ANASTASIA
Quando cheguei ao quarto dos gêmeos encontrei os dois aos berros. Parei entre os berços olhando de um para o outro, indecisa de qual pegar primeiro.
— Desculpe, meu anjo. Na próxima a mamãe pega você – sussurrei para o Teddy e me virei inclinando sobre o bercinho do Ben.
Assim que o peguei no colo constatei o motivo de seu choro, bem provável que o outro também estaria com a fralda suja. Estava colocando Thobias no trocador quando Christian já vestido rompeu o quarto então pedi que ele pegasse o Theodore e verificasse se a fralda dele estava suja.
— Acho que está – ele me informou.
— Então coloca ele aqui em cima e troca a fralda, por favor.
— Eu não sei trocar fralda, Ana – admitiu parando ao meu lado.
— Do mesmo jeito que eu aprendi, você também vai aprender. É só fazer o que eu fizer, ok?
Ele assentiu depositando Teddy ao lado do irmãozinho dele. Tiramos as roupinhas de ambos e eu ri muito das caras de nojo que meu marido fazia enquanto limpávamos os bumbuns dos nossos filhos.
— Como dois pingos de gente são capazes de fazer um estrago daqueles – Christian comentou assim que terminamos de arrumar os gêmeos que agora já tinham parado de chorar e só nos olhavam.
— São coisas da vida, querido – sorri e deu um beijo nele – Se conforme porque nós vamos limpar muita merda dos nossos filhos. Não é, meus anjinhos? – me inclinei beijando a bochechinha dos dois – Digam para a mamãe. Nós vamos fazer muito cocô para o papai limpar – falei numa voz fina parecida de criança e os gêmeos deram um pequeno sorriso – É nós vamos sim.
— Vocês nem ousem fazer isso.
— Ai Christian, seja mais carinhoso com eles. Tome – falei colocando uma fralda de pano em cada ombro dele depois peguei e coloquei os meninos no seu colo – Tenha seu momento de pai babão igual a todos os pais enquanto que eu vou higienizar os seios para dar de mamar.
Entrei no banheiro e limpei meus seios com os lenços umedecidos depois lavei bem as mãos. Escutei a voz de Christian assim que abri um pouco a porta para poder sair.
— ...e desculpem o papai, ok? É que eu ainda estou aprendendo a como ser pai e espero sinceramente ser o melhor. Vocês não estão entendendo nada, não é? Mas não importa. Amo vocês e amo a mãe de vocês também, mas infelizmente não posso dizer isso a ela.
— Christian – falei abrindo totalmente a porta e saindo do banheiro – Eu menti para você. Não existe nenhum muro. É a Rose. Ela é que me bloqueia, me desculpa.
— Tudo bem, Ana – ele disse com um sorriso compreensível, mas notei que o mesmo não chegava aos olhos dele que me contemplava com tristeza.
— Mais tarde eu vou ligar para o Dr. Flynn e marcarei o retorno das minhas consultas. Quero começar logo a fazer a terapia por hipnose. Segundo John talvez isso me ajude. Será que o almoço já está pronto? Porque eu estou morrendo de fome – admiti sorrindo tentando mudar de assunto.
— Acho que sim. Vou lá ver.
— Mas primeiro você vai me ajudar. Vou sentar ali na poltrona e você me passa os bebês.
— O que pretende fazer? – ele me olhou desconfiado.
— Vou dar de mamar para os dois.
— Ao mesmo tempo?
— Sim – falei me sentando na poltrona – As enfermeiras no hospital me ensinaram um jeito de amamentar os gêmeos ao mesmo tempo. Me dá o Thobias primeiro depois o Theodore.
— Tudo bem. Quem é quem aqui? – perguntou Christian olhando para os filhos em seu colo.
— Deixa de brincadeira. Eles nem não idênticos para você falar que não sabe quem é quem – briguei e ele se inclinou para que eu pegasse um dos gêmeos – Esse não é o Thobias.
— A ordem dos fatores não altera o resultado – ele disse então rolei os olhos – Minha mão está coçando, Sra. Grey.
— Ali naquela gaveta tem uma pomada ótima para coceira – falei me fingindo de desentendida e Christian semicerrou os olhos.
Ele me ajudou acomodando os gêmeos debaixo dos meus braços enquanto que eu segurava suas cabecinhas. Duas almofadas serviam de suporte para meus braços e os corpinhos dos bebês que logo abocanharam meus seios e começaram a sugá-los.
— Estou com inveja deles – ouvi Christian comentar então tirei minha atenção dos rostinhos dos nossos filhos e o encarei.
— Inveja? Por quê? – perguntei, mas logo entendi o que ele quis dizer e sorri – Ai Christian, você não presta.
— Que foi? Não posso senti inveja deles que podem se deliciar com seus lindos seios enquanto que eu fico chupando dedo?
— Você chupa outra coisa, querido – falei sorrindo – Agora vai ver se almoço está pronto.
— Ok – ele se inclinou depositando um beijo na minha testa depois fez um carinho no rosto dos gêmeos – Aproveitem filhos, porque quando vocês estiverem grandinhos o único que vai brincar com os seios da mamãe serei eu.
— Christian, cai fora daqui – ralhei e ele saiu do quarto rindo.
Vinte minutos depois, terminei de amamentar os gêmeos e Christian pegou um deles então o ensinei a fazer os bebês arrotarem. Deixei ele com nossos filhos enquanto tomava um banho e trocava de roupa, depois descemos e colocamos os gêmeos no carrinho duplo e os deixamos próximo à mesa enquanto almoçamos. Após a refeição, fomos para a varanda dos fundos e ficamos sentados com Theodore e Thobias em nosso colo que logo vieram a adormecer.
— Amanhã depois que eu sair do consultório do Dr. Flynn vou passar na Sétimo Céu para ver como anda a reforma – informei.
— Para quando pretende reinaugurá-la?
— Se estiver tudo certo, a loja estará pronta daqui a três meses. Será que sua mãe não cuidaria amanhã dos gêmeos para mim?
— Ela trabalha, querida.
— E Olivia?
— Também. Tem suas irmãs Andrea e Kate. Por que não os deixa com elas?
— Nem sonhando eu deixo nossos menininhos com aquelas duas taradas! – exclamei e Teddy que estava em meu colo começou a fazer menção que ia chorar então levantei do sofá e comecei a niná-lo, depois encarei Christian e sussurrei – Não é saudável eles ficarem perto delas.
— Então acho que também não somos saudáveis para estar perto deles.
— Por quê? – perguntei confusa.
— Também somos tarados, Ana.
— É diferente, Christian. Somos os pais...
— E elas são as madrinhas. Se acontecer alguma coisa com a gente serão os padrinhos e as madrinhas que farão o papel de pai e mãe dos meninos.
— Eu sei, querido, mas é que...
— Com licença – olhamos para a porta onde a Sra. Jones estava e logo me surgiu uma ideia.
— Gail, poderia cuidar dos gêmeos amanhã para mim?
— Claro, menina – me aproximei e dei um beijo na bochecha dela então ela sorriu e olhou para Christian – Sr. Grey, eu gostaria de saber o devemos preparar para os convidados desta noite?
— Convidados? – indaguei encarando meu marido.
— Nossas famílias irão jantar hoje aqui com a gente.
— Então vou aproveitar e convidar você e Sophie para jantarem conosco hoje. Você aceita, Gail? – perguntei e ela assentiu – Informe ao Taylor que ele e as filhas dele também estão convidados para o jantar, pois aproveitarei a ocasião e sortearei quem será padrinho de quem. E os pratos desta noite ficaram a seu critério.
— Tudo bem, menina. Com licença.
Coloquei Theodore no carrinho duplo depois peguei o Thobias e o botei no carrinho também. Me sentei no colo de Christian e ficamos contemplando nossos filhos que dormiam iguais a dois anjinhos.
— Obrigado, Ana.
— Por? – indaguei confusa.
— Por me dá dois filhos lindos.
— De nada, querido – falei passando minha mão em seu rosto.
— Também agradeço a Deus por Ele ter me dado uma nova chance de ser pai e de construir uma família – franzi o cenho em confusão e Christian sorriu – Você fica linda fazendo essa cara, sabia? – ele indagou me dando um beijo rápido.
— Como assim uma nova chance de ser pai?
— Leila estava grávida de dois meses quando morreu.
— Eu não sabia – falei atônita.
— Eu também não, foi o legista que me informou no dia que eu fui reconhecer o corpo dela, mas vamos deixar o passado no passado. Agora eu quero curtir o meu presente e o meu futuro.
— Que hora você marcou com as nossas famílias? – perguntei já beijando o lado esquerdo do maxilar dele.
— As sete. Por quê?
— Temos... – puxei seu braço e olhei a hora no relógio de pulso – São quinze para as três... então temos três horas livres até às seis da tarde e uma hora para nos arrumarmos.
— Do que está falando?
— Que tal deixarmos os meninos no quarto deles e irmos para o nosso? Alguém me deve uma foda bem gostosa, mas vou querer mais de uma, Mestre – sussurrei em seu ouvido.
O olhei, me prendendo naqueles olhos que eram minha perdição, antes de Christian abraçar mais forte minha cintura e me puxar para um beijo.
Quando cheguei ao quarto dos gêmeos encontrei os dois aos berros. Parei entre os berços olhando de um para o outro, indecisa de qual pegar primeiro.
— Desculpe, meu anjo. Na próxima a mamãe pega você – sussurrei para o Teddy e me virei inclinando sobre o bercinho do Ben.
Assim que o peguei no colo constatei o motivo de seu choro, bem provável que o outro também estaria com a fralda suja. Estava colocando Thobias no trocador quando Christian já vestido rompeu o quarto então pedi que ele pegasse o Theodore e verificasse se a fralda dele estava suja.
— Acho que está – ele me informou.
— Então coloca ele aqui em cima e troca a fralda, por favor.
— Eu não sei trocar fralda, Ana – admitiu parando ao meu lado.
— Do mesmo jeito que eu aprendi, você também vai aprender. É só fazer o que eu fizer, ok?
Ele assentiu depositando Teddy ao lado do irmãozinho dele. Tiramos as roupinhas de ambos e eu ri muito das caras de nojo que meu marido fazia enquanto limpávamos os bumbuns dos nossos filhos.
— Como dois pingos de gente são capazes de fazer um estrago daqueles – Christian comentou assim que terminamos de arrumar os gêmeos que agora já tinham parado de chorar e só nos olhavam.
— São coisas da vida, querido – sorri e deu um beijo nele – Se conforme porque nós vamos limpar muita merda dos nossos filhos. Não é, meus anjinhos? – me inclinei beijando a bochechinha dos dois – Digam para a mamãe. Nós vamos fazer muito cocô para o papai limpar – falei numa voz fina parecida de criança e os gêmeos deram um pequeno sorriso – É nós vamos sim.
— Vocês nem ousem fazer isso.
— Ai Christian, seja mais carinhoso com eles. Tome – falei colocando uma fralda de pano em cada ombro dele depois peguei e coloquei os meninos no seu colo – Tenha seu momento de pai babão igual a todos os pais enquanto que eu vou higienizar os seios para dar de mamar.
Entrei no banheiro e limpei meus seios com os lenços umedecidos depois lavei bem as mãos. Escutei a voz de Christian assim que abri um pouco a porta para poder sair.
— ...e desculpem o papai, ok? É que eu ainda estou aprendendo a como ser pai e espero sinceramente ser o melhor. Vocês não estão entendendo nada, não é? Mas não importa. Amo vocês e amo a mãe de vocês também, mas infelizmente não posso dizer isso a ela.
— Christian – falei abrindo totalmente a porta e saindo do banheiro – Eu menti para você. Não existe nenhum muro. É a Rose. Ela é que me bloqueia, me desculpa.
— Tudo bem, Ana – ele disse com um sorriso compreensível, mas notei que o mesmo não chegava aos olhos dele que me contemplava com tristeza.
— Mais tarde eu vou ligar para o Dr. Flynn e marcarei o retorno das minhas consultas. Quero começar logo a fazer a terapia por hipnose. Segundo John talvez isso me ajude. Será que o almoço já está pronto? Porque eu estou morrendo de fome – admiti sorrindo tentando mudar de assunto.
— Acho que sim. Vou lá ver.
— Mas primeiro você vai me ajudar. Vou sentar ali na poltrona e você me passa os bebês.
— O que pretende fazer? – ele me olhou desconfiado.
— Vou dar de mamar para os dois.
— Ao mesmo tempo?
— Sim – falei me sentando na poltrona – As enfermeiras no hospital me ensinaram um jeito de amamentar os gêmeos ao mesmo tempo. Me dá o Thobias primeiro depois o Theodore.
— Tudo bem. Quem é quem aqui? – perguntou Christian olhando para os filhos em seu colo.
— Deixa de brincadeira. Eles nem não idênticos para você falar que não sabe quem é quem – briguei e ele se inclinou para que eu pegasse um dos gêmeos – Esse não é o Thobias.
— A ordem dos fatores não altera o resultado – ele disse então rolei os olhos – Minha mão está coçando, Sra. Grey.
— Ali naquela gaveta tem uma pomada ótima para coceira – falei me fingindo de desentendida e Christian semicerrou os olhos.
Ele me ajudou acomodando os gêmeos debaixo dos meus braços enquanto que eu segurava suas cabecinhas. Duas almofadas serviam de suporte para meus braços e os corpinhos dos bebês que logo abocanharam meus seios e começaram a sugá-los.
— Estou com inveja deles – ouvi Christian comentar então tirei minha atenção dos rostinhos dos nossos filhos e o encarei.
— Inveja? Por quê? – perguntei, mas logo entendi o que ele quis dizer e sorri – Ai Christian, você não presta.
— Que foi? Não posso senti inveja deles que podem se deliciar com seus lindos seios enquanto que eu fico chupando dedo?
— Você chupa outra coisa, querido – falei sorrindo – Agora vai ver se almoço está pronto.
— Ok – ele se inclinou depositando um beijo na minha testa depois fez um carinho no rosto dos gêmeos – Aproveitem filhos, porque quando vocês estiverem grandinhos o único que vai brincar com os seios da mamãe serei eu.
— Christian, cai fora daqui – ralhei e ele saiu do quarto rindo.
Vinte minutos depois, terminei de amamentar os gêmeos e Christian pegou um deles então o ensinei a fazer os bebês arrotarem. Deixei ele com nossos filhos enquanto tomava um banho e trocava de roupa, depois descemos e colocamos os gêmeos no carrinho duplo e os deixamos próximo à mesa enquanto almoçamos. Após a refeição, fomos para a varanda dos fundos e ficamos sentados com Theodore e Thobias em nosso colo que logo vieram a adormecer.
— Amanhã depois que eu sair do consultório do Dr. Flynn vou passar na Sétimo Céu para ver como anda a reforma – informei.
— Para quando pretende reinaugurá-la?
— Se estiver tudo certo, a loja estará pronta daqui a três meses. Será que sua mãe não cuidaria amanhã dos gêmeos para mim?
— Ela trabalha, querida.
— E Olivia?
— Também. Tem suas irmãs Andrea e Kate. Por que não os deixa com elas?
— Nem sonhando eu deixo nossos menininhos com aquelas duas taradas! – exclamei e Teddy que estava em meu colo começou a fazer menção que ia chorar então levantei do sofá e comecei a niná-lo, depois encarei Christian e sussurrei – Não é saudável eles ficarem perto delas.
— Então acho que também não somos saudáveis para estar perto deles.
— Por quê? – perguntei confusa.
— Também somos tarados, Ana.
— É diferente, Christian. Somos os pais...
— E elas são as madrinhas. Se acontecer alguma coisa com a gente serão os padrinhos e as madrinhas que farão o papel de pai e mãe dos meninos.
— Eu sei, querido, mas é que...
— Com licença – olhamos para a porta onde a Sra. Jones estava e logo me surgiu uma ideia.
— Gail, poderia cuidar dos gêmeos amanhã para mim?
— Claro, menina – me aproximei e dei um beijo na bochecha dela então ela sorriu e olhou para Christian – Sr. Grey, eu gostaria de saber o devemos preparar para os convidados desta noite?
— Convidados? – indaguei encarando meu marido.
— Nossas famílias irão jantar hoje aqui com a gente.
— Então vou aproveitar e convidar você e Sophie para jantarem conosco hoje. Você aceita, Gail? – perguntei e ela assentiu – Informe ao Taylor que ele e as filhas dele também estão convidados para o jantar, pois aproveitarei a ocasião e sortearei quem será padrinho de quem. E os pratos desta noite ficaram a seu critério.
— Tudo bem, menina. Com licença.
Coloquei Theodore no carrinho duplo depois peguei o Thobias e o botei no carrinho também. Me sentei no colo de Christian e ficamos contemplando nossos filhos que dormiam iguais a dois anjinhos.
— Obrigado, Ana.
— Por? – indaguei confusa.
— Por me dá dois filhos lindos.
— De nada, querido – falei passando minha mão em seu rosto.
— Também agradeço a Deus por Ele ter me dado uma nova chance de ser pai e de construir uma família – franzi o cenho em confusão e Christian sorriu – Você fica linda fazendo essa cara, sabia? – ele indagou me dando um beijo rápido.
— Como assim uma nova chance de ser pai?
— Leila estava grávida de dois meses quando morreu.
— Eu não sabia – falei atônita.
— Eu também não, foi o legista que me informou no dia que eu fui reconhecer o corpo dela, mas vamos deixar o passado no passado. Agora eu quero curtir o meu presente e o meu futuro.
— Que hora você marcou com as nossas famílias? – perguntei já beijando o lado esquerdo do maxilar dele.
— As sete. Por quê?
— Temos... – puxei seu braço e olhei a hora no relógio de pulso – São quinze para as três... então temos três horas livres até às seis da tarde e uma hora para nos arrumarmos.
— Do que está falando?
— Que tal deixarmos os meninos no quarto deles e irmos para o nosso? Alguém me deve uma foda bem gostosa, mas vou querer mais de uma, Mestre – sussurrei em seu ouvido.
O olhei, me prendendo naqueles olhos que eram minha perdição, antes de Christian abraçar mais forte minha cintura e me puxar para um beijo.

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