CHRISTIAN
Me levantei, lavei a louça que tínhamos sujado depois subi e parei em frente ao quarto dos gêmeos. Tentei abri a porta, mas a mesma estava trancada então chamei seu nome.
— Ana?
— O que você quer? – escutei sua voz abafada.
— Abre a porta, preciso conversar com você sobre a Sophie.
— Eu não quero conversar. Vai dormir e me deixa em paz, Christian! – me assustei com o timbre de voz dela.
“Por que diabos ela está com raiva de mim? Será que eu fiz alguma coisa de errado? Eu acho que não”
A chamei mais duas vezes, mas ela não respondeu então desisti e fui para o nosso quarto. Me deitei e fiquei pensando se tinha feito algo que contrariasse minha esposa, mas nada me veio à mente.
“Estou me comportando bem e tento reconquistá-la com uma rosa a cada dia, mas será que isso não está sendo o suficiente? Eu queria tanto ter conversado com ela sobre a situação em que Sophie está passando, para que ela me ajudasse também, mas parece que a Anastasia não quer nem saber de me ouvir”
— Quer saber, se ela não quer conversar comigo eu também não vou mais tentar conversar com ela sobre nada – resmunguei com raiva e desliguei a luz do abajur.
Acordei com uma chata dor de cabeça, pois não havia conseguido dormir direito. Motivos? Eu tinha alguns. O problema da Sophie, a raiva sem explicação da Ana e os novos hóspedes. Levantei, tomei um remédio para dor e comecei o meu ritual matinal de sempre.
Já arrumado, desci e fui para a varanda dos fundos esperar por Sophie, mas acabei encontrando Anastasia com um dos nossos filhos no colo, o mesmo estava aos prantos.
— Bom dia, querida. Por que ele está chorando?
— Por que os bebês simplesmente choram, Christian – ela falou e me pareceu que ainda estava emburrada.
— Ana, me diz o que está acontecendo, pois eu não estou entendendo essa sua raiva comigo?
— Você sabe a resposta melhor do que eu.
Ela saiu rumo à porta, mas parou para encarar Sophie que havia chegado. Anastasia ignorou o cumprimento da garota e continuou seu caminho. Me apressei e abri a porta para ela que passou, mas nem me agradeceu.
— Dizer um “Obrigado” não dói, ouviu querida?
Se ela escutou fez que não escutou.
— O que houve com a Sra. Grey? – perguntou-me Sophie.
— Acordou de mal humor. Vamos, ou chegaremos atrasados ao aeroporto.
ANASTASIA
“Ai que raiva! Pensa numa vontade enorme de pular no pescoço do Christian e o estrangular. Ele na maior cara de pau vem me perguntar o que está acontecendo” pensei com raiva.
“Você tem que se acalmar e fingir que está tudo bem ou senão o idiota vai querer ficar no seu pé e aí bye bye vingança” disse Rose aparecendo no corredor.
— Vai ser difícil, mas eu vou tentar – falei colocando Thobias novamente no berço.
“Me deixa assumir que eu sei fingir muito bem” Rose pediu sorrindo e eu neguei com um aceno de cabeça.
— Eu mesmo quero fazer isso.
Fui para o nosso quarto e encontrei uma rosa sobre meu travesseiro então a peguei e joguei no lixeiro do banheiro.
“Se Christian acha que com rosas ele irá me conquistar de novo, ele está perdendo o seu tempo, ou melhor, ele está jogando dinheiro fora”
Tomei um banho rápido. Vesti um short jeans curto com cintura alta e uma blusa de tricô de mangas compridas depois voltei para o quarto dos gêmeos para minha rotina de banhá-los, colocar fraldas limpas, arrumá-los e amamentá-los.
Após disso tudo feito, desci e fui tomar café. Informei a Andrew que iria usar a limusine, pois estava pretendendo fazer uma visita para Carla. Horas depois peguei os gêmeos, chamei Jack, Lucy, Rachel e Alaska então fomos os sete para a mansão Steele no litoral de West Vancouver.
Uma das empregadas da mansão abriu a porta e logo ficou encantada com Thobias e com Theodore. Perguntei por Carla e minhas irmãs e ela me informou que Andrea não se encontrava em casa, Kate estava no quarto e Carla se encontrava em seu escritório, agradeci então pedi que levasse as meninas para comerem bolo na cozinha e ela assentiu. Chamei Jack, que segurava os bebês-conforto, então nos dirigimos até o escritório da minha madrasta.
— Oi, Carla.
— Oi, querida – ela se levantou e veio nos cumprimentar, aproveitei e apresentei Jack – Como está Christian? – ela me perguntou.
— Ele está muito bem – falei dando um sorriso amarelo.
— E você? Está conseguindo conciliar essa nova fase de mãe e esposa?
— Estou sim.
— Ana! – exclamou Kate adentrando o escritório – Jack?
— Oi, Kate.
— O que...
— Ele está morando lá na mansão e também vai trabalhar comigo na Sétimo Céu – a informei e Kate fez a cara de safada de sempre.
— Hum... Acho que vou visitar minha irmãzinha mais vezes.
— Cadê a Andrea? – perguntei quando fomos para a sala de estar.
— Deve estar no apartamento do Luke, o que é nenhuma novidade. Novidade mesmo é que Luke e a louca da nossa irmã estão pensando em juntar as tralhas deles.
— Andrea e Luke vão se casar? – indaguei.
— Casar não. Só vão se juntar mesmo.
— Kate, isso é casar.
— Não é não, Anastasia. Casar é ir no cartório e assinar um papel idiota ou ficar quase uma hora na frente de um padre velhote ouvindo sobre como Adão e Eva, os homens e as mulheres também devem ser unidos e blá blá blá – falou Kate fazendo careta e nós sorrimos dela.
— Só você mesma para falar uma coisa dessas – disse Jack rindo.
— E a sua loja, Ana? – perguntou-me Carla.
— Em um mês e meio vai está tudo pronto para a inauguração e Jack me deu a ideia de fazermos um desfile para mostrar as novidades. Vou precisar de um fotógrafo com urgência para podermos fazer um book e escolher quais roupas irão ser mostradas.
— Tenho o contato de um ótimo fotógrafo, ele só não tirou as fotos do meu casamento por que na época ele estava no Brasil expondo seus trabalhos em uma galeria.
— Me passa o número que amanhã eu ligo para ele.
Carla saiu e foi até seu escritório. Segundos depois retornou me dando em seguida um cartão de visita.
— Aqui está. Diga a ele que você é enteada de Carla Wilks.
— Ok – disse e olhei o nome no cartão – Obrigada, Carla. Espero que esse tal de Sr. Rodriguez seja bom mesmo.
— Você nem imagina. Anastasia, você tem que ver as fotografias que ele tira. Simplesmente divinas.
— Vamos ver se ele é um excelente profissional – falei guardando o cartão dentro da minha bolsa.
À noite, eu e Christian escovamos os dentes e nos arrumamos para dormir sem nem se quer trocar uma palavra. Logo escutamos o choro de um dos gêmeos então ele se ofereceu para ir ver o que era. Christian retornou com Teddy no colo me informando que não era a fralda. Peguei o pequeno nos braços e ofereci o peito que ele imediatamente o sugou.
— É apenas fome – ele disse e eu apenas assenti com um aceno – Ainda está com raiva de mim? – Christian me perguntou.
— Não mais – menti tentando parecer indiferente – Estava só com um pouquinho de mau humor, mas já passou.
— Tem certeza?
— Tenho – sorri então ele se inclinou e me beijou rapidamente.
Me levantei com cuidado e fui para o quarto dos meninos a fim de colocar Theodore de volta no berço. Quando voltei para a nossa suíte, gritei de susto assim que Christian saiu, sei lá de onde, e me abraçou por trás.
— Que tal brincarmos um pouquinho, Sra. Grey?
— Não vai dá, Sr. Grey. Estou com um pouco de dor de cabeça – falei me soltando dele e indo me deitar.
Enquanto desligava a luz do abajur eu o ouvi murmurar alguma coisa, mas não deu para escutar direito, logo Christian se deitou atrás de mim e me abraçou puxando meu corpo de encontro ao seu.
Me levantei, lavei a louça que tínhamos sujado depois subi e parei em frente ao quarto dos gêmeos. Tentei abri a porta, mas a mesma estava trancada então chamei seu nome.
— Ana?
— O que você quer? – escutei sua voz abafada.
— Abre a porta, preciso conversar com você sobre a Sophie.
— Eu não quero conversar. Vai dormir e me deixa em paz, Christian! – me assustei com o timbre de voz dela.
“Por que diabos ela está com raiva de mim? Será que eu fiz alguma coisa de errado? Eu acho que não”
A chamei mais duas vezes, mas ela não respondeu então desisti e fui para o nosso quarto. Me deitei e fiquei pensando se tinha feito algo que contrariasse minha esposa, mas nada me veio à mente.
“Estou me comportando bem e tento reconquistá-la com uma rosa a cada dia, mas será que isso não está sendo o suficiente? Eu queria tanto ter conversado com ela sobre a situação em que Sophie está passando, para que ela me ajudasse também, mas parece que a Anastasia não quer nem saber de me ouvir”
— Quer saber, se ela não quer conversar comigo eu também não vou mais tentar conversar com ela sobre nada – resmunguei com raiva e desliguei a luz do abajur.
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Acordei com uma chata dor de cabeça, pois não havia conseguido dormir direito. Motivos? Eu tinha alguns. O problema da Sophie, a raiva sem explicação da Ana e os novos hóspedes. Levantei, tomei um remédio para dor e comecei o meu ritual matinal de sempre.
Já arrumado, desci e fui para a varanda dos fundos esperar por Sophie, mas acabei encontrando Anastasia com um dos nossos filhos no colo, o mesmo estava aos prantos.
— Bom dia, querida. Por que ele está chorando?
— Por que os bebês simplesmente choram, Christian – ela falou e me pareceu que ainda estava emburrada.
— Ana, me diz o que está acontecendo, pois eu não estou entendendo essa sua raiva comigo?
— Você sabe a resposta melhor do que eu.
Ela saiu rumo à porta, mas parou para encarar Sophie que havia chegado. Anastasia ignorou o cumprimento da garota e continuou seu caminho. Me apressei e abri a porta para ela que passou, mas nem me agradeceu.
— Dizer um “Obrigado” não dói, ouviu querida?
Se ela escutou fez que não escutou.
— O que houve com a Sra. Grey? – perguntou-me Sophie.
— Acordou de mal humor. Vamos, ou chegaremos atrasados ao aeroporto.
ANASTASIA
“Ai que raiva! Pensa numa vontade enorme de pular no pescoço do Christian e o estrangular. Ele na maior cara de pau vem me perguntar o que está acontecendo” pensei com raiva.
“Você tem que se acalmar e fingir que está tudo bem ou senão o idiota vai querer ficar no seu pé e aí bye bye vingança” disse Rose aparecendo no corredor.
— Vai ser difícil, mas eu vou tentar – falei colocando Thobias novamente no berço.
“Me deixa assumir que eu sei fingir muito bem” Rose pediu sorrindo e eu neguei com um aceno de cabeça.
— Eu mesmo quero fazer isso.
Fui para o nosso quarto e encontrei uma rosa sobre meu travesseiro então a peguei e joguei no lixeiro do banheiro.
“Se Christian acha que com rosas ele irá me conquistar de novo, ele está perdendo o seu tempo, ou melhor, ele está jogando dinheiro fora”
Tomei um banho rápido. Vesti um short jeans curto com cintura alta e uma blusa de tricô de mangas compridas depois voltei para o quarto dos gêmeos para minha rotina de banhá-los, colocar fraldas limpas, arrumá-los e amamentá-los.
Após disso tudo feito, desci e fui tomar café. Informei a Andrew que iria usar a limusine, pois estava pretendendo fazer uma visita para Carla. Horas depois peguei os gêmeos, chamei Jack, Lucy, Rachel e Alaska então fomos os sete para a mansão Steele no litoral de West Vancouver.
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Uma das empregadas da mansão abriu a porta e logo ficou encantada com Thobias e com Theodore. Perguntei por Carla e minhas irmãs e ela me informou que Andrea não se encontrava em casa, Kate estava no quarto e Carla se encontrava em seu escritório, agradeci então pedi que levasse as meninas para comerem bolo na cozinha e ela assentiu. Chamei Jack, que segurava os bebês-conforto, então nos dirigimos até o escritório da minha madrasta.
— Oi, Carla.
— Oi, querida – ela se levantou e veio nos cumprimentar, aproveitei e apresentei Jack – Como está Christian? – ela me perguntou.
— Ele está muito bem – falei dando um sorriso amarelo.
— E você? Está conseguindo conciliar essa nova fase de mãe e esposa?
— Estou sim.
— Ana! – exclamou Kate adentrando o escritório – Jack?
— Oi, Kate.
— O que...
— Ele está morando lá na mansão e também vai trabalhar comigo na Sétimo Céu – a informei e Kate fez a cara de safada de sempre.
— Hum... Acho que vou visitar minha irmãzinha mais vezes.
— Cadê a Andrea? – perguntei quando fomos para a sala de estar.
— Deve estar no apartamento do Luke, o que é nenhuma novidade. Novidade mesmo é que Luke e a louca da nossa irmã estão pensando em juntar as tralhas deles.
— Andrea e Luke vão se casar? – indaguei.
— Casar não. Só vão se juntar mesmo.
— Kate, isso é casar.
— Não é não, Anastasia. Casar é ir no cartório e assinar um papel idiota ou ficar quase uma hora na frente de um padre velhote ouvindo sobre como Adão e Eva, os homens e as mulheres também devem ser unidos e blá blá blá – falou Kate fazendo careta e nós sorrimos dela.
— Só você mesma para falar uma coisa dessas – disse Jack rindo.
— E a sua loja, Ana? – perguntou-me Carla.
— Em um mês e meio vai está tudo pronto para a inauguração e Jack me deu a ideia de fazermos um desfile para mostrar as novidades. Vou precisar de um fotógrafo com urgência para podermos fazer um book e escolher quais roupas irão ser mostradas.
— Tenho o contato de um ótimo fotógrafo, ele só não tirou as fotos do meu casamento por que na época ele estava no Brasil expondo seus trabalhos em uma galeria.
— Me passa o número que amanhã eu ligo para ele.
Carla saiu e foi até seu escritório. Segundos depois retornou me dando em seguida um cartão de visita.
— Aqui está. Diga a ele que você é enteada de Carla Wilks.
— Ok – disse e olhei o nome no cartão – Obrigada, Carla. Espero que esse tal de Sr. Rodriguez seja bom mesmo.
— Você nem imagina. Anastasia, você tem que ver as fotografias que ele tira. Simplesmente divinas.
— Vamos ver se ele é um excelente profissional – falei guardando o cartão dentro da minha bolsa.
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À noite, eu e Christian escovamos os dentes e nos arrumamos para dormir sem nem se quer trocar uma palavra. Logo escutamos o choro de um dos gêmeos então ele se ofereceu para ir ver o que era. Christian retornou com Teddy no colo me informando que não era a fralda. Peguei o pequeno nos braços e ofereci o peito que ele imediatamente o sugou.
— É apenas fome – ele disse e eu apenas assenti com um aceno – Ainda está com raiva de mim? – Christian me perguntou.
— Não mais – menti tentando parecer indiferente – Estava só com um pouquinho de mau humor, mas já passou.
— Tem certeza?
— Tenho – sorri então ele se inclinou e me beijou rapidamente.
Me levantei com cuidado e fui para o quarto dos meninos a fim de colocar Theodore de volta no berço. Quando voltei para a nossa suíte, gritei de susto assim que Christian saiu, sei lá de onde, e me abraçou por trás.
— Que tal brincarmos um pouquinho, Sra. Grey?
— Não vai dá, Sr. Grey. Estou com um pouco de dor de cabeça – falei me soltando dele e indo me deitar.
Enquanto desligava a luz do abajur eu o ouvi murmurar alguma coisa, mas não deu para escutar direito, logo Christian se deitou atrás de mim e me abraçou puxando meu corpo de encontro ao seu.

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