ANASTASIA
Cheguei ao consultório do Dr. Flynn quinze minutos antes do horário que tínhamos marcado.
— Oi Ross, bom dia – cumprimentei a secretária de John.
— Bom dia, Sra. Grey. O Dr. Flynn logo irá lhe atender.
— Tudo bem.
Me sentei em uma das cadeiras da recepção e peguei meu celular. Passei uma mensagem para Kate e outra para Andrea perguntando se queriam fazer compras comigo, pois precisava renovar meu armário já que agora eu era mãe e empresária e precisava me vestir adequadamente, não que antigamente eu me vestisse mal.
Marquei de encontrar com minhas irmãs numa loja da Stella McCartney aqui em Seattle que amávamos ir. De repente, o Dr. Flynn apareceu na recepção e me chamou. Minha consulta hoje foi como as de sempre. Somente conversamos.
Ele me perguntou sobre tudo: Minha relação com o Christian após a traição dele e após a chegada dos gêmeos. Meu transtorno. Minha família e minha relação com o meu pai.
— John, eu gostaria de começar a fazer a terapia por hipnose – falei expressando minha vontade.
— Depois que você me ligou ontem eu entrei em contato com um colega meu que é especialista em trabalhar com seções de hipnose e ele concordou em me ajudar no seu caso. Marquei com ele para quinta-feira que vem e quero que você venha acompanhada por seu pai e por seu marido.
— Ok.
— Por hoje é só. Até quinta, Anastasia.
— Até. E obrigado, John – agradeci apertando sua mão e ele sorriu.
Após as compras com Kate e Andrea, passei na minha loja e me surpreendi em como já estava bem adiantado a reforma do lugar. Com certeza, iria reinaugurá-la no prazo menor do que eu esperava. Assim que sai da Sétimo Céu, olhei a hora no celular.
Passava das dez e meia então resolvi fazer uma visitinha para o Christian na empresa dele, mas assim que me aproximava da entrada da Grey Corporation, vi ele parado na calçada ao telefone, mas logo um carro preto que reconheci ser o Tesla parou à sua frente.
Estacionei meu carro no outro lado da rua e fiquei observando. Taylor e Sophie saíram do carro e a garota, praticamente se jogou nos braços dele. Senti uma pontada de tristeza em meu peito quando vi que Christian retribuiu o abraço dela com extremo carinho.
“Eu te avisei” a voz de Rose ecoou pelo carro.
Com os olhos turvos de lágrimas liguei o Tesla e sai dali o mais rápido que pude. Dirigi sem rumo por um tempo e quando dei por mim já estava próxima ao porto de Seattle então estacionei e sai do carro apenas com as chaves em mãos. Segui até uma pequena mureta que dividia o estacionamento da área do porto e sentei me permitindo observar os veleiros à minha frente.
Tentava não pensar, mas infelizmente a imagem do Christian abraçado com a Sophie não me saía da cabeça. Algumas lágrimas desceram pelo meu rosto e eu as limpei rapidamente.
“Será que Christian estava me traindo de novo? Não. Não. Não podia ser verdade. Estava tudo bem entre a gente, não estava? Então, por quê? Por que ele estava abraçando Sophie com tanto carinho?” pensei absorta em meu próprio mundo.
— Está rosa por um sorriso teu.
Me sobressaltei ao ouvir uma voz forte atrás de mim. Olhei por cima do ombro encarando um homem que segurava uma rosa branca então o avaliei de cima a baixo. Ele estava de tênis branco, calça jeans e regata branca um pouco colada ao corpo que ajudava a mostrar seu abdômen definido e os bíceps. Sua pele era um pouco bronzeada, mas não muito, e seus cabelos eram de uma tonalidade que variava do castanho para o cobre.
O rosto era bastante marcante. Ele usava bigode, cavanhaque e uma linha fina de barba que seguia o contorno do seu maxilar até suas costeletas dando assim um ar velho para ele. As sobrancelhas grossas emolduravam seus olhos escuros que notei que também me observavam minuciosamente. O homem estendeu a rosa para mim que a peguei e sorri em agradecimento.
— Posso me sentar? – ele perguntou.
— Claro. A mureta é pública – falei dando de ombros.
Voltei a olhar os veleiros que navegavam pelo cais, pela minha visão periférica o vi se sentar a mais ou menos dois metros de distância. Depois ele pegou uma coisa nas mãos então o olhei de relance. O homem estava com uma câmera e a mesma era daquela que só os profissionais usavam.
— Você é algum tipo de paparazzo por acaso? – perguntei desconfiada e ele riu negando com a cabeça.
— Não. As únicas celebridades de que tiro fotos são as paisagens e de vez em quando tiro fotos de pessoas anônimas assim como você – ele disse e virou a câmera para mim tirando uma foto.
— Não sou uma pessoa anônima.
— Você é algum tipo de celebridade que vem até o cais se inspirar para fazer seu trabalho?
— Não sou celebridade – falei sorrindo e ele sorriu também.
— Aceita tomar um lanche comigo?
— Eu nem te conheço direito.
Ele se levantou e parou à minha frente.
— Prazer, me chamo José. Meu hobby é fotografar paisagens e pessoas anônimas, incluindo moças sentadas em muretas – ele disse me fazendo sorrir então apertei sua mão que se encontrava estendida em minha direção.
— Prazer José, me chamo Anastasia. Não sou nenhum tipo de celebridade e meu hobbie não é sentar em muretas e ficar olhando a paisagem.
— Só isso? Pensei que você fosse falar mais de si mesma.
— Por que eu faria isso? Vai lá que você é algum serial killer.
— Se fosse um serial killer eu não te convidaria para lanchar comigo e sim já teria te matado.
— Há exceções no mundo – falei e ambos rimos.
— Não se preocupe. Não sou nenhum serial killer, maníaco ou tarado. Sou apenas um homem comum convidando uma linda mulher para tomar um lanche. Sem segundas intenções. Palavra de escoteiro – José falou e eu o olhei de cima a baixo desconfiada.
— Você por acaso é ou já foi escoteiro?
— Não.
Rolei os olhos sorrindo.
— Tudo bem. Eu aceito seu convite, mas eu não posso demorar – falei me levantando e limpando minha calça – Aonde pretende me levar?
— Tem uma lanchonete bem ali, podemos comer alguma coisa lá.
Concordei então seguimos a pé até a lanchonete.
Cheguei ao consultório do Dr. Flynn quinze minutos antes do horário que tínhamos marcado.
— Oi Ross, bom dia – cumprimentei a secretária de John.
— Bom dia, Sra. Grey. O Dr. Flynn logo irá lhe atender.
— Tudo bem.
Me sentei em uma das cadeiras da recepção e peguei meu celular. Passei uma mensagem para Kate e outra para Andrea perguntando se queriam fazer compras comigo, pois precisava renovar meu armário já que agora eu era mãe e empresária e precisava me vestir adequadamente, não que antigamente eu me vestisse mal.
Marquei de encontrar com minhas irmãs numa loja da Stella McCartney aqui em Seattle que amávamos ir. De repente, o Dr. Flynn apareceu na recepção e me chamou. Minha consulta hoje foi como as de sempre. Somente conversamos.
Ele me perguntou sobre tudo: Minha relação com o Christian após a traição dele e após a chegada dos gêmeos. Meu transtorno. Minha família e minha relação com o meu pai.
— John, eu gostaria de começar a fazer a terapia por hipnose – falei expressando minha vontade.
— Depois que você me ligou ontem eu entrei em contato com um colega meu que é especialista em trabalhar com seções de hipnose e ele concordou em me ajudar no seu caso. Marquei com ele para quinta-feira que vem e quero que você venha acompanhada por seu pai e por seu marido.
— Ok.
— Por hoje é só. Até quinta, Anastasia.
— Até. E obrigado, John – agradeci apertando sua mão e ele sorriu.
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Após as compras com Kate e Andrea, passei na minha loja e me surpreendi em como já estava bem adiantado a reforma do lugar. Com certeza, iria reinaugurá-la no prazo menor do que eu esperava. Assim que sai da Sétimo Céu, olhei a hora no celular.
Passava das dez e meia então resolvi fazer uma visitinha para o Christian na empresa dele, mas assim que me aproximava da entrada da Grey Corporation, vi ele parado na calçada ao telefone, mas logo um carro preto que reconheci ser o Tesla parou à sua frente.
Estacionei meu carro no outro lado da rua e fiquei observando. Taylor e Sophie saíram do carro e a garota, praticamente se jogou nos braços dele. Senti uma pontada de tristeza em meu peito quando vi que Christian retribuiu o abraço dela com extremo carinho.
“Eu te avisei” a voz de Rose ecoou pelo carro.
Com os olhos turvos de lágrimas liguei o Tesla e sai dali o mais rápido que pude. Dirigi sem rumo por um tempo e quando dei por mim já estava próxima ao porto de Seattle então estacionei e sai do carro apenas com as chaves em mãos. Segui até uma pequena mureta que dividia o estacionamento da área do porto e sentei me permitindo observar os veleiros à minha frente.
Tentava não pensar, mas infelizmente a imagem do Christian abraçado com a Sophie não me saía da cabeça. Algumas lágrimas desceram pelo meu rosto e eu as limpei rapidamente.
“Será que Christian estava me traindo de novo? Não. Não. Não podia ser verdade. Estava tudo bem entre a gente, não estava? Então, por quê? Por que ele estava abraçando Sophie com tanto carinho?” pensei absorta em meu próprio mundo.
— Está rosa por um sorriso teu.
Me sobressaltei ao ouvir uma voz forte atrás de mim. Olhei por cima do ombro encarando um homem que segurava uma rosa branca então o avaliei de cima a baixo. Ele estava de tênis branco, calça jeans e regata branca um pouco colada ao corpo que ajudava a mostrar seu abdômen definido e os bíceps. Sua pele era um pouco bronzeada, mas não muito, e seus cabelos eram de uma tonalidade que variava do castanho para o cobre.
O rosto era bastante marcante. Ele usava bigode, cavanhaque e uma linha fina de barba que seguia o contorno do seu maxilar até suas costeletas dando assim um ar velho para ele. As sobrancelhas grossas emolduravam seus olhos escuros que notei que também me observavam minuciosamente. O homem estendeu a rosa para mim que a peguei e sorri em agradecimento.
— Posso me sentar? – ele perguntou.
— Claro. A mureta é pública – falei dando de ombros.
Voltei a olhar os veleiros que navegavam pelo cais, pela minha visão periférica o vi se sentar a mais ou menos dois metros de distância. Depois ele pegou uma coisa nas mãos então o olhei de relance. O homem estava com uma câmera e a mesma era daquela que só os profissionais usavam.
— Você é algum tipo de paparazzo por acaso? – perguntei desconfiada e ele riu negando com a cabeça.
— Não. As únicas celebridades de que tiro fotos são as paisagens e de vez em quando tiro fotos de pessoas anônimas assim como você – ele disse e virou a câmera para mim tirando uma foto.
— Não sou uma pessoa anônima.
— Você é algum tipo de celebridade que vem até o cais se inspirar para fazer seu trabalho?
— Não sou celebridade – falei sorrindo e ele sorriu também.
— Aceita tomar um lanche comigo?
— Eu nem te conheço direito.
Ele se levantou e parou à minha frente.
— Prazer, me chamo José. Meu hobby é fotografar paisagens e pessoas anônimas, incluindo moças sentadas em muretas – ele disse me fazendo sorrir então apertei sua mão que se encontrava estendida em minha direção.
— Prazer José, me chamo Anastasia. Não sou nenhum tipo de celebridade e meu hobbie não é sentar em muretas e ficar olhando a paisagem.
— Só isso? Pensei que você fosse falar mais de si mesma.
— Por que eu faria isso? Vai lá que você é algum serial killer.
— Se fosse um serial killer eu não te convidaria para lanchar comigo e sim já teria te matado.
— Há exceções no mundo – falei e ambos rimos.
— Não se preocupe. Não sou nenhum serial killer, maníaco ou tarado. Sou apenas um homem comum convidando uma linda mulher para tomar um lanche. Sem segundas intenções. Palavra de escoteiro – José falou e eu o olhei de cima a baixo desconfiada.
— Você por acaso é ou já foi escoteiro?
— Não.
Rolei os olhos sorrindo.
— Tudo bem. Eu aceito seu convite, mas eu não posso demorar – falei me levantando e limpando minha calça – Aonde pretende me levar?
— Tem uma lanchonete bem ali, podemos comer alguma coisa lá.
Concordei então seguimos a pé até a lanchonete.

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