ANASTASIA
— Titia, a senhora mora nessa casa enorme? – perguntou Lucy quando adentramos e eu assenti.
Mandei as empregadas arrumarem dois quartos enquanto que eu mostrava a mansão para meus novos hóspedes. Depois fomos para o quarto dos gêmeos que tinham acordado e choravam. Jack acabou me ajudando e também me deu algumas dicas do tempo em que a Lucy era bebê.
Minutos depois eles foram para seus quartos para tomarem banho e trocarem de roupa. Ajudei Lucy a banhar e a se vestir já me preparando para quando meus pequenos estivessem na mesma idade que ela, daqui a seis anos. Esperava que o tempo passasse bem devagar para poder curtir ao máximo essa fase.
Jack entrou no quarto da filha quando eu terminava de abotoar seu vestidinho lilás, agora só faltava pentear o cabelo dela e enquanto ele fazia isso eu fui me arrumar. Já banhada e com uma lingerie vermelha, procurei uma roupa nova entre as minhas sacolas de compras que estavam num canto do closet e vesti uma calça jeans branca colocando um fino cinto preto nela.
Botei uma blusa azul folgada colocando a bainha da parte da frente por dentro da calça, pois esse era o meu pequeno truque para esconder a barriguinha pós-gravidez.
Calcei um scarpin preto, coloquei algumas pulseiras pretas, deixei meus cabelos soltos, passei apenas um batom rosa bem claro e sai do quarto encontrando Jack e Lucy no corredor conversando com as filhas de Taylor que provavelmente haviam acabado de chegar da escola, pois as mesmas ainda estavam usando seus uniformes.
— Vamos fazer o seguinte, nós almoçamos aí eu pego os gêmeos e nós sete vamos até minha loja para Lucy, Alaska e Rachel escolherem algumas roupinhas novas.
— Acho que o papai não vai deixar? – indagou Alaska fazendo bico.
— Não se preocupe com o seu pai, meu anjinho. Eu cuido dele.
— Ana, a Lucy já tem rou...
— Nada de recusar, Jack – o adverti fazendo cara feia – Depois que voltarmos da loja, vamos passar o resto da tarde na piscina. Que tal? – perguntei e as meninas adoraram a ideia.
À noite, estava terminando de amamentar o Theodore enquanto que Jack fazia o Thobias arrotar quando Christian entrou no quarto e nos encarou com uma cara fechada. Isso já era quase dez e meia da noite.
— Sr. Hyde – disse Christian aprumando a coluna e erguendo um pouco o queixo.
— Sr. Grey – falou Jack educadamente.
A cena era literalmente engraçada e eu me contive para não rir. Christian parecia aqueles galos pronto para botar para correr outro galo que se infiltrou em seu galinheiro.
— Os Hyde ficarão conosco por um tempo – comuniquei.
Jack colocou o bebê no berço e chamou a filha que estava ao meu lado segurando a mãozinha do Teddy. Assim que eles saíram, Christian ficou me olhando com uma expressão séria.
— Te espero no nosso quarto para a gente conversar – dizendo isso ele saiu fechando a porta.
Ainda permaneci mais alguns minutos no quarto dos gêmeos depois fui para o da Lucy e lá se foram mais meia hora enquanto que eu, juntamente com Jack, a colocava para dormir. Só depois que desci para beber água foi que eu me dirigi para o nosso quarto. Christian estava banhando quando entrei no banheiro a fim de escovar os dentes.
— Por que demorou? – ele perguntou minutos depois saindo do box.
Me virei para encará-lo, mas no mesmo instante me arrependi de ter feito aquilo. Ver ele completamente nu e molhado a minha frente fez com que meu interior se contraísse em luxúria. Christian se aproximou devagar e eu fui me afastando até que senti o frio balcão do lavatório contra minhas nádegas. Nossos olhos pareciam presos um ao outro e a muito custo fechei os meus. Hoje não queria conversar muito menos transar com Christian.
— Abra os olhos, Anastasia – ele ordenou ríspido.
Neguei com a cabeça sabendo que se abrisse a minha boca naquele momento eu pediria para ele me foder bem gostoso. Sua pele molhada contra a fina camisola de seda fazendo meus mamilos se enrijecerem também não estava me ajudando em nada.
— Abra os olhos, minha querida – ele sussurrou fodidamente sexy em meu ouvido e começou a chupar meu pescoço enquanto sem muito sucesso eu tentava não gemer.
“Seja forte, lembre-se que esse idiota te traiu e que você quer muito se vingar dele” a voz de Rose ecoou dentro da minha cabeça me dando força para continuar com os olhos fechados e com as mãos agarradas ao beiral da pia a fim de não tocá-lo.
Inesperadamente senti o chão faltar sob meus pés então abri os olhos, mas Christian se encontrava tão ocupado mordendo o nódulo da minha orelha que nem notou. Olhei para o box e vi nosso reflexo. Christian havia me colocado sentada em cima da pia e estava entre minhas pernas.
— Por que os convidou para morarem aqui? – ele indagou e puxou minha camisola para cima.
— Quem? – perguntei num gemido enquanto minha cabeça estava incapacitada de raciocinar neste momento.
— Os Hyde. Mande-os embora.
Aquilo me trouxe a realidade novamente, o afastei, desci do balcão da pia e ajeitei minha camisola mantendo uma distância segura dele.
— Lucy precisa de uma figura materna na vida dela ou ela pode ficar igual a mim no futuro e nem para meu pior inimigo eu desejo esse transtorno maldito! Eles vão ficar nessa mansão e ponto final! – exclamei saindo do banheiro, peguei um edredom e fui em direção à porta – A propósito, hoje vou dormir no quarto dos meus filhos.
— Nossos – ele me corrigiu.
— Tanto faz – falei saindo do quarto correndo para o quarto dos gêmeos trancando a porta logo assim que entrei.
CHRISTIAN
Assim que Anastasia saiu do quarto, fui para o closet, vesti uma cueca boxer preta, botei a calça cinza do pijama e uma blusa preta então desci para comer alguma coisa, pois ainda não tinha conseguido comer nada.
A mansão estava silenciosa e parcialmente escura, e preferi não ligar as luzes, apenas me atentei onde estava pisando. Chegando à cozinha, encontrei Sophie sozinha sentada ao balcão, a mesma estava com um olhar vago.
— Oi – falei fazendo com que ela se sobressaltasse então fui até o interruptor e acendi a luz.
— Oi, Sr. Grey.
— O que faz aqui sozinha? – inquiri enquanto vasculhava a cozinha atrás de comida.
— Pensando em tudo que aconteceu nestas vinte e quatro horas.
— Me acompanha? – indaguei apontando para a metade de uma lasanha que eu tinha pegado de dentro do forno.
“Obrigado, Sra. Jones” agradeci mentalmente.
— Estou sem fome.
— Você não comeu quase nada durante o dia inteiro. Vou dividir isso aqui para nós dois e você irá comer um pouco sim – falei autoritário.
— Sim, senhor – ela assentiu então coloquei um pedaço da lasanha dentro de um prato e botei na frente dela que logo começou a comer devagar.
— Como ele está? – perguntei me sentando ao seu lado com meu prato em mãos.
— Nada bem – Sophie suspirou fundo e voltou em minha direção seus olhos verdes que agora se entravam um pouco avermelhados, com certeza devido a um choro recente – Hoje, a essa hora, era para eu e Kelvin estarmos comemorando o nosso noivado com toda a nossa família, mas infelizmente a vida é imprevisível e nada sai como planejamos.
— Isso é verdade. Você já contou para sua avó sobre o que aconteceu?
— Minha vó gosta muito do Kelvin e se ela souber o que houve, acho que vai enfartar. Então optei por não contar a ela e... me desculpe, Sr. Grey, por ter lhe abraçado em público. Sei que o senhor não gosta...
— Tudo bem, Sophie. Não precisa ficar se desculpando pelo que aconteceu hoje de manhã. Em situações como a que você está passando sempre é bom podermos conversar ou abraçar um amigo.
— O senhor tem razão. Eu me senti mais calma depois que o senhor me disse aquelas palavras reconfortantes. Mas por que está me ajudando com o Kelvin?
— Porque você e sua vó são como se fossem da nossa família – afaguei gentilmente o ombro dela – Gail se tornou como uma segunda mãe tanto para mim quanto para Ana e você é como uma irmã mais nova. Hoje mais cedo enquanto íamos para o trabalho você não parava de falar no seu namorado, quer dizer, no seu noivo então quando vi seu estado depois que recebeu aquela ligação informando sobre o acidente dele, eu não tinha como não tomar para mim o seu problema.
— Obrigada, Sr. Grey. O senhor nem parece aquele homem sério e mal humorado que eu conheci anos atrás. Se lembra deste dia?
— Sim, eu lembro – falei sorrindo depois voltando a comer – Você tinha era o quê? Seis ou sete anos?
— Era meu aniversário de oito anos.
— Ah, sim. Você tinha ido visitar sua avó no Escala.
— Isso mesmo. Acredita que passei dois dias sem dormir direito por causa do senhor?
— Minha causa? Por quê?
— Imagina a cena. Uma menininha tímida sendo encarada por um homem com cara de mal. Isso é meio assustador – Sophie disse fazendo uma careta e eu ri.
— Me desculpe, eu não pensei que tinha te traumatizado tanto só com um olhar.
— Não se preocupe. Até que eu gostei, pois foram duas noites que eu dormi na cama da minha mãe e recebi muito mimos dela. Eita, olha a hora – Sophie exclamou se levantando – Preciso ir dormir. Amanhã quero ir cedo para o hospital. Obrigada por tudo que o senhor está fazendo por mim e principalmente para ajudar o Kelvin.
— De nada, Sophie, mas o que você decidiu em relação aos seus estudos?
— Vou ter que trancar a faculdade até que Kelvin melhore. Sei que o estado dele é grave, talvez ele não acorde do coma, mas eu tenho fé em Deus.
— É assim que se deve pensar. Sempre positivo. E como eu disse hoje mais cedo, qualquer coisa você já sabe que pode contar comigo ou com a minha mãe.
— Obrigada, senhor.
— De nada. Estava reunindo até horas atrás a melhor equipe de médicos para cuidarem do seu noivo. Amanhã pela manhã, eu irei recepcionar um dos melhores médicos em neurocirurgia que estará desembarcando em Vancouver e quero que venha comigo depois te deixarei no hospital e voltarei para casa.
— O senhor não vai para a empresa?
— Não. Vou passar um tempo trabalhando aqui na mansão. A Natasha será meus olhos na empresa e me representará nas reuniões.
— Tudo bem e novamente muito obrigada. Se der tudo certo e Kelvin se recuperar, quero que o senhor e sua esposa sejam nossos padrinhos de casamento.
— Fico lisonjeado, Sophie, e é claro que aceitamos.
Ela acenou um tchau e saiu em seguida pela porta dos fundos indo em direção a residência dos empregados à alguns metros de distância da mansão principal.
— Titia, a senhora mora nessa casa enorme? – perguntou Lucy quando adentramos e eu assenti.
Mandei as empregadas arrumarem dois quartos enquanto que eu mostrava a mansão para meus novos hóspedes. Depois fomos para o quarto dos gêmeos que tinham acordado e choravam. Jack acabou me ajudando e também me deu algumas dicas do tempo em que a Lucy era bebê.
Minutos depois eles foram para seus quartos para tomarem banho e trocarem de roupa. Ajudei Lucy a banhar e a se vestir já me preparando para quando meus pequenos estivessem na mesma idade que ela, daqui a seis anos. Esperava que o tempo passasse bem devagar para poder curtir ao máximo essa fase.
Jack entrou no quarto da filha quando eu terminava de abotoar seu vestidinho lilás, agora só faltava pentear o cabelo dela e enquanto ele fazia isso eu fui me arrumar. Já banhada e com uma lingerie vermelha, procurei uma roupa nova entre as minhas sacolas de compras que estavam num canto do closet e vesti uma calça jeans branca colocando um fino cinto preto nela.
Botei uma blusa azul folgada colocando a bainha da parte da frente por dentro da calça, pois esse era o meu pequeno truque para esconder a barriguinha pós-gravidez.
Calcei um scarpin preto, coloquei algumas pulseiras pretas, deixei meus cabelos soltos, passei apenas um batom rosa bem claro e sai do quarto encontrando Jack e Lucy no corredor conversando com as filhas de Taylor que provavelmente haviam acabado de chegar da escola, pois as mesmas ainda estavam usando seus uniformes.
— Vamos fazer o seguinte, nós almoçamos aí eu pego os gêmeos e nós sete vamos até minha loja para Lucy, Alaska e Rachel escolherem algumas roupinhas novas.
— Acho que o papai não vai deixar? – indagou Alaska fazendo bico.
— Não se preocupe com o seu pai, meu anjinho. Eu cuido dele.
— Ana, a Lucy já tem rou...
— Nada de recusar, Jack – o adverti fazendo cara feia – Depois que voltarmos da loja, vamos passar o resto da tarde na piscina. Que tal? – perguntei e as meninas adoraram a ideia.
★ ★ ★ ★ ★
À noite, estava terminando de amamentar o Theodore enquanto que Jack fazia o Thobias arrotar quando Christian entrou no quarto e nos encarou com uma cara fechada. Isso já era quase dez e meia da noite.
— Sr. Hyde – disse Christian aprumando a coluna e erguendo um pouco o queixo.
— Sr. Grey – falou Jack educadamente.
A cena era literalmente engraçada e eu me contive para não rir. Christian parecia aqueles galos pronto para botar para correr outro galo que se infiltrou em seu galinheiro.
— Os Hyde ficarão conosco por um tempo – comuniquei.
Jack colocou o bebê no berço e chamou a filha que estava ao meu lado segurando a mãozinha do Teddy. Assim que eles saíram, Christian ficou me olhando com uma expressão séria.
— Te espero no nosso quarto para a gente conversar – dizendo isso ele saiu fechando a porta.
Ainda permaneci mais alguns minutos no quarto dos gêmeos depois fui para o da Lucy e lá se foram mais meia hora enquanto que eu, juntamente com Jack, a colocava para dormir. Só depois que desci para beber água foi que eu me dirigi para o nosso quarto. Christian estava banhando quando entrei no banheiro a fim de escovar os dentes.
— Por que demorou? – ele perguntou minutos depois saindo do box.
Me virei para encará-lo, mas no mesmo instante me arrependi de ter feito aquilo. Ver ele completamente nu e molhado a minha frente fez com que meu interior se contraísse em luxúria. Christian se aproximou devagar e eu fui me afastando até que senti o frio balcão do lavatório contra minhas nádegas. Nossos olhos pareciam presos um ao outro e a muito custo fechei os meus. Hoje não queria conversar muito menos transar com Christian.
— Abra os olhos, Anastasia – ele ordenou ríspido.
Neguei com a cabeça sabendo que se abrisse a minha boca naquele momento eu pediria para ele me foder bem gostoso. Sua pele molhada contra a fina camisola de seda fazendo meus mamilos se enrijecerem também não estava me ajudando em nada.
— Abra os olhos, minha querida – ele sussurrou fodidamente sexy em meu ouvido e começou a chupar meu pescoço enquanto sem muito sucesso eu tentava não gemer.
“Seja forte, lembre-se que esse idiota te traiu e que você quer muito se vingar dele” a voz de Rose ecoou dentro da minha cabeça me dando força para continuar com os olhos fechados e com as mãos agarradas ao beiral da pia a fim de não tocá-lo.
Inesperadamente senti o chão faltar sob meus pés então abri os olhos, mas Christian se encontrava tão ocupado mordendo o nódulo da minha orelha que nem notou. Olhei para o box e vi nosso reflexo. Christian havia me colocado sentada em cima da pia e estava entre minhas pernas.
— Por que os convidou para morarem aqui? – ele indagou e puxou minha camisola para cima.
— Quem? – perguntei num gemido enquanto minha cabeça estava incapacitada de raciocinar neste momento.
— Os Hyde. Mande-os embora.
Aquilo me trouxe a realidade novamente, o afastei, desci do balcão da pia e ajeitei minha camisola mantendo uma distância segura dele.
— Lucy precisa de uma figura materna na vida dela ou ela pode ficar igual a mim no futuro e nem para meu pior inimigo eu desejo esse transtorno maldito! Eles vão ficar nessa mansão e ponto final! – exclamei saindo do banheiro, peguei um edredom e fui em direção à porta – A propósito, hoje vou dormir no quarto dos meus filhos.
— Nossos – ele me corrigiu.
— Tanto faz – falei saindo do quarto correndo para o quarto dos gêmeos trancando a porta logo assim que entrei.
CHRISTIAN
Assim que Anastasia saiu do quarto, fui para o closet, vesti uma cueca boxer preta, botei a calça cinza do pijama e uma blusa preta então desci para comer alguma coisa, pois ainda não tinha conseguido comer nada.
A mansão estava silenciosa e parcialmente escura, e preferi não ligar as luzes, apenas me atentei onde estava pisando. Chegando à cozinha, encontrei Sophie sozinha sentada ao balcão, a mesma estava com um olhar vago.
— Oi – falei fazendo com que ela se sobressaltasse então fui até o interruptor e acendi a luz.
— Oi, Sr. Grey.
— O que faz aqui sozinha? – inquiri enquanto vasculhava a cozinha atrás de comida.
— Pensando em tudo que aconteceu nestas vinte e quatro horas.
— Me acompanha? – indaguei apontando para a metade de uma lasanha que eu tinha pegado de dentro do forno.
“Obrigado, Sra. Jones” agradeci mentalmente.
— Estou sem fome.
— Você não comeu quase nada durante o dia inteiro. Vou dividir isso aqui para nós dois e você irá comer um pouco sim – falei autoritário.
— Sim, senhor – ela assentiu então coloquei um pedaço da lasanha dentro de um prato e botei na frente dela que logo começou a comer devagar.
— Como ele está? – perguntei me sentando ao seu lado com meu prato em mãos.
— Nada bem – Sophie suspirou fundo e voltou em minha direção seus olhos verdes que agora se entravam um pouco avermelhados, com certeza devido a um choro recente – Hoje, a essa hora, era para eu e Kelvin estarmos comemorando o nosso noivado com toda a nossa família, mas infelizmente a vida é imprevisível e nada sai como planejamos.
— Isso é verdade. Você já contou para sua avó sobre o que aconteceu?
— Minha vó gosta muito do Kelvin e se ela souber o que houve, acho que vai enfartar. Então optei por não contar a ela e... me desculpe, Sr. Grey, por ter lhe abraçado em público. Sei que o senhor não gosta...
— Tudo bem, Sophie. Não precisa ficar se desculpando pelo que aconteceu hoje de manhã. Em situações como a que você está passando sempre é bom podermos conversar ou abraçar um amigo.
— O senhor tem razão. Eu me senti mais calma depois que o senhor me disse aquelas palavras reconfortantes. Mas por que está me ajudando com o Kelvin?
— Porque você e sua vó são como se fossem da nossa família – afaguei gentilmente o ombro dela – Gail se tornou como uma segunda mãe tanto para mim quanto para Ana e você é como uma irmã mais nova. Hoje mais cedo enquanto íamos para o trabalho você não parava de falar no seu namorado, quer dizer, no seu noivo então quando vi seu estado depois que recebeu aquela ligação informando sobre o acidente dele, eu não tinha como não tomar para mim o seu problema.
— Obrigada, Sr. Grey. O senhor nem parece aquele homem sério e mal humorado que eu conheci anos atrás. Se lembra deste dia?
— Sim, eu lembro – falei sorrindo depois voltando a comer – Você tinha era o quê? Seis ou sete anos?
— Era meu aniversário de oito anos.
— Ah, sim. Você tinha ido visitar sua avó no Escala.
— Isso mesmo. Acredita que passei dois dias sem dormir direito por causa do senhor?
— Minha causa? Por quê?
— Imagina a cena. Uma menininha tímida sendo encarada por um homem com cara de mal. Isso é meio assustador – Sophie disse fazendo uma careta e eu ri.
— Me desculpe, eu não pensei que tinha te traumatizado tanto só com um olhar.
— Não se preocupe. Até que eu gostei, pois foram duas noites que eu dormi na cama da minha mãe e recebi muito mimos dela. Eita, olha a hora – Sophie exclamou se levantando – Preciso ir dormir. Amanhã quero ir cedo para o hospital. Obrigada por tudo que o senhor está fazendo por mim e principalmente para ajudar o Kelvin.
— De nada, Sophie, mas o que você decidiu em relação aos seus estudos?
— Vou ter que trancar a faculdade até que Kelvin melhore. Sei que o estado dele é grave, talvez ele não acorde do coma, mas eu tenho fé em Deus.
— É assim que se deve pensar. Sempre positivo. E como eu disse hoje mais cedo, qualquer coisa você já sabe que pode contar comigo ou com a minha mãe.
— Obrigada, senhor.
— De nada. Estava reunindo até horas atrás a melhor equipe de médicos para cuidarem do seu noivo. Amanhã pela manhã, eu irei recepcionar um dos melhores médicos em neurocirurgia que estará desembarcando em Vancouver e quero que venha comigo depois te deixarei no hospital e voltarei para casa.
— O senhor não vai para a empresa?
— Não. Vou passar um tempo trabalhando aqui na mansão. A Natasha será meus olhos na empresa e me representará nas reuniões.
— Tudo bem e novamente muito obrigada. Se der tudo certo e Kelvin se recuperar, quero que o senhor e sua esposa sejam nossos padrinhos de casamento.
— Fico lisonjeado, Sophie, e é claro que aceitamos.
Ela acenou um tchau e saiu em seguida pela porta dos fundos indo em direção a residência dos empregados à alguns metros de distância da mansão principal.

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