sexta-feira, 27 de março de 2020

Maliciosamente Sedutores - Capítulo 29


CHRISTIAN

Me levantei, lavei a louça que tínhamos sujado depois subi e parei em frente ao quarto dos gêmeos. Tentei abri a porta, mas a mesma estava trancada então chamei seu nome.

— Ana?

— O que você quer? – escutei sua voz abafada.

— Abre a porta, preciso conversar com você sobre a Sophie.

— Eu não quero conversar. Vai dormir e me deixa em paz, Christian! – me assustei com o timbre de voz dela.

“Por que diabos ela está com raiva de mim? Será que eu fiz alguma coisa de errado? Eu acho que não”

A chamei mais duas vezes, mas ela não respondeu então desisti e fui para o nosso quarto. Me deitei e fiquei pensando se tinha feito algo que contrariasse minha esposa, mas nada me veio à mente.

“Estou me comportando bem e tento reconquistá-la com uma rosa a cada dia, mas será que isso não está sendo o suficiente? Eu queria tanto ter conversado com ela sobre a situação em que Sophie está passando, para que ela me ajudasse também, mas parece que a Anastasia não quer nem saber de me ouvir”

— Quer saber, se ela não quer conversar comigo eu também não vou mais tentar conversar com ela sobre nada – resmunguei com raiva e desliguei a luz do abajur.


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Acordei com uma chata dor de cabeça, pois não havia conseguido dormir direito. Motivos? Eu tinha alguns. O problema da Sophie, a raiva sem explicação da Ana e os novos hóspedes. Levantei, tomei um remédio para dor e comecei o meu ritual matinal de sempre.

Já arrumado, desci e fui para a varanda dos fundos esperar por Sophie, mas acabei encontrando Anastasia com um dos nossos filhos no colo, o mesmo estava aos prantos.

— Bom dia, querida. Por que ele está chorando?

— Por que os bebês simplesmente choram, Christian – ela falou e me pareceu que ainda estava emburrada.

— Ana, me diz o que está acontecendo, pois eu não estou entendendo essa sua raiva comigo?

— Você sabe a resposta melhor do que eu.

Ela saiu rumo à porta, mas parou para encarar Sophie que havia chegado. Anastasia ignorou o cumprimento da garota e continuou seu caminho. Me apressei e abri a porta para ela que passou, mas nem me agradeceu.

— Dizer um “Obrigado” não dói, ouviu querida?

Se ela escutou fez que não escutou.

— O que houve com a Sra. Grey? – perguntou-me Sophie.

— Acordou de mal humor. Vamos, ou chegaremos atrasados ao aeroporto.





ANASTASIA

“Ai que raiva! Pensa numa vontade enorme de pular no pescoço do Christian e o estrangular. Ele na maior cara de pau vem me perguntar o que está acontecendo” pensei com raiva.

“Você tem que se acalmar e fingir que está tudo bem ou senão o idiota vai querer ficar no seu pé e aí bye bye vingança” disse Rose aparecendo no corredor.

— Vai ser difícil, mas eu vou tentar – falei colocando Thobias novamente no berço.

“Me deixa assumir que eu sei fingir muito bem” Rose pediu sorrindo e eu neguei com um aceno de cabeça.

— Eu mesmo quero fazer isso.

Fui para o nosso quarto e encontrei uma rosa sobre meu travesseiro então a peguei e joguei no lixeiro do banheiro.

“Se Christian acha que com rosas ele irá me conquistar de novo, ele está perdendo o seu tempo, ou melhor, ele está jogando dinheiro fora”

Tomei um banho rápido. Vesti um short jeans curto com cintura alta e uma blusa de tricô de mangas compridas depois voltei para o quarto dos gêmeos para minha rotina de banhá-los, colocar fraldas limpas, arrumá-los e amamentá-los.

Após disso tudo feito, desci e fui tomar café. Informei a Andrew que iria usar a limusine, pois estava pretendendo fazer uma visita para Carla. Horas depois peguei os gêmeos, chamei Jack, Lucy, Rachel e Alaska então fomos os sete para a mansão Steele no litoral de West Vancouver.


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Uma das empregadas da mansão abriu a porta e logo ficou encantada com Thobias e com Theodore. Perguntei por Carla e minhas irmãs e ela me informou que Andrea não se encontrava em casa, Kate estava no quarto e Carla se encontrava em seu escritório, agradeci então pedi que levasse as meninas para comerem bolo na cozinha e ela assentiu. Chamei Jack, que segurava os bebês-conforto, então nos dirigimos até o escritório da minha madrasta.

— Oi, Carla.

— Oi, querida – ela se levantou e veio nos cumprimentar, aproveitei e apresentei Jack – Como está Christian? – ela me perguntou.

— Ele está muito bem – falei dando um sorriso amarelo.

— E você? Está conseguindo conciliar essa nova fase de mãe e esposa?

— Estou sim.

— Ana! – exclamou Kate adentrando o escritório – Jack?

— Oi, Kate.

— O que...

— Ele está morando lá na mansão e também vai trabalhar comigo na Sétimo Céu – a informei e Kate fez a cara de safada de sempre.

— Hum... Acho que vou visitar minha irmãzinha mais vezes.

— Cadê a Andrea? – perguntei quando fomos para a sala de estar.

— Deve estar no apartamento do Luke, o que é nenhuma novidade. Novidade mesmo é que Luke e a louca da nossa irmã estão pensando em juntar as tralhas deles.

— Andrea e Luke vão se casar? – indaguei.

— Casar não. Só vão se juntar mesmo.

— Kate, isso é casar.

— Não é não, Anastasia. Casar é ir no cartório e assinar um papel idiota ou ficar quase uma hora na frente de um padre velhote ouvindo sobre como Adão e Eva, os homens e as mulheres também devem ser unidos e blá blá blá – falou Kate fazendo careta e nós sorrimos dela.

— Só você mesma para falar uma coisa dessas – disse Jack rindo.

— E a sua loja, Ana? – perguntou-me Carla.

— Em um mês e meio vai está tudo pronto para a inauguração e Jack me deu a ideia de fazermos um desfile para mostrar as novidades. Vou precisar de um fotógrafo com urgência para podermos fazer um book e escolher quais roupas irão ser mostradas.

— Tenho o contato de um ótimo fotógrafo, ele só não tirou as fotos do meu casamento por que na época ele estava no Brasil expondo seus trabalhos em uma galeria.

— Me passa o número que amanhã eu ligo para ele.

Carla saiu e foi até seu escritório. Segundos depois retornou me dando em seguida um cartão de visita.

— Aqui está. Diga a ele que você é enteada de Carla Wilks.

— Ok – disse e olhei o nome no cartão – Obrigada, Carla. Espero que esse tal de Sr. Rodriguez seja bom mesmo.

— Você nem imagina. Anastasia, você tem que ver as fotografias que ele tira. Simplesmente divinas.

— Vamos ver se ele é um excelente profissional – falei guardando o cartão dentro da minha bolsa.


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À noite, eu e Christian escovamos os dentes e nos arrumamos para dormir sem nem se quer trocar uma palavra. Logo escutamos o choro de um dos gêmeos então ele se ofereceu para ir ver o que era. Christian retornou com Teddy no colo me informando que não era a fralda. Peguei o pequeno nos braços e ofereci o peito que ele imediatamente o sugou.

— É apenas fome – ele disse e eu apenas assenti com um aceno – Ainda está com raiva de mim? – Christian me perguntou.

— Não mais – menti tentando parecer indiferente – Estava só com um pouquinho de mau humor, mas já passou.

— Tem certeza?

— Tenho – sorri então ele se inclinou e me beijou rapidamente.

Me levantei com cuidado e fui para o quarto dos meninos a fim de colocar Theodore de volta no berço. Quando voltei para a nossa suíte, gritei de susto assim que Christian saiu, sei lá de onde, e me abraçou por trás.

— Que tal brincarmos um pouquinho, Sra. Grey?

— Não vai dá, Sr. Grey. Estou com um pouco de dor de cabeça – falei me soltando dele e indo me deitar.

Enquanto desligava a luz do abajur eu o ouvi murmurar alguma coisa, mas não deu para escutar direito, logo Christian se deitou atrás de mim e me abraçou puxando meu corpo de encontro ao seu.

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