ANASTASIA
— Ana? Está passando mal? – Christian perguntou vindo amparar-me, assim que saí do banheiro, pois eu estava com uma das mãos apoiada nas costas e a outra sobre a barriga enquanto franzia o cenho em dor.
— Acordei com dor de cabeça e com dor nas costas.
— Já tomou o remédio?
— Sim. A dor de cabeça passou um pouco, mas a das costas está piorando e esses dois se mexendo aqui dentro não estão me ajudando em nada.
Christian se ajoelhou à minha frente e começou a conversar com os bebês enquanto acariciava minha barriga. Pouco a pouco os dois começaram a parar de se mexer e eu me senti mais aliviada.
— Melhorou? – ele perguntou, se levantando.
— Sim. Obrigada.
— Será que não mereço um beijinho por acalmar nossos filhos? – ele indagou me abraçando e aproximando seu rosto do meu, mas ergui uma das mãos e coloquei na cara dele, o afastando.
— É claro que não. Você fez apenas sua obrigação como pai. Agora vamos almoçar por que eu estou com muita fome – murmurei, escutando Christian rir, segundos depois, que eu tinha começado a andar então me virei e o encarei séria – Porque está rindo?
— Seu andado está engraçado, parece uma pata.
Meu olhar passou de sério para raivoso num instante e peguei o que estava ao alcance da minha mão e joguei. Não sei o que era que eu havia jogado, mas o objeto se espatifou quando atingiu a parede, pois Christian tinha se abaixado.
— Calma, Ana. Era para ser engraçado o que eu disse.
— Pois não achei nada engraçado! E se você não parar de fazer graça, além de greve de beijo você também não vai mais dormir no nosso quarto!
Christian se aproximou de mim e se desculpou, beijando minhas mãos, mas o empurrei e saí da biblioteca, indo rumo à sala de refeições.
CHRISTIAN
Por pouco aquela escultura de vidro não me acertava. Era melhor eu não contrariar mais a Ana, porque senão minha situação com ela vai ficar ainda mais complicada. Iria ter que pensar em algum jeito de reconquistar a confiança dela e de fazer com que Anastasia acabasse com aquela greve de beijo.
Quando ia saindo da biblioteca, esbarrei em alguém. Era a Sophie, neta da Sra. Jones que havia começado a morar com ela aqui na mansão fazia algumas semanas.
— Perdão, senhor.
— Eu que peço desculpa – falei enquanto a ajudava a se levantar do chão – Se machucou?
— Não. Não – ela disse rapidamente – A vovó me pediu para avisar ao senhor que o almoço vai ser servido daqui a dez minutos.
— Obrigado.
— Sr. Grey, eu posso lhe pedir um favor?
— Claro. O que deseja?
— Eu terminei o colegial e pretendo fazer Administração, mas preciso de um emprego para bancar meus estudos então queria perguntar se na sua empresa tem uma vaga de meio período ou se não tiver, se o senhor conhece alguma empresa que esteja precisando de gente para trabalhar só pela parte da manhã.
— Você sabe fazer o quê?
— Sou muito boa em computadores.
— É bilíngue?
— Sei falar um pouco o espanhol.
— Bom, surgiu uma vaga para ser minha secretária. Se quiser é sua.
— É meio período ou integral?
— Era para ser em tempo integral, mas como você é a neta da Gail, pode trabalhar meio período e receber como se trabalhasse o dia todo.
— Obrigada, senhor.
— De nada.
— Vou contar para a vovó agora mesmo, com licença.
— Toma cuidado para não esbarrar em mais ninguém.
— Sim, senhor. Vou ter mais cuidado na próxima vez – ela falou sorrindo e saiu.
Segui rumo à sala de refeições e assim que entrei encontrei apenas Ana parada em frente à janela.
— Anastasia?
Ela se virou e sorriu. Ana se aproximou de mim e me deu um selinho rápido o que eu achei estranho, pois minutos atrás ela quase tentou me matar com uma escultura de vidro.
“Ah não ser que não fosse a Anastasia” pensei intrigado.
— Rose? – arrisquei perguntar e ela balançou a cabeça negando – Annie?
— Acertou – ela disse, sorrindo – Não conta para a Anastasia que eu te beijei, ok? Será o nosso segredinho.
— Ok.
— Me empresta seu celular é que a Anastasia esqueceu o dela no quarto e ficar subindo e descendo a escada com esse barrigão não é legal.
Ela fez um bico então tirei o celular do bolso da calça e entreguei para ela. Era estranho ver a Anastasia falar dela mesma na terceira pessoa, mas eu tinha que pensar que não era ela e sim a Annie.
“Como deve ser difícil para uma criança está no corpo de uma grávida”
— Oi mamãe... Sim, sou eu. Mamãe vem passar a tarde aqui comigo na mansão, por favorzinho? – segundos depois Annie fez uma cara triste – Por favor, mamãe – fiz sinal para que ela me dê-se o telefone – O Christian quer falar com a senhora, vou passar para ele.
— Oi, Elena – falei assim que peguei o celular.
— Oi, Christian.
— Por que você não quer vir passar a tarde aqui com a Annie?
— Não é que eu não queira, Christian. É porque o nosso voo para Londres está previsto para sair às duas da tarde e amanhã é segunda-feira e eu tenho que resolver alguns assuntos da nova loja.
— Faz o seguinte. Você e Walfred vêm para cá e de tardezinha, vocês podem usar o jatinho da minha empresa e ir para Londres.
— E Grace? Você sabe que ela não vai muito com a minha cara.
— Não se preocupe com a minha mãe. Eu converso com ela.
— Tudo bem, então fala para a Annie que nós vamos. Tchau, Christian.
— Tchau, Elena.
— Então? – perguntou Annie assim que desliguei o celular.
— Elena e Walfred estão vindo.
— Obrigada, Christian – Annie me abraçou – É por isso que eu te amo.
Ou estava ouvindo de mais ou acabei de escutar ela dizendo que me amava. Me desvencilhei de Annie e a encarei ainda assustado.
— Você disse o quê? – minha voz saiu quase num sussurro.
— Obriga...
— Não essa parte. A outra.
— Ata. Já sei do que você está se referindo. Eu, Annie, consigo dizer eu te amo, já a Anastasia não consegue por que ela ainda está muito presa à Rose, mas não se preocupe porque vou te ajudar. Para fazer com que a Anastasia consiga se declarar, você terá que amolecer o coração da Rose.
— E como eu faço isso?
De repente, nossas famílias entraram na sala de refeições e nos olharam meio confusos.
— A gente conversa sobre isso mais tarde e não conta para eles que eu sou a Annie, ok? – ela sussurrou e me deu outro selinho rápido.
Comuniquei a todos que eu e a Ana já tínhamos feito as pazes e eles ficaram felizes por nós. Minha mãe começou a me dá outro sermão sobre como tratar bem as mulheres e só parou de falar porque a Sra. Jones e Sophie entraram trazendo o almoço.
Ajudei Annie a se sentar e logo começando a comer enquanto conversávamos sobre assuntos diversos até que Kayleigh tocou sobre a decoração do quarto dos bebês, então falei que eu mesmo iria montar os berços e a cama, pois a Anastasia já havia decorado o quarto e só faltavam apenas aqueles três móveis para que tudo ficasse pronto.
— Christian, por que não chama os rapazes para te ajudar? – me sugeriu Andrea.
— Andrea, meu amor. Eu trabalho a semana toda e você ainda quer me botar para trabalhar no final de semana também? – resmungou Luke.
— Se ajudar o Christian eu faço aquilo que você gosta – minha cunhada falou dando uma piscadinha para ele.
— Está bem, eu ajudo.
— Não sabia que você gostava de um fio terra, Luke – Kate comentou e todo mundo riu, quer dizer nem todos, Annie olhou para mim meio confusa.
— Christian, o que a Andrea vai fazer para o Luke? – ela sussurrou.
— Coisa de gente grande – sussurrei de volta.
— Ata. E o que é fio terra?
— Não é nada, meu amor – murmurei, inclinando-me um pouco e beijei sua bochecha, depois olhei para os outros – Gente, por favor, vamos conter o linguajar inapropriado, porque tem uma pessoa inocente à mesa – pedi e eles me olharam confusos, então tive que dizer a verdade – Essa daqui não é a Anastasia. É a Annie.
Depois que eles pediram desculpas o almoço continuou sem mais situações constrangedoras como aquela. Não demorou muito e logo os Johnson chegaram. Annie ficou muito feliz com a presença de Elena e foi então que pude perceber o quão importante ela era para a vida da Ana.
Após terminarmos de comer, os homens subiram para o quarto dos gêmeos enquanto que as mulheres foram para a varanda da parte de trás da mansão para programarem o chá de bebê da Anastasia.
— Ana? Está passando mal? – Christian perguntou vindo amparar-me, assim que saí do banheiro, pois eu estava com uma das mãos apoiada nas costas e a outra sobre a barriga enquanto franzia o cenho em dor.
— Acordei com dor de cabeça e com dor nas costas.
— Já tomou o remédio?
— Sim. A dor de cabeça passou um pouco, mas a das costas está piorando e esses dois se mexendo aqui dentro não estão me ajudando em nada.
Christian se ajoelhou à minha frente e começou a conversar com os bebês enquanto acariciava minha barriga. Pouco a pouco os dois começaram a parar de se mexer e eu me senti mais aliviada.
— Melhorou? – ele perguntou, se levantando.
— Sim. Obrigada.
— Será que não mereço um beijinho por acalmar nossos filhos? – ele indagou me abraçando e aproximando seu rosto do meu, mas ergui uma das mãos e coloquei na cara dele, o afastando.
— É claro que não. Você fez apenas sua obrigação como pai. Agora vamos almoçar por que eu estou com muita fome – murmurei, escutando Christian rir, segundos depois, que eu tinha começado a andar então me virei e o encarei séria – Porque está rindo?
— Seu andado está engraçado, parece uma pata.
Meu olhar passou de sério para raivoso num instante e peguei o que estava ao alcance da minha mão e joguei. Não sei o que era que eu havia jogado, mas o objeto se espatifou quando atingiu a parede, pois Christian tinha se abaixado.
— Calma, Ana. Era para ser engraçado o que eu disse.
— Pois não achei nada engraçado! E se você não parar de fazer graça, além de greve de beijo você também não vai mais dormir no nosso quarto!
Christian se aproximou de mim e se desculpou, beijando minhas mãos, mas o empurrei e saí da biblioteca, indo rumo à sala de refeições.
CHRISTIAN
Por pouco aquela escultura de vidro não me acertava. Era melhor eu não contrariar mais a Ana, porque senão minha situação com ela vai ficar ainda mais complicada. Iria ter que pensar em algum jeito de reconquistar a confiança dela e de fazer com que Anastasia acabasse com aquela greve de beijo.
Quando ia saindo da biblioteca, esbarrei em alguém. Era a Sophie, neta da Sra. Jones que havia começado a morar com ela aqui na mansão fazia algumas semanas.
— Perdão, senhor.
— Eu que peço desculpa – falei enquanto a ajudava a se levantar do chão – Se machucou?
— Não. Não – ela disse rapidamente – A vovó me pediu para avisar ao senhor que o almoço vai ser servido daqui a dez minutos.
— Obrigado.
— Sr. Grey, eu posso lhe pedir um favor?
— Claro. O que deseja?
— Eu terminei o colegial e pretendo fazer Administração, mas preciso de um emprego para bancar meus estudos então queria perguntar se na sua empresa tem uma vaga de meio período ou se não tiver, se o senhor conhece alguma empresa que esteja precisando de gente para trabalhar só pela parte da manhã.
— Você sabe fazer o quê?
— Sou muito boa em computadores.
— É bilíngue?
— Sei falar um pouco o espanhol.
— Bom, surgiu uma vaga para ser minha secretária. Se quiser é sua.
— É meio período ou integral?
— Era para ser em tempo integral, mas como você é a neta da Gail, pode trabalhar meio período e receber como se trabalhasse o dia todo.
— Obrigada, senhor.
— De nada.
— Vou contar para a vovó agora mesmo, com licença.
— Toma cuidado para não esbarrar em mais ninguém.
— Sim, senhor. Vou ter mais cuidado na próxima vez – ela falou sorrindo e saiu.
Segui rumo à sala de refeições e assim que entrei encontrei apenas Ana parada em frente à janela.
— Anastasia?
Ela se virou e sorriu. Ana se aproximou de mim e me deu um selinho rápido o que eu achei estranho, pois minutos atrás ela quase tentou me matar com uma escultura de vidro.
“Ah não ser que não fosse a Anastasia” pensei intrigado.
— Rose? – arrisquei perguntar e ela balançou a cabeça negando – Annie?
— Acertou – ela disse, sorrindo – Não conta para a Anastasia que eu te beijei, ok? Será o nosso segredinho.
— Ok.
— Me empresta seu celular é que a Anastasia esqueceu o dela no quarto e ficar subindo e descendo a escada com esse barrigão não é legal.
Ela fez um bico então tirei o celular do bolso da calça e entreguei para ela. Era estranho ver a Anastasia falar dela mesma na terceira pessoa, mas eu tinha que pensar que não era ela e sim a Annie.
“Como deve ser difícil para uma criança está no corpo de uma grávida”
— Oi mamãe... Sim, sou eu. Mamãe vem passar a tarde aqui comigo na mansão, por favorzinho? – segundos depois Annie fez uma cara triste – Por favor, mamãe – fiz sinal para que ela me dê-se o telefone – O Christian quer falar com a senhora, vou passar para ele.
— Oi, Elena – falei assim que peguei o celular.
— Oi, Christian.
— Por que você não quer vir passar a tarde aqui com a Annie?
— Não é que eu não queira, Christian. É porque o nosso voo para Londres está previsto para sair às duas da tarde e amanhã é segunda-feira e eu tenho que resolver alguns assuntos da nova loja.
— Faz o seguinte. Você e Walfred vêm para cá e de tardezinha, vocês podem usar o jatinho da minha empresa e ir para Londres.
— E Grace? Você sabe que ela não vai muito com a minha cara.
— Não se preocupe com a minha mãe. Eu converso com ela.
— Tudo bem, então fala para a Annie que nós vamos. Tchau, Christian.
— Tchau, Elena.
— Então? – perguntou Annie assim que desliguei o celular.
— Elena e Walfred estão vindo.
— Obrigada, Christian – Annie me abraçou – É por isso que eu te amo.
Ou estava ouvindo de mais ou acabei de escutar ela dizendo que me amava. Me desvencilhei de Annie e a encarei ainda assustado.
— Você disse o quê? – minha voz saiu quase num sussurro.
— Obriga...
— Não essa parte. A outra.
— Ata. Já sei do que você está se referindo. Eu, Annie, consigo dizer eu te amo, já a Anastasia não consegue por que ela ainda está muito presa à Rose, mas não se preocupe porque vou te ajudar. Para fazer com que a Anastasia consiga se declarar, você terá que amolecer o coração da Rose.
— E como eu faço isso?
De repente, nossas famílias entraram na sala de refeições e nos olharam meio confusos.
— A gente conversa sobre isso mais tarde e não conta para eles que eu sou a Annie, ok? – ela sussurrou e me deu outro selinho rápido.
Comuniquei a todos que eu e a Ana já tínhamos feito as pazes e eles ficaram felizes por nós. Minha mãe começou a me dá outro sermão sobre como tratar bem as mulheres e só parou de falar porque a Sra. Jones e Sophie entraram trazendo o almoço.
Ajudei Annie a se sentar e logo começando a comer enquanto conversávamos sobre assuntos diversos até que Kayleigh tocou sobre a decoração do quarto dos bebês, então falei que eu mesmo iria montar os berços e a cama, pois a Anastasia já havia decorado o quarto e só faltavam apenas aqueles três móveis para que tudo ficasse pronto.
— Christian, por que não chama os rapazes para te ajudar? – me sugeriu Andrea.
— Andrea, meu amor. Eu trabalho a semana toda e você ainda quer me botar para trabalhar no final de semana também? – resmungou Luke.
— Se ajudar o Christian eu faço aquilo que você gosta – minha cunhada falou dando uma piscadinha para ele.
— Está bem, eu ajudo.
— Não sabia que você gostava de um fio terra, Luke – Kate comentou e todo mundo riu, quer dizer nem todos, Annie olhou para mim meio confusa.
— Christian, o que a Andrea vai fazer para o Luke? – ela sussurrou.
— Coisa de gente grande – sussurrei de volta.
— Ata. E o que é fio terra?
— Não é nada, meu amor – murmurei, inclinando-me um pouco e beijei sua bochecha, depois olhei para os outros – Gente, por favor, vamos conter o linguajar inapropriado, porque tem uma pessoa inocente à mesa – pedi e eles me olharam confusos, então tive que dizer a verdade – Essa daqui não é a Anastasia. É a Annie.
Depois que eles pediram desculpas o almoço continuou sem mais situações constrangedoras como aquela. Não demorou muito e logo os Johnson chegaram. Annie ficou muito feliz com a presença de Elena e foi então que pude perceber o quão importante ela era para a vida da Ana.
Após terminarmos de comer, os homens subiram para o quarto dos gêmeos enquanto que as mulheres foram para a varanda da parte de trás da mansão para programarem o chá de bebê da Anastasia.

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