu me chocava no caminho. Me ajoelhei ao seu lado tirando alguns fios de cabelos de seu rosto notando que havia um pouco de sangue na lateral de sua testa.

— Christian, diz para mim que minha filha não está morta? – pediu Raymond.

Me inclinei aproximando meu rosto do nariz dela.

— Ela está respirando, Raymond – falei então meu sogro agradeceu a Deus – Anastasia, acorda, por favor – pedi passando o dorso da minha mão em seu rosto.

— A ambulância já está a caminho – informou alguém no meio da multidão que havia se formado ao nosso redor.

— Me desculpa, moço. Ela apareceu de repente na minha frente...

— Tudo bem, senhorita – falei tentando acalmar a jovem que estava desesperada.

— Christian... – ouvi a voz fraca da Ana e a olhei.

— Estou aqui, meu amor, está sentindo alguma dor? – perguntei, mas ela não respondeu e desmaiou.

Os paramédicos logo chegaram e colocaram Anastasia dentro da ambulância. Antes de também entrar no veículo, falei para meu sogro nos seguir então segundos depois já estávamos a caminho do hospital da minha mãe.

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