ANASTASIA
Assim que chegamos à sala, eu a vi e foi impossível de não relembrar o meu primeiro e único encontro com a Leila.
Era mais um final de expediente na W. Design e eu estava sentada em minha mesa, concentrada em terminar os desenhos para a decoração de uma loja, quando notei a presença de alguém.
— Você é Anastasia Steele? – perguntou a garota, bem vestida, parada em frente a mim.
— Sim, sou eu. Em que posso ajudá-la, senhorita?
— Você pode me ajudar ficando longe do meu marido, ouviu bem?
— Desculpe, mas acho que está me confundindo com outra pessoa.
— Não, eu não estou. Pessoas da sua laia a gente não se confunde.
— Quem você pensa que é para falar assim comigo? – indaguei me levantando e a encarando na mesma altura.
— Sou Leila Grey, esposa de Christian Grey.
Ao ouvir aquele nome todos os pelos do meu corpo se eriçaram e senti um calafrio percorrer minha espinha.
— Ficou muda, queridinha? Ah, tinha me esquecido que é assim que vocês submissas se comportam. Ficam caladinhas – ela disse e eu a encarei com raiva.
— Sra. Grey, pode ter certeza que eu não vou chegar nem perto do seu marido. Eu odeio ele.
— É bom mesmo, porque eu posso ser muito mal quando se trata de lutar por quem eu amo.
— A senhora está me ameaçando? – perguntei cruzando os braços.
— Isso foi só um aviso, querida.
— Ana?
Voltei ao presente e encarei Christian que havia me chamado.
— Eu estou bem, querido – sorri, fazendo-o suspirar aliviado – Estava apenas viajando em uma lembrança.
— Querida, esta é Lydia Adams. Ly, está aqui é minha esposa, Anastasia.
— Prazer em conhecê-la, Sra. Grey – ela disse estendendo sua mão para mim que ignorei e a abracei.
— O prazer é todo meu – falei enquanto me desvencilhava da garota, que sorriu em resposta – Você pode me chamar de Ana.
— Prefiro chamá-la de Sra. Grey mesmo, se a senhora não se importar.
— Ah, eu me importo sim. Não sou tão velha para ser chamada de senhora.
— Tudo bem... Ana – ela disse, meio que envergonhada.
— Espero que sejamos amigas – falei, pois como diz o ditado: “Deixe seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda”
— Você e minha irmã eram amigas também?
— Não. A gente se odiava mesmo.
— O café já está servido – avisou Gail então passei meu braço por cima do ombro de Ly e saímos caminhando juntas.
— Christian me contou que você é a nova secretária pessoal dele então se prepara porque ele é muito chato, parece um velho resmungão.
— Ei, eu ainda estou aqui – ele resmungou à nossas costas e nós sorrimos.
Durante o café da manhã, Christian informou que levaria Lydia até o consultório da Clarice então pedi para ir junto e ele quase me engoliu viva dizendo que eu deveria descansar, mas no fim de todo o showzinho desnecessário dele, acabei o convencendo.
— Você não vem? – perguntou Christian assim que saiu do Tesla em frente ao prédio onde ficava o consultório da Dra. Greene.
— Preciso fazer uma coisa, daqui a meia hora vou estar de volta – o informei.
— Anastasia...
— Eu vou ficar bem, querido. Não vou fazer nada de perigoso.
— O que vai fazer?
— Segredo – sorri e ele se inclinou me dando um beijo.
— Para onde, Sra. Grey? – perguntou Taylor me olhando pelo retrovisor assim que Christian e Lydia entraram no prédio.
— Conhece alguma loja que vende artigos para bebês?
— Conheço uma.
— Perfeito, me leve até lá, por favor.
Enquanto seguíamos pelas ruas de Seattle, me recostei no banco tentando pensar no que escrever no bilhete. Estava preparando uma surpresa para o Christian para amanhã de manhã. Iria contar a ele qual era o sexo dos bebês do meu jeito.
Minutos depois, Taylor parou em frente a uma loja chamada World Kids. Ele veio abrir a porta para mim e me acompanhou até o interior que achei muito aconchegante e colorido, perfeito para atrair os clientes.
— James! – exclamou uma mulher morena bem vestida num terninho cinza que atendia uma cliente que me fez lembrar Mary por causa do seu barrigão.
“Como será que ela estava? Vou tentar entrar em contato com eles quando chegar em casa” pensei.
A moça se aproximou e os dois se cumprimentaram então Taylor a apresentou para mim. O nome dela era Noelle Mills e depois de alguns minutos de conversa descobri que os Mills eram amigos de infância do Taylor. Falei a ideia para Noelle e ela me ajudou a montar a surpresa.
Demorei mais do que devia na loja e Christian acabou ligando para saber onde eu estava então disse a verdade, mas é claro que ocultei algumas coisas.
Quando voltávamos para o Escala, Christian me disse que tinha um jantar hoje à noite com um tal de Sr. Tamashiro e que Lydia iria com ele, para ajudá-lo na tradução da conversa.
Era uma seis e meia da tarde e eu estava na sala lendo um ótimo livro para pais de primeira viagem quando Christian apareceu vestido num elegante terno azul escuro. O encarei e notei que sua gravata estava um pouquinho torta então me levantei e fui até ele para arrumá-la.
— Está muito bonito. Um verdadeiro homem de negócio – falei e dei um selinho nele.
— Acha que me elogiando vai se safar. O que você está aprontando, Anastasia?
— Eu? Nada, meu senhor – disse sorrindo finalizando o nó da sua gravata, o enlacei pelo pescoço e Christian acariciou minha cintura por sobre a camisola preta – Eu já disse que só fui na loja da amiga do Taylor para dar uma olhada nas roupinhas de bebê.
— Por que será que eu não acredito, hein?
— Ai Christian! Não me diz que ainda está com ciúmes do Taylor? Pelo amor de Deus, eu e ele somos apenas amigos.
Ele me olhou desconfiado depois pegou meu rosto entre suas mãos.
— Você é minha. Só minha.
— Sim sou sua e agora por que não me beija, meu Mestre lindo – falei e mordi o lábio provocando-o.
Ele sorriu e uma das suas mãos foi para minha nuca me puxando para uma batalha de língua voraz, mas logo o nosso beijo foi interrompido com a chegada de Taylor e Lydia então Christian me deu um selinho e saiu com os dois.
Assim que chegamos à sala, eu a vi e foi impossível de não relembrar o meu primeiro e único encontro com a Leila.
Era mais um final de expediente na W. Design e eu estava sentada em minha mesa, concentrada em terminar os desenhos para a decoração de uma loja, quando notei a presença de alguém.
— Você é Anastasia Steele? – perguntou a garota, bem vestida, parada em frente a mim.
— Sim, sou eu. Em que posso ajudá-la, senhorita?
— Você pode me ajudar ficando longe do meu marido, ouviu bem?
— Desculpe, mas acho que está me confundindo com outra pessoa.
— Não, eu não estou. Pessoas da sua laia a gente não se confunde.
— Quem você pensa que é para falar assim comigo? – indaguei me levantando e a encarando na mesma altura.
— Sou Leila Grey, esposa de Christian Grey.
Ao ouvir aquele nome todos os pelos do meu corpo se eriçaram e senti um calafrio percorrer minha espinha.
— Ficou muda, queridinha? Ah, tinha me esquecido que é assim que vocês submissas se comportam. Ficam caladinhas – ela disse e eu a encarei com raiva.
— Sra. Grey, pode ter certeza que eu não vou chegar nem perto do seu marido. Eu odeio ele.
— É bom mesmo, porque eu posso ser muito mal quando se trata de lutar por quem eu amo.
— A senhora está me ameaçando? – perguntei cruzando os braços.
— Isso foi só um aviso, querida.
— Ana?
Voltei ao presente e encarei Christian que havia me chamado.
— Eu estou bem, querido – sorri, fazendo-o suspirar aliviado – Estava apenas viajando em uma lembrança.
— Querida, esta é Lydia Adams. Ly, está aqui é minha esposa, Anastasia.
— Prazer em conhecê-la, Sra. Grey – ela disse estendendo sua mão para mim que ignorei e a abracei.
— O prazer é todo meu – falei enquanto me desvencilhava da garota, que sorriu em resposta – Você pode me chamar de Ana.
— Prefiro chamá-la de Sra. Grey mesmo, se a senhora não se importar.
— Ah, eu me importo sim. Não sou tão velha para ser chamada de senhora.
— Tudo bem... Ana – ela disse, meio que envergonhada.
— Espero que sejamos amigas – falei, pois como diz o ditado: “Deixe seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda”
— Você e minha irmã eram amigas também?
— Não. A gente se odiava mesmo.
— O café já está servido – avisou Gail então passei meu braço por cima do ombro de Ly e saímos caminhando juntas.
— Christian me contou que você é a nova secretária pessoal dele então se prepara porque ele é muito chato, parece um velho resmungão.
— Ei, eu ainda estou aqui – ele resmungou à nossas costas e nós sorrimos.
Durante o café da manhã, Christian informou que levaria Lydia até o consultório da Clarice então pedi para ir junto e ele quase me engoliu viva dizendo que eu deveria descansar, mas no fim de todo o showzinho desnecessário dele, acabei o convencendo.
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— Você não vem? – perguntou Christian assim que saiu do Tesla em frente ao prédio onde ficava o consultório da Dra. Greene.
— Preciso fazer uma coisa, daqui a meia hora vou estar de volta – o informei.
— Anastasia...
— Eu vou ficar bem, querido. Não vou fazer nada de perigoso.
— O que vai fazer?
— Segredo – sorri e ele se inclinou me dando um beijo.
— Para onde, Sra. Grey? – perguntou Taylor me olhando pelo retrovisor assim que Christian e Lydia entraram no prédio.
— Conhece alguma loja que vende artigos para bebês?
— Conheço uma.
— Perfeito, me leve até lá, por favor.
Enquanto seguíamos pelas ruas de Seattle, me recostei no banco tentando pensar no que escrever no bilhete. Estava preparando uma surpresa para o Christian para amanhã de manhã. Iria contar a ele qual era o sexo dos bebês do meu jeito.
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Minutos depois, Taylor parou em frente a uma loja chamada World Kids. Ele veio abrir a porta para mim e me acompanhou até o interior que achei muito aconchegante e colorido, perfeito para atrair os clientes.
— James! – exclamou uma mulher morena bem vestida num terninho cinza que atendia uma cliente que me fez lembrar Mary por causa do seu barrigão.
“Como será que ela estava? Vou tentar entrar em contato com eles quando chegar em casa” pensei.
A moça se aproximou e os dois se cumprimentaram então Taylor a apresentou para mim. O nome dela era Noelle Mills e depois de alguns minutos de conversa descobri que os Mills eram amigos de infância do Taylor. Falei a ideia para Noelle e ela me ajudou a montar a surpresa.
Demorei mais do que devia na loja e Christian acabou ligando para saber onde eu estava então disse a verdade, mas é claro que ocultei algumas coisas.
Quando voltávamos para o Escala, Christian me disse que tinha um jantar hoje à noite com um tal de Sr. Tamashiro e que Lydia iria com ele, para ajudá-lo na tradução da conversa.
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Era uma seis e meia da tarde e eu estava na sala lendo um ótimo livro para pais de primeira viagem quando Christian apareceu vestido num elegante terno azul escuro. O encarei e notei que sua gravata estava um pouquinho torta então me levantei e fui até ele para arrumá-la.
— Está muito bonito. Um verdadeiro homem de negócio – falei e dei um selinho nele.
— Acha que me elogiando vai se safar. O que você está aprontando, Anastasia?
— Eu? Nada, meu senhor – disse sorrindo finalizando o nó da sua gravata, o enlacei pelo pescoço e Christian acariciou minha cintura por sobre a camisola preta – Eu já disse que só fui na loja da amiga do Taylor para dar uma olhada nas roupinhas de bebê.
— Por que será que eu não acredito, hein?
— Ai Christian! Não me diz que ainda está com ciúmes do Taylor? Pelo amor de Deus, eu e ele somos apenas amigos.
Ele me olhou desconfiado depois pegou meu rosto entre suas mãos.
— Você é minha. Só minha.
— Sim sou sua e agora por que não me beija, meu Mestre lindo – falei e mordi o lábio provocando-o.
Ele sorriu e uma das suas mãos foi para minha nuca me puxando para uma batalha de língua voraz, mas logo o nosso beijo foi interrompido com a chegada de Taylor e Lydia então Christian me deu um selinho e saiu com os dois.

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