sexta-feira, 27 de março de 2020

Maliciosamente Sedutores - Capítulo 23


CHRISTIAN

Estávamos deitados na cama com as nossas respirações quase voltando ao normal.

Ana estava com a cabeça apoiada na curva do meu pescoço e ela passava seu dedo indicador sobre a cicatriz da cirurgia, que fiz tempo atrás por causa do tiro que levei, enquanto que eu acariciava seu ombro e seus lindos cabelos.

Peguei sua mão e a trouxe até meus lábios beijando cada dedo o que fez Anastasia rir contra meu pescoço.

— Já são seis e cinco – ela me lembrou – Melhor levantarmos e irmos tomar um banho... separados.

— Não – gemi apertando-a mais forte contra meu corpo – Vamos ficar aqui mais um pouco.

Ela subiu em cima de mim e pegou minhas mãos colocando-as em cima da minha cabeça. Semicerrei os olhos para ela e Ana sorriu.

— Que foi, querido? Você não gosta mais de ser dominado?

— Não – exclamei sério e ela rolou os olhos então num movimento rápido mudei nossa posição fazendo com que ela ficasse por baixo.

— Prefiro mais esse jeito, Sra. Grey, mas vamos deixar para brincar depois – falei e beijei seu queixo depois sai de cima dela me sentando no meio da cama e apontei para a porta do banheiro – Primeiro as damas.

Ela sorriu se levantando e saiu rumo ao banheiro. Durante seu percurso fiquei admirando sua linda bunda antes alva, mas que agora estava vermelha e sorri ao notar o contorno perfeito da minha mão em uma das suas nádegas.

Anastasia parou na soleira da porta e se virou para mim. Aquela visão dela completamente nua e com os cabelos meio bagunçados pós-foda me fizeram ficar novamente excitado.

— Sr. Grey, o que o senhor pode fazer em dez minutos?

— Depende. No que a Sra. Grey está pensando? – perguntei, mas eu já sabia a resposta apenas pelo olhar malicioso que Ana estava me dando.

— Que tal me fazer ver estrelas?

Sai da cama e me aproximei dela, que sorriu ao ver minha ereção.

— Vou ter fazer ver todo o universo, minha querida.

— Então é melhor andar rápido, porque seu tempo está correndo, Sr. Grey.

A puxei erguendo seu corpo do chão então Anastasia enlaçou minha cintura com suas pernas e começou a beijar meu pescoço enquanto eu adentrava o banheiro.


★ ★ ★ ★ ★


— Acho que vou doar todas essas roupas de grávida – Ana comentou enquanto estávamos nos arrumando dentro do closet.

— Não dá não – falei acabando de abotoar minha calça depois me aproximei dela, a abraçando por trás – Você vai precisar delas, pois quero ter outros filhos.

— Nem vem, Christian – ela se soltou de mim e me encarou séria – Não quero passar de novo por tudo que passei. Thobias e Theodore serão os nossos únicos filhos.

— Por quê? Você ficou tão linda grávida. Vamos ter só mais um filho, por favor – pedi repousando minhas mãos em sua cintura.

— Você está louco para que eu fique grávida de novo, não é? Só para poder correr e se jogar nos braços de qualquer mulherzinha que aparecer – ela disse e aquilo foi como levar um tapa na cara então a encarei triste e me afastei.

— As pessoas erram sabia, Anastasia? E como disse na carta, eu realmente aprendi com meu erro e não vou voltar a fazer o que fiz. Se você não quiser ter outro filho tudo bem, eu não irei mais tocar neste assunto – suspirei fundo abaixando a cabeça e me virei abrindo o armário de camisa para pegar uma. Segundos depois, senti Ana atrás de mim me envolvendo com seus braços.

— Me desculpe, querido, mas eu disse que isso ia acontecer. Que o assunto “traição” sempre existiria em nossas discussões – tirei suas mãos do meu peito e me virei para olhá-la.

— Sei que estou apenas pagando pelo que te fiz e sou eu que devo sempre pedir desculpas, não você.

Passei o dorso da minha mão em seu rosto e ela fechou os olhos então a puxei colando nossos corpos e capturando-lhe os lábios por alguns segundos. Depois que terminamos de nos vestir, fomos dar banho e arrumar os bebês.

Por volta das sete da noite já estávamos os quatro na porta da frente esperando nossas famílias que não demoraram em chegar. Minha irmã Mia mal esperou o carro parar direito e saltou dele correndo, literalmente, para onde nos encontrávamos.

— Eles são tão fofinhos.

— Da vontade de apertar eles – disse Mollie parando ao lado de Mia.

— Me dá ele aqui. Esse é o...?

— Thobias – informou Anastasia passando o bebê para os braços da minha irmã.

— Cuidado com meu filho, Mia – briguei em tom de brincadeira e ela me deu a língua fazendo-me sorrir.

— Eu também quero segurar – pediu Kayleigh então lhe entreguei meu outro filho.

Eu e Ana terminamos de cumprimentar nossas famílias já convidando a todos para entrarmos, pois logo o jantar seria servido. Fomos para a sala de estar e Anastasia chamou Gail, Sophie e Taylor para se juntarem a nós, porque ela faria o sorteio para definir quem seriam os padrinhos de qual bebê.

No sorteio ficou decidido que Kate, Elliot, Gail e Taylor eram os padrinhos do Theodore e que Olivia, Daniel, Andrea e Luke eram os padrinhos do Thobias.

Minha irmã Mia ficou aborrecida por que queria ter participado do sorteio, mas a adverti de que os sobrinhos dela deveriam ter padrinhos um pouco responsável, o que ela ainda não era. Uma das empregadas apareceu e nos informou que o jantar estava pronto então fomos todos para a sala de jantar.

Durante o jantar conversamos sobre diversos assuntos. Meu trabalho. A reforma da loja da Ana. O novo emprego de Daniel como meu gerente de uns dos hotéis aqui em Seattle. O restaurante da Olivia. A vida escolar de Kayleigh, Mia, Mollie, Rachel, Alaska e Sophie.

A saúde de Gail, pois ela havia recentemente descoberto que era cardiopata. O trabalho do meu sogro e da minha mãe. As próximas festas beneficentes de Carla. O vício de compras das minhas cunhadas. O trabalho do Luke e do meu irmão.

E a nossa complicada e inovadora experiência como pais de primeira viagem de dois gêmeos, que aliás, estavam bem acordados e nos olhavam de dentro do carrinho duplo dando de vez em quando pequenos sorrisos.

Após do jantar, Gail, Taylor e suas filhas pediram licença para se recolherem e Sophie saiu dizendo que iria se encontrar com o namorado, pedi apenas que ela não chegasse tarde por que teríamos uma reunião amanhã cedo. Retornamos para a sala de estar e ficamos conversando até que notei que Anastasia e Olivia tinham sumido.

— Christian, conta para a gente como é estar casado com três mulheres – falou Luke e o encarei confuso.

— Como assim casado com três mulheres?

— Transtorno. Anastasia. Três personalidades. Sacou agora? – indagou Elliot e eu rolei os olhos.

— Sou casado apenas com uma mulher e por enquanto só convivi com uma das personalidades da Ana.

— E qual delas foi? – perguntou Daniel.

— Com a Annie. Ela é um anjo, tão inocente sobre o mundo. Acreditam que ela me pediu para ensiná-la a beijar?

— Sério? – indagou Luke assustado – E o que você fez?

— A ensinei a beijar, ora.

— Sério, mesmo? – exclamou Daniel.

— Vou te denunciar para a polícia seu pedófilo.

— Sem drama, Elliot. Eu só beijei a Annie, nada demais.

— Você fez o quê?

Me virei devagar e vi Anastasia de braços cruzados me encarando com uma expressão séria.

— Rapazes, vamos sair de perto por que vai rolar DR – escutei Luke falar rindo.

— O que você disse é verdade? Sobre ter beijado a Annie? – ela me perguntou assim que ficamos a sós.

— Sim... – disse cauteloso e Ana ficou me encarando por alguns segundos depois sorriu me abraçando em seguida, e eu fiquei meio sem entender o que tinha acontecido – Não está com raiva de mim?

— Não, porque estaria?

— Por ciúmes?

— Sr. Grey, como posso sentir ciúmes de uma garotinha de sete anos que, aliás, sou eu mesma – ela se desvencilhou de mim e me olhou – A menos que o senhor tenha fetiche por crianças...

— Credo, Anastasia. É claro que não.

— Tudo bem. Não precisa fazer essa cara de mal humorado. Eu só perguntei por perguntar. Vem quero tirar uma foto de você com sua família – ela me deu um selinho depois saiu me puxando para perto onde os outros estavam.

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